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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O assembleianismo litúrgico

Antes de iniciar o texto quero esclarecer um ponto. Muitos me perguntam por que escrevo sobre as Assembleias de Deus. Alguns até questionam se tenho alguma queixa pessoal com essa denominação. Escrevo sobre as Assembleias de Deus por um motivo muito simples: sou membro dessa igreja e conheço ela bem de perto. Por que escrevo mais sobre os problemas? Simples, não partilho do otimismo de muitos que acham que está tudo bem, pois penso que a começar de mim, precisamos de mudanças urgentes. A situação não é boa para oba-oba que sempre ouvimos por aí, principalmente nessa época de centenário. A quem ache que os nossos problemas são pequenos, bem, acho que não é bem assim. Também não quero falar dos problemas do Edir Macedo ou do Valdomiro Santiago quando a minha igreja está tão semelhante a esses caras. Precisamos primeiro tirar a trave do nosso olho...

Não há coisas legais na Assembleia de Deus? É claro que existem, mas vamos lutar por uma denominação melhor. E a primeira coisa legal é a liberdade que temos de analisá-la sem corrermos o risco de sermos postos em alguma espécie de inquisição.

Mas vamos ao texto do título.

O assembleianismo litúrgico é o modus operanti do culto nas Assembleias de Deus do Brasil. Como em toda denominação, existem muitas particularidades na condução desse culto, que envolve pregação, oração e louvor. As características principais do culto assembleiano são:

- Musicalidade regionalizada, onde há valorização de ritmos populares, como forró, sertanejo e o brega. As letras são normalmente triunfalistas, destacando a vitória sobre as dificuldades da vida. O triunfalismo não é um fenômeno recente nas músicas cantadas e tocadas nas Assembleias de Deus, mas pelo menos na última década esse tipo de “louvor” domina ainda mais espaço no culto. O grande problema nessa musicalidade está em um fato simples: não se louva a Deus, mas sim a vitória do homem. Não se exalta Deus, mas sim a bênção divina. Não se assemelha aos salmos, mas está próxima da literatura de autoajuda.

- Oração coletiva, mas individualizada. A oração no culto assembleiano é um fato curioso. Quando todos são chamados para orar coletivamente, cada um faz a sua oração. É o paradoxo da comunhão individual. Não é uma oração que toda a congregação acompanha, mas sim um grupo de pessoas falando no mesmo espaço, mas sem compartilhar sua fala com ninguém. Isso em si não é um problema, mas o objetivo do culto deve ser a edificação mútua. Oração individual é em casa, no culto nos reunimos para orar uns pelos outros de maneira compartilhada. Ou pelo menos deveria ser assim.

- Valorização do templo. Em um pequeno povoado, com pouco mais de 20 famílias, não havia um templo das Assembleias de Deus, mas ali existia aproximadamente uns dez assembleianos. Apesar desse número, eles não faziam culto, pois não tinha um templo. Ora, o culto poderia ser realizado na sala das casas dessas pessoas, mas para muitos assembleianos só é possível cultuar em um salão com uma placa escrita: “ Igreja Evangélica Assembleia de Deus”. É a completa dependência de um templo formal, fruto de uma herança do catolicismo.

- Excesso de participação. O “vamos ouvir irmão fulano” é tão comum no culto que esse fica cheio de “oportunidades”. Todos querem pregar, cantar, orar... Alguns ficam nervosos se não ganharem a dita “oportunidade”. A participação é importante, mas quando levada ao exagero só torna o culto um falatório sem fim de pessoas que muitas vezes nem sabem o que estão falando. Em uma Assembleia de Deus os cultos de quarta-feira eram chamados de “culto de oportunidade”, onde os menos favorecidos na liturgia poderiam “treinar” para pregar ou cantar, quem sabe, no culto dominical. É cômico antes de trágico.

- Separação de “estudo bíblico” e “pregação”. Os assembleianos inventaram uma dicotomia estranha: estudo bíblico versus pregação. Estudo seria aquele dia onde um tema é tratado em forma textual ou expositiva e a pregação seria o momento “ungido” onde o “poder de Deus” desce enquanto alguém grita no microfone. Nada mais falso em relação a Bíblia. Ora, toda pregação deve ser um estudo bíblico, deve se estudar a Bíblia expositivamente e textualmente. A diferença de uma pregação para a Escola Dominical, por exemplo, é a metodologia e densidade desse ensino.

