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sábado, 15 de março de 2008

Teísmo Aberto e suas implicações à teologia pentecostal - Parte 02

O Teísmo Aberto destaca-se por mesclar com outras corretes teológicas de cunho modernista. Essa corrente tem influenciado pensadores cristãos evangélicos e até denominações. O artigo quer responder a seguinte pergunta: o Pentecostalismo tem sido afetado pelo Teísmo Aberto?
O Movimento Pentecostal, em 2006, completou o seu primeiro centenário, sendo um “movimento” relativamente novo. O antiintelectualismo dominou o Pentecostalismo nos seus primeiros anos, sendo quem esse tipo de fé anti-razão foi sendo quebrada por grandes teólogos nas igrejas pentecostais, como Myer Pearlman e Donald Gee. O teólogo pentecostal Antonio Gilberto comenta:

Infelizmente, os pentecostais não tem uma tradição acadêmica. Estou dizendo isso com respeito. Sou pentecostal. Os nossos irmãos episcopais, metodistas, presbiterianos e batistas têm uma certa tradição acadêmica. Só fomos nos preocupar com isso há pouco tempo. Por isso, às vezes enfatizamos apenas a emoção e esquecemos a outra área.[1]

O professor Augustus Nicodemus, acredita que a tradição acadêmica tardia dos pentecostais, tornam os jovens seminaristas veneráveis a correntes teológicas liberais, como o Teísmo Aberto, Nicodemus diz:

Por não terem investido, no passado, em uma boa educação teológica de seus pastores e obreiros, muitas igrejas pentecostais, hoje, têm um tremendo passivo teológico. Várias delas têm sucumbido ao liberalismo teológico quando enviam seus obreiros para serem preparados em cursos de teologia e ciências da religião comprometidos com o método histórico-crítico.[2]

O jornalista Silas Daniel, pastor assembleiano, completa a tese do Rev. Nicodemus:

A tradição acadêmica do pentecostalismo é recente porque o pentecostalismo, como movimento, é recente. Se isso pode ter tido alguma influência? Pode. Mas, na verdade, não é exatamente por causa disso. Temos percebido vítimas do Teísmo Aberto tanto em arraiais pentecostais como em arraiais não-pentecostais, e aqui me refiro a denominações igualmente arminianas e com uma tradição acadêmica mais antiga do que a dos pentecostais. Não é tanto uma questão de tradição acadêmica, mas de público para o qual o discurso é mais atraente. É mais fácil o Teísmo Aberto enredar um arminiano desavisado do que um calvinista desavisado, posto que o calvinista, por definição, já mostra-se indisposto em relação ao arminianismo.[3]

As opiniões acima mostram que o Pentecostalismo, também, é um movimento vulnerável ao liberalismo teológico com as suas diversas correntes. O Teísmo Aberto tem afetado, sim, alguns pastores pentecostais, sendo que essa influência é crescente. O século XXI, mostra aos pentecostais clássicos dois desafios: os modismos e aberrações neopentecostais e o liberalismo teológico.
No Chile e outros países da América Latina é visto muitos pentecostais adeptos da “Teologia da Libertação” ou “Evangelho Social”. Nos Estados Unidos alguns pentecostais-carismáticos são constantes em movimentos ecumênicos.
Além da tradição acadêmica tardia, os pentecostais em sua maioria são arminianos, sendo que o Teísmo Aberto é bem atrativo para os mais radicais seguidores de Jacobus Arminius. Mas ser pentecostal não significa ser necessariamente arminiano, pois é crescente os pentecostais que buscam uma terceira via entre calvinismo e arminianismo, além de outros declarados “pentecostais reformados”.
Nos anos 60, 70 e 80, os pentecostais brasileiros já se preocupavam com o liberalismo. Em 1962, na Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, já se discutia o ecumenismo. Na década de 80, o teólogo assembleiano Abraão de Almeira escreve o livro Tratado sobre Teologia Contemporânea, onde ele tratou desde Modernismo Teológico, Neo-Ortodoxia e Teologia da Libertação. Os pentecostais devem continuar como antagônicos do liberalismo teológico, isso não é retrocesso intelectual, mas precaução diante das vãs filosofias (Cl 2.8).

