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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O caos de John MacArthur Jr.

Se você quer entender a teologia reformada logo terá que ler primeiramente João Calvino. Isso é um fato. O mesmo serve para outros grupos: Leia John Wesley para entender o metodismo. Leia Karl Barth para entender a neo-ortodoxia. Leia Tomás de Aquino para entender o catolicismo. Leia o(s) principal (is) teólogo (s) de um grupo para avaliá-lo. Assim deveria ser todo estudioso sério. Certo? Mas não para o teólogo fundamentalista John MacArthur Jr.

No livro O Caos Carismático [1] MacArthur apresenta o pentecostalismo como uma seita que nega a suficiência das Escrituras. Certamente é baseado em declarações de teólogos do movimento. Certo? Errado. Em nenhuma página do livro há um diálogo com o inglês Donald Gee, o pioneiro da teologia pentecostal. Outros teólogos importantes e formuladores do pensamento pentecostal como Myer Pearlman, Stanley M. Horton, Anthony D. Palma, Roger Stronstad, William H. Menzies sequer são mencionados em uma linha qualquer.

É bem verdade que O Caos Carismático é um livro mais amistoso do que a edição mais antiga traduzida simplesmente por Os Carismáticos [2]. No segundo livro, MacArthur já usa a expressão “carismáticos radicais” parecendo indicar que ele acredita em carismáticos moderados. É evidente que há muita bizarrice no meio pentecostal, mas é necessário muito cuidado na retratação do grupo, pois ao contrário do que afirma MacArthur, no pentecostalismo clássico as manifestações bizarras são a exceção e não a regra.

Cadê os teólogos pentecostais?

O único teólogo pentecostal mencionado no livro é Gordon D. Fee, importante hermeneuta que leciona no Canadá. Isso porque Fee faz uma importante autocrítica ao pentecostalismo na sua expressão popular, e não necessariamente na teologia. Fee também tem uma visão próxima de John Stott sobre o Batismo no Espírito Santo. Fee é o teólogo pentecostal não fechado com a confissão de fé assembleiana na questão do Batismo. Só por isso mereceu uma menção honrosa no livro.

Benny Hinn não é representante da teologia pentecostal. Kenneth Erwin Hagin colocado no mesmo barco de Donald Gee é um verdadeiro crime contra a lógica e a honestidade. Imagino Orlando Boyer, pioneiro do pentecostalismo norte-americano no Brasil, vendo o crescimento das megas-igrejas com pregação de autoajuda. Boyer ficaria espantado e jamais aceitaria uma associação a esse grupo! Assim como todos os pregadores sérios do meio pentecostal.

Na década de 1990, com o crescimento da Teologia da Prosperidade no Brasil, alguns livros apologéticos surgiram para combater o Movimento da Fé. Os livros Evangelho da Nova Era de Ricardo Gondim; SuperCrentes e Evangélicos em Crise de Paulo Romeiro demarcaram as críticas contra as heresias nascentes do neopentecostalismo. Ambos os autores são de tradição carismática. Outros nomes como Ricardo Bitun, Esequias Soares, Natanael Rinaldi também se destacaram pelo combate a esses modismos. Detalhe: todos são pentecostais! Não é exagero afirmar que o cerne do movimento apologético da década de 1990 estava entre os estudiosos pentecostais.

Todos iguais?

O mundo pentecostal não é homogêneo. Por exemplo, qual é a imagem que você pensa de um jovem assembleiano? Talvez a figura seja a caricatural, mas jamais passaria na sua cabeça o The Jonas Brothers. Mas a banda pop boy band é formada pelos irmãos Jonas que são filhos do pastor Paul Kevin Jonas, ordenado pelas Assembleias de Deus de Wyckoff, New Jersey. A uniformidade não existe no pentecostalismo, nem nos costumes, menos ainda na sua teologia.

Você teria coragem de comparar David Wilkerson, um homem que chora quando fala das heresias propagadas pela Confissão Positiva, com o bizarro e confuso Benny Hinn? Ambos saíram das Assembleias de Deus e continuam carismáticos, mas em caminhos totalmente diferentes. Na Times Square Church, fundada por Wilkerson, jamais você verá as manifestações da Bênção de Toronto, mas na igreja independente de Benny Hinn as bizarrices já são parte da liturgia.

Os pentecostais não creem na suficiência das Escrituras?

Graças ao bom Deus que a crença na contemporaneidade dos dons espirituais não é hoje exclusividade dos pentecostais. O neocalvinismo de Mark Driscoll, por exemplo, possui os dons como parte de suas doutrinas. Como cessacionista que é, MacArthur não acredita no exercício dos dons para os nossos dias e acusa os pentecostais de desprezarem a suficiência das Sagradas Escrituras.

Será? Ora, nenhuma profecia, revelação, sonho ou qualquer manifestação carismática pode ser colocada no mesmo patamar das Escrituras. As profecias são subordinadas à Palavra de Deus. Se uma profecia tenta substituir um princípio bíblico ou mesmo acrescentar uma nova “verdade”, logo deve ser desprezada! É assim que os pentecostais creem. É assim que aprendi lendo pentecostais. É assim que aprendi com Donald Stamps que comentando 1 Co 14.31 escreveu:

A profecia do tipo descrito nos capítulos 12 e 14, porém, não tem inerente em si a mesma autoridade ou infalibilidade que a inspirada Palavra de Deus. Embora provenha do impulso do Espírito Santo, esse tipo de profecia nunca poderá ser considerada inerrante. Sua mensagem sempre estará sujeita à mistura e erros humanos. Por isso a profecia da igreja nunca poderá ser equiparada com as Sagradas Escrituras. Além disso, a profecia em nossos dias não poderá ser aceita pela igreja local até que seus membros julguem o seu conteúdo, para averiguar a sua autenticidade. A base fundamental desse julgamento é a Palavra de Deus escrita: isto é, a profecia está de conformidade com a doutrina apostólica? Toda experiência e mensagem na igreja devem passar prelo crio da Palavra de Deus escrita.[3]

Por que descrever as bobagens pregadas por Benny Hinn e esquecer esse belo tratado da suficiência das Escrituras escrita por um estudioso pentecostal? O pioneiro da teologia pentecostal Donald Gee escreveu:

Existem graves problemas sendo levantados pelo hábito de dar e receber "mensagens" pessoais de orientação por meio dos dons do Espírito [...] A Bíblia dá lugar para tal direção vinda do Espírito Santo [...] Tudo isso, porém, deve ser mantido na devida proporção. O exame das Escrituras mostrará que, de fato, os primeiros cristãos não recebiam continuamente tais vozes do céu. Na maioria dos casos, eles tomavam suas decisões pelo uso do que normalmente chamamos "sendo comum santificado" e viviam normalmente. Muitos de nossos erros na área dos dons espirituais surgem quando queremos que o extraordinário e o excepcional sejam transformados no frequente e no habitual. Que todos os que desenvolvem desejo excessivo pelas "mensagens" possam aprender com os enormes desastres de gerações passadas e com nossos contemporâneos [...] As Sagradas Escrituras é que são a lâmpada nossos passos e a luz que clareia o nosso caminho. [4]

A suficiência das Escrituras [5] lembra que a Bíblia contém a revelação completa de Deus para a salvação do homem. Como lido acima esse é um ponto importante para os teólogos pentecostais. A Bíblia é suficiente, mas então por que os pentecostais acreditam em profecias e revelações? Ora, porque essas mensagens não são acréscimos das Escrituras e nem a sua contradição. É necessário entender a natureza da “revelação”.

Novas revelações? Os pentecostais acreditam em um cânon aberto? Creem em novas verdades?

Quanta injustiça com o pentecostalismo! Só porque alguns tele-evangelistas famosos falam bobagens nos meios de comunicação e assim todos os pentecostais pegam a fama. O teólogo assembleiano John R. Higgins escreveu sobre revelações no pensamento pentecostal:

É importante manter juntas a Palavra escrita de Deus e a iluminação do Espírito Santo. O que o Espírito ilumina é a verdade da Palavra de Deus, e não algum conteúdo místico oculto nessa revelação. A mente humana não é deixada de lado, mas vivificada à medida que o Espírito Santo elucida a verdade. ‘A revelação é derivada da Bíblia, e não da experiência, nem do Espírito Santo como uma segunda fonte de informação paralela à Escritura e independente desta’. Nem sequer os dons de expressão vocal, dados pelo Espírito Santo, têm a mínima igualdade com as Escrituras, pois eles também devem ser julgados pelas Escrituras (1 Co 12.10; 14.29; 1 Jo 4.1). O Espírito Santos nem altera nem aumenta a verdade da revelação divina dada nas Escrituras; Estas servem como padrão objetivo necessário e exclusivo através das quais a voz do Espírito Santo continua a ser ouvida.[6]

Portanto, não deve existir uma verdade nova que já não tenha sido revelada pelas Sagradas Escrituras. Os princípios são permanentes. O que mudará é a aplicação desses valores. Portanto, os pentecostais não acreditam em Cânon aberto, logo porque é um ultraje tal ideia. Mas isso não significa que os dons estejam inoperantes, como acima explicado.

Conclusão

O livro de John MacArthur Jr. merece mais algumas análises, mas que fique claro neste post: Todo aquele que estuda o Movimento Pentecostal e a sua teologia precisa evitar generalizações e dialogar com os seus teólogos. Portanto, por favor, desligue sua TV e leia livros escritos pelos pentecas! Só assim teremos uma discussão séria!


Referências Bibliográficas:

1 MACARTHUR, John. O Caos Carismático. 1 ed. São José dos Campos: Editora Fiel, 2011.

2 __________________Os Carismáticos. 1 ed. São José dos Campos: Editora Fiel, 2002.

3 STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2002. p 1763.

4 GEE, Donald. Spiritual Gifts in The Work of Ministry Today. 1 ed. Springfield: Gospel Publishing House, 1963. p 51.

5 Para um estudo completo sobre a Suficiência das Escrituras recomendo: GRUDEM, Wayne. O Dom de Profecia: Do Novo Testamento aos Dias Atuais. 1 ed. São Paulo: Editora Vida, 2004, p 335-351.

