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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

São os pentecostais contra a suficiência das Escrituras?

Por Gutierres Fernandes Siqueira

A acusação mais comum e desonesta contra os pentecostais é apontar que esse movimento não sustenta a suficiência das Escrituras. Ao defender profecias e línguas contemporâneas, dizem os críticos, o pentecostalismo nivela a Palavra de Deus às experiências emocionais. Será verdade? Com a palavra os próprios pentecostais...
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“Estamos medindo tudo pela Palavra, toda experiência deve medir-se pela Bíblia. Alguns dizem que isso é exagero, mas se vivemos mui apegados à Palavra, essas contas as ajustaremos com o Senhor quando o encontrarmos nos ares”.  William Joseph Seymour (1870-1922), evangelista e pioneiro do pentecostalismo norte-americano.
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“Se temos o Espírito Santo, podemos provar os espíritos, porque tudo o que o Espírito Santo faz é confirmado pela Palavra. Não queremos nos fiar em línguas e interpretações. Precisamos avaliar as línguas e demonstrações à luz da Palavra. E, se elas não concordarem com a Palavra, não devemos aceitá-las. Tudo precisa ser avaliado segundo o padrão da Palavra”. Maria Woodworth Etter (1844-1924), evangelista e pioneira do pentecostalismo norte-americano.
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“Existem graves problemas sendo levantados pelo hábito de dar e receber ‘mensagens’ pessoais de orientação por meio dos dons do Espírito [...] A Bíblia dá lugar para tal direção vinda do Espírito Santo [...] Tudo isso, porém, deve ser mantido na devida proporção. O exame das Escrituras mostrará que, de fato, os primeiros cristãos não recebiam continuamente tais vozes do céu. Na maioria dos casos, eles tomavam suas decisões pelo uso do que normalmente chamamos ‘senso comum santificado’ e viviam normalmente. Muitos de nossos erros na área dos dons espirituais surgem quando queremos que o extraordinário e o excepcional sejam transformados no frequente e no habitual. Que todos os que desenvolvem desejo excessivo pelas "mensagens" possam aprender com os enormes desastres de gerações passadas e com nossos contemporâneos [...] As Sagradas Escrituras é que são a lâmpada nossos passos e a luz que clareia o nosso caminho.” Donald Gee (1891 - 1966), teólogo e pioneiro do pentecostalismo na Inglaterra.
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“Se o espírito de qualquer profecia prejudica o esquema geral da revelação bíblica e os propósitos de Deus no Evangelho, e não se relaciona de forma alguma a eles, então não devemos levar tal palavra a sério. Essa ‘profecia’ pode ser alguma coisa diabólica ou, mais provavelmente, pode ser fruto da imaginação humana.” Reinhard Bonnke (1940-), evangelista alemão.
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“A autoridade máxima em matéria de fé, a norma infalível da vida espiritual, a temos completa e perfeita no Antigo e no Novo Testamento. Nem podemos crer que possuam realmente o dom de profecia aqueles que pretendem serem profetas, sem se submeterem às normas estabelecidas pela Palavra de Deus e ensinadas por aqueles a quem Ele chamou, ungiu e confirmou como seus ministros, para o bem de sua Igreja. [...] O dom de profecia no Novo Testamento não tem a finalidade de estabelecer normas para a vida cristã, para o governo da Igreja e para a maneira de agir dos ministros, especialmente se tais ‘normas’ são contrárias às doutrinas neotestamentárias.” Estevam Ângelo de Souza (1922 - 1996), escritor e pastor da Assembleia de Deus em São Luís (MA).
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“O avivamento de que necessitamos deve ser de busca e de ensino da Palavra de Deus. [...] Nunca devemos interpretar a Bíblia à luz das nossas experiências espirituais, mas interpretar as nossas experiências espirituais à luz da Palavra de Deus. Do contrário, cairemos no experiencialismo extremado e antibíblico, como estamos vendo acontecer nos dias de hoje.” Antonio Gilberto da Silva (1929-), teólogo assembleiano e consultor doutrinário da CPAD.
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“Em nenhum incidente registrado no NT o dom de profecia foi usado para dirigir pessoas em casos que pudessem ser resolvidos pelos princípios bíblicos. As decisões no tocante à moralidade, compra e venda, ao casamento , ao lar e à família devem ser tomadas mediante a aplicação e obediência aos princípios bíblicos da Palavra de Deus e não meramente à base de uma ‘profecia’”. Donald Stamps (1938-1991), editor da Bíblia de Estudo Pentecostal.
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“O Movimento Pentecostal, embora acredite na atualidade do batismo no Espírito Santo e nos dons espirituais, jamais aceitou outra fonte de autoridade que contrarie a Bíblia Sagrada nem que se considere igual ou superior a esta. É claro que tem havido desvios doutrinários isolados. Estes, porém, são de imediato rechaçados e postos na marginalidade.”  Claudionor Corrêa de Andrade (1955-), teólogo assembleiano e consultor doutrinário.
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E aqui eu poderia passar horas copilando as palavras de outros líderes pentecostais, mas esses exemplos são suficientes para expor a ignorância daqueles que afirmar ser o pentecostalismo contra a suficiência das Escrituras. Não é porque algum desavisado fez ou fala bobagens que todo pentecostalismo deva sofrer generalizações. Um pouco de respeito e conhecimento faz bem a todos. 

domingo, 2 de agosto de 2015

É o pentecostalismo um mal ao protestantismo?

