Pesquisar este blog

Carregando...

domingo, 3 de agosto de 2008

O Batismo no Espírito Santo, Parte 02

O Batismo no Espírito Santo deve ser entendido como um revestimento de poder para testemunho evangelístico, portanto tem seu propósito bem definido nas Sagradas Escrituras. Longe de ser uma mera experiência subjetiva, beirando o esoterismo, o Batismo no Espírito Santo é uma graça para o desenvolvimento serviçal. Como no artigo anterior, esse texto tem por objetivo discutir mais algumas questões relacionadas a essa doutrina.

Batismo no Espírito Santo: Qual o seu propósito?

A experiência normativa do Batismo no Espírito Santo tem um propósito bem claro nas Escrituras, com qualificação para o serviço cristão (cf. At 1.8). Uma maior eficácia na evangelização dos povos se dá por meio da experiência pentecostal; portanto, o Batismo no Espírito Santo apresenta uma relação missionária com os seus objetivos.
Os que buscam o Batismo no Espírito Santo por mera curiosidade esotérica, onde querem experiências místicas e transcendentais, distorcem completamente o propósito do Batismo no Espírito Santo. Essa experiência deve ser buscada para aqueles que têm o coração no Reino de Deus e lutam por sua expansão. Lembrando que um não-batizado não está impossibilitado de fazer grandes trabalhos evangelísticos, pois nunca as Escrituras colocam que a evangelização está restrita aos que experimentam um poder carismático, mas é claro que o Batismo serve como um bom reforço!
A distorção principal nos dias atuais referente ao propósito do Batismo no Espírito Santo é denominado de “reteté de Jeová”. Esse movimento prega experiência por experiência, sem propósito, cheio de desordem no culto e ainda associa espiritualidade com barulho. O “reteté”, longe de ser um reforço ao pentecostalismo, é uma verdadeira aberração que atrapalha o desenvolvimento de uma doutrina pentecostal sadia e bíblica, onde os dons e o Batismo no Espírito é pregado dentro dos limites das Sagradas Escrituras.

Batismo no ou com Espírito?

A diferença entre os termos intercalados batismo no ou batismo com tem suscitado dúvidas e debates. Nas traduções bíblicas comuns no Brasil, como as de Almeida, a expressão comum é “batismo com o Espírito Santo”, mas em obras e textos de teólogos pentecostais há uma predominância do termo “batismo no Espírito Santo”. Não importa a terminologia, pois o conceito doutrinário é o mesmo.
Certamente a preferência pelo termo “batismo no Espírito Santo” é forçado pela comparação com o “batismo nas águas”. A maioria esmagadora dos pentecostais são adeptos do batismo por imersão, ou seja, onde o corpo do batizando é colocado inteiro nas águas batismais. Como a comparação com o batismo nas águas é inevitável (Jo 1.33; cf. Mt 3.11), os pentecostais preferem a preposição NO do que COM. Usando a preposição “com a água” dá espaço para uma interpretação mais aberta sobre fórmulas do batismo em águas, podendo abraçar até mesmo o batismo por aspersão ou efusão.
Longe de ser uma questão que mudará o significado do Batismo no/com o Espírito, essas preposições são usadas para reforçar ou trabalha conjuntamente com outra doutrina: O batismo nas águas por imersão.

Evidência física inicial?

Um dos pontos mais controvertidos na doutrina do Batismo no Espírito Santo refere-se à problemática de sua evidência. Esse assunto tem dividido até mesmo os pentecostais clássicos. O próprio William J. Seymour defendia que as línguas não eram a única evidência física do Batismo no Espírito Santo [1], mas outras manifestações poderiam ser encaradas como essa evidência. Acompanhando Seymour nesse raciocínio, denominações inteiras com a Igreja de Deus em Cristo [2] pregam que existem mais de uma evidência para o Batismo. Hoje, a maioria das igrejas neopentecostais não defende que as línguas são a única evidência.
Esse ponto é defendido principalmente pelo texto de Atos 10.46, onde Lucas relata a admiração dos judeus que viram os gentios receberem “o dom do Espírito Santo”, isso “porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus”. Baseados nesse texto, os pentecostais defendem a evidência física para o Batismo no Espírito Santo [3].
Para mais detalhes sobre o assunto, leia o artigo Falar em Línguas, a evidência física inicial [4].