6 HORTON, Stanley M. (ed). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. p 119.

64 comentários:

Victor Leonardo Barbosa disse...

Grande Gutierres, muito interessante sua postagem.

Apesar de gostar muito dos livros de John Macarthur, não posso concordar com suas afirmações concernentes ao pentecostalismo.

Tal fato, a meu ver, não está ligado ao fundamentalismo ou o calvinismo, mas ao cessacionismo em geral.

Vários calvinistas, como Josafá Vasconcelos, não crêem na atualidade dos dons espirituais e possuem a mesa crítica de Macarthur.

Na verdade os cessacionistas apresentam argumentos semelhantes.

Forte abraço e parabéns pela postagem. estava sentido falta de uma postagem mais longa.

Matias disse...

Lamentável que um livro tão preconceituoso e de pobre hermeneutica seja endossado por uma editora que considero séria.
John Mc Arthur acusa, de forma generalizada, carismáticos de colocarem a experiência acima da Biblia, ferindo o chavão reformado "sola scriptura" (tem que ser latim para ser chique ;) )
Eu digo que McArthur coloca sua "teologia" acima da Biblia.
Interessante é, que mesmo representantes reformados, como Mark Driscoll e outros, tem problemas com John McArthur, que possuído de uma arrogância, não consegue dialogar francamente com pessoas que pensam diferente dele.
Como diz o Gutierres: colocar hereges como Kennth Hagin, Copeland, Hinn como representantes carismáticos é um absurdo!
Acusar pentecostais de serem péssimos teólogos é outro absurdo. Não considero Berkhof um péssimo teólogo, apesar de não concordar em tudo com ele. Mas para McArthur é necessário rezar a cartilha dele para ser aceitável. Sem mencionar, que McArthur endossou ao vivo no Larry King show a guerra de Bush no iraque e não mostrou nenhuma tristeza pela morte de milhares de inocentes, incluindo crianças... afinal são "apenas" muçulmanos...
Fica, porém registrada, minha decepção que tal livro ainda circule em nosso meio.
Existem livros ótimos que tratam a questão do pentecostalismo, como o citado "Batismo e Plenitude do Espirito Santo" de John Stott, ou até o livro "O Espírito Santo" de Billy Graham, que defendem seus pontos de vista com respeito e são frutos de hermeneutica séria (mesmo que não precise concordar com todas as conclusões).
Aliás como diz o reformado Joshua Harris "Todos cristãos são carismáticos, mas nem todos sabem disto" (referindo-se ao dom do Espirito Santo que todo verdadeiro cristão recebeu).
Ainda chamo atenção de John Piper, que desenvolveu uma pneumatologia biblica, não cessasionista e que concilia a posição pentecostal com a não pentecostal na questão do batismo com o Espirito Santo. Ouça/veja em http://www.desiringgod.org/resource-library/sermons/this-is-he-who-baptizes-with-the-holy-spirit (infelizmente somente em ingles, mas tem tambêm a versão para leitura).

zwinglio rodrigues disse...

Gutierres, paz!

Cessacionismo é heresia. É fruto de uma hermenêutica tendenciosa construída de maneira consciente. Não há suporte escriturístico e nem histórico para o cessacionismo.

Macarthur é um radical. Eu tenho 'Os Carismáticos', já o li, e ele é muito "bíblico" apenas para os que crêem como o autor.

Seu breve texto é muito mais sensato e prudente do que 'Os Carismáticos' e, ao que me parece, do que o livro 'O Caos Carismático'.

Abraços!

Blog do Dumane - Duarte Rego disse...

Graça&Paz Gutierres.
Sem dúvida, muito importante seu texto que aborda a necessidade obrigatória de distinção.
Será que mesmo dentro do movimento batista, não existem exageros? ou será que eles são universalmente iguais.
Regem-se todos pelos mesmos princípios e ideias? Será mesmo? Não acredito.
É um enorme perigo generalizar as coisas.
Eu sinceramente gosto de ler MacArthur, mas ainda não li este livro, mas irei fazê-lo se Deus quiser, porém determinantemente oponho-me a seus(MacArthur) pensamento nesta área.

Um grande abraço e muito obrigada pelo seu texto porque já me prepara o caminho da leitura(rsrs)

Pastor Geremias Couto disse...

Não preciso acrescentar nada. Apenas lhe dar parabéns pela clareza e consistência dos argumentos.

Abraços!

a verdade do evangelho disse...

Necessário se faz informar aos cessacionistas que "os mestres da fé", tais como Kennet Hagin, Kennet Copeland, Essek W. Kenion, Benny Rin, e outros não repressentam o chamado pentecostalismo clássico e sim o neo-pentecostalismo com suas inovações.
A meu ver os grandes mestres do continuísmo (atualidade dos dons espirituais) no mundo hoje são estes: Stanley M. Horton; William Menzies e seu filho Robert Menzies; Douglas Oss; Anthony D. Palma; Jack Deere; Rikk Watts; Wayne Grudem; Roger Stronstad; e outros.

Pb. Edinei, Th.B

Diego disse...

Graça e Paz Gutierrez. Concordo com seu texto completamente, mas a realidade vivida, principalmente sobre visões, revelações e profecias em nossas igrejas pentecostais é bem diferente das pintadas por você, pois raros são os que realmente dão as Escrituras, o lugar que é dela por direito, tanto em sua vida, quanto no culto publico. Poucos são os apreciam o estudo sistemático dela, nem mesmo a leitura cotidiana e diária. Falo por ter crescido na AD e visto isso de perto.

Diego disse...

Obviamente não posso e não devo generalizar, mas o subjetivismo em detrimento das Escrituras infelizmente é em maior numero, basta analizar a freguência nos cultos de ensino e escola Biblica. Raros são os que examinam os que é pregado ou ensinado. O Gondim critica o neopentecostalismo, e a Teologia da prosperidade, mas abraça o teismo aberto ou teologia relacional, uma heresia muito mais nociva que qualquer heresia ou pratica neopentecostal.

Paulinho Adorador disse...

Belíssimo post, muito esclarecedor defendendo a Teologia Pentecostal de forma clara.
Parabéns!!!!
Deus acrescente mais do Espírito sobre ti!

Diego disse...

O Gondim critica o neopentecostalismo e a T.P., mas abraça, defende e propaga, uma heresia muito mais nociva e perigosa, a teologia relacional ou teismo aberto. Repito, seu texto é excelente, mas poucos são os cristãos pentecostais que agem como os Bereanos, que examinam o que é pregado ou ensinado. De fato, a grande maioria valoriza mais as 'revelações e profecias' trazidas por 'profetas', do que a Palavra de Deus. Elas são 'inquestionáveis'. Basta ver a frequência em cultos de estudo e escola Biblica.

a verdade do evangelho disse...

O que o Diego escreveu é a pura realidade. Quando os cessacionistas nos criticam por darmos mais valor ás experiências do que á revelação bíblica temos que dar amão á palmatória, pois o problema do pentecostalismo não é a doutrina em sí, mas sim a praticidade. Vale ressaltar que 1ª Co. 14 não existe na Bíblia de muitos pentecostais. Em nome do Espírito Santo as pessoas fazem muitas coisas sem a sua aprovação.

Pb. Edinei, Th.B

Gutierres Siqueira disse...

Diego, a paz!

A menção do nome do pastor Ricardo Gondim é a expressão de um contexto histórico. Não quer dizer que endosso todas posições dele. Aliás, não endosso completamente a ninguém.

E como disse no texto há muita bizarrice no pentecostalismo. Esse blog nasceu justamente para atacar esses modismos. Mas essas ideias não nasceram dos nossos teólogos, mas sim de pregadores populares.

Abraços

Cleison Brugger disse...

Excelente post Gutierres!
Como já disseram acima, John MacArthur não passa de um radical, na defesa do seu famigerado cessacionismo. É realmente surpreendente, ver que um teólogo tão importante no meio calvinista, defende o cessacionismo de forma tão falaciosa. Se ele o defendesse coerentemente, eu até pararia para ouví-lo (no caso, lê-lo), mas na sua "radicalidade" e generalizações grotescas, fica realmente difícil uma conciliação. Aí, os teólogos arminianos continuistas se saem melhor e mostram magistralidade na defesa da teologia pentecostal.

Grande abraço!

Diego disse...

Amém Gutierrez, de fato seu blog tem feito um excelente serviço cristão. Ednei disse; 'Vale resaltar que 1 Co 14 não existe nas Biblias de muitos pentecostais'. Essa sua afirmação é uma triste realidade. Seria cômica se não fosse trágica. No domingo após conversar com meu pastor, me desliguei da minha igreja não somente por esse motivo, pois o culto é uma desordem só, mas por varios outros motivos.

Anônimo disse...

Olá:

Obrigado pelo texto. Muito bom.

Li o livro de MacArthur. Não tive a impressão de uma confusão ou generalização. Ele procura, com honestidade, fazer a distinção entre o pentecostalismo histórico e o movimento carismático radical. Este último é o que ele ataca, a começar com o título do livro.

Sua abordagem com os petencostais é respeitosa e caridosa - e, como pentecostal, não me senti ofendido ou incluído no grupo que ele ataca. Concordei com a crítica dele.

O livro foi publicado na década de 1980, nos EUA. Perguntei ao pessoal da Fiel porque não publicaram a cópia física e me disseram que é porque, entre outros motivos, o livro é datado. Fiquei satisfeito.

John MacArthur - ainda que discorde dele aqui e ali - tem sido uma voz sóbria e verdadeiramente evangélica em dias tão maus e confusos. Alguns de seus livros como "Com Vergonha do Evangelho" e "Nossa Suficiência em Cristo", além do mais recente da fiel o "Guerra pela Verdade", mostram bem o valor que ele dá para a Palavra de Deus e a fé genuinamente cristã.