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Por um motivo não muito claro, especialmente nos últimos dias, vários blogs começaram campanhas contra o pentecostalismo. O que mais impressiona nesses ataques é a ignorância sobre o caráter carismático da cristandade. Esses tratam o pentecostalismo, mesmo na sua vertente clássica, como um câncer para a igreja protestante moderna. Os pentecostais merecem essa ojeriza pelos demais protestantes? Evidente que não. Aliás, desde sempre o pentecostalismo sofreu com ataques preconceituosos do fundamentalismo tipicamente americano de segunda geração.  E o que impera nesse grupo normalmente é a má vontade como o outro.


A multiformidade da Igreja Cristã é rejeitada pelos fundamentalistas contemporâneos, mas é apreciada por teólogos protestantes de uma linha mais, digamos, inteligente e elevada. Alister McGrath, um dos maiores eruditos do evangelicalismo e professor da Universidade de Oxford, escreveu resumidamente e propriamente sobre o pentecostalismo:

O pentecostalismo deve ser entendido como parte de um processo protestante de reflexão, reconsideração e regeneração. Ele não é consequência de uma “nova Reforma”, mas o resultado legítimo do programa contínuo que caracteriza e define o protestantismo desde seu início. O pentecostalismo, como a maioria dos outros movimentos do protestantismo, fundamenta-se no que aconteceu antes. Seu igualitarismo espiritual é claramente a redescoberta e a reafirmação da doutrina protestante clássica do “sacerdócio de todos os crentes”. Sua ênfase na importância da experiência e na necessidade de transformação remonta ao pietismo anterior, em especial, como desenvolvido na tradição de santidade. Contudo, o pentecostalismo uniu e casou essas percepções em sua própria percepção distintiva da vida cristã e de como Deus é encontrado e anunciado. Ele oferece um novo paradigma de autoexpressão para o protestantismo, antes, considerado marginal e levemente excêntrico pelos crentes da corrente principal; cem anos depois, o pentecostalismo, cada vez mais, passa, ele mesmo, a definir e a determinar essa mesma corrente principal. [1]

Como discordar de McGrath? O pentecostalismo é apenas uma consequência lógica do aspecto reformacional da Igreja pós-Lutero. Não é e nunca pretendeu ser uma Nova Reforma, mas é o resgate e a junção dos elementos esquecidos ou adormecidos.

É evidente que há inúmeros pentecostais problemáticos, heréticos e até moralmente duvidosos. Agora é necessário lembrar que o pentecostalismo cresceu muito e em pouco tempo e é até natural que surjam problemas de ordem doutrinária, litúrgica e até ética. O Movimento Pentecostal ainda é uma criança histórica dentro da cristandade. O primeiro centenário aconteceu apenas agora em 2001. Não se espera maturidade de uma criança, mas se sabe que é uma questão de tempo. E, ainda que a criança dê trabalho, ninguém em sã consciência a chama de um câncer indesejável.

Um cristão tradicional, seja ele episcopal ou presbiteriano, deveria celebrar a expressão carismática do cristianismo moderno. É essa vertente que tem apresentado Jesus Cristo, o Salvador, em países como a Nigéria e a Coreia do Sul. É essa vertente que chega às favelas de Luanda e nos subúrbios de Buenos Aires. Sim, esses pentecostais não apresentam outro fundamento, senão o Cristo, o filho do Deus vivo. Eles não apresentam Cristo como o Desmitolizado, mas como o Ressuscitado. Quantos de vocês conheceram Jesus Cristo através da pregação de um pentecostal desajeitado, mas cheio de fervor evangelístico?

Referências Bibliográficas:


[1] McGRATH, Alister. A Revolução Protestante. 1 ed. Brasília: Editora Palavra, 2012. p 428.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A apologética sob a ação profética do Espírito Santo

Ágabo, o profeta
Por Gutierres Fernandes Siqueira

O texto de 1 Timóteo 4 fala de apostaria e heresia, porém começa com uma observação curiosa: “mas o Espírito expressamente diz”. O que é possível aprender dessa expressão? Ora, o ministério do Espírito Santo envolve o exercício da correção e da apologia através, inclusive, do dom de profecia, do ministério profético e do dom de discernimento de espírito. O Espírito Santo quase nunca é associado ao labor apologético e aí está um erro comum entre cristãos diante dos males deste mundo: a falta de dependência da igreja contemporânea da ação de divina. Enfrentar o mal apenas com ferramentas humanas não é só limitador, mas igualmente arrogante em desprezo a ideia central no cristianismo da graça divina.

