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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Retendo o que é bom

Nos últimos debates sobre a Teologia da Libertação, recebi a mensagem do amigo-leitor Marcos Alexandre, de Orós (CE), que escreveu:

“Eu concordo com os erros que você denuncia. Sou totalmente contra algumas posturas de Betto e Boff. Mas reconheço que também existem boas reflexões em ambos, e seria desonestidade intelectual não reconhecer isso.”

Realmente, concordo com o Marcos. Pode parecer que não, mas a minha crítica à teologia de Betto e Boff não significa que eu rejeite todas as suas ideias e propostas. Sei da máxima paulina de examinar tudo e reter o que é bom. Há como aproveitar coisas boas até em teólogos mais heterodoxos do que eles. Agora, crítico sim aqueles evangélicos que possuem nesses homens o seu parâmetro do fazer teológico.

Como diz o ditado futebolístico: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Sim, uma coisa é reter alguma bons elementos da teologia produzida por eles, outra coisa é simplesmente abraçá-la por completo ou quase totalmente. Sejamos mais críticos, pois não basta combater aqueles que fazem de Deus um comerciante movido à barganhas (teologia da prosperidade com suas sementes), mas também precisamos tomar cuidado com aqueles que querem transformar a missão de Jesus em mero trabalho de libertação política.

O engraçado é que os fariseus da época de Cristo pensavam essas duas ideias.

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