Faríamos bem em pregar com a mesma paixão e dedicação o evangelho salvador de noso Senhor, como ele tem feito.

Como um não cessacionista, posso discordar dele. Mas tiro o chapéu para o livro e para o MacArthur.

Obrigado, irmão, pela reflexão. Achei-a muito boa e necessária. Que Deus continue te abençondo.

Pr. Marcelo Rosa (SP).

Matias disse...

Concordo com Diego e Verdade do Evangelho: sim, em meios carismáticos há exageros e muitas vezes, pouca enfase bíblica. Mas pergunto: E no meio não-carismático? Lá é "tradição" acima das Escrituras. "Forma" acima de experimentar a presença de Deus. E, pouco interesse pelo estudo biblico. O pregador pode até rezar a cartilha da "pregação expositiva", mas o povo é tão supersticioso e ignorante da Biblia como muitos carismáticos, que eles criticam. Portanto, o problema da relevância das Escrituras é geral, porém, muitos pastores/líderes não estão apercebidos disto.
Outra coisa que me preocupa em "mestres" com McArthur: porque "experiencias" são definidas como "misticismo". É, por acaso, proibido experimentar a presença de Deus?
E como diz o ilustre irmão Zwinglio: Cessacionismo é heresia. É mesmo! Porque não é apenas uma questão de experimentar ou não, mas uma questão do que é a pregação do Reino de Deus e o que é a igreja.
Aliás, é interessante como os cessacionistas fazer interpretações forçadas de Mc 16 (como foi acrescentado posteriormente, chegam alguns a afirmar que não é inspirado...), 1 Cor 13 (o capitulo do amor para provar que os dons cessaram....) e assim vai.

Gutierres Siqueira disse...

Marcelo Rosa, a paz!

O livro não é de todo ruim. O que ele fala do movimento neopentecostal é verdade. Mas há generalizações. Para ele todo pentecostal não acredita na suficiência das Escrituras. E como apontei, ele não dialoga com os nossos teólogos. É a velha mania de pegar a parte pelo todo.

Abraços

Fabrício disse...

Prezado irmão, concordo em grau, nº e gênero com o que disse. Sou católico praticante, vivo realmente minha fé e tenho estudado muito o início desse "querer" do sobrenatural do homem. Percebo que na maioria das vezes esquecemos da parte do milagre que nos cabe, para que o Divino possa ser visto a olho nú. As pessoas esqueceram que o povo "andou só 40 anos no deserto para que o maná cair do Céu", dentre outros exemplos bíblicos. A falsa e inconsequente teoria da prosperidade tem destruído vidas. E o pior é que não temos feito nads para mudar a situação, onde geralmente pessoas muito humilde são maravilhadas com os "shows da fé". De qualquer sorte, Deus pode contar com pessoas como você para gritar ao mundo: "EU ESTOU AQUI, BEM PERTO DE VOCÊ, DENTRO DO SEU CORAÇÃO." Deus te abençoe e te guarde, volte para você sua face resplandescente. Gostariauito de poder conversar cpm você qualquer dia desses. Meu twitter é @fpenitente. Abraços.

Diego disse...

Sobre o que o Marcelo disse, concordo plenamente. Quarta-feira ouvi uma mensagem que baixei do site da Fiel em uma de suas conferências, intitulada, 'A Igreja a suficiência da Escrituras', baseada no Salmo 19 dele. Eu gostaria que todo pentecostal ouvisse-a, pois é uma das melhores mensagens que já ouvi em toda minha vida, onde ele fala dos atributos e eficácia Dela. Eu duvido que qualquer que ouvir, ignorando seu cessacionismo, pensaria diferente de mim ao ouvi tal mensagem.

Aprendiz disse...

Calvinistas criticam o arminianismo também, sem serem justos com os seus teólogos. Há um certo arrivismo nos calvinistas, que eu considero bastante desagradável.

Mudando de assunto, os próprios pastores e mestres petencostais leem muito mais esses autores populares (alguns um tanto heréticos ou desonestos) do que os teólogos petencostais. É mentira? Isso deve servir de alerta.

Aprendiz disse...

Quanto a Ricardo Gondim, não me parece que seja apenas uma questão de se discordar dele, num ou noutro ponto. Se eu tenho o entendido bem, parece-me que ele tornou-se marcionita. Como marcionitas eram os "cristãos" nazistas. De qualquer forma, o marcionismo tornou-se uma heresia muito bem vista hoje, fica bem ser marcionita. Viver e morrer com estilo ...

Fabiane Aquino disse...

excelente.. post!
um texto ficou claro, fácil de ser entendido e muito bem expressado! O cristão e a Teologia: ô glória!!! rsrsrs!!!

Anônimo disse...

Prezados,

Em linhas gerais, concordo com os pontos destacados pela resenha. Mas gostaria de pontuar algumas coisas: se, geralmente, os cessacionistas fazem caricatura dos contemporanistas, isso não deveria induzir esses a fazer um 'espantalho' da posição alheia, nem usar o mesmo tom agressivo, impreciso e injusto daqueles.

É necessário definir com precisão o que vem a ser 'heresia' para não cairmos no erro dos cessacionistas. 'Heresia', em seu sentido teológico, se refere a uma deturpação ou negação de uma doutrina essencial à salvação. Então, heresia é o arianismo ou mesmo o modalismo presente na 'teologia popular' de muitos crentes - que se manifesta em grosserias do tipo confundir o Pai e o Filho na mesma oração. E isso é heresia!

Por outro lado, o cessacionismo pode ser considerado uma 'esquizofrenia teológica', especialmente entre aqueles que aceitam a liberdade onipotente de Deus. Se este é livre na eleição, também não será livre na providência assim como na capacitação dos crentes para o serviço e devoção?

Causou estranheza a menção a "um certo arrivismo nos calvinistas", acerca do trato destes com os supostos arminianos. O negócio é que, tendo boa familiaridade com as obras de Wesley e com os escritos de Armínio, é preciso dizer que é mais fácil encontrar um unicórnio do que um arminiano - que creia na depravação total, na escravidão da vontade, na graça preveniente, na fé e arrependimento como dons de Deus. O que mais temos são pelagianos que pouco sabem de teologia e que se acham arminianos. Só que pelagianismo é heresia, e como tal precisa ser combatida sem tréguas.

Por fim, Gondim não é marcionita; ele é maniqueísta. Ambas são heresias, mas é só uma questão de colocar a coisa em contexto, e tornar mais precisa a classificação desse... hã... 'pregador'.

Gildas Salvianus

Gutierres Siqueira disse...

Algumas questões levantadas pelos amados leitores são bem interessantes:

1) Só quero lembrar que reconheço John MacArthur como alguém que ajuda o evangelicalismo norte-americano com suas mensagens contra o pragmatismo ou a autoajuda, por exemplo. É importante ler MacArthur. Ele tem muito a nos ensinar. Mas é terrivelmente equivocado quando analisa a teologia pentecostal pelos pregadores populares e não por seus teólogos.

2) Os pentecostais são bem tolerantes. Vemos em muitas das mensagens aqui postadas de pentecostais defendendo MacArthur, mesmo não concordando com todas as suas análises. Isso é muito bom, pois mostra que a hostilidade fundamentalista não é marca pentecostal. A CPAD, uma editora confessional das Assembleias de Deus, por exemplo, já publicou três livros de MacArthur. Será que alguma editora de igreja tradicional está disposta a publicar Horton, Gee ou outro importante teólogo pentecostal?

3) Também não vejo o cessacionismo como uma heresia, logo porque não fere nenhuma doutrina fundamental. É um grande equívoco, fruto de uma hermenêutica tendenciosa, como disse um dos leitores, mas não classifico como heresia.

zwinglio rodrigues disse...

Gildas, paz!

"'Heresia', em seu sentido teológico, se refere a uma deturpação ou negação de uma doutrina essencial à salvação."

Irmão, considero essa sua argumentação sobre o que deve ser considerado 'heresia' estanque, bem como considero uma porta aberta para todo tipo de abuso com as Escrituras.

Teologicamente, a meu ver, heresia não é heresia quando afronta alguma doutrina essencial à salvação, mas simm quando distoa de um ensino ortodoxo [correto] e a contemporaneidade dos dons é uma doutrina ortodoxa [correta].

Isso pra mim amplifica as coisas, e exige de nós masi cuidado com a interpretação bíblica.

Abraços!

Anônimo disse...

Zwinglio

Sua definição de 'heresia' é sua interpretação particular do vocábulo; mas esta é somente sua opinião, que na verdade irá tornar sua percepção pessoal 'ortodoxia' - e o que for diferente de sua opinião pessoal 'heresia'.

Há de se fazer a distinção entre 'heresia' e 'erro'. Negar a contemporaneidade dos dons é erro. Negar a trindade ou as duas naturezas de Cristo é heresia. Assumir posição diferente de minha denominação sobre os sacramentos é erro. Negar a importância da igreja visível é heresia. Estou citando a conceituação e distinção clássica/ortodoxa de 'heresia' e 'erro', e é justamente sobre essa distinção que se pode afirmar "unidade no essencial, liberdade no periférico, em tudo amor".

Ou, mudando o argumento, se não se manter claro essa classificação, a conclusão lógica é que somente as afirmações da denominação da qual vc faz parte é que qualificam a verdadeira igreja, argumento comum nas seitas, com adventistas ou testemunhas de jeová.

Gildas Salvianus

zwinglio rodrigues disse...

Gildas,

Sei que a pecha de "herege" soa pesada. No entanto, UM falso ensino faz de quem ensina-o um falso mestre exatamente quando o expõe. Isso não quer dizer que o "herege" seja um "herege", por exemplo, do tipo dos gnósticos [ 2Pe 2:1].

Os cessacionistas não são apostatas. São irmãos que não estão no caminho da verdade nesta matéria, mas sim no caminho do erro, da deliberada e consciente má interpretação bíblica [isso pra mim tem um peso enorme], do falso ensino e do labor em transmití-lo, enganando a muitos.