A apologética não pode ser vista apenas como um exercício de polemistas. É fato que a apologética é um trabalho intelectual, mas tal fato não apaga o caráter espiritual do combate à apostasia e à heresia. Nesse texto, o apóstolo depende do ministério do Espírito para o discernimento sobre o tempo presente. “Essa é a única referência na carta a Timóteo ao ministério e a presença do Espírito na igreja. A função do Espírito aqui é transmitir (como fonte e capacitador divino) uma palavra profética”, como observa Philip H. Towner [1]. Isso mesmo: o Espírito Santo capacita o homem numa palavra profética para discernir o erro.

O ministério profético, diferente do que afirma equivocadamente o cessacionismo, não acabou na era apostólica. O profeta neotestamentário não tinha uma função de formulador doutrinário, logo porque quem exercia esse papel era o colegiado apostólico. A igreja estava baseada na “doutrina dos apóstolos” e não na “doutrina dos profetas”. O profeta neotestamentário, que sempre deve ser diferenciado do veterotestamentário, exercia outros papéis, entre eles o resguardo da doutrina dos apóstolos através do discernimento de espíritos, pois há uma estreita ligação entre os dons. 

sábado, 25 de julho de 2015

Um pastor que não ensina a Bíblia é não é digno dessa função!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

O silêncio realmente é o amigo e o ajudador do pensamento e da invenção; mas se alguém almejar a facilidade da fala e a beleza do discurso, não as atingirá por outra disciplina senão o estudo das palavras e sua prática constante. [Gregório Taumaturgo 1]

Em o Novo Testamento os termos “presbíteros”, “anciões”, “bispos” e “pastores” eram intercambiáveis (e.g. At 20. 17,18; Tt 1. 5-7). O texto de I Timóteo 3. 1- 7 mostra objetivamente as qualidades morais necessárias ao ministro do Evangelho. Veja que a lista paulina não indica as funções práticas dos presbíteros e nem o que eles deveriam fazer em termos de administração e finanças, por exemplo. O texto fala apenas das qualidades de caráter.  Todavia há uma exceção e essa diz respeito ao ensino.


Ser “apto para ensinar” (v. 2) é o diferencial “técnico” do episcopado. Ainda que o ensino na Escritura seja um dom do Espírito (cf. Rm 12.7), é imprescindível o esforço do ministro: “haja dedicação ao ensino” (ARC), diz o apóstolo. Portanto, é inadmissível que alguém seja ordenado ao ministério pastoral sem a plena capacidade professoral nas Escrituras. O cristão pode ser moderado, bom pai de família e uma pessoa irrepreensível, mas se não tiver capacidade para ensinar não será um pastor digno da função. E, é bom lembrar, o pastorado também é um dom comungado com o ensino (cf. Ef 4.11). 

sábado, 18 de julho de 2015

Fundamentos da Teologia Pentecostal (bate-papo via SKYPE)

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Caros,

Participei de um bate-papo via SKYPE com um pequeno grupo de jovens da Assembleia de Deus de Chapadão do Céu (Goiás). Veja abaixo. O assunto é sobre o pentecostalismo e o estudo bíblico. 

sábado, 11 de julho de 2015

O escolhido e o sofrimento: o pentecostalismo não aceita a doce ilusão de uma vida mágica e sem agruras!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

No ótimo e recomendável livro Os Dez Mandamentos Mais Um: Aforismos teológicos de um homem sem fé, o filósofo Luiz Felipe Pondé comete uma pequena injustiça com o pentecostalismo clássico. Pondé, escrevendo sobre “eleição” e sofrimento, afirma:


Quem é o eleito, para a sabedoria hebraica? É aquela ou aquele escolhido para mostrar ao mundo o que pode Deus e o que Ele quer da Sua criação. É uma interpretação muito diferente da que vigora entre os pentecostais, para os quais eleito é aquele que vai ficar rico. Não. Um homem é eleito para sofrer [...]. (grifo meu).


Pondé estaria certo se referisse ao neopentecostalismo. Infelizmente, o neopentecostalismo domina o discurso inclusive em inúmeras igrejas antes pentecostais e afirma tais bobagens. Mas como dizia Dom Robinson Cavalcanti falar em neopentecostalismo é uma injustiça, pois a mensagem desse grupo não é mera renovação dos antigos carismáticos, mas uma total distorção do pentecostalismo original. O melhor seria falar em pseudopentecostalismo, como dizia Cavalcanti [2].