Conclusão:

01. Os pentecostais, assim como batistas e metodistas que radicalizarem o seu discurso arminiano, podem cair nas malhas do Teísmo Aberto.
02. Um pentecostalismo anti-razão, que despreza o discurso teológico, a apologética, o ensino sistemático, é bem semelhante aos “combatentes” da ortodoxolatria[4]. O pastor assembleiano Rick Nañez, no seu livro[5] que mostra o antiintelectualismo no pentecostalismo, relata a frase de um líder pentecostal pioneiro: “Existem pessoas que gastam a vida inteira sendo apologistas- sim, elas passam sua vida toda dano desculpas para as Escrituras”.
03. Os jovens seminaristas precisam resistir a tentação de inventarem novas teologias. A atração perigosa de querer inventar a roda e achar que precisa quebrar com todo pensamento histórico é comum nas mentes “revolucionárias”, mas vazias de sentido e direção bíblica.

Notas e Referências Bibliográficas:

01. GILBERTO, Antonio. In Entrevista Reposta Fiel, Rio de Janeiro, n. 18, p 12, Dez-Jan-Fev de 2006.

02. NICODEMUS, Augutus. In Entrevista. Revista Defesa da Fé. São Paulo, Maio de 2007. Disponível em:<> Acesso em: 14/03/2008.

03. DANIEL, Silas. In Entrevista. Blog Teologia Pentecostal. São Paulo, 30/01/2008. Disponível em:<> Acesso em: 14/03/2008.

04. O discurso anti-apologética é comum no meio do neoliberalismo teológico. O escritor Donald Miller, no seu livro Como os pinguins me ajudaram a entender Deus (Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007), escreveu: “Meu mais recente esforço de fé não é do tipo intelectual. Eu realmente não faço mais isso. Mais cedo ou mais tarde você simplesmente descobre que há alguns caras que não acreditam em Deus e podem provar que ele não existe e alguns outros caras que acreditam em Deus e podem provar que ele existe- e a esse ponto a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou mais interessado nisso”.
O discuso anti-apologética, comum no antiintelectualismo pentecostal, se assemelha aos neoliberais, que não vêem razão nos debates. A apologética é mandamento divino ( Fp 1.7, 16; I Pe 3.15 e Jd 3).

05. NAÑEZ, Rick. Pentecostal de Coração e Mente. 1 ed. São Paulo: Editora Vida, 2007. p. 274.

15 comentários:

André Amaral disse...

Vou ser o primeiro a fazer um comentário sobre seu texto. Mas como já te disse, ainda estou sem internet em casa, por isso não é nada demais, pode até ficar meio confuso, pois tem que ser rápido...rs

"03. Os jovens seminaristas precisam resistir a tentação de inventarem novas teologias. A atração perigosa de querer inventar a roda e achar que precisa quebrar com todo pensamento histórico é comum nas mentes “revolucionárias”, mas vazias de sentido e direção bíblica."

Caro amigo, você escreveu um enorme texto, por sinal muito bem escrito, escreveu como um bom jornalista faz, porém, sua conclusão foi um tanto desastrosa.

Fico imaginando se não existe uma tentação em fazer novas teologias por ser a velha teologia vazia de sentido e significado...

Mas me impressiona ver os pentecostais dizendo o que é heresia e o que não é. Me impressiona porque a pouco tempo atrás, e até hoje, alguns ainda pensam que o pentecostalismo é uma heresia. Dá uma impressão que é "herege" falando de "herese". Me impressiona um movimento sem tradição acadêmica alguma tentando se afirmar apontando as heresias que os rondam.

Mas um observação que não poderia deixar passar, é que no seu texto, que trata do teismo aberto como um movimento herese, sem sentido e vazio de direção bíblica, não faz o mesmo com o arminianismo que ronda o movimento pentecostal. Parece que você ignorou o fato do arminianismo ser mais uma heresia( o que já foi definido em concilios importante da igreja reformada).
Sengundo a conclusão do seu texto, seguindo os "fantásticos teólogos" Silas Daniel e o Dr. Pr. Preletor Augustus Nicodemos (dificil conciliação essa, não acha?), o teismo aberto (heresia liberal segundo os dois teólogos) tem maior facilidade de penetrar no meio pentecostal por este ter uma maior fascinação por uma outra "heresia" (o arminianismo).

Aí meu Deus, que confuso isso... É heresia que não falta mais. Calvinistas dizem de um lado: Arminianismo é HERESIA. Pentecostais, que pareciar concordar que o Calvinismo era HERESIA, e por isso adotaram o Arminianismo, dizem do outro lado: teismo aberto é HERESIA. Logo concluem: Cuidado para não se seduzirem por novas teologias! Mas será que um movimento, como o pentecostal, sem tradição acadêmica, por isso mais vulneravel as heresias liberais, não adotou heresias antigas? como o arminianismo? Ou o arminianismo não é uma heresia?

