Para aula ministrada na Escola Bíblica Dominical na Assembleia de Deus do Jardim das Pedras, São Paulo (SP).
Teologia Pentecostal
Reflexões Teológicas Acerca da Doutrina e Espiritualidade do Pentecostalismo
sábado, 18 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
A difícil doutrina do amor de Deus!
D. A. Carson fala sobre as formas como o amor de Deus é descrito nas Sagradas Escrituras. É interessante como o amor de Deus se torna um tema mais rico e complexo quando nos deparamos com abordagens bíblicas que, muitas vezes, soam contraditórias. Na verdade, são apenas complementares...
A palestra é baseada no ótimo livro "A Difícil Doutrina do Amor de Deus" (CPAD) do mesmo autor. Livro que recomendo muitíssimo.
A palestra é baseada no ótimo livro "A Difícil Doutrina do Amor de Deus" (CPAD) do mesmo autor. Livro que recomendo muitíssimo.
domingo, 12 de maio de 2013
A Igreja Brasileira é contaminada pela praga pelagiana!
Por Gutierres Fernandes Siqueira
[2] SAWYER, M. James. Uma Introdução à Teologia. 1 ed. São Paulo: Editora Vida, 2009. 183.
Infelizmente, os evangélicos brasileiros, em sua maioria, professam a doutrina de Pelágio [1]. Bom, resumindo de forma rápida e superficial, o pelagianismo é a ênfase nas boas obras para a salvação. Portanto, em uma comunidade evangélica a resposta que você mais ouvirá para a pergunta “você é salvo?” será um “estou me esforçando”! A resposta é simplesmente trágica, antibíblica e religiosa. Nesse sentido, o evangelicalismo brasileiro mata a principal ênfase do protestantismo e se volta para o pior do catolicismo popular. E não pense que esse problema é exclusivo de denominações arminianas, pois em comunidades calvinistas há, também, inúmeros pelagianos.
Nada mais distante do Evangelho do que a crença que a salvação seja fruto do NOSSO esforço. Como diz M. James Sawyer: “A doutrina da depravação humana e sua doutrina correlata, a necessidade de salvação vinda de Deus e pela graça, pertencem ao centro da rede da proclamação cristã” [2]. O pelagianismo não é um erro bobo- ou uma mera questão secundária- mas sim uma doutrina importante para mostrar onde está a nossa confiança salvífica. Em quem confiamos? Em nossa própria capacidade caridosa? Nas atitudes legalistas e moralistas? Na autojustificação? No mito da “bondade nata” da modernidade? Ou de fato cremos em Cristo como o nosso salvador?
Nada mais distante do Evangelho do que a crença que a salvação seja fruto do NOSSO esforço. Como diz M. James Sawyer: “A doutrina da depravação humana e sua doutrina correlata, a necessidade de salvação vinda de Deus e pela graça, pertencem ao centro da rede da proclamação cristã” [2]. O pelagianismo não é um erro bobo- ou uma mera questão secundária- mas sim uma doutrina importante para mostrar onde está a nossa confiança salvífica. Em quem confiamos? Em nossa própria capacidade caridosa? Nas atitudes legalistas e moralistas? Na autojustificação? No mito da “bondade nata” da modernidade? Ou de fato cremos em Cristo como o nosso salvador?
![]() |
| Pelágio, quem diria, um patrono evangélico! |
Não falo em semipelagianismo, pois é difícil que, na essência, algo seja simplesmente “semi”. A frase mencionada acima expressa bem um pensamento pelagiano. Mas é interessante observar que o discurso do "eu fazer" para "ser salvo" não se restringe a essa frase. Observe como as pregações mencionam mais o nosso papel do que o papel de Deus no processo salvífico. E a santificação? Quase se esquece que ela também é recebida pela graça. Veja, por exemplo, como o pensamento de Paulo centraliza que a santificação, igualmente como a salvação, também depende de uma ação divina: “Jesus Cristo, nosso Senhor, pelo qual recebemos a graça [...] para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome, entre as quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo.” [Romanos 1.4-6]. Portanto, se você obedece é porque Deus lhe deu essa graça. Isso não vem de nós, pois somos naturalmente tendenciosos para o mal.
