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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Enganados!

A pregação neopentecostal está longe daquilo que foi comentado por Riolando Azzi sobre a teologia agostiniana do desterro, em que as coisas materiais são vistas como um obstáculo para o desenvolvimento e libertação espirituais. Os “degredados filhos de Eva já não vivem mais gemendo e chorando neste vale de lágrimas”. Pelo menos os líderes do movimento neopentecostal não. Como documentado antes, muitos deles hoje estão vivendo em mansões, dirigem carros importados, recebem salários abusivos, vivendo no luxo e na fama. (Paulo Romeiro, em A Fé e os Interesses Econômicos)

O problema da riqueza dos líderes neopentecostais é que a essa “herança” não vem do trabalho honesto, mas sim de uma falsa teologia que promete felicidade neste mundo na troca do sacrifício alheio. Esses líderes são perversos homens que aproveitam a fragilidade emocional dos desesperados para prometer aquilo que não podem em troca de algumas notas de Real.

Ora, tem coisa mais idiota do que acreditar na felicidade terrena sem sofrimentos e infortúnios? A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) possui em suas placas o lema “pare de sofrer”, prometendo o irreal. A utopia desse slogan é tão idiota que é impressionante ver o número de pessoas que caem nesse canto da sereia.

Outros, movidos pela ambição, acabam caindo em engodos. Todos sabem que se ganha dinheiro no mundo financeiro com cautela, mas na roleta dos cassinos neopentecostais a cobiça não tem limites, não tem freios. E assim como no mundo dos negócios, quem não conhece os limites acada no precipício.

Alguém aí vai dizer que ganhar dinheiro é ruim? Não é, mas o cerne da pregação cristã é a cruz. Deixa a pregação da prosperidade para os gurus do mercado acionário e não para os púlpitos das igrejas. Que promete prosperidade com a Bíblia promete mentiras numa falsa exegese. Resumindo a ópera, o grande problema da “confissão positiva” é que ela esquece o essencial: o cerne do Evangelho é a salvação da alma que transforma o caráter e não o bolso.

3 comentários:

alvaro disse...

realmente estamos deixando a cruz de lado e valorizando as "fabulas".
gostei do termo "cassinos neopentecostais"!!!

André Silva disse...

Paz do Senhor, Gutierres.

A força neopentecostal recai sobre a cultura dos desgraçados na visão estreita de felicidade e bem estar, prazeres até então não sustentados por Cristo, afinal "minha comida é fazer a vontade de meu Pai", os servos - escravos da mensagem de auto-ajuda tem uma comida a comer: a busca da felicidade e os seus manipuladores adoram preparar esse prato.
Por outro lado, já observaram como nossa igreja se comporta com músicas e pregações com tempero neopentecostal? Incrível, parace que a fórmula da felicidade é desejada por todos nós. Você vai vencer, a vitória é sua são os novos condimentos de nossa comida, pagar o preço aqui, multiplicar o que nos foi entregue ainda está longe de ser o objetivo. Cristo é e tem sido vendido como diz Caio nos camelôs do engano.
um abraço em Cristo,
André - PE

Duda Serra disse...

Muito bom o artigo, Gutierres.
Aproveitei para postá-lo em um fórum cristão, onde sou moderadora, citando a fonte.
http://www.benedictus.com.br/forum/viewforum.php?f=3