O cessacionismo é um construto teológico [evidente] que percorre um caminho blasfemo até se sedimentar como doutrina. Veja um exemplo.

Com jeito, mas objetivamente, MacArthur, em "Os Carismáticos" [cap. 14], diz que espécie de línguas estão sendo faladas hoje:

* Satânicas ou demoníacas;
* Comportamento aprendido;
* Psicológicas.

Ou seja, a obra do Espírito Santo está reduzida ao que é diabólico e/ou ao que é humano. Nome que dou a isso: blasfêmia [irmã gêmea da heresia - rsrs]!

A heresia não surge com o resultado; ela antecede ao mesmo. A heresia já é heresia no labor teológico - no manuseio das Escrituras - que leva a uma conclusão não correta.

Um liberal é um herege porque distoa totalmente do ensino ortodoxo [correto]. Está perdido!

Um cessacionista é um herege porque distoa da ortodoxia [o que é correto] quanto à contemporaneidade dos dons. Ele não está perdido, mas está no caminho da mentira e precisa ser exortado em amor pela apresentação clara da verdade[Ef 4:15]. Mesmo que a verdade diga que é uma heresia atribuir ao diabo e ao homem uma ação genuinamente proveniente do Espírito Santo.

Ademais, é consenso dentro do pensamento cristão que heresia [lembrtando que essa palavra pode indicar outras coisas como facção, partidarismo, etc.] é aquilo que não se coaduna com a ortodoxia[com o que é correto].

No zelo pra não chocar meus irmãos cessacionistas, no meu relacionamento com eles, digo que eles ensinam uma heresia, mas não digo que eles são hereges.

Agora, não posso negar que pra um bom entendedor, meia palavra basta.

Abraços!

Anônimo disse...

Zwinglio

Um exemplo para vc pensar. Seu argumento, longe de "amplifica[r] as coisas", é uma simplificação que só gera problemas muito complicados.

Nós dois concordamos que 'heresia' é algo sério. E as Escrituras tratam a 'heresia' com a devida seriadade: não devemos nem trocar palavra com quem distorce a Palavra da salvação (cf. Tito 3.10). De minha parte, eu não tenho nenhuma comunhão com teólogos liberais, testemunhas de jeová, católicos romanos, etc. Mas tenho grandes amigos das Assembléias de Deus, Batistas, Presbiterianos, etc.

Por outro lado, levando seu argumento à conclusão lógica, então, já que negar a contemporaneidade dos dons é uma heresia, vc não deve nem sentar na mesa muito menos se associar com os cessacionistas! Com isso, para ser coerente com sua definição de 'heresia' e com a seriedade com que a Bíblia exige no trato com hereges, vc precisará cortar laços com batistas, presbiterianos e muitos outros crentes que crêem que os dons cessaram ao final do NT.

Portanto, há que se distinguir entre 'heresia' e 'erro', e a classificação que ofereci não é mera opinião pessoal irrefletida, mas o consenso na história do pensamento cristão.

Gildas Salvianus

Anônimo disse...

Zwinglio

Sua argumentação acaba por produzir uma classificação dúbia e um comportamento hipócrita. Vejamos:

Como "isso não quer dizer que o 'herege' seja um 'herege'"? Que bagunça! Um 'herege' é alguém que rompeu com o ortodoxia, com o consenso histórico da fé cristã. Poderia até colocar notas de rodapé aqui! hehe Para as Escrituras, o herege é apóstata. Logo é ilógico e contraditório afirmar que "os cessacionistas não são apostatas". Vc comete um non sequitur, ao não quer levar seu argumento à conclusáo lógica.

Portanto, a partir de sua opinião pessoal, é dúbio rotular aqueles que estão numa posição antagônica de 'hereges', mas não tratá-los com a seriedade exigida nas Escrituras, como se vê em Tito 3.10: nem conversar com eles!

Nesse sentido, a postura prática advinda de sua posição é hipócrita: "No zelo pra não chocar meus irmãos cessacionistas, no meu relacionamento com eles, digo que eles ensinam uma heresia, mas não digo que eles são hereges".

Puxa, vc está quebrando a ordem bíblica, que exorta o cristão a tratar o herege como apóstata!

"Ao homem herege, depois de uma e outra admoestaçao, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado" (Tt 3.10-11).

Lembre-se: eu não sou cessacionista - mas há gigantes daquele lado, como BB Warfield, Jonathan Edwards que, somente o desconhecimento do que vem a ser ortodoxia, poderia levar alguém a rotulá-los de 'hereges'. No fim, seu trato com a alteridade é similar à de MacArthur.

Mais uma vez, há que se distinguir heresia e erro para não pecarmos contra a unidade da igreja e contra os irmãos na fé.

Gildas Salvianus

zwinglio rodrigues disse...

Gildas,

nós não estamos diante de um ensino desprentencioso, fruto de qualquer imaturidade teológica que seja.

Estamos diante de um ensino que é taxado por mim como heresia não por causa apenas de sua conclusão, mas por causa do[s] processo[s] interpretativo[s] por detrás dele.

O cessacionismo é fruto de uma sofisticada ação interpretativa; não é coisa de amadores, de inexperientes intérpretes.

Mas dele brota, como já apontei, um tipo de blasfêmia contra o Espírito Santo [diferente daquele citado no Evangelho].

"SATANÁS estava falsificando os dons espirituais nos tempos de Paulo, e ainda o faz hoje." MacArthur p. 112.

Brota do erro crasso de se afirmar que a frase "quando vier o que é perfeito" refere-se ao Cânon neotestamentário. Etc.

Irmão, o processo até a conclusão é todo herético.

Considero um 'erro' aquela bizarrice criada por um pastor que disse que Deus manda adulterar ao passso que Deus mandou se casar com uma mulher adúltera. Isso sim é um erro [estou dizendo isso pensando na maneira como você quer diferenciar erro de heresia]. Agora, esse é um erro que criou uma heresia.

Me diga, quais ferramentas hermenêuticas acadêmicas esse pasotr possui?

Agora MacArthur... bom, esse você sabe quem é, academicamente falando.

Irmão, quando você reduz a um 'erro' o cessacionismo, você desconsidera o processo esdrúxulo que levou alguns irmãso a chegar a essa conclusão. Penso que você permite a eles, e a quem quer que seja, fazer o que quiser com as Escrituras no processo de cosntrução teológica. Não importa se blasfemam, se desprezam a perspicuidade das Escrituras, se distorcem-na, se são eisegetas e coisas do gênero.

Quando falo de heresia, não me satisfaço apenas as conclusões, mas sim todo o trabalho que levou à elas.

Quando você diz que a "unidade no essencial, liberdade no periférico, em tudo amor" só se pode manter com a separação entre erro e heresia, como se heresia não fosse um erro, não estou de acordo.

Estou em desacordo porque se MacArthur pode escrever páginas contra a contemporaneidade dos dons, expondo o pentecostalismo como ele fez em Os Carismáticos, e como parece fazer em O Caos Carismático, sem prescindir de nos chamar de irmãos, eu também posso escrevr algumas linhas para dizer que as muitas páginas dele são fruto de um processo interpretativo herético.

Quem é maduro, não deixará de enxergar a concordância quanto às questões fundamentais; quem não é maduro, baterá cabeça até chegar lá; ou aqui.

Finalmente, repito: a heresia se opõe ao que é ortodoxo [correto]. Isso sim é histórico!

zwinglio rodrigues disse...

Gildas,

Reafirmo:

Eu trabalho com o PROCESSO do construto teológico e não com a CONCLUSÃO teológica. Daí dizer que o cessacionismo é uma heresia.

Bom, não há em mim hipocrisia, desconhecimento [embora parcos sejam os meusa desconhecimentos], dubiedade ou coisas similares. Também não desprezo a estatura de um Warfield e de um Edwards. No entanto, eles estão bem abaixo das Escrituras. Estás de acordo?

Veja o que você disse:

"Um 'herege' é alguém que rompeu com o ortodoxia, com o consenso histórico da fé cristã."

Acabstes admitindo que o cessacionismo é uma heresia. Provo:

1 - Escrituristicamente eles não tem base e com isso você concorda.

2 - Agora vamos ao testemunho histórico:

* Antes de João Crisostomo e Agostinho (III e IV século) nenhum pai da igreja disse q qualquer dom espiritual foi concedido pra igreja do 1º século;

* O Didaquê diz pra deixar os profetas agradecerem a vontade;

* Irineu: "também ouvimos de muitos irmãos que possuem dosn proféticos e através do Espírito falam todo tipo de línguas."

* Hilário de Poitiers (sec IV): "o dom do Espírito... por tipos de línguas..."

* Agostinho: "... muitos milagres foram operados, estando ainda o mesmo Deus que operou aqueles de quais lemos a realizá-los..."

* Lutero: "... imponha as mãos sobre o homem e diga: 'este sinais seguirão os que crêem; imporão as mãos sobre os enfermos..."

* Lloyd-Jones: "Há evidências de muitos outros reformadores protestantes e pasi da igreja de que alguns deles tinham um genuíno e verdadeiro dom da profecia...leias esses livros... vc encontrará esse dom de profecia... Qualquer um q estiver preparado pra dizer que tudo isso terminou por ocasião da dispensação apostólica e q ñ houve mais nenhum milagre depois dos apóstolos... diz uma MENTIRA [HERESIA por minha conta] e abafa o Espírito Santo."

-> Citações extraídas de "A igreja da palavra e do Poder" Doug banister.

3 - A interpretação cessacionista blasfema contra o Espírito Santo como já demosntrei.

Os cessacionistas romperam com o consenso histórico? Apenas eles são vozes discordantes.

Agora, a partir de você mesmo, acho que chegamos ao consenso de que o cessacionismo é uma heresia.

Por fim, digo: continuo afirmando que heresia é o que contraria a ortodoxia [o q é correto].

É isso!

zwinglio rodrigues disse...

