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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Dois fundamentalismos!

Quando alguém está honestamente 55% do tempo certo, isso é muito bom e não faz sentido discordar. Se alguém está 60% certo, isso é maravilhoso, sinal de boa sorte e essa pessoa deve agradecer a Deus. Mas o que deve ser inferido sobre estar 75% certo? Os sábios diriam que é algo suspeito. Bem, que tal 100% certo? Quem quer que diga que está 100% certo é um fanático, um criminoso e o pior tipo de crápula.

Um velho judeu da Galícia [1]


É impossível estar 100% certo de tudo, mas os fundamentalistas protestantes insistem nisso. Eles possuem a escatologia perfeita, a eclesiologia perfeita, a forma de governo perfeita, a hinologia perfeita etc e tal. Quem pensa diferente em pontos mínimos e secundários é carinhosamente chamado de herege. Coitados, estão tão enganados em suas certezas de bronze! Estão tão certos que no dia que seu castelo de cartas desabar, logo tudo desaba ao seu redor.

Agora, chatos também são os fundamentalistas do avesso. Os relativistas de batina. Esses não possuem certeza de nada. São 100% indecisos. Tudo é metafórico, simbólico, verde,
zen e tudo é culpa da “sociedade de consumo”. Citam mais Freud do que qualquer apóstolo em um sermão. Esses fundamentalistas do relativismo não aceitam o pensamento contrário. É a intolerância dos ditos tolerantes. Aliás, são tolerantes enquanto você pensa fora da caixa delimitada por eles.

Fuja desses fundamentalismos. Seja como aquele pai desesperado que, indagado sobre sua fé por Jesus, simplesmente respondeu: “Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade” [2]. Sim, nós cremos, não somos relativistas, mas também estamos em construção, pois são somos absolutos.

Referência Bibliográfica:

[1] MILOSZ, Czeslaw.
Mente Cativa. 1 ed. São Paulo: Novo Século, 2010. p 5.

[2] Marcos 9:24.

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