- Dependência de um certo aparato. Certa vez fui convidado para pregar em uma Assembleia de Deus que funcionava em um pequeno salão com pouco mais de dez pessoas. Me deram um microfone que estava com defeito. O que eu fiz para resolver o problema do som? Simplesmente falei sem nenhum microfone, pois não havia necessidade. O salão era pequeno e número de pessoas também, mas mesmo assim ligaram o poderoso sistema de som, que dava para irritar a vizinhança, mas não tinha nenhuma praticidade.

- Ausência dos dons espirituais. Apesar de considerar-se a representante nata do pentecostalismo, nas Assembleias de Deus há pouca manifestação dos dons espirituais, com exceção do falar em outras línguas. É uma realidade que vejo nessa última década, de norte ao sul deste país. O engraçado que, se não fosse a Escola Dominical, eu nada saberia sobre o assunto, pois NUNCA ouvi uma pregação dominical sobre os dons.

E assim vamos em muitos outros pontos que poderiam ser destacados, mas encerro por aqui para que este post não fique muito grande. Lutando pela igreja deve ser o nosso lema, e claro, lutando por uma vida transformado pelo poder do Evangelho já podemos fazer a diferença.

21 comentários:

Rogério Manzani disse...

A paz do Senhor Jesus! Como presbítero na Assembleia de Deus, não posso discordar desta análise. É a pura realidade. Como professor da EBD, tenho procurado fazer análises como esta, para abrir os olhos de nossos irmãos e trilharmos um caminho que nos leve a ter uma liturgia mais próxima dos princípios bíblicos. Que Deus nos abençõe!

sandre disse...

Meu caro Gutierres, exelente postagem, compartilho de varios pensamentos expostos como discordo de outros.
Uma realidade denominacional que muitas vezes supera o triunfalismo neopentecostal acontece nas assembléias de Deus.
Que é uma igreja totalmente dividida em pequenos coronéis.
Sonhamos com um modelo biblico de igreja, mas como a organização religiosa é formada por homens falhos, sei que nunca chegaremos proximos disso.

Que Deus possa levantar uma nova geração de lideres que não tenham uma visão de coronéis, senão será a falencia futura da igreja tupiniquim, pois a cada dia mais e mais, crescem os numeros de decepcionados com a instituição religiosa.

Abçs
Sandre

Sarah Virgínia disse...

Caro irmão e amigo Gutierrez,

A Paz do Senhor!

Concordo com você quanto a análise dos problemas, pois somente assim poderemos avançar.

Quanto a uma solução definitiva, concordo com o Sandre que me antecedeu no comentário, afinal a Igreja é formada por homens como nós e, portanto falhos.

Nosso sistema assembleiano contribui ainda mais para essa forma diversificada, uma vez que existindo muitos "coronéis", cada um impõe sua forma.

Por outro lado, poderíamos ter apenas um "papa", como as neopentecostais, aí os problemas seriam outros.

Enfim, analisando assim como você e outros, vamos melhorando, senão no atacado, pelo menos no varejo denominacional tupiniqum!

Parabéns pela análise!

Um grande abraço!

Pr. Carlos Roberto

Mario Sérgio disse...

Excelente postagem. Infelizmente muitos de nossos pastores não estão fazendo nada para melhorar esse quadro. A preocupação com o "crescimento", faz com que o ensino bíblico seja relagado a segundo plano.

Observatório Teológico disse...

Irmão Gutierres também compartilho de seu ponto de vista. Embora hoje não esteja mais na AD, toda minha formação deu-se ali. Sinceramente, penso em um retorno a uma igreja AD mais equilibrada porque sei que ela não é a a mesma em todos os lugares, graças a Deus. Em meu blog escrevi na data de 21 de julho uma mensagem sobre o Pentecostalismo. E é uma autêntica igreja pentecostal que a AD deve voltar a ser em muitos lugares onde a institucionalização ou a ignorância do que diz a Bíblia ainda predominam. Sempre gosto de frisar que não é sem propósito que a AD tornou-se a maior igreja do Brasil. Mas ela deve se manter conforme a doutrina dos apóstolos. Convido ao irmão e a todos que por aqui passarem a conhecer nossos blogs: 1) Observatório Teológico - www.observateologia.blogspot.com e 2) Blog do Discípulo - www.creioeunabiblia.blogspot.com

Deus abençoe sua vida e ministério.