PS: Acompanhe a terceira parte desse artigo e não deixe de ler a primeira parte.


Notas e Referências Bibliográficas:

01- ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. p 295.

02- Na declaração de fé da Igreja Deus em Cristo, a maior denominação pentecostal dos EUA, há uma clara demonstração da mudança em relação a evidência física inicial: “Cremos que o dom de falar em outras línguas um dos sinais de uma vida cheia do Espírito Santo”. Para o entendimento do corpo doutrinário dessa denominação, que vem desde Seymour, as línguas podem ser um sinal físico, mas não o único.

03- French L. Arrington, professor da Church of God School of Theology, escreve: “Os discípulos no Dia de Pentecostes e os crentes em Cesaréia respondem de modo semelhante: falando em línguas (At 2.4; 10.46) e louvando a Deus (At 2.11; 10.46). in ARRINGTON, French L. e STRONSTAD, Roger (Ed.) Comentário Bíblico Pentecostal. 4 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. p 685.

04- http://teologiapentecostal.blogspot.com/2007/12/falar-em-lnguas-evidncia-fsica-inicial.html

23 comentários:

Leonardo disse...

Legal!!!

Agora estou esperando o terceiro!!!

:-)

Deus te abençoe!!!

(-V-) disse...

Paz Gutierres,

Sinceramente ainda não fiz um estudo profundo de pneumatologia. Assunto controverso, mas tão importante. Mais um motivo para acompanhar a visão pentecostal histórica sobre o assunto.

No Amor e na Verdade que nos une,
Vini
(-V-)

obs: muito obrigado pelo comentário e incentivo no blog.

Jefferson disse...

Gostei muito dessa 2º parte da matéria também.
É de fato um assunto que sempre deve estar limitado pelas escrituras!

Eu acho que o único termo da atual confissão de fé pentecostal que caberia alguma alteração seria justamente o tema polêmico da evidência inicial. Eu acho que podiam simplesmente retirar essa parte da confissão de fé pentecostal que ficaria ótimo.
"Gemidos inexpremiveis" são considerado linguas? Interpretação de linguas faz parte das linguas? O dom da cura faz parte das linguas? Profecia faz parte das linguas?
Assim como eu creio que as linguas possam ser evidência inicial do batismo no espirito santo. Eu considero cura milagrosa também como uma possivel evidência inicial. Uma palavra profética sem o uso de "linguas estranhas + interpretação" também uma outra possibilidade de evidência inicial. A Propria interpretação de linguas na minha opinião também pode ser considerada uma evidência inicial. Dentre vários outros "revestimentos com poder" bíblicos que evidenciam a presença do espirito santo.

Mas de forma alguma podemos brigar ou causar divisões por causa disso. Mas sem dúvida é fruto de boas discussões.

A Paz do Senhor a todos!

Juber Donizete Gonçalves disse...

Gutierres,

O assunto é controverso, pois nossos irmãos não pentecostais têm interpretação diferente. Me lembro quando por volta de 1992, li um livro de Billy Graham, chamado "O Espírito Santo". Nele, o famoso evangelista batista, diz que o Batismo no Espírito Santo é sinônimo de conversão e novo nascimento. Essa idéia soa estranha no meio pentecostal, que a têm como uma experiência distinta da conversão. Concordo com Jefferson, quando diz que o assunto não deveria causar brigas entre os evangélicos. Infelizmente, o tema já foi usado muitas vezes como motivo de divisões de igrejas. Creio que todo o salvo em Cristo têm o Espírito Santo, conforme João 14:16, 17 e Gálatas 3:5. Quanto ao falar em línguas, Paulo diz que gostaria que todos falassem (I Cor. 14:5), mas sabia que como dom, não eram todos que tinham (I Cor. 12:30). O texto de I Cor. 13:10-12, não fala em cessar os dons devido ao encerramento do Canôn Sagrado, mas sim, fala da Volta de Cristo. Portanto, creio na contemporaneidade dos dons, mas creio que o uso tem que ser nos moldes do Novo Testamento, conforme, I Coríntios capítulos 12 e 14, e não baseados em experiências de terceiros, nem em tradição religiosa.

Parabéns pela iniciativa do tema.

Marcos disse...

A Paz irmão Estudando sobre esse assunto que sempre ira gerar grande polemica entre os irmãos deixo claro que respeito todas as posições mais não devemos alimentar nosso povo com coisas que ja foram encerradas com o novo canon.