Já nem sei mais o que é heresia, além de ser taxado como herege, dizem, estou seduzido por novas teologias.

Meu caro Gutierres, esse é apenas um comentário "sem compromisso", até mesmo um pouco confuso.

Mas teológicamente não consegui captar a mensagem. Jovens seminaristas também me pareceu interessante. Gente "jovem" como Gondim tem sido um dos maiores propagadores da teologia relacional, que segundo você é a mesma coisa do teísmo aberto. Talvez Gondim deveria ouvir seu conselho antes de terminar o curso de teologia...

Ednaldo disse...

André, tu não é jovem seminarista, não se sinta ofendido pelo artigo do Gutierres.

:)

Ednaldo.

Eduardo Neves disse...

http://eduneves.blogspot.com/2008/03/protesto.html

André Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
André Silva disse...

A paz do Senhor, irmão Gutierres!

Acompanhei os dois artigos e lendo Isaías 46.10, assim como outros versículos, fiquei me perguntando qual a explicação racional para esse novo modismo: Teísmo aberto ou Teologia Relacional. Muito interessante o texto; por outro lado o comentário do irmão André Amaral me instigou a um questionamento:

"Me impressiona um movimento sem tradição acadêmica alguma tentando se afirmar apontando as heresias que os rondam."

Escrever uma Teologia Sistemática Pentecostal, editar uma Bíblia de Estudo Pentecostal não seria um belo esforço de acadêmicos? É querer muito de um movimento de cem anos em relação aos tradicionais, embora contraditório dizer que não temos tradição alguma se os fundadores do movimento Pentecostal nasceram em berço tradicional acadêmico, por outro lado os tradicionais ainda bebem em fontes passadas, ao menos os Pentecostais avançam gradativa e academicamente não para se firmar, até porque nossas bases não foram forjadas em filosofias de homens, mas tão somente na ininerrante Escritura Sagrada.
Por outro lado, vale salientar que o Pentecostalismo tem um "Q" de Calvinista, afinal de contas, a igreja Universal do Senhor Jesus presdestinada está e vai subir, isso é fato, porém predestinação individual é uma confusão histórica e sem tradição acadêmica.
Quanto à conclusão do caro irmão André amaral:

"esse é apenas um comentário "sem compromisso", até mesmo um pouco confuso."

Talvez nem o irmão sabe onde está e por qual caminho está trilhando: Teologia Relacional ou Teísmo aberto é confuso mesmo.

Parabéns pelo artigo e pesquisa acadêmica.

Um abraço em Cristo, Gutierres!

Irmão André Silva - PE

André Amaral disse...

Ai meu Deus, mais uma vez...rs

André Silva,

vamos direto ao assunto...

01)"Escrever uma Teologia Sistemática Pentecostal, editar uma Bíblia de Estudo Pentecostal não seria um belo esforço de acadêmicos?"

Quanto ao esforço eu concordo, mas quanto ao belo não concordo. Na verdade penso que o movimento pentecostal erra em fazer essas coisas. Erram quando tentam sistematizar seu pensamento. Isso, na minha opinião, não tem muito haver com a ideia do movimento pentecostal, que enfatiza a ação do Espírito no crente. Por sinal, bíblia de estudo de certa confissão doutrinaria não é nada belo. Inclusive acho esse tipo de estudo uma forma um tanto que tendenciosa de interpretar a bíblia. Sinto que é como se estivessem dizendo assim:"Olhem, nós pentecostais temos base bíblica".

(...)

Sinceramente tenho muito a te dizer, mas prefiro não fazer isso agora, pois parece que você não entendeu meu comentário. Inclusive parece até que você está pensando que sou adepto dessas teologias (teismo aberto e teologia relacional.

02)"esse é apenas um comentário "sem compromisso", até mesmo um pouco confuso".

Talvez nem o irmão sabe onde está e por qual caminho está trilhando: Teologia Relacional ou Teísmo aberto é confuso mesmo."

Parece que você não entendeu o que penso. Eu sei bem onde estou, e não acho teismo e teologia relacional uma coisa confusa.

Abraço.

André Amaral

Victor Leonardo Barbosa disse...