Cicero Ramos

Cícero Leandro Júnior disse...

Caro irmão Gutierres, a paz do Senhor!

Um texto muito preciso acerca de certas coisas que vemos em nossa denominação. Um ponto que achei interessante foi o fato da falta de ensino sobre os dons espirituais. Embora venhamos a nos gabar por sermos representantes do pentecostalismo, o estudo dos dons espirituais tem sido muito negligenciado por parte de nossos líderes; e poucos são os que se preocupam com isso. Por isso vemos em nosso meio tanta bizarrice e desordem, fazendo com que até os incrédulos fiquem escadalizados! É por isso que temos tantos "ungidos" que se consideram maiores que todos os outros irmãos - inclusive maiores que os pastores- porque rodam num pé só e fazem coisas ridículas se dizendo estar sob o poder de Deus.

Mas diante disso, sou otimista e vejo que a coisa vai mudar. Cada vez mais pessoas esclarecidas acerca da natureza dos dons espirituais estão surgindo, o que significa uma igreja mais atenta aos príncipios da Palavra de Deus.

Que Deus o abençõe.

Judson Canto disse...

Caro Gutierres,

Parabéns por nos apresentar esta nítida radiografia de alguns órgãos deficiente da nossa AD. A ausência e o desinteresse pelos dons espirituais tem sido uma das minhas preocupações nos últimos tempos, pois um pentecostalismo sem dons não tem razão para existir, não é?

Abraço.

Judson.

Josiel Dias disse...

Olá meus irmãos, graça e paz.

Estou passando para informar, que gostei demais deste espaço, pois é mais uma oportunidade de aprendizado. Como sempre falo: Aprendendo uns com os outros crescemos na graça e no conhecimento, do nosso Senhor Jesus Cristo.
Gostaria também de divulgar o nosso Blog,
Ficaremos felizes em vossa visita, mais ainda se seguir-nos.

“ Mensagem Edificante para Alma”
http://josiel-dias.blogspot.com/

Josiel Dias
Conselho Missionário
Congregacional
Rio de Janeiro

Robson disse...

Gutierres, eu li esse artigo que vou linkar abaixo, que também fala sobre liturgia, e achei muito apropriado que você também lesse.

O assunto não é a AD, mas o preconceito que sempre existiu no meio "renovado", acerca da liturgia.

A abordagem é diferente, nem um pouco fundamentalista. Se você se confundir, saiba que os termos "igreja alta" quer dizer, liturgia bem definida e estruturada. Ele dá bons argumentos quanto ao chamado "culto que parece igreja católica, mas não é". Ele desmistifica a nossa noção errada do que é "tradição".

Apesar de ser americano e conter preocupações que ainda não chegaram ao Brasil (tipo a igreja emergente), o discurso dele consegue ser atual para nós, inclusive com a sua realidade pentecostal. Vale a pena:

http://liturgiareformada.blogspot.com/2010/04/doutor-strangeliturgy.html

ANSELMO FARIAS disse...

apesar dos pesares da assembleia,andei por ai em muitas denominaçoes e vi coisa muito pior,muito mesto mano...olha vi ate funk dentro do templo e coisas que voce nao vai acreditar.então pensei estamos vivendo na epoca do arrebatamento da igreja,o tempo de laudiceia de apocalipce.Entao voltei para assembleia e apesar das liturgias,prefiro ficar aqui do que nas outras que tava uma zona.faço como davi na caverna ele disse uma frase:ta ruim mas ta bom!! é claro temos que melhorar e não ficar como esta mas enquanto isso lutemos e ficamos firmews pois Deus é um Deus de novas coisas e tudo pode mudar pouco a pouco.um abraçao.

Robson disse...

