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domingo, 28 de novembro de 2010

Não fiquem animados!

Conversando com um professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie soube que pelo menos 70% dos alunos de graduação em teologia pertencem às igrejas pentecostais. E segundo esse mesmo professor, pelo menos metade são das Assembleias de Deus. Conversando com outras pessoas soube que o mesmo acontece nas demais faculdades tradicionais, talvez com menos intensidade, mas acontece. Os jovens assembleianos estão se qualificando no ensino teológico.

Depois de anos de anti-intelectualismo no seio assembleiano a notícia acima é muito animadora. Mas ao mesmo tempo o ânimo acaba. O motivo? Quase nenhum desses jovens talentos chegarão ao ministério eclesiástico. Mesmo que muitos deles sejam vocacionados para o ministério da Palavra, as igrejas continuam em um esquema antibíblico de ordenação. Muitos “chegam lá” por meio não convencionais, como amizade e bajulação. Forte isso? Mas é verdade.

Certa vez, quando ajudava na liderança de um grupo de jovens, tive um pequeno problema em um evento. Então fui conversar com o líder geral daquele grupo para solucionar o impasse e ele me perguntou: - Olha, Fulano da Silva (que era a liderança maior na área) viu você no evento? Eu respondi positivamente. Então ele respondeu: - Isso é o que importa! Fiquei calado e dias depois saí daquele grupo.

Ou seja, ainda muitos que fazem algum trabalho eclesiástico estão interessados em serem vistos por lideranças maiores. E infelizmente os “vistos” são promovidos. Há até ditado no meio eclesiástico assembleiano: “Quem não aparece não é visto”. Isso é horrível! É o caminho da bajulação. Nada tem a ver com as qualificações exigidas em o Novo Testamento.

Então não adianta preparo educacional e convicção da chamada ministerial. Ora, para a ordenação é importante “aparecer” aos líderes maiores. Sim, isso existe. Vamos ficar calados e achar que é assim mesmo? Muitas das ordenações estão baseadas em uma relação de amizade, compadrio e nepotismo.

Não estou generalizando. Mas há muito disso sim! Ou seja, muitos jovens vocacionados e teologicamente educados não chegarão lá porque simplesmente não são “vistos” e nem querem entrar nesse esquema. Chega disso!

19 comentários:

Clébio Lima de Freitas disse...

Triste verdade, meu irmão! O critério maior ainda é a capacidade de gritar, as habilidades de dança e a de falar, falar, falar e não dizer nada...

Atenciosamente,

Clébio Lima de Freitas
clebiolima.blogspot.com

milerfreitas disse...

É Gutierres, conheço um irmão que falou para o pastor que iria para outra igreja, por pouco tempo, pois lá o pastor era conhecido dele e havia prometido a ele o presbitério. O pastor ouvindo isso, viu que precisaria ordenar esse irmão para não perdê-lo. O irmão foi consagrado a diácono e provavelmente em breve será ordenado presbítero. Triste relato!

Eu sei de uma coisa: eu não me rendo! Se tiver que me vender, agradando a homens para ser ordenado fico como estou. Sei da minha vocação e creio que Deus está no controle de todas as coisas. Ele é o dono da obra.

Eu costumo dizer que (na maioria das igrejas) só é ordenado aqueles irmãos sem personalidade, "pau" pra toda obra, que não questionam em nada sua liderança, se submetem aos desmandos e abusos e vivem sorrindo pra todo mundo, mesmo que esteja sofrendo. Deste modo, as qualificações exigidas pela Bíblia aos candidatos ao episcopado são deixadas de lado. E isto é um círculo vicioso. Alguém tem que por fim nisso!

Fique na Paz!

Maxmiler Freitas

Gaby Branda disse...

Não é só a Assembleia que tem isso. Tem em varias denominações. Triste mas é verdade.

Eber Pedro disse...

Ola Amigo quanto tempo em !!!

Tal Verdade não somente acontece com ordenação de pastores , mais com variedades de outros assuntos que que diz respeito a teologia administração eclesiástica.
Onde a Religião e Seus modismos anti bíblicos Entram não há Evangelho! E onde não há Evangelho permanece o engano e as políticas humanas .