Ola irmão Gutierres, parabéns pelo artigo que prima pela fidelidade à história. Todavia, apesar de eu crer que o movimento pentecostal é um movimento com tradição acadêmica recente, creio que o anti-intelectualismo é um tanto quanto mais recente ainda, e ele se dá muitas vezes mais na parte terológica(dificilmente algum pentecostal nesse moldes deixaria de colocar seu filho para estudar, por exemplo).
Sem contar que a IEAD já teve grandes eruditos desde o início de seu nascimento, como Samuel Nystrom e gradnes teólogs como Alcebíades Pereira Vasconcelos. Com relação a crítica do doutor Nicodemus, concordo com sua afirmtaiva, mas não no contexto em que ele escreveu estas palavras, até porque o liberalismo teológico veio( e em muitos lugares continua vindo) de várias denominações tradicionais, inclusive reformadas.

Porém de forma alguma quero desmerecer seu artigo, que está muito bom.
Continuemos pelejando contra o teísmo aberto!

abraços e Paz do Senhor!!!

Daladier Lima disse...

Ratifico as palavras do Victor Leonardo. As heresias surgem em todos os cantos do planeta. A Teologia da Prosperidade nasceu nos EUA, um dos países onde mais se estuda e se faz teologia.
Acho que o problema está na ânsia insuperável da alma humana, de sempre querer sistematizar as ações de Deus.
O vento, entretanto, sopra aonde quer...

Eduardo Neves disse...

Pentecostais são hereges?

http://eduneves.blogspot.com/2008/03/recebi-hoje-este-e-mail-da-cpr-em.html

André Amaral disse...

Conforme prometido, tenho mais algumas observações, porém elas vão além de meros comentários, são minhas reflexões sobre a teologia e o método teológico. Antes de qualquer coisa, quero afirmar novamente que não sou adepto de nenhuma teologia. Mas sei que após ler este post, a maior parte dos leitores vão tentar assimilar meus pensamentos com alguma teologia qualquer que não seja a teologia simples, de um simples GAROTO, que parte de simples olhares e simples sentimentos. Que com toda essa simplicidade revela a complexidade por trás de simples fatos.

"A teologia é repetição, o estudo sobre Deus não nos leva para novas verdades ou para um relativismo absurdo. A teologia cristã é fechada, dogmática, baseada em absolutos."

A teologia da repetição é aquela que elabora uma abordagem totalizante-universalizante concernente aos temas da fé. É uma abordagem caracterizada por uma mediação cultural que se cristalizou na cultura grega com enorme influência de Platão, portanto, trata sobre temas metafísicos que a possibilita falar de forma unívoca e universal, ignorando outros contextos históricos.
Como o irmão mesmo disse, que a teologia é repetição, concretiza-se nesse fato a desistorização do discurso teológico que é feito no espaço de um contexto específico e real. Usando a linguagem estabelecemos termos que expressam nossa experiência com o transcendente-imanente (Deus) e para se chegar a uma cognocibilização da fé empregamos termos como Pai, Jeová, Senhor e etc, que são identificações culturais e familiares de momentos e acontecimentos históricos específicos. E se de fato não podemos, ao experimentar Deus, definir nossa experiência conforme nossa mediação cultural, só posso concluir que, seguindo suas palavras, a teologia cristã é uma fórmula, uma receita, uma padronização correta na qual devemos seguir para então experimentar Deus. Ou seja, teologia é o estudo que padroniza formas absolutas, fechadas, instransponíveis, do que é ter relação com Deus. Teologia não nos leva para novas experiências, relativas ou absolutas, mas para uma repetição do discurso histórico, sem progresso, mudanças, práxis e formas; Ou seja, teologia é a gnose cristã, um conjunto de conhecimentos inabaláveis e indivisíveis necessários para se obter à fé no verdadeiro “Deus”, que se transformou em um ídolo parecido com os deuses da mitologia Grega. Por isso, Deus precisa morrer, para conhecermos o Deus que Vive e em nós habita. O Deus construído por nossas mentes que ao olhar para o céu diz: lá habita Deus, no vazio espaço; e dita dos céus sua regra, este, está morto. GRAÇAS A DEUS! Essa metáfora é uma boa nova que precisa ser digerida.

O outro Deus (kivitz) é Jesus, o qual foi definido como Deus Conosco, aquele que abriu mão de sua soberania e aceitou vir a este “país longínquo” (Barth) para habitar ENTRE nós e estabelecer seu Reino; O Deus que deixou de ditar as regras lá de cima, mas que veio até nós, estendeu suas mãos para curar, tocou em gente impura, curou e libertou o homem da imagem criada de Deus pelos rabinos e mestres da lei, e transformou em antropomorfo (a imagem do Homem [Deus]) o teomorfo (à imagem de Deus [O Homem. Gn. 2]). Ou seja, Deus é a imagem do homem, assim como o homem é a imagem de Deus. Semelhança e Imagem.