Gildas,

ainda um pouco mais. Irmão, seu uso do texto a seguir e sua afirmação não procede. Explicarei por que.

"Puxa, vc está quebrando a ordem bíblica, que exorta o cristão a tratar o herege como apóstata!

"Ao homem herege, depois de uma e outra admoestaçao, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado" (Tt 3.10-11)."

O tipo de herege nesse contexto é o homem gnóstico. O sistema doutrinário gnóstico não desprezava um único ensino apostólico, mas uma série de ensinos. O gnosticismo era totalmente diabólico.

O que não é o caso dos cessacionistas que, embora ensinem uma doutrina de demônios, acreditam na Trindade, na encarnação do Verbo e seu nascimento virginal e etc.

Então, se paulo orienta a Tito a ainda exortar um herege gnóstico pacientemente e repetidas vezes (1ª e 2ª admoestação), porque não haveria eu de comungar com os meus irmãos cessacionistas?

Vamos tomar cuidado com o uso das Escrituras meu caro.

Anônimo disse...

Zwinglio

Vou encerrando por aqui, mas me parece que vc não tem familiariade com os argumentos cessacionistas - o argumento da fechamento do cânon é antigo, e não mais empregado - pelo menos na literatura séria desta posição teológica.

Por uma questão de lógica, vc deve romper com todo e qualquer cessacionista, e não ter mais nenhuma comunhão com eles. Se vc assim não proceder, vc está quebrando o mandamento bíblico, e incorrendo num comportamento hipócrita.

Agora, a citação de fontes (que, na verdade, são citação de citação) é fácil de ser refutada: mostre-me uma só declaração de fé que dê status de dogma aos dons espirituais - não há nenhum. Justamente por os dons não serem essenciais à salvação. Digo isso pois não é a interpretação particular de um interprete da fé que determina o todo da tradição cristã, mas sim as confissões de fé que conceituam o todo (Credo dos Apóstolos, Credo Niceno, Constantinopla, CFW, CF Belga, CF Augsburgo, etc).

Por fim, vc age igual aos que acusam os contemporanistas: com generalizações e injustiça. Não há falsificações e ação demoníaca em meio a supostos milagres de grupos neo-pentecostais? Ou, colocando de outra forma, de que adianta provar sinais e prodígios e não entrar no reino dos céus - como o povo no deserto nos lembra tão bem assim como a conclusão do sermão do monte?

Ademais, não custa lembrar: a verdadeira obra do Espírito consiste em glorificar a Cristo. Mesmo não sendo contemporanistas, Edwards e Warfield pregaram a Cristo, como poucos. Vc prega Cristo como eles? Aliás, sua igreja já provou avivamento com a igreja de um cessacionista como Edwards provou?

Veja a ironia - e a fraqueza de sua posição: sendo os dons uma questão secundária, que não afeta a salvação, mesmo aqueles que negam sua contemporanidade os experimentam.

Gildas Salvianus

Anônimo disse...

Só um último detalhe, Zwinglio: nem tudo que é ortodoxo é central à fé: pode-se alencar aqui governo de igreja, milênio, sacramentos, etc. Dai a necessária distinção entre heresia e erro.

Como já disse acima: no fim, sua posição estrita é típica das seitas - somente sua posição será correta, e todos os demais serão heréticos.

Cuidado para não se tornar o que vc combate.

Gildas Salvianus

Matias Borba disse...

Gutierres,
a Paz!

Muito bom seu texto, só posso assinar em baixo.
Corroboro com eu pensamentio que, uma melhor análse sobre o pentecostalismo deve ser feito nos teólogos pentecostais, que saibam difundir bem o assunto, se não for assim, será o mesmo que análisar o mundo evangélico, ou o evangelho, aos olhos de uma igreja abalizada na teologia da prosperidade, que é o que impera em nossos dias.

Belo texto.

Um abraço!

zwinglio rodrigues disse...

Gildas,

nessa nossa conversa tornou-se comum, de forma rápida, pra você, dizer que sou isso e aquilo. Argumentum Ad Hominem? E veja que você em uma das suas postagens criticou falas agressivas. É caso pra rir!

Mas, concluindo minha participação, preciso mostrar que você perde o foco da conversa várias vezes de outra maneira.

Começo de baixo pra cima a responder algumas de suas falas.

1 - "nem tudo que é ortodoxo é central à fé"

-> Em momento nenhum fiz essa afirmação. Mas disse que o que é ortodoxo é o que é correto e que o que contraria a ortodoxia [independente de centralidade da fé] é herético.

Se o irmão quiser continuar com a distinão entre 'erro' e 'heresia' como quem parece acreditar que uma 'heresia' não é um 'erro', tudo bem.

2 - "sua posição estrita é típica das seitas"

-> Ora, minha posição é estrita porque difere da sua e de qualquer que seja? Irmão, minha posição é mais uma. E não é só minha. Quando Lloyd-Jones chama de MENTIRA ele não fala de um "simples" erro como você categoriza o cessacionismo.

3 -"me parece que vc não tem familiaridade com os argumentos cessacionistas - o argumento da fechamento do cânon é antigo, e não mais empregado - pelo menos na literatura séria desta posição teológica"

-> Estou familiarizado sim. Tanto estou que citei Os Carismáticos, e cito-o novamente.

"O padrão para o NT parece que foi o mesmo, ou seja o silêncio revelatório após o encerramento do cânone." p. 16-7.

MacArthur mudou de opinião? Se você tem essa informação, repasse-me.

Em um debate sobre o assunto em uma rádio local, debati com dois congregacionalistas -um dels reitor do seminário congregacional e o outro professor de hermenêutica na mesma instituição- e ambos alegaram a questão do fechamento do cânone.

4 -"incorrendo num comportamento hipócrita."

-> Você diz isso juntamenete com o conselho [um mal conselho, diga-se de passagem] de me apartar dos cessacionistas. Veja bem: não me apartarei deles por ERRAREM e MENTIREM quanto a esta temática. Veja você que manter uma MENTIRA de pé a todo custo poderia me fazer pensar em deixá-los, já que a MENTIRA não convém aos santos e nem o ERRO contumaz. Mas não quero distância deles, mesmo que esse ERRO, ou essa MENTIRA seja admitida por mim como uma HERESIA.

5 - "Agora, a citação de fontes (que, na verdade, são citação de citação) é fácil de ser refutada: mostre-me uma só declaração de fé que dê status de dogma aos dons espirituais - não há nenhum."

-> Ora, pra ter um caráter de realidade histórica ou de tradição da fé os dons precisariam constar em confissões ou credos? Deixe de bobagem! Isso é reducionismo puro [mais um].

Você disse que uma heresia rompe com o consenso histórico e eu demosntrei que os cessacionistas fazem isso também.

Obrigado pela conversa, mas saiba que o irmão não conseguiu apoiar sua opinião de que o cessacionismo não é uma heresia.

Você não conseguiu isso escrituristicamente; não demosntrou que o processo interpretativo dos cessacionistas não é viciado; e não conseguiu ajudá-los quanto a questão histórica.

Como resultado, uma doutrina que está a margem dessas coisa, não pode ser um mero erro, mas sim uma heresia. Sinto muito.

Anônimo disse...

Zwinglio:

Digo com todo o respeito:

Acho que você é quem perdeu a mão neste debate.

Você está dogmatizando sua opinião pessoal e causando um quid pro quo com isso.

Se acusa o irmão Gildas de não "provar" seu ponto pelas Escrituras, você também não o faz --- simplesmente porque a questão dos dons não era um tema central à fé cristã --- na verdade, a carta que mais trata dos dons é a de Paulo aos coríntios e ele tem é de regular o uso desses dons, porque, como sabemos, os irmãos de lá faziam confusão em seu exercício. Ou seja, os textos mais elaborados sobre o tema, na Bíblia, são para corrigir e instruir, não para estabelecer e normatizar. As listas de dons de Romanos, Efésios e Coríntios, 1 Pedro são demonstrativas, não exaustivas. Em todos os caso, vemos orientação do uso adequado desses dons para o serviço e edificação do povo de Deus. Essa ênfase não é dada hoje entre os carismáticos e mesmo a maioria dos pentecostais que conheço.

Creio nos dons como algo dado pelo Espírito, livremente, para edificação da igreja e testemunho da fé cristã. Não são uma norma para a igreja e, quando dado, deve ser exercido para a glória de quem o deu conforme a instrução e luz da Palavra - o dom, afinal, é do Espírito - Ele é a fonte.

É raro (raríssimo) vermos um dom como o de línguas sendo usado na igreja de forma correta - com interpretação. Já visitei igrejas de várias partes do mundo. Nunca vi isso sendo feito direito.

Voltando à sua linha argumentativa: Sua opinião é sua opinião, oras. Não vi nada que consubstanciasse sua 'opinião'. Nada nela há de erga homnis.

Equiparar sua interpretação da contemporaneidade dos dons à doutrina da trindade (pois, ao seu ver, a negação de uma ou de outra é heresia) é algo muito sério, Zwinglio.

Não vale a pena sustentar um peso desse apenas para estabelecer sua 'opinião'. Recomendo que você analise seu debate com o irmão Gildas e avalie se sua postura não te leva mesmo a uma conduta hipócrita. A mim, me parece que sim.

Mais humildade não fará mal a ninguém - eu sei o quanto dela preciso, todos os dias.

Alípio

Anônimo disse...

Zwinglio,
Revi o que escrevi, e não vi argumento ad hominem. Mas vc tentou usar o ad verecundiam – e sem citar fontes primárias. Acho, sinceramente, que, na sua confusão, vc quer desviar o tema em debate. E esta questão não é parar rir; é séria. Ao se aferrar a uma interpretação particular de heresia, como já venho destacando, vc assume um comportamento dúbio e hipócrita. Vc parece não ter diante de si Tito 3.10-11 e a seriedade que se exige no trato com os hereges.
1. Já ofereci minha definição de heresia. Só lembro que vc deve viver de forma coerente com sua definição de heresia. Obedeça as Escrituras! Se vc acha que os cessacionistas são heréticos, rompa com eles. Se não, vc está em pecado, desobedecendo as Escrituras.
2. Já disse e repito: sua definição de ‘heresia’ é típica de sectários. Lembre-se que Lloyd-Jones não era um pentecostal; aliás, leia sobre o tratamento que ele ‘concedeu’ a RT Kendall no leito de morte, quanto esse pregador pentecostal foi tentar ungi-lo com óleo.