Portanto, a simples lógica nos leva a concluir que, uma vez que o diabo demonstrou poder de operar milagres no passado e fará isso novamente no futuro — ele é, sem dúvida, capaz de fazê-lo hoje! Creio que esta é exatamente a razão pela qual Deus cessou de operar os milagres, que tiveram a finalidade de impressionar os homens e autenticar a mensagem do Evangelho, após o cânon das Escrituras se tornar completo. Somos exortados a "…provar, (testar) os espíritos…" (1 João 4:1) para nos guardar de sermos iludidos por falsas doutrinas, todavia, que eu saiba, não há um critério para testar os milagres. Então, por que você acha que Deus não nos deus um critério para isso? Estou convencido de que isso se deve ao fato de termos meios de compreender que não precisamos deles! O ministério de milagres durante o período da igreja primitiva alcançou seu propósito e terminou. Conseqüentemente, se os filhos de Deus testemunharem ou experimentarem algo espetacularmente milagroso, não deveriam ser enganados, pensando que foi Deus quem realizou!

A razão disso ser tão importante deveria ser óbvia. Nós, humanos, tendemos a ficar admirados com tudo que parece desafiar as leis do mundo natural e/ou nosso sentido da razão. É por isso que os mágicos continuam a operar seus truques e fazer sucesso. Mesmo sabendo que seus truques consistem de prestidigitação e/ou ilusões, ainda não deixamos de ficar impressionados por eles. E quando coisas inexplicáveis ocorrem, que parecem ser de origem sobrenatural, como entrar em transe, receber mensagens de anjos em visões ou ouvir vozes, etc., vamos confessar — a maioria das pessoas irá considerar isso milagres! ENTRETANTO, por qual critério eles deveriam ser atribuídos a Deus?

Não quero ofender ninguém mais se o fiz desculpas estão pedidas.


Que a paz de Cristo estejam com todos

zwinglio rodrigues, pr. disse...

Gutierres, paz.

Sobre as línguas como evidência do BES, gostaria que você me tirasse umas duas, três... dúvidas (se quiser e puder):

No seu texto [vc o indicou no final deste] que trata diretamente sobre o assunto, você discorreu:

"Uma confusão frequente em relação ao tema línguas estranhas, é confundir sinal com dom. Todos os batizados no Espírito Santo falam em línguas, o sinal, mas nem todos recebem o dom de variedades de línguas."

Sobre esse sinal, qual o tempo de duração dessa fala em línguas?

Alguém que tenha experimentado o BES, falaria uma palavrinha

"ô ri"

Ou falaria em uma sequência de frases:

"ô ri cala ma nas, dei quei ias tu me canto..."?

Outra coisa:

em um momento de experiência conjunta, quem seria a pessoa a DISCERNIR se tais sinais são genuínos?

Aqui há um problema:

O sujeito teria a suposta evidência inicial, mas, como estamos em uma reunião com algumas pessoas, e todos estão orando com voz alta, etc., etc., como alguém poderia atestar se tal experiência inicial é legítima, visto que NECESSARIAMENTE não se terá o DOM de LÌNGUAS para se experimentar as tais línguas depois?

Mais uma só:

É sabido que quem tem o dom de línguas fala quando quer e onde quer.

No caso do crente experimentando o sinal, ELE NÃO TERIA CONTROLE DA SITUAÇÃO? OU TERIA?

Se sim, em ele não verbalizando por uma razão qualquer, em um outro momento, ele teria que ter a mesma experiência até verbalizar tais sons, ou som?!!!

Por fim:

Qual a base neotestamentária para estabelecer uma distinção entre um sinal de línguas e o dom?

Qual episódio bíblico demosntra que alguém experimentou o BES, falou em línguas e depois deixou de falar demosntrando não possuir o DOM de LÌNGUAS? Essa tese é uma SUPOSIÇÃO?

São dúvidas de um pentecostal que não acredita na evidência de línguas.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Leandro, a paz!

Nesse domingo estarei publicando a terceira parte...

Um abraço!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Vinícius, a paz!

Pneumatologia é ainda um assunto que precisa amadurecer, pois a pouco tempo que começou a ser explorado no meio protestante, principalemnte com o advento do Movimento Pentecostal.

Mais uma vez parabenizo pelo conteúdo do seu blog!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Jefferson, a paz!