Será que crer nisso faz de mim um adepto das teologias criticadas nesse post? Ou estou apenas sendo coerente com a revelação, Jesus-homem, de Deus? Que veio do alto, porém, encontrou habitação dentro de nós; Que é o Outro, desconhecido, mas que pode ser chamado pelo nome, e ser tratado como amigo; Que é inacessível, porém pode ser acessado a qualquer momento, instante, hora e lugar. Que não podemos conhecer sua mente, mas sabemos, muito mais que isso, podemos sentir o seu Amor por nós.

Será que me tornei mesmo um herege? Será que não é necessária uma mediação na teologia?

Apesar de ter fugido um pouco, de certa forma, do tema, essa é uma critica ao conjunto da obra, principalmente na parte do método teológico abordado.

Abraço Gutierres. Aguardo ansiosamente pela sua resposta.

Anchieta Campos disse...

Parabéns pela estrutura do artigo e pela abordagem do assunto!

"Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça" João 7:24. Realmente não podemos ser omissos.

Abraços fraternos!

Do seu amigo e irmão em Cristo,

Anchieta Campos

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Obrigado irmãos por todos os comentários. Em breve respondo algumas colocações.

André Amaral disse...

Oi Gutierres,

ainda aguardo respostas.

Abraço.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

André, desculpe pela demora, mas vamos as repostas.

A teologia cristã-bíblica é um pensamento único, dogmático, metódico; mas que ganha ênfases diferentes no decorrer da história. Quero dar um exemplo: As doutrinas do arrebatamento, vinda de Cristo, anticristo etc, são bíblicos e sempre estiveram presentes na história do cristianismo e da teologia. No decorrer da história essas doutrinas ganharam ênfases diferentes, pois quando Israel volta na metade do Século XX, o dispensacionalismo cresceu no meio evangélico. A história influenciou na tendência, mas não na essência, que sempre existiu.
O conceito do Deus Conosco, sempre existiu na história da teologia, mas como disse, ganhou ênfases diferentes no decorrer da história. Quando o Papa detinha o poder político-religioso em todo a Europa, Cristo só poderia ser aquele sentado em um Auto e Sublime trono.
O grande problema não é termos uma teologia estável, mas sim dar ênfases em aspectos de Teologia, valorizar a Transcendência acima da Imanência, a Soberania acima do relacionamento, a Justiça acima da Misericórdia e vice-versa.

Valter Borges disse...

Teólogos calvinistas, povo armianistas.

Não tenham por insignificante o fato de que o segmento do cristianismo que mais produz literatura é o dos pentecostais!
Talvez uma produção acadêmica de "peso" ainda esteja por vir. Mas existem seminaristas que estão aprofundando seus estudos muito além do que imaginam e já estão produzindo materiais acadêmicos teológicos pentecostais de grande qualidade.
As teses teológicas dos últimos anos tem sido desenvolvidas por pentecostais.
Vale, também, salientar que a herança teológica da Igreja Cristã se alicerça nos primeiros concílios, na Revelação (Bília) e na Reforma Protestante, portanto, toda teologia pentecostal será (ou, seria) desenvolvida, partindo deste pressuposto.
A vulnerabilidade dos evangélicos pentecostais quanto ao Teísmo Aberto ou Teologia Relacional é, em suma, a erupção de uma verdade armenista que está no seio da Igreja, que estava em ebulição.
O problema não é a tal teologia, mas, sim, a defesa do armenismo num país dominado pelo calvinismo.
Portanto, essa batalha entre calvinistas e arminianistas está apenas começando.
Quanto à fazer uma nova teologia, gostaria de salientar o seguinte:
1) A teologia é o pensar racional acerca de Deus, fé e suas relações com a humanidade (homem, natureza, cosmos) dentro de uma geração, conforme os desafios de cada época, tendo como base a Revelação Divina.
Assim, é imprescindível que os teólogos dêem respostas aos mais diversos desafios da humanidade, ou seja, o que Deus quer acerca dos desafioas atuais.
Para tanto a teologia deve fornecer respostas aos questionamentos da vida.
A teologia pode (e, deve) ser reformada, mas a Revelação, não!
As respostas do século XVI para a sociedade de então, não são, em suma, respostas para os dilemas de nossa sociedade no século XXI.
Sem contar que o debate entre fundamentalistas e liberais já está ultrapassado!
Reflitamos nisso!

Até...