3. Vc não tem familiaridade com os argumentos cessacionistas! Como já disse, não sou cessacionista, mas respeito quem assume essa posição. Interaja com R Gaffin, com o método histórico-redentivo, etc. O argumento foi modificado. Aliás, como já demonstrado na resenha neste blog, o livro de MacArthur está datado.
4. Vc diz que o conselho da Bíblia é um mal conselho? "Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado" (Tt 3.10-11). Seja responsável, assuma sua posição com coerência e leve-a à conclusão lógica. Se vc julga os cessacionistas heréticos, trate-os conforme o mandamento bíblico! Se não, vc está em pecado.
5. Talvez a grande bobagem aqui seja o irmão não demonstrar familiaridade com o significado dos ‘símbolos teológicos’. São estes que determinam o que é o consenso doutrinal da cristandade ou de uma denominação. Ou vc se contenta em servilmente repetir a opinião de um teólogo como se este respondesse por toda a cristandade?

Por fim, não há falsificações e ação demoníaca em meio a supostos milagres de grupos neo-pentecostais? De que adianta provar sinais e prodígios e não entrar no reino dos céus - como o povo no deserto nos lembra tão bem? Aliás, o apóstolo Paulo mostra em 1Co 13 que o amor é mais importante que os dons, e aprendemos da boca do próprio Jesus que um réprobo pode ter os dons e não ser recebido na glória: “apartai-vos de mim”, “não vos conheço”!

Ademais, não custa lembrar: a verdadeira obra do Espírito consiste em glorificar a Cristo. Mesmo não sendo contemporanistas, Edwards e Warfield pregaram a Cristo, como poucos. Vc prega Cristo como eles? Aliás, sua igreja já provou avivamento com a igreja de um cessacionista como Edwards provou?

Veja a ironia - e a fraqueza de sua posição: sendo os dons uma questão secundária, que não afeta a salvação, mesmo aqueles que negam sua contemporanidade os experimentam.

Gildas Salvianus

a verdade do evangelho disse...

O que mais me deixa perplexo é que embora existam grandes expoentes da doutrina pentecostal como os elencados pelos nobres comentaristas deste blog, não há por parte dos pastores o zelo em ensinar os crentes sobre o uso correto dos dons espirituais na igreja. Por isso a meninice rola solta. O apelo ao emocional é muito forte nas igrejas pentecostais, e existe uma enfaze exagerada na busca do sobrenatural. Existem muitas "profecias" e "visões" da carne. Muita palhaçada sem o aval das Santas Escrituras. Fica aqui uma indagação: Por que os pastores não ensinam como fez Paulo com a igreja de Corinto, 1ª Co. 12 a 14?

Pb. Edinei, Th.B

Um pentecostal de alma e mente, que não aceita palhaçada em nome de Deus.

zwinglio rodrigues disse...

Bom, muitas vezes sabemos quando e como as coisas começam, mas nem sempre sabemos quando e como elas acabam.

Alipio, paz!

Dizer que os dons são dados para a edificação da igreja e ao mesmo tempo dizer que eles não são normativos é relativizar a necessidade da edificação da igreja.

Á esta palavra paulina "BUSCAI com zelo os melhores dons" atribuo a presença da idéia de normatização.

Vou elencar algumas razões que pra mim fazem dos dons algo normativo pra igreja:

* Paulo tanto se preocupou com a importância dels que ele preocupa-se com a não restrição dos mesmos quanto o alcance e expressão (Ef 5:18-19 e 1 Ts 5:19-20)

* Os dons são necessários para a promoção do bem comum. Sem eles, esta promoção ocorre? Pode-se dizer que sim, mas não plenamente.

* Os carismas edificam a igreja levando-a à maturidade em Jesus Cristo (1Co 14:14-26)

* Os carismas dados de maneira distinta apontam para a interdependência do Corpo (1 Co 12:12 ss)

* Paulo tmabém se preocupa tanto com a questão dos abusos e com a possibilidade de usá-los sem discernimento crítico (Rm 12:3; 1 Co 2:12-14 e etc.)

Ora Alípio, as coisas não são apenas instrutivas, corretivas. Não. O negóciuo vai mais longe. Instrui-se e corrige-se exatmente porque é normativo.

Não concordo contigo!

Irmão, você disse que não provei que a negação de Gildas quanto a ser o cessacionismo uma heresia só prova uma destas três alternativas: você não leu o que postei; leu e não entendeu; ou então está se fazendo de desavisado. Digo isso com repseito.

1 - Não há um texto bíblico que indique a cessação dos dons futuramente;

2 - Do ponto de vista histórico, os dons continuaram se manifestando. E se não se manifestarm mais profusamente é porque, como diz Calvino nas Institutas, a nossa [da igreja] impiedade e incredulidade são as razões disso.

Veja você que foi o Gildas que disse que uma heresia rompe com o consenso histórico. A presença dos dons na história da igreja de per si supera credos e confissões [tipo Augsburbo, CFW, etc.] em válidade, haja vista que as confissões foram construídas também com base em conveniências teológicas, denominacionais, e em tradições humanas.

3 - Demonstrei que o no processo interpretativo dos cessacionistas eles distorcem as Escrituras e ainda blasfemam contra o Espírito Santo, como faz MacArthur dizendo que as línguas hoje são satânicas ou coisa humana. Dizendo isso, ele atribui ao diabo aquilo que é genuinamente do Espírito Santo.

É evidente que existem no meio da igreja manifestação demoníacas neste sentido. Mas isto é uma contrafação do diabo.Ele cria das suas para enganar os incautos, porém o que é do Espírito se manifesta também, coisa que MacArthur não admite, atribuindo ao diabo até o que é do Espírito. Isso é BLASFEMIA!

Então meyu caro, o cessacionismo não pode ser chamado de outra coisa que não HERESIA! Lamento!

Acho que é só isso que tenho pra lhe dizer.

Abraços!

zwinglio rodrigues disse...

Gildas,

Ad Hominem tem haver com quem sente. Sei como é isso.

Quando você fala [com um negativo] sobre o Ad Verecundiam você se contradiz. Quem primeiro pensou nele foi você quando destacou sua convicção de que uma heresia rompe com o consenso histórico. Ora, com isso você quis o que? Quem apelou para autoridade, inicialmente foi você. Só faltou citá-las.

Sabe, o problema é que você ficou encurralado quando eu demonstrei que historcamente os dons continuaram se manifestando e que teólogos de peso como Irineu, Agostinho e Lutero falou deles.

Para o Alípio citei Calvino que fala sobre o assunto. Cito ele pra você também.

Os cessacionistas estão rompidos com os apóstolos, com a patrística e com os reformadores. Isso não basta?

Bom, pra não digitar muito, faça-me o favor: diga porque o tripé que apresento não indica que o cessacionismo é uma heresia.

1 – A Bíblia não indica que os dons cessarão em momento algum quando da presença da Igreja na terra;

2 – Historicamente, os dons se manifestaram, e como você mesmo disse, uma heresia rompe com a história da igreja;

3 – O processo hermenêutico dos cessacionistas vai desde a distorção de textos bíblicos à blasfêmia contra o Espírito Santo como faz MacArthur ao dizer que as línguas hoje são obra de satanás ou do homem, não admitindo que o Espírito seja uma terceiro ou primeira via [como queiram]?

Lembrando: a distorção interpretativa não é feita por leigos, mas por acadêmicos. Lembro aqui que o Gutierres disse que a interpretação deles é “fruto de uma hermenêutica tendenciosa”. Ou seja, consciente e proposital.

Desmonte isso! Esse é o seu trabalho e você não fez isso em lugar algum. Apenas quer fazer o cessacionismo se passar como um erro que comete quem fala sobre “ Tunica de Jesus” no lugar da “túnica de Jesus”.

A doutrina da comteporaneidade dos dosn, sendo defendida por você e pelo Alípio está fadada ao desaparecimento, visto que vocês muito mais se aproximam do cessacionismo com toda essa conversa mole e permissiva.

Abraços!

Isaias Lobao disse...

Olá Guitierres. Estou sempre visitando o seu blog, mas algumas vezes eu não comento nada. Hoje resolvi postar algumas palavras.

Não quero entrar no debate que foi travado nos comentários, mas falar de seu texto. Acho que você se equivocou na análise que fez da obra do Dr. McArthur. Ele não está propondo um diálogo com os teólogos pentecostais. Ele se propos em falar das incoerências do movimento. Existem obras que analisam o fenômeno pentecostal, a partir da ótica tradicional/cessacionista que essas sim, fazem uma análise das obras dos teólogos do pentecostalismo. Lembro-me agora da Teologia do Espírito Santo de Frederick Dale Brunner e da obra Na dinâmica do Espírito, escrita por J.I. Packer, amabas publicadas em português por Edições Vida Nova. Tanto Packer como Brunner analisam as premissas dos pentecostais e exploram seus equívocos.

Por ter uma influência muito grande no Brasil, o pentecostalismo se ressente de receber críticas. Nas palavras de Packer, que não questiona a capacidade de revigoramento que o pentecostalismo apresente, mas questiona sim seus pressupostos bíblicos e hermêuticos. Creio que McArthur apresenta sua posição a partir das consequências lógicas do pentecostalismo. Pode ser que você e outros pentecostais inteligentes tenham percebido que o neopentecostalismo, em geral, se distanciou do testemunho histórico e teológico do pentecostalismo clássico.