Eber Pedro

A Gutierres , estou com blog novo temos alguns assuntos legais e vamos colocar outros bem legais se puder dar uma olhada

http://pensadorbleia52.blogspot.com/

nos segue la fui

jurandir alves disse...

Caro Gutierres

Seu raciocinio foi interessante, mas acredito que pior do que nossos jovens assembleianos estarem estudando e provavelmente nao estarem na crista com os "baba-egg", sera a perda intelectual destes, que certamente sairao no nosso meio e procurarao ser aproveitados em outras denominacoes que crescerao e nos...ora pois pois...cada vez menos certos de que "se" Jesus nao voltar, nao comemoraremos outros 100 anos. E muita mediocridade

Valter Borges disse...

Reconheço que há muitas ordenações que não deveriam ser sido feitas, e o são por conta da amizades e bajulação.
Mas, entendo, perfeitamente bem, que o fato de "aparecer" não deve ser absolutizado, mas relativizado. Explico:
Sou, atualmente, pastor de uma congregação. E, por conta da grande acomodação de muitos, e, a necessidade de obra é tão grande, que o companheirismo é raro.
Tenho entre meus auxiliares muitos capazes, estudiosos, que tem um futuro brilhante, mas, entretanto, precisam passar pelo crivo final: "Amas-me", disse Jesus: "Então, apascenta as minhas ovelhas".
Percebo, hoje, que o "aparecer" é importante, pois na minha concepção não significa bajulação, mas, disposição.
Procuro pessoas dispostas à ajudar na obra de Deus, e, se não houver prontidão para isso, de nada vale!
Não é porque as coisas vão mal nas lideranças atuais, que devo anular-me e fugir! É eu considero que aqueles que saem de uma situação fogem. Pois, quem sabe não foi para mudar aquela situação que Deus os colocou ali?
Veja o exemplo de Lutero! É impactante, mesmo perseguido por sua liderança, manteve-se íntegro! Sofreu, mas manteve sua posição! Esse período foi suficiente para despertar outras mentes que, no fim das conta, se associaram à ele, culminando em seu excomunhão. Onde, só então, quando não houve mais possibilidade de promover mudanças, voltou-se para servir a Deus desligado na igreja oficial medieval e orientar aqueles que assim o desejasse!
Conto, ainda, meu exemplo! Quando percebi meu chamado, não fui me apresentar às lideranças, simplesmente foi servir a Deus, e a igreja, viu o chamado em minha vida. Consciente, prontamente fui fazer curso teológico, mesmo sem apoio pastoral, embora permitisse; depois, quando formei-me, fiquei em minha posição e tentei proporcionar melhora dentro daquilo que poderia, depois, Deus concedeu-me ser líder geral de jovens num campo de 180 igrejas, e não bajulei ninguém. Aliás, naquela eleição, o favorito, era outro, o pastor tinha preferência e estava ciente que outro ganharia, mas Deus quis diferente. Resultado: fui eleito com a ajuda de Deus, apoio daqueles que viam o chamado de Deus em minha vida e, somente depois, o pastor compreendeu que, verdadeiramente, Deus era comigo! Falo isso com muita modéstia e temor!
Hoje, pastoreio uma igreja, e não sou acossado quando coloco meu ponto de vista que, embora polêmico, procuro demonstrar a importância fundamental de minhas idéias: fomentar uma igreja que seja receptiva, inclusiva, pedagógica e amorosa.
Confio na geração que está estudando, as coisas estão mudando, muitas coisas estão contribuindo para isto!
Que Deus nos ajude!

Valter Borges disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcelo Lemos disse...

Existe muito disso, sim, mas nem tudo está perdido. Eu mesmo posso testemunhar isso. Afinal, como um assembleiano reformado (calvinista, pósmilenista, etc), creio que alcancei boas coisas nas Assembleias de Deus - e sem essa de bajulação.

Mas, infelizmente, o quadro geral é este aí mesmo.

Aconselho os seminaristas a andarem "uma segunda milha", não na bajulação, mas no serviço: preguem, ensinem, lecionem (EBD), aconselhem, liderem, etc.

No meu caso, por exemplo, a propria comunidade passo a me chamar "pastor" - mesmo que eu fosse contra. Gerou problemas, mas tudo tem solução.