A doutrina da evidência física inicial é o distintivo dos pentecostais quanto às demais grupos evangélicos que acreditam em uma bênção subseqüente a salvação!
Gemidos, alegria, danças, profecias, curas servem como evidência do Batismo no Espírito Santo? Biblicamente é difícil sustentar tal hipótese, pois das referências em Atos sobre o Batismo no Espírito Santo, três delas citam as línguas (cf. At 2,4; 10.46; 19.06). A própria surpresa dos crentes judeus sobre o Batismo no Espírito Santo para os gentios acontece por eles terem ouvido “falar línguas, e magnificar a Deus”!
Se as línguas não é a evidência, então o Batismo não tem evidências físicas, pois as outras possibilidades são mais especulativas, pois não tem nenhum versículo para apoio...
Obrigado pela participação e continue acompanhando!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Pastor Juber, a paz!

O assunto é polêmico, principalmente quando as discussões saem do arraial pentecostal. Essas questões não devem criar brigas, mas sim continuarem nas discussões do campo de idéias... Admiro muito o equilíbrio de John Stott quando trata sobre o assunto, apesar de que não concordo com muitos de seus posicionamentos...
Em tudo precisamos saber ouvir, discutir e amar a Palavra de Deus.

Ismael disse...

Irmão Gutierres: seus artigos são ótimos, parabéns.

Zwinglio Rodrigues e demais irmãos:

A evidência do Batismo do Espírito Santo é o dom de falar em linguagem estrangeira. Não há distinção entre “sinal” e “dom” - nunca encontrei isto nas Escrituras; isto é especulação apenas.

O que recebe o dom de falar em línguas estranhas não fala quando quer, como quer e onde quer. O que fala em línguas fala movido pelo Espírito Santo, conforme o Espírito se apraz.

O que fala em línguas estranhas não entende o que fala (se entendesse não seria dom, seria conhecimento humano). Daí a necessidade de intérprete se a mensagem em linguagem estrangeira for dirigida à Igreja. Daí também o apóstolo recomendar que quem fala língua estrangeira orar para também poder interpretar. Se não houver intérprete, diz o Apóstolo, “esteja calado na igreja” (que eu entendo como: não se dirija à igreja ou assembléia) e “fale consigo mesmo e com Deus” (fale de modo a não interromper o andamento da assembléia).

Nem todos falam línguas estranhas. Nem todos os que falam línguas estranhas falam com a mesma freqüência. Os dons não se manifestam por vontade do que os recebe, mas conforme o querer do Espírito Santo. Detalhe: a manifestação do Espírito não é “possessão”, portanto, quem recebe a virtude do Espírito Santo não perde o seu controle.

Com a Paz do Senhor Jesus.

zwinglio rodrigues, pr. disse...

Ismael, paz.


"O que recebe o dom de falar em línguas estranhas não fala quando quer, como quer e onde quer. O que fala em línguas fala movido pelo Espírito Santo, conforme o Espírito se apraz."

Você está equivocado quanto à sua colocação acima.

Eu falo em línguas sempre que quero...

O que o Espírito Santo faz é "distribuir os dons como lhe APRAZ."

Isso está escrito.

No demais, percebo que sua posição sobre o assunto é bastante conservadora...

Abraços meu irmão.

-----------------------------------

Gutierres, paz.

Tu respondeu a muitos mas deixou meus questionamentos sem responder.

Tô no aguardo meu imrão.

Marcos disse...

A Paz irmaõs

o engraçado e que Deus não deixou um criterio para distinguir que as linguas faladas realmente vem dele(O Apostolo Paulo enfatiza sempre que devemos ter um tradutor para que toda a igreja seja edificada) pois se estão na igreja e ouvimos na igreja elas vem do espirito Santo, agora se elas estiverem e um terrero de macumba muitos falariam que viriam do Diabo

E ai senhores alguem exclarece isso ai?

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Marcos, a paz do Senhor!

Vejo que você compartilha de uma visão cessacionista em relação aos dons espirituais. No decorrer dos seus dois comentários você destaca uma suposta falta de critério para milagres e o dom de línguas... Vejo equívoco nisso, pois textos com I Ts 5. 12-23 E o clássico I Co 14 são demonstrações claras que a teologia paulina estava pronta a apontar critérios para autentificar de milagres, profecias, línguas etc.
O próprio fato de Paulo doutrinar o uso correto dos dons espirituais para a edificação da igreja mostra que os carismas são para toda a Igreja em todo o tempo.
Agradeço seus comentários...

