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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Keller e a pregação sobre o evolucionismo

Estava ouvindo a pregação de um pastor presbiteriano que gastou parte significativa do tempo dedicado ao sermão para combater “os males do darwinismo”. Imediatamente, lembrei de uma entrevista da revista Christianity Today com o pastor Timothy Keller. O reverendo Keller é líder de uma dinâmica igreja reformada no coração de Nova York. Na entrevista ele falou sobre pregação e evolucionismo. Keller apresenta um interessante equilíbrio.

Christianity Today pergunta: Por que você tem evitado usar argumentos do Intelligent Design em sua apologética?

Tim Keller responde: James Boice foi um grande pregador da Igreja Presbiteriana da Filadélfia anos atrás. Quando ele pregava sobre Gênesis 1, falava sobre o criacionismo, teoria da evolução e o criacionismo progressivo. Ele abordava as lacunas da teoria (que existiriam essencialmente duas criações em qualquer um dos lados da lacuna em Gênesis 1.2). Ele caminhou por todas as teorias compartilhadas por vários cristãos com uma visão apurada do Evangelho e mostrou as fraquezas e os pontos fortes da cada uma dessas teorias.

Ninguém mais faz isso. Ninguém fala que diferentes cristãos podem chegar a diferentes lugares e ao mesmo tempo ter uma visão apurada do Evangelho. Em vez disso, identificam sua conclusão como a mais sábia e dizem que os outros estão se submetendo, vendendo-se ou algo assim.
Na situação atual, identificar-se como favorável a alguma teoria da criação seria tão ruim quanto dizer: “Sou democrata” ou “Sou republicano”, porque as pessoas do outro grupo não irão ouvi-lo e dirão: “Seu Evangelho não é para os republicanos”, “Não é para os democratas”, ou “Não é para mim, pois creio no evolucionismo.”

Então não quero que as pessoas que não creiam no criacionismo sintam que agora não podem ouvir o resto do Evangelho.

Em vez disso, mostro que é positivo refletir antes de decidir se Jesus morreu e ressuscitou. Duas pessoas disseram no Fórum Veritas: “Não consigo crer no cristianismo porque já vi os fósseis.” E eu tentava dizer: “Acreditar no evolucionismo significa que você não acredita que Jesus Cristo ressuscitou da morte?” Um deles disse: “Não, isso não tem nada a ver com isso.” Se ele ressuscitou da