Bajular é tornar-se parte do esquema; nada fazer, é ser conveniente. TRABALHEM! E esperem em Deus.

Hoje, se eu sair da AD, não será, felizmente, por falta de trabalho.

Paz e bem

Mario Sérgio disse...

Olha meu irmão, você esta com toda razão. Já fui líder de jovens, e obreiro na igreja. Porém esse esquema de promoções é real, e repugnante. As qualidade exigidas para o ministério é a insignificância, a mediocridade, e a pura e simples arte de enrolar. Deus tenha misericórdia!

Anônimo disse...

Uma pura verdade. Não sei até quando vou continuar na Assembleia de Deus. =\

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene

Prezado Gutierres, faz tempo que não deixo um comentário, mas estou sempre "passando".

Esta é uma denúncia importante e deveríamos refletir seriamente sobre ela.
Qual a razão pela qual os assembleianos buscam formação acadêmica teológica em centros que não são tradicionalmente da denominação? Por favor, não pense que eu esteja sendo "bairrista", não..., pelo contrário, não penso assim. Apenas denuncio que, infelizmente, temos pouquíssimas faculdades da denominação de excelência acadêmica, como tem os luteranos, presbiterianos, batistas, etc, que forçam nossos vocacionados a buscarem graduação fora de sua tradição (repito, não que isso seja ruim, pelo contrário). Quando despertaremos e investiremos mais em formação acadêmica de excelência?
Fiz um post(http://teologiaegraca.blogspot.com/2010/09/favor-de-um-novo-paradigma-para-os.html)onde denuncio a falta de rigorosidade acadêmica e compromisso ético em nossos centros de formação.

Abraços
Esdras Bentho

a verdade do evangelho disse...

Sobre este assunto vejam o que postei no meu blog A verdade do evangelho:

OS OBREIROS DE JEROBOÃO

Em 1º Rs. 12: 31 está escrito que o Rei Jeroboão constituiu sacerdotes que não eram da tribo de Leví. Todos os estudiosos da Bíblia sabem que Leví foi a tribo separada por Deus para dela ser constituída os sacerdotes, aqueles que tinham a seu encargo o dever de oferecer sacrifícios, interceder pelo povo e ensinar a lei. Mas Jeroboão cometeu um grave erro ao constituir sacerdotes que não eram da tribo de Leví.
Semelhantemente hoje também não é diferente. existem muitos obreiros sendo consagrados pelo homem sem a aprovação divina.
São filhos de Pastores que não tem a chamada divina para o ministério, mas como que para se cumprir o ditado: filho de peixe (pastor) peixinho (pastorsinho) é, são ordenados.
Obreiros que são consagradas porque dão o dízimo alto, porque bajulam o pastor, porque são parentes, (cunhado, sobrinho, tio, pai, etc...), porque são submissos em tudo, nunca questionam, são coniventes, pessoas sem a miníma condição para ocupar um cargo eclesiástico enquanto chamados e vocacionados amargam nos bancos das igrejas sem terem seus ministérios reconhecidos.

Pb. Edinei, Th.B

Victor Leonardo Barbosa disse...

Excelente post Gutierres.

Não há dúvidas que muitos,. mesmo com vocação seguem esse caminho de bajulação para chegar a liderança. Quando isso acontece, as conseqüências são terríveis tanto para o vocacionado quanto para o resto do rebanho.

Vou reproduzir este artigo no GQL. Forte abraço e deus te abençoe!

Gutierres Siqueira disse...

Caros amigos,

É muito rica a colaboração de cada um. Em um próximo "post" vou escrever sobre a observação do pastor Esdras Costa Bentho, que se refere a qualidade das nossas escolas teológicas. Cada comentário somente confirma que essa prática nefasta da "bajulação para ordenação" parece já ser parte do universo assembleiano. Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós!

Janyson Costa disse...

A paz irmãos!Muito bom o artigo do irmão gutierres isso é uma grande realidade e eu e os irmãos do geração que lamba podemos testemunhar de situações do tipo.

Porém venho apenas expressar uma opinião sabendo eu, que também,após reflexão a mesma é compartilhada aqui, que fiquemos animados sim, pois mais pessoas estão se tornando fiéis genuinamente a Palavra do Senhor e Deus já está levantando uma geração que está entendendo o que é o avivamento e como obtê-lo e guerrearão por isso.Para a glória de nosso Deus.
Deixo como reflexão a frase de Wesley:“Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo”.
"O mundo é a minha paróquia."