Gutierres,

Gostaria que, se possível, você desse alguma opinião sobre as questões levantadas no link que passei acima.

Anônimo disse...

Porque vc nao responde os comentarios heim???? vc seria o dono da verdade???

Cleber disse...

Mano,
sobre a dicotomia entre "estudo bíblico" e "pregação" não concordo que tenha sido inventadas pela AD.
Nas igrejas reformadas tbm existe essa diferença.
No caso dos pentecostais a diferença é maior porque temos manifestação de poder (ou deveria ter).

Alvaro disse...

muito pertinente esse seu comentario, faço parte de uma comunidade que apesar de não se assembleiana é pentecostal,vejo que há uma falta de instrução sobre a manifestação dos dons espirituais, começo a crer que isso tem atingido a maioria das denominaçoes pentecostais do brasil.
que possamos voltar ao pentecostalismo biblico!.

Gutierres Siqueira disse...

Ao anônimo,

Meu amigo, deixar de responder um comentário é simplesmente falta de tempo para se dedicar mais ao blog. Queria eu ter muito tempo para postar várias vezes ao dia, além de responder cada comentário. Mas infelizmente não dá... Isso não tem haver com ser "dono da verdade".

Gutierres Siqueira disse...

Robson, a paz!

Li o texto que você enviou o link. Concordo com o autor, Michael Spencer, que a liturgia tem sentido de existência. Realmente não é mero museu cerimonial, mas carrega sobre si todo um simbolismo que nos comunica Deus. Até me identifiquei com o medo que ele sentia, quando carismático, com a liturgia mais tradicional. Agora, só coloco uma questão: Como a liturgia mais tradicional pode comunicar o Evangelho com clareza para atual geração, tão conectada e dispersa ao mesmo tempo?!

É um ponto para a nossa reflexão.

Abraços

José Hilton disse...

Paz seja contigo, irmão Gutierres

Seu diagnóstico sobre a realidade assembleana é preciso. Faço minhas suas palavras. Quase ninguém percebe que em muitos lugares o culto tornou-se um festival de karaokê, voltado mais à alto-ajuda (ouça-se, por exemplo, o CD da Damares) do que ao louvor propriamente dito. Hoje não conhecemos a maioria dos hinos da Harpa Cristã e as pregações, de modo geral, são vazias de doutrina. Considera-se unção gritar e pular no púlpito, enquanto seriedade e compromisso com a Palavra e com o Reino passam por mero exibicionismo. Imagino que Gunnar Vingren e Daniel Berg seriam enxotados de nossas congregações, pois pregavam, oravam e profetizavam, coisas não muito bem vistas atualmente. Nas lições bíblicas deste trimestre tenta-se reduzir a manifestação dos dons espiritais a um mero misticismo, ou seja, hoje eles tentam negar aquilo que sempre foi característico da Assembléia de Deus, que realmente de pentecostal não tem mais nada. Os dons servem para ensinar, revelar, consolar, fortalecer, curar e proteger o povo de Deus, além de despertar temor e terror (no bom sentido)em relação a Deus. Hoje o aceitável é que as pessoas saiam das reuniões do mesmo jeito que entraram, mas vale a cobrança feita em Ezequiel 34, ilustrada no ministério terreno de Nosso Senhor.Abraços.

Robson disse...

Gutierrez, sua resposta e sua indagação final realmente me levaram à reflexão:


"Agora, só coloco uma questão: Como a liturgia mais tradicional pode comunicar o Evangelho com clareza para atual geração, tão conectada e dispersa ao mesmo tempo?!"

Perguntei isso no formspring do cara que edita o blog que contém o artigo que te passei. Acrescentei a isso mais uma pergunta que soou meio mercadológica, meio fora do propósito da sua pergunta, mas que no fundo contém a mesma preocupação da sua pergunta. Veja como ficou, e use também para sua reflexão:

Pergunta:

Como a liturgia mais tradicional pode comunicar o Evangelho com clareza para a atual geração, tão conectada e dispersa ao mesmo tempo? Insistir no "high church" não seria um anacronismo em relação às necessidades dessa geração?

Resposta:

Quais são as "necessidades dessa geração"? A liturgia jamais foi pensada nesses termos mercadológicos antes dos anos 1980.