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Zwinglio Rodrigues, a paz do Senhor!

Desculpe pela demora na sua resposta, mas vamos aos pontos:

01.“Sobre esse sinal, qual o tempo de duração dessa fala em línguas?

Certamente as línguas com sinal durarão um período relativo à experiência do batizando, pois se o mesmo receber o dom de variedade de línguas, o sinal perde o seu propósito... Muitos nunca receberam o dom de “variedades de línguas”, portanto sempre terão as línguas com sinal.

02.“Alguém que tenha experimentado o BES, falaria uma palavrinha ‘ô ri’ ou falaria em uma seqüência de frases: ‘ô ri cala ma nas, dei quei ias tu me canto... ’?”

Não é o número de palavras que determina se há um sinal ou dom de línguas... O sinal é um idioma. O “dom” são vários idiomas, pois o texto de I Co 12. 10 fala em “variedades de línguas”. Nem todos têm o dom de variedade de línguas (I Co 12.30).


03.“Em um momento de experiência conjunta, quem seria a pessoa a DISCERNIR se tais sinais são genuínos?”

Um discernimento eficaz vem por meio do dom de discernimento de espíritos...

04.“O sujeito teria a suposta evidência inicial, mas, como estamos em uma reunião com algumas pessoas, e todos estão orando com voz alta, etc., etc., como alguém poderia atestar se tal experiência inicial é legítima, visto que NECESSARIAMENTE não se terá o DOM de LÌNGUAS para se experimentar as tais línguas depois?”

Ora, tanto a língua como sinal ou a variedade de línguas estão sujeitas a um mesmo julgamento: A Palavra e o dom de discernimento.

05.“É sabido que quem tem o dom de línguas fala quando quer e onde quer. No caso do crente experimentando o sinal, ELE NÃO TERIA CONTROLE DA SITUAÇÃO? OU TERIA?”

As línguas, independente se são sinais iniciais ou dentro do dom de variedades, elas não podem ser manipuladas por vontade humana e devem estar restritas ao ambiente de culto ou em momento devocionais, pois ou precisa edificar quem está falando ou edificar que está ouvindo com interpretação. As línguas, sendo sinal ou dom, não são êxtases, pois ninguém deve ficar fora de controle (I Co 14. 27-28). Ningúem deve usar as línguas para outros propósitos, senão edificação pessoal por meio da oração e louvor e edificação da igreja por meio de interpretação.

06.“Qual a base neotestamentária para estabelecer uma distinção entre um sinal de línguas e o dom?Qual episódio bíblico demosntra que alguém experimentou o BES, falou em línguas e depois deixou de falar demosntrando não possuir o DOM de LÌNGUAS? Essa tese é uma SUPOSIÇÃO?”

Paulo deseja que todos falem em línguas (I Co 14.5), mas ao mesmo tempo diz que nem todos falam diversas línguas (I Co 12.29). Paulo discorre sobre as línguas como meio de edificação pessoal por meio da oração em línguas, como todos precisam dessa edificação e o dom de “variedades” não são pra todos, então ficaria sem sentido tal instrução.

O assunto continua no próximo post...

Marcos Vieira disse...

Prezado Gutierres,
Parabéns pelo blog que estou conhecendo agora. Gostaria de saber se teria outro meio de me comunicar contigo para podermos trocar umas figurinhas. Para não fugir do seu texto atual, uma pergunta inicial: sendo o BES um revestimento de poder para o evangelismo, seria o Billy Graham batizado no ES? Grande abs.

Juber Donizete Gonçalves disse...

Gutierres,

O irmão Marcos Vieira perguntou se Billy Graham seria batizado no Espirito Santo. No meu comentário anterior feito neste post, eu disse que li um livro de Billy Graham de título "O Espírito Santo", Editora Vida Nova. Nesse livro o mesmo diz que é batizado no Espírito Santo. Mas, no livro, ele també, diz que, acredita que Batismo no Espirito Santo é sinônimo de Novo Nascimento.

Abraço,

Juber

Marcos Vieira disse...