Li quase tudo que se publicou nos anos 90 contra a famigerada Teologia da Confissão Positiva, escrito tanto por pentecostais como por não pentecostais. Mas, o movimento continua forte e influenciando ainda mais as igrejas, tanto históricas como pentecostais.

Mesmo você não considerando Benny Himm, Hagin, R.R. Soares e cia como sendo representantes do pentecostalismo, ninguem pode negar que eles são herdeiros legítimos do movimento. E nas igrejas locais, R.R. Soares e Hagin são mais ouvidos do que Antônio Gilberto, Stanley Horton ou Menzies.

hagin, ao que me consta, era pastor das Assembléias de Deus nos EUA. A influência nefasta da Confissão Positiva entre os pentecostais é forte. Daí a publicação da (terrível) Bíblia Dake pela CPAD.

Não quero entrar na discussão sobre se o cessacionismo é ou não uma heresia. Para mim, depois de anos militando na ceara pentecostal/carismática ele se tornou uma opção legítima e com muito amparo bíblico e histórico.

Falo isso por causa das pressuposições do movimento pentecostal, que ao meu ver são equivocadas: Distinção entre Batismo no Espirito Santo e a conversão, contemporaneidade de todos os dons, glossolalia, legalismo, sistema de governo eclesiástico, entre outras coisas.

Leciono há mais de dez anos teologia em faculdades pentecostais. Em minhas aulas, não defendo esta ou aquela posição, mas apresento as várias visões sobre o tema e se me perguntarem, respondo dizendo a minha humilde opinião. Encontro sempre aqueles alunos, afoitos, que se comprometem a orar por mim para que eu seja "revestido de poder", "seja batizado com o Espírito Santo" ou experimente "o melhor de Deus". Sinto que estou fazendo o meu papel, pois afinal incentivo os alunos a orar... (risos).

Sempre cobro de meus alunos coerência com aquilo que creem. E se eles realmente entendem a vida cristã na forma pentecostal, eles devem viver de acordo com suas convicções. Assim, como eu, cessacionista, acredito que devo viver de acordo com meus pressupostos.

Anônimo disse...

Zwinglio

Só agora vi seu comentário sobre Tt 3.10. Veja, sua interpretação da passage está correta. Mas vc termina por relativizar a palavra ‘heresia’ ao usá-la contra os cessacionistas, o que o leva a cair na dubiedade e na hipocrisia em seu trato com seus irmãos da fé. Quer dizer, vc tenta entender corretamente o texto, mas usa a palavra de forma maldosa e desconectada de seu contexto original bíblico e teológico para retratar crentes - só que não tem a coragem moral para obedecer a ordem bíblica!

Vc escreveu:

“Em um debate sobre o assunto em uma rádio local, debati com dois congregacionalistas -um dels reitor do seminário congregacional e o outro professor de hermenêutica na mesma instituição- e ambos alegaram a questão do fechamento do cânone.”

No fim, só me resta supor que vc foi tão impiedosamente surrado no debate que só lhe cabe chamar os cessacionistas de... ‘hereges’. hehe

Encerro por aqui. Fique na paz. Que Deus nos esclareça a todos!

Gildas Salvianus

Anônimo disse...

Olá, caro Zwinglio.

Tá. Você diz que é heresia, eu digo que não. Percebe? Quem media isso? Eu respondo: As Escrituras! e nela não há nada que consubstancie sua opinião de que o entendimento cessacionista é herético - nem direta e nem indiretamente. Seu exercício de lógica para chegar a essa concusão é um malabarismo um tanto desastrado. Seguindo-se esta forma de construir um argumento, não é muito difícil rotular outras coisas onde há divergência de consenso de heresia. Cautela! Devemos seguir o conselho de Paulo a Timóteo e manejar bem a Palavra, todo o cuidado.

Sua necessidade de firmar sua opinião está fazendo com que você a torne vita à fé cristã. Não é. Recomendo cautela, irmão.

Digo que a questão dos dons não é central à fé cristão porque eles não são evidência de salvação e fé. Certos dons, até os filhos das trevas podem receber - para juízo deles e vergonha dos santos. (2 Tim. 3.1-10; 2 Co. 11.13,14; 1 Tim. 4.1; Mt. 7.13-23).

A evidência de uma vida regenerada e santa é o fruto do Espírito, como vemos em Gal. 5. 22-25.

Deixa elaborar melhor a questão da normatividade: Nem todos têm os mesmos dons. Nem todos terão experiências extraordinárias. Equiparar os dons e estabelecê-los como uma norma, um alvo para a igreja cria uma categoria diferenciada (mais elevada) de crentes e pode levar alguns a pecar. Isso é crueldade. Um bom livro que trata do assunto é o livro de Errol Hulse, "O Batismo do Espírito Santo".

Os dons mais excelentes: Que tal fé, esperança e amor? São os mais enfatizados pelo apóstolo Paulo suas epístolas. Eles são norma para a vida cristã porque evidenciam a ação regeneradora do Espírito na vida do cristão.

Línguas, profecias, curas, experiências espirituais de oração, enfim, esses dons extraordinários, são dorea, dádivas dadas livremente pelo Espírito - para edificação pessoal ou da igreja.

Me diga: O irmão vê, de modo geral, entre os pentecostais, carismáticos e mesmo alguns contemporanistas o exercício desses dons segundo a prescrição apóstolica? Por exemplo, de línguas seguindo a instrução de 1 Co. 14? Eu não --- E eu creio neles todos, para os dias de hoje. Mas se não edificam, então causam confusão e enfraquecem a igreja. Enquanto isso, questões vitais da fé evangélica vão se tornando periféricas, enquanto as periféricas...centrais.

Alípio

Anônimo disse...

Zwinglio...

Deixa elaborar melhor a questão da normatividade: Nem todos têm os mesmos dons. Nem todos terão experiências extraordinárias. Equiparar os dons e estabelecê-los como uma norma, um alvo para a igreja cria uma categoria diferenciada (mais elevada) de crentes e pode levar alguns a pecar. Isso é crueldade. Um bom livro que trata do assunto é o livro de Errol Hulse, "O Batismo do Espírito Santo".

Os dons mais excelentes: Que tal fé, esperança e amor? São os mais enfatizados pelo apóstolo Paulo suas epístolas. Eles são norma para a vida cristã porque evidenciam a ação regeneradora do Espírito na vida do cristão.

Línguas, profecias, curas, experiências espirituais de oração, enfim, esses dons extraordinários, são dorea, dádivas dadas livremente pelo Espírito - para edificação pessoal ou da igreja.

Me diga: O irmão vê, de modo geral, entre os pentecostais, carismáticos e mesmo alguns contemporanistas o exercício desses dons segundo a prescrição apóstolica? Por exemplo, de línguas seguindo a instrução de 1 Co. 14? Eu não --- E eu creio neles todos, para os dias de hoje. Mas se não edificam, então causam confusão e enfraquecem a igreja. Enquanto isso, questões vitais da fé evangélica vão se tornando periféricas, enquanto as periféricas...centrais.

zwinglio rodrigues disse...

Gildas,

que Deus nos esclareça a todos e nos ajude a fugir das heresias de fora e de dentro da Igreja. Abraços!

Obs.: Quando puder, conheça um pouco das minhas heresias em "www.blogdokimos.com".

zwinglio rodrigues disse...

Alípio,

compreendi seu último comentário. Porém, continuo defendendo que os dons são normativos, e digo mais: são para o Corpo e não para indivíduos. Por isso, não importa quem tenha tido experiências extraordinárias ou não.

Se pensarmos na individualidade, talvez estejamos diante um problema. Mas quando o foco é o Corpo, a coisa muda de prisma.

Cabe aos contemporanistas e pentecostais ensinar as coisas de maneira bíblica.

Forte abraço!

Obs.: Quando puder também, leia algumas de minhas heresias em "www.blogdokimos.com"

Por lá tem uma série sobre demonização de crentes, coisa que defendo. Vou revisitar os texto em tempo oportuno para melhorá-los, mas o que lá tá escrito é o que creio.

Gildas, dê uma olhada também.

Êta! Agora quem vai ser taxado de herege sou eu -hahah.

a verdade do evangelho disse...

Zwinglio, Gildas e Alípio, a briga tá feia hein!kkkkkkkkkkkkk
O que eu acho mais interessante neste debate entre vocês é que ao ler seus argumentos a gente acaba aprendendo muita coisa. É claro que cada um defende com unhas e dentes seus pontos de vistas, mas mesmo assim serve para edificação dos leitores.
Por falar em heresias, e como tem em nossas igrejas hein! Creio que é preciso fazer distinção entre heresia propriamente dita e as adiophoras (questiunculas ou coisas de somenos importância) e exercermos cautela para não nos tornar heresímacos.

Pb. Edinei, Th.B

Anônimo disse...

Oi Zwinglio,

Os tempos são tão maus (veja a perceptiva mensagem do irmão Isaías acima) que, no que depender de nós, devemos trabalhar pela unidade da igreja. Então, que reservemos a palavra 'herege' para aqueles que a merecem: de acordo com a Bíblia os que rejeitam ou distorcem a fé. Ou, de acordo com o Edinei, que lembremos que há loci teológicos que são adiáforos. Que Deus não nos encontre agindo como cismáticos.

Fiquemos em paz!

Gildas Salvianus

Joel Costa Nunes disse...

A PAZ DE CRISTO,

ESTOU LENDO A LIVRO DE JONH MACARTHUR JR. O CAOS ... FAREMOS EM ABRIL UM SIMPÓSIO DE TEOLOGIA - AD. JD. IMPERIAL V. GRANDE - MT

Gutierres Siqueira disse...

Isaias, a paz!

No livro não fica claro que MacArthur queira somente fazer uma análise das bizarrices que acontece no pentecostalismo. Ele também discute teologia, mas sem citar os nossos teológos. Nos livros de John Stott, Billy Graham e James Packer existe um debate teológico mais civilizado. Stott, por exemplo, toma o máximo de cuidado com as generalizações. Outro fato, mesmo discordando das posições de Stott, em nenhum momento fiquei ofendido lendo aquelas páginas.