Ao contrário do que anunciaram os avivalistas nos séculos XVIII e XIX, a função primária do culto não é a evangelização (embora ele possa ter esse efeito - ninguém fica indiferente ao ouvir o Evangelho proclamado).

E pra muitas pessoas que eu conheço, o ritmo da liturgia histórica, "totalmente diferente" da velocidade alucinante, dos cortes rápidos, do volume alto da cultura pop contemporânea, na verdade foi o grande atrativo.

A liturgia (e a Igreja) não tem como concorrer com os filmes de ação, com os videoclipes alucinantes da MTV (estou desatualizado, a MTV nem passa mais clipes...).

Mas elas podem atuar em relação de complementaridade. A liturgia é uma oportunidade de descanso semanal da alma, uma chance de deixar lá fora o ritmo alucinado, a barulheira, o stress, e se deixar levar pela suave corrente de algo que é atemporal, que milhões de cristãos praticam todo domingo há 2000 anos, de se unir a todos eles em comunhão. E nos prepara, nos refresca, nos recarrega pra voltar pra loucura da vida moderna por mais uma semana.

Muitos amigos meus, agnósticos inclusive, me dizem: "se eu quisesse ouvir bom rock (ou qualquer outro estilo musical contemporâneo), eu iria a um show. Quem entra numa igreja está procurando paz de espírito."

Não que a liturgia não possa dialogar com as artes contemporâneas. Pode. Deve, até. Mas é importante, junto com elas, oferecer esse aspecto de "atemporalidade", de "totalmente diferente", de transcendência. Os cultos contemporâneos oferecem muito mais imanência do que transcendência, e isso acaba tornando-os rasos, focados demais no "aqui" e no "agora".

Se os números são qualquer indicativo confiável (não que eu acredite que sejam), entre os romanos as vocações e a participação dos jovens em muitos lugares tem sido maior junto à turma da FSSPX e outros grupos tradicionalistas, do que com o pessoal do meio-termo. Rivalizam até com os números do pessoal da Renovação.

Gutierres Siqueira disse...

Robson,

Responderei o comentário em forma de post.

Obrigado

Anônimo disse...

Estas análises são muito proveitosas pois nos leva a refletir, e reconhecer que o poder de Jesus está acima de tudo isso, e de todos os costumes.
http://assessoriacartorariabrasil.blogspot.com/

Conhecendo a Cristo disse...

Meu querido irmão estava eu procurando saber sobre liturgia da Ass. de Deus quando me deparei com seu texto.Hoje em dia as pessoas ou Pastores estão mais preocupado com a seguencia e a pontualidade do culto do que com as próprias almas, vejo almas dentro de igrejas oprimidas e querendo libertação naquela hora e o homem por causa da liturgia e ou adoração não impõe suas mãos para serem libertadas do diabo e acabam saindo do mesmo jeito.Meu querido quando a libertação a adoração em seguida pois a bíblia relata que o endemoniado de gadareno quando viu Jesus ele o ADOROU com isso ouve uma inclinação.Meu irmão adoração quer dizer inclinar-se perante...com isso houve adoração e libertação...adoração é quando você esta com sua mente voltada pra Deus..muitas pessoas acham que adoração é um louvor ou uma música meu amado cada profeta foram chamados pro seu tempo imagine o meu amado sem carro e sem dinheiro para fazer a obra igual Elias e ou sem celular, eu sou da Ass. de Deus mas o que vejo são lideres com teologia e liturgia e quando vem um profeta igual aconteceu em uma determinada igreja onde muitas pessoas estavam oprimidas por satanas.lembro-me quando os fariseus perguntaram é lícito curar num sábado? meu irmão é licito curar numdomingo no culto de adoração? onde estará a liturgia, assim disse Jesus em Mt12,7 misericórdia quero e não sacrifício.medu ir~~ao deixa as irmãs que cantam corinho pra lá pois uma coisa vou dizer se Deus mostrar ou revelar pra elas libertação de uma pessoa endomoniada elas vão fazer seja no domingo ou não...Vamos nos preocupar com libertação de almas e santificar nossas vidas, a paz do Senhor