É grave notar que o pelagianismo tomou o nosso discurso de forma que nem nos incomodamos. A ação humana é sempre mais valorizada do que a ação divina. É a divinização do próprio homem. Os sermões falam em “dez atitudes para isso” ou “oito ações para aquilo”. Tudo é o “eu quem faço”. A santificação, quando pregada, sempre enfatiza a ação ativa e nada da ação passiva, onde somos cheios pelo Espírito Santo para viver uma vida minimamente decente.
Portanto, o pelagianismo é um gravíssimo problema da práxis e da concepção salvífica dos evangélicos. Estamos cada vez mais católicos, mas, infelizmente, naquilo que o catolicismo tem de pior...
Encerro este texto com dois trechos do belíssimo Grata Nova, hino de número 18 da Harpa Cristã. Veja como o Evangelho está em destaque nessa letra:
Com ofertas e obras mortas,
Sacrifícios sem valor,
Enganado, pensa o homem,
Propiciar Seu Criador,
Meios de salvar-se inventa;
Clama, roga em seu favor,
A supostos mediadores,
Desprezando o Deus de amor.
Luz divina, resplandece!
Mostra ao triste pecador,
Que na cruz estão unidos
A justiça e o amor.
Fala aos corações feridos,
Mostra-te, Deus Salvador;
E sem fim, proclamaremos:
“Deus é luz! Deus é amor!”
Notas e Referências:
[1] Pelágio da Bretanha (350 — 423) foi um monge ascético a quem se atribui a defesa de crenças como a autonomia humana para a salvação, a natureza humana como neutra e a negação do pecado original. O seu principal oponente teológico fora Agostinho de Hipona (354- 430).
[2] SAWYER, M. James. Uma Introdução à Teologia. 1 ed. São Paulo: Editora Vida, 2009. 183.
sábado, 11 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
Conflitos na Família
Apresentação da aula na Escola Dominical da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Jardim das Pedras. São Paulo (SP).
quarta-feira, 1 de maio de 2013
O símbolo da Bancada Evangélica
![]() |
| João Campos (foto: congresso em foco) |
Por Gutierres Fernandes Siqueira
Quem acompanha este blog sabe a minha visão crítica sobre a Bancada Evangélica no Congresso Nacional. É inegável a importância desse grupo para barrar leis absurdas como a aprovação do aborto e eutanásia- eufemismos para assassinar com consciência limpa- mas, ao mesmo tempo, é composta por muitos deputados questionáveis, para dizer o mínimo, em matéria moral e ética.
O deputado João Campos (PSDB-GO) é um símbolo dessa Bancada Evangélica moral- imoral. Campos, presidente da Frente Parlamentar Evangélica, é um dos maiores entusiastas da PEC 37, um projeto de lei que na essência limita o poder de investigação do Ministério Público. Ele defende abertamente esse projeto em seu site. Além desse absurdo, o deputado Campos foi relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da PEC 33, de autoria do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), outro projeto tresloucado que submete o poder do Supremo ao Congresso.
No mesmo site onde defende o indefensável Campos informa que “em 1973 converteu-se à Igreja Evangélica Assembléia de Deus na Cidade de São Miguel do Araguaia. Em 1980 foi consagrado Diácono, em 1988 Presbítero, em 1989 Evangelista e em 1996 Pastor Auxiliar da Igreja Assembléia de Deus de Vila Nova.”. A Bíblia diz que, na condição do episcopado, o homem deve ser irrepreensível [cf. 1Timóteo 3.2]. E como assembleiano eu fico com aquele sentimento de "vergonha alheia".
Aonde vamos parar? Nós, como evangélicos, vamos continuar a manchar os nossos nomes com deputados que “defendem a família” e ao mesmo tempo projetam leis que minam a democracia e a oportunidade de investigação de corrupção? É claro que ele e outros deputados apologistas dessas PECs vão dizer que possuem as melhores intenções... Bom, mas quem acredita? Já viu algum tirano que cresça falando a verdade?
Como seria bonito ver deputados evangélicos defendendo causas nobres. Homens que deveriam ser exemplos de republicanismo, honestidade e democracia.
É hora de vigiar!
Assinar:
Postagens (Atom)