O neopentecostalismo veio do pentecostalismo? Sim, é verdade. Por isso vamos colocar todos juntos? A Congregação Cristã com suas bizarrices sectárias veio do hipercalvinismo? Vou colocar um ancião no mesmo patamar de um pastor da IPB? Alguns líderes sectários antes foram de igrejas tradicionais? Posso agora compará-los?

Por isso, acho injusto alguém colocar em um livro como se eu, pentecostal, compartilhasse na mesma visão de um atrapalhado Benny Hinn ou Edir Macedo.

Agora, infelizmente o pentecostalismo precisa evoluir muito. É verdade que a maioria dos pastores das Assembleias de Deus sequer sabem informar a sua confissão de fé. A maioria nunca leu os teólogos que citei. Sim, é verdade. Infelizmente, isso acontece. Mas vejo sinais de melhora. Bem que o caciquismo e o nepotismo impedirão que os seus melhores alunos pentecostais cheguem no ministério eclesiástico. Há muito a melhorar, muito!

Abraços!

Clóvis disse...

Gutierres,

Que excelente texto. Que diferença da panfletagem difamatória que determinado blog está promovendo a título de alertar contra o pentecostalismo.

Que o Senhor continue te usando assim.

Em Cristo,

Clóvis

ALTAIR GERMANO, disse...

Caro Gutierres, em março deverá ser publicado pela Arte Editorial o meu livor "Batismo com o Espírito Santo: perspectivas sob um olhar do pentecostalismo clássico", onde coloco lado as ideias de teólogos de diferentes vertentes.

Parabéns pelo post, e pela sempre perceptível moderação.

Abraços,

Missão Betesda disse...

Penso que não devemos confundir as apostasias dos neopentecostais com o Pentecostalismo Clássico.
Devemos muito ao Movimento Pentecostal iniciado na Rua Azuza e também ao Movimento Carismático inicado primeiramente entre os Anglicanos e depois na Igreja Católica.
A Igreja do Senhor sempre precisará da renovação do Espírito.

Rev. Haroldo Mendes - Pastor da Missão Anglicana Betesda em BH

Alejandro Mercado disse...

Não adianta argumentar. Fato é que nas nossas igrejas AD sem nenhuma intenção de generalizar, mesmo que em todas acontece em maior ou menor grau, o "eu sonhei", "o Senhor me revelou", "eu tomei posso da benção", "eu determinei", são declarações que nem de longe são contraditas. O grande erro, considero eu, está na nossa prática que nada tem de teológico-bíblica pentecostal. Meu pai com 90anos de idade estremesse de espanto ouvindo e vendo o que se faz na igreja (AD), e a liderança em geral silencia e deixa correr. Estamos mais presos a costumes e procedimentos que aos mandamentos claros das Escrituras. Falamos tanto dos dons do Espírito sem nos apercebermos de que Ele bem possível não esteja entre nós, tal o grau de esquecimento de quais verdadeiramente devem ser considerados manifestações reais e verdadeiras do Espírito...

EV.ISAIAS ALMEIDA disse...

Paz e graças a todo comentarista,Fico pensando o que um pescador como Pedro indouto diria destes teólogos de hoje,
“Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram homens sem letras e indoutos, maravilharam-se e reconheceram que eles haviam estado com Jesus”.
(Atos:4/13) ““.talves ele diria que esse pessoal deverão andar um pouco mais com Jesus.

o tempo e a igreja reflexões reformadas disse...

Por mais de dez anos eu vivi no meio desse engodo pentecostal, hoje eu confesso;
graças a Deus, Ele me arrancou de lá.

Tanto faz ser neopentecostal ou pentecostal, mesmo se unificássemos esses dois movimentos, o produto resultante não formaria se quer um só cristão verdadeiro.

Pb. Fernando Souza disse...

Seu post foi muito bem elaborado. Eu tenho o livro e já li. No entanto gostaria de pontuar algumas coisas: tenho livro pentecostais que disse realmente o que você disse. Contudo o que acontece nas igrejas não estão nos livros de Horton, Gee e outros. Na prática, digo isso por vivenciar, a coisa é diferente. Todas as "aberrações" que diz McArthur, acontece no dia-a-dia das igreja, principalmente assembléias. Vejo reuniões constantes em que as "profecias" tomam lugar da palavra, crianças vêem demônios no telhado da igreja, revelações das mais absurdas. Tenho uma agenda com todas as profetadas e revelamentos que recebi. Nela está contido data, mensagem e profeta. Muita babaquice. Nem tudo que McArthur diz é errado, acredito que 98% está certo. A teologia de Horton (muito boa, preciosissima) não prevalece no dia-a-dia da igreja.

celso murylo disse...

Fiquei da minha infância até os vinte anos na "Deus é Amor",mais uns dez anos na assembléia do bélem e hoje aderi a teologia reformada(que não é inerrante,mas acho que se aproxima mais com o ensino bíblico)
Isso que você afirma não condiz com o que acontece na prática.Infelismente Paulo Romeiro e os outros citados são a minoria.Ouço o programa do Paulo Romeiro(fm 105.7 são paulo) e quem também escuta sabe que ele só cita teólogos reformados para corroborar sua posição(spurgeon,Berkhof,...).Em um video comemorando o centenário das ADs Elienai Cabral reconhece que no começo e por muito tempo os pentecostais não se importavam com o conhecimento bíblico.

Rafael Faria disse...

Cara, o Mark Driscoll não é do neocalvinismo, não. Ele é do novo-calvinismo (ou new calvinism em inglês). Essas são duas coisas diferentes.

Fernando Souza disse...

Esta questão dos dons são complexas. Eu já muitas obras sobres esses assuntos. Fiquei alarmado com tantas posições diferentes. Mas acredito que Hernandes Dias Lopes me confortou com suas colocações. Ou seja, que os dons são para os dias de hoje sim, no entanto a maneira como eles vem sendo usados é que está muitas vezes errado. Por exemplo o dom de línguas. Qual a necessidade de falar em línguas dentro da igreja, sendo que as demais pessoas não vão entender. É neste aspecto que acredito que os pentecostais erram acerca deste dom, pois é requisito para ser cheio do Espírito Santo. É a única prova que alguém foi batizado com o Espírito Santo, em contrapartida as Escrituras não ensinam assim. Mas como parafraseou Russell Champlim, que os pentecostais são novos ainda e virá o amadurecimento com mais alguns anos. E isto é verdade, pois a maioria dos pentecostais tem voltado para o conhecimento bíblico, além das experiências.

marcelo disse...

um movimento ou igreja que sensura os dons é uma igreja amputada anda mas com difuculdade com o auxilio de bengalas ou cadeira de roda ou qualquer outro meio, amo meus irmãos "tradicionais" contudo a ala cessacionista comete um èquivoco crasso, ao "impedir" as manifestações dos dons eles impendem a força motris da igreja que o Espirito Santo pelo qual se vale dos dons espirituais para edificala,de maneira que se não houver os dons, não edificação da igreja "edificar" significa construir, manter em pé, sem os dons espirituais a igreja não pode se manter em pé, analiso essa questão com bastante cuidado e afirmo, "o inferno não pode prevalecer contra a igreja, no entanto a cessação dons a derrubará" foi isso que aconteceu na europa, os Puritanos deram demasiada atenção a palavra, e isso é louvavel, entretanto esquecerão dons dons do espirito Santo que é o unico meio para manter a igreja em pé, a palavra é o meio pelo qual Deus converte o não convertido, os dons são o meio pelo qual o Espirito Santo Mantém a igreja fortalecida, para mais informação e refutação dos postulados Cessacionista leia Jach Deere, surprendido pelo poder do Espirito santo),

Fernando Souza disse...

Marcelo, eu concordo com algumas coisas que você postou. No entanto, algumas coisas não concordo. Concordo quando você diz que não se deve censurar os dons. É bom lembrar que os dons dos Espírito não se encontram unicamente em 1Co. 12-14. Não concordo quando você diz que "sem os dons espirituais a igreja não pode se manter em pé", ora a igreja está firmada em Cristo, que é a Rocha. Quando Jesus pregou o famoso Sermão do Monte, ele no final diz sobre os dois alicerces, a igreja deve se firmar nisso. Além disso a história prova o contrário. A igreja de Corinto era uma igreja cheia de dons, nem por isso era uma igreja muito elogiada ou espiritual, paulo chega a censurá-la. Outra coisa é quando você fala dos Puritanos. Foi um movimento muito especial na vida da Igreja (oxalá tivéssemos mais deles hoje), e foi um movimento de santidade, de volta para Deus, para a Bíblia. Depois que os puritanos ficaram escassos a igreja diminuiu ser fervor espiritual. Na época dos puritanos, desde seu início aos mais modernos (Spurgeon, Edwards), quando havia avivamentos havia mudanças dentro da sociedade como diminuição do vício, prostituição, criminalidade, libertinagem ..... Hoje nós estamos vivenciando, principalmente no Brasil, muitas igrejas cheias de "dons", que se dizem avivadas, no entanto não produzem mudanças na sociedade, e pior que isso, muitos líderes, estão envolvidos em coisas ilegais, corruptas. Então eu digo uma coisa para você: o que sustenta ou mantém a igreja não são os dons, mas Cristo, e isso só é possível por meio do conhecimento bíblico. Os Puritanos estavam certos e devíamos seguir seus exemplos. A igreja deve usar os dons, mas a enfase não deve ser os dons e sim o Espírito. Estamos vendo igrejas cheias de "dons", mas sem os frutos do Espírito. Que Deus abençoe.

Na. Quess disse...

Muito bom seu texto. Claro e objetivo. Óbvio que esse é um assunto que não se esgota assim em poucas palavras, mas é esclarecedor. Concordo com você quando disse que MacArthur deveria estudar teólogos pentecostais, e não somente se basear em líderes populares. Deus te abençoe