Um grande abraço e que Deus continue lhe usando.

a verdade do evangelho disse...

PROMOÇÃO DE OBREIROS
Oi irmão João como vai tudo bem?
Tudo bem irmão Carlos!
Irmão João fiquei sabendo que domingo vai haver consagração de obreiros na igreja onde você congrega, é verdade?
É, na verdade irmão Carlos não é bem consagração de obreiros, e sim "promoção" de obreiros.
Como assim?
É que hoje há uma tremenda confusão com respeito aos cargos eclesiásticos. Os que são chamados por Deus e tem o devido preparo Bíblico e espiritual não são reconhecidos, enquanto que muitos sem as devidas qualificações para tão séria posição são consagrados (pelo homem é claro).
Irmão Carlos você deve estar inteirado de que para ser consagrado a pessoa deve ser chamada por Deus e ter as qualificações expostas na Bíblia, tais como: Ser cheio do Espírito Santo; Conhecimento Bíblico - teológico; comunhão com Deus e a igreja e que o dom trará o ofício.
Mas hoje é diferente, existem muitas pessoas sem a mínima condição de exercer uma função na hierarquia eclesiástica mas que por algum motivo tem recebido o reconhecimento humano para ocupar tal posto.
Pessoas que não conhecem a Bíblia e até são contra aqueles que a estudam; são caloteiros; compram e não pagam; passam cheque sem fundo; tem vida dupla; são mentirosos, bajuladores, etc...
É, mas também irmão João quando se vai consagrar alguém muitos Pastores não atentam para os requisitos Bíblicos, mas só para os que lhes agradam tais como: ser dizimista fiel (aquele que não falha nem um mês), bajular o Pastor (dando presentes ou elogiando em público), ser submisso em tudo (submissão cega ou sujeição), não questionar nada, mas concordar com tudo, ser parente do Pastor. é por isso que existe esta confusão toda.
É isso mesmo irmão Carlos, você entendeu agora porque eu falei "promoção" de obreiros, e não consagração?

Pb. Edinei, Th.B

Diego disse...

Essa é uma realidade lamentável nas ADs, onde as consagrações ministeriais são transfordas em promoções baseadas na filiação, amizade, bajulação, partidarismo e muito mais, incluindo a Cgadb e seus orgãos, como a Cpad. Infelizmente as exceções são raras, muito raras mesmo. É por essas e outras, que há tempos desejo sair da AD mesmo sendo diácono. Sobre o comentário do Esdras, vou dar um exemplo do nivel teológico dos seminários denominacionais pentecostais.

Diego disse...

Recentemente uma irmã em Cristo que estuda teologia aqui no Rio, na Faecad, me disse que um professor, em uma aula, afirmou 'biblicamente' (não sei como ele fez isso)que Débora era pastora e usou esse argumento para justificar as consagrações femininas ao ministério pastoral e a liderança eclesiástica. Eu conheço outros casos e afirmações tão ou mais anti-biblicas do essa expostas como verdade nas salas de aula deste e outros seminários assembleianos. Uma lástima.

Aprendiz disse...

Gutierres

Vendo os pastores brasileiros, fica a nítida impressão de que uma parcela relevante deles não é verdadeiramente vocacionado.

Quanto aos seminários, é um problema profundo. Se a fraqueza cultural de muitos professores fosse o único problema, seria resolvivel a médio prazo, com bastante esforço. Mas vejo dois outros problemas, ainda mais graves:

1. Muitos professores de seminários não são bíblicos, não creem na Bíblia, talvez até muitos nem sejam crentes.

2. A história visível da teologia tem sido, na minha percepção, uma história cheia de erros. Creio que há muitas falhas de compreensão da doutrina de Deus que se cristalizaram e tornaram-se "ortodoxia". Aí, a coisa se complica, mesmo um pastor que seja realmente crente, consagrado, estudioso, sincero, estará prejudicado por estorvos do erro humano que se cristalizaram nos compêndios. E, a cada geração, o entulho de erro humano aumenta mais.

Concluo que só por milagre a Igreja se levantará.