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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Os demagogos dos palanques e dos púlpitos

Os governos de esquerda e populistas, especialmente na América Latina, se colocam como defensores dos pobres e inimigos das elites. Ainda por cima contam com vários “intelectuais progressistas” que defendem esse maniqueismo político dos “bons” contra os “maus”. Mas esses políticos e intelectuais realmente amam os pobres?

Ora, quem defende demandas por um Estado forte não pode negar que essa ideologia resulta altos impostos para a sustentação das políticas paternalistas. Isso é ser a favor dos pobres? Vamos ao exemplo do Brasil: O mesmo governo que dá “bolsa disso e bolsa daquilo” é o mesmo que retira metade da renda do pobre para o pagamento de impostos.

No Brasil, um pai de família que ganha 1000 reais paga 539 reais em impostos! Vou repetir: o pobre pai de família que ganha 1000 reais paga escandalosamente 53,9% do seu salário em impostos! Ou seja, o brasileiro mais pobre trabalha 200 dias para pagar o governo! Ora, por muito menos os romanos eram odiados em Jerusalém na época de Cristo. Isso é amar o povo? E ainda o patrão desse pobre trabalhador paga 900 reais para o governo em impostos, ou seja, o seu funcionário custa quase o dobro!

E pior. Quando mais pobre é o brasileiro, mas ele paga imposto! E o que recebe em troca? Transporte mega-lotado, hospitais em péssimas condições, educação de quinta categoria etc. Isso é amar o pobre? Esso é o governo defensor dos oprimidos como muitos evangélicos progressistas proclamam por aí? Amigo assim é melhor ter inimigos. Em Israel da época de Cristo esses cobradores de impostos eram detestados, mas já no Brasil são tratados como salvadores.

Ah, mas o governo dá as bolsas... Sei! E ainda se porta com o messias salvador do povo enquanto dá 90 reais e toma metade do valor do quilo de arroz em impostos, por exemplo.

Sabe como podemos chamar esse discurso? DEMAGOGIA! Os políticos são mestres nessa arte.

Demagogia é o uso do discurso popular para fins nada nobres.

Nos púlpitos

Pego esse exemplo da política e passo agora para os púlpitos das igrejas pentecostais. Cansei de ouvir demagogos dizendo que não estudaram teologia com ar de anti-intelectualismo e ainda posam como coitadinhos. Gente que não estuda porque não quer, mesmo tendo condições financeiras para tal. Se portam como mais “espirituais” por possuírem a “virtude” da ignorância. Isso é discurso baixo e sem vergonha daqueles que têm preguiça de estudar. E em uma sociedade que não dá valor aos estudos, esses discursos soam como música em muitos ouvidos.

Demagogia engana duplamente, pois usa o discurso mentiroso e mostra virtudes que o demagogo não possui.

9 comentários:

www.gloriosojesusblogger disse...

Acreditamos nas promessas de Deus para nos fornecer as necessidades da vida (Mateus 6:31-34)

Clébio Lima de Freitas disse...

Gutierres,

O povo está muito "embreagado" pra conseguir assimilar isso. O Brasil hoje vive resultados bons a curto prazo, mas poderá enfrentar mais tarde uma crise gravíssima. Além dos altos impostos, a previdência já vive crises que se agravarão. Nós nos aposentamos muito mais tarde que na França, isso depois dessa última reforma da providência que houve por lá. Lá o povo foi às ruas, aqui tem gente elogiando o governo e o ministro que elaborou algumas dessas reformas demagogas na previdência foi até aleito senador aqui no Ceará... As pessoas não fussam, não vão atrás da informação, e aí vai o Brasil no caminho tortuoso do liberalismo moral e do discurso demagogo.

Cordialmente,

Clébio Lima de Freitas

José Nilton Silva disse...

A demogagia dita no texto é perfeita para definir políticos como FHC e José Serra.

Os mesmos não reduziram impostos e ainda taxaram o povo com a instalação de inúmeros pedágios.Em SP, onde moro, pago um IPVA(o mais alto do país) e ganho em troca pedágios e mais pedágios.

Além do mais, não investiram quase nada no social.

Bom texto.

Robson disse...

Gutierres, seu texto é muito bom, mas tu falha em um pequeno detalhe, talvez por desconhecer algumas noções de economia.

Ao dizer "E pior. Quando mais pobre é o brasileiro, mas ele paga imposto!", você insinua que o ideal seria que o pobre pagasse menos impostos que os ricos. Sem querer, você ainda está com um viés esquerdista nessa frase.

Leia esse texto:

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=208

O argumento base é: se os ricos, que são os donos das empresas, pagarem menos impostos, terão mais dinheiro para investir em:

- aumentos salariais;
- investimentos em capital;

Este último é mais importante ainda que o primeiro, pois dele vem o aumento da produtividade, ocasionando a queda dos preços dos produtos e serviços. Isso faz o salário real aumentar.

É isso que aumenta a qualidade de vida do pobre.

Anônimo disse...

gutierres, politica não tem nome,é pervessa em todos os sentidos e independe que seja o governante,e seu texto capitou muito bem esta visão parabéns!;já com relação aos nossos pulpitos concordo e acreçento que não só leigos mas tambem muitos dos letrados,cursados e pós-graduados tem usado os pulpitos impondo suas fragilidades espirituais ou seja;falta de conhecimento de Deus,trazendo mais confuzão no lugar da edficação!.

Gutierres Siqueira disse...

Caro Robson,

A frase é somente uma constatação da realidade tributária brasileira, mas não uma apologia daquelas bobagens como “taxação das grandes fortunas”. Taxar grandes fortunas é afugentar grandes investimentos.

Anônimo disse...

Sou formado em Bacharel em Teologia pela FTBSP, Mestrado em Teologia no Mackenzie, Pisicologia na PUC, Grego na USP e fiz 5 anos de hebraico com israelita. Falo ingles, espanhol e alemão fluente. Exerci ministério abrindo igrejas durante quase 20anos numa das denominações (conservadora) mais conceituadas do mundo. Hoje sou um pastor pentecostal mas respeito minha antiga denominação. Mas não sabia que para o irmão sou ignorante. Apresente seu estimado curriculum vitae e me covença. Sou um candidato a servo inútil.

Anônimo disse...

Sou formado em Bacharel em teologia pela FTBSP, Psicologia pela PUC, Grego(USP) Mestrado em Teologia pelo Mackenzie, Falo ingles e alemão fluente e cursei 5 anos de hebraico com israelitas. Sou um pastor pentecostal. apresente seu curriculum vitae para ver se sou digno de carregar vossas sandálias, pois sou candidato a servo inutil.

Gutierres Siqueira disse...

Caro anônimo,

Do que você está falando?