O pentecostalismo original e histórico, da mesma forma da sabedoria hebraica, enxerga sobre o eleito (ou escolhido de Deus) o fardo do sofrimento. Basta uma rápida leitura da Harpa Cristã, o hinário oficial das Assembleias de Deus, para contemplar um realismo sobre o sofrimento na vida do homem. O discurso que sempre vigorou no pentecostalismo clássico é que o escolhido de Deus não está livre das agruras da vida, muito pelo contrário.

Frida e Gunnar Vingren
Um belo exemplo. A sueca Frida Vingren (1891-1940), que dispensa apresentações, está certamente entre os principais pioneiros do trabalho evangélico-pentecostal no Brasil. Ela traduziu e adaptou 24 hinos da Harpa Cristã [3]. Nas canções pode-se perceber qual era a visão da musicista, poeta e missionária: o sofrimento é parte inerente da vida cristã, mas ao mesmo tempo a esperança é cultivada em Cristo. A escolha da missionária Vingren espelhava a própria teologia pentecostal daqueles dias onde o sofrimento era visto como uma “escola sublime”, expressão essa para lembrar um artigo do missionário Nils Kastberg (1896- 1978) no jornal Som Alegre de janeiro de 1930, periódico este que foi o precursor do jornal Mensageiro da Paz, órgão oficial de comunicação das Assembleias de Deus. O sofrimento sempre foi encarado por esses pentecostais como natural no exercício pleno do cristianismo bíblico.

Talvez a canção que melhor transpareça essa visão pentecostal, que ao mesmo tempo coincide com a sabedoria hebraica, é o hino Bem-Aventurança do Crente. A canção também foi traduzida e adaptada para o Psaltério Pentecostal, e depois para a Harpa Cristã, pela própria Frida Vingren. A composição original é do sueco Emil Gustafson (1862-1900), um evangelista do Movimento da Santidade cujo lema de vida era: "aquele que tem muito a dizer sobre si mesmo ainda não tem visto a Deus." A terceira estrofe da canção diz:


Quem quiser de Deus ter a coroa,/Passará por mais tribulação;/ Às alturas santas ninguém voa, /Sem as asas da humilhação;/ O Senhor tem dado aos Seus queridos,/ Parte do Seu glorioso ser;/ Quem no coração for mais ferido, /Mais daquela glória há de ter.


O pentecostal clássico canta esse hino e não se afoga na doce ilusão que é possível obter prosperidade pelo andar em comunhão com o divino, como se a vida fosse gerida por elementos de magia. Como o eleito do Antigo Testamento, e do Novo também, ele sabe muito bem que nada de bom o espera (conforto, dinheiro, saúde etc.), mas sim e apenas as aflições de Cristo.

Certa vez um neopentecostal comentou comigo que ficou chocado com a biografia de Gunnar Vingren (1879-1933), pois o fundador da Assembleia de Deus no Brasil parecia “encarar o sofrimento como natural”. Sim, esse jovem interpretou o Diário do Pioneiro [4] muito bem. A teologia pentecostal não aceita a doce ilusão de uma vida mágica onde Deus é visto como um trampolim para o sucesso material, pelo contrário. Seguir a Cristo muitas vezes resulta em sérios prejuízos. Portanto, é da essência do pentecostalismo não abraçar a falsa ideia que o eleito de Deus é um mimado do céu, mas assim como Cristo foi descrito pelo profeta Isaías como o “ferido de Deus”, o cristão sabe que pode, também, ser ferido pelo próprio Deus.  

Referências Bibliográficas:

[1] PONDÉ, Luiz Felipe. Os Dez Mandamentos Mais Um: Aforismos teológicos de um homem sem fé. 1 ed. São Paulo: Editora Três Estrelas, 2015. p 18.

[2] CAVALCANTI, Robinson. Pseudopentecostais: nem evangélicos, nem protestantes. Revista Ultimato. Ed. 314. Setembro-Outubro 2008. Veja em: http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/314/pseudo-pentecostais-nem-evangelicos-nem-protestantes

[3] Vingren é autógrafa, segundo o Dicionário do Movimento Pentecostal, de oito hinos, entre esses temos a linda música Em Meu Lugar, cuja letra tem como centro a figura de Cristo como redentor. Para a lista completa veja: ARAÚJO, Isael de. Frida Vingren: uma biografia da mulher de Deus, esposa de Gunnar Vingren, pioneiro das Assembleias de Deus no Brasil. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014. pp 140-142.

[4] É a principal biografia de Gunnar Vingren escrita pelo próprio filho. Veja: VINGREN, Ivar. Diário do Pioneiro. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1973.