Mandando 2ª vez
Prezado irmão Juber
Confesso não ter observado seu comentário sobre o Billy, me perdoe. Eu fiz a pergunta apenas para iniciar um diálogo, pois se a doutrina pentecostal afirma que "a" evidência do BES é o falar em línguas e que a definição dada ao referido batismo é o poder para o evangelismo, quis tão somente evidenciar que um dos maiores evangelistas de nosso tempo afirma nunca ter falado em línguas. Se me permite, creio que a confusão é semântica. O que os pentecostais denominam BES, os metodistas chamam de 2ª benção e os reformados (presbiterianos, batistas e congregacionais) chamam de plenitude do ES, conforme Efésios 5:18 (ou enchimento do ES). Basicamente estão falando a mesma coisa, porém com diferentes ênfases. O Billy Graham, por exemplo, afirma ter tido uma experiência tremenda com o ES, que foi um divisor de águas em seu ministério, porém não acompanhado da glossolalia. Gostaria de ouví-los a respeito. Grande abs.

Edson Dorna disse...

A paz do Senhor!

Olha algo interessante... o batismo no espirito santo é um revestimento em prol da obra de Deus, pq hoje muitos que são batizados, não fazem a obra de Deus???

Uma pergunta que não pode calar!

Em Cristo
Edson Dorna
www.santodosantos.blogspot.com

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Marcos Vieira, a paz!

Seja bem vindo com seus comentários e o meu contato é: gutierresfs@yahoo.com.br

O Rev. Billy Graham é um evangelista... Evangelista é um charisma, portanto uma capacitação específica para evangelização dos povos.. Se alguém não é batizado no Espírito Santo, não significa que ele não possa desenvolver um trabalho eficaz, pois os charismas não são relacionados necessariamente Batismo no Espírito Santo. Como lembra o teólogo Gordon Fee, o charisma não é necessariamente ligado ao pneumatikos
Então para que serve o Batismo no Espírito Santo? Serve para fortalecer e trazer ousadia na proclamação das boas-novas para todos os cristãos, pois todos precisam cumprir o Ide de Jesus. O ministério de um batizado no Espírito Santo não significa resultados positivos, mas força constante para fazer a obra! Batismo no Espírito Santo está relacionado à intensidade e sustentabilidade da mordomia cristã e não em exuberâncias pragmáticas relacionadas a grandes resultados.

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Edson Dorna, a paz do Senhor!

Algumas reuniões ditas pentecostais ou adeptas do chamado “reteté-de-Jeová” se orgulham se um vasto número de “batizados” no Espírito Santo. No decorrer dos dias, nessas igrejas “avivadas”, não se vê transformação no trabalho evangelístico e humanitário daquela congregação. Realmente isso é muito estranho!
Sua pergunta é pertinente nos tempos em que temos vivido!

Gutierres Siqueira, 19 anos disse...

Pastor Juber, a paz do Senhor!

Sua lembrança sobre o Rev. Billy Graham é pertinente ao assunto, pois a opinião do mesmo representa bem o que os teólogos do neo-evangelicalismo defendiam nessa fase. O que Graham defende no livro “O Espírito Santo” é bem parecido com as opiniões de Stott no livro “Batismo e Plenitude do Espírito”.

Ednaldo disse...

Olá Gutierres tudo bem contigo? Que a Paz de Cristo esteja sobre a tua vida.

O Movimento Pentecostal ainda gera controvérsias, :)

Como já é sabido eu sou do lado que não defende as linguas como evidencia inicial.

Baseado na Pergunta do Zwinglio, quero tirar uma dúvida contigo. Não tenho certeza absoluta, mas me parece que para se conseguir algum cargo na IAD é necessário que o aspirante a "diacono/presbitero/evangelista/pastor" seja batizado com o Espírito Santo.

Quero propor duas situações hipotéticas:

1ª Estou num culto, avivado, sinto a presença do Espírito, clamo a Cristo que me batize, e bam, sou batizado, e começo a falar em linguas. Beleza, alguns diaconos me viram falar em linguas, o presbitero me viu falar em linguas, algumas senhoras que ali estavam também. Nunca mais falei em linguas, mas como havia muitas testemunhas estou pronto pra ser levantado como diácono e dai subir até onde Deus queira me colocar.

2ª Estou em casa orando a Deus, buscando o BES, sinto a presença do Espírito, peço a Cristo que me batize, e bam, sou batizado, e começo a falar em linguas. Não é beleza porque estava só em casa, ninguém me viu falar em linguas depois, como posso provar que sou batizado no Espírito?

Em Cristo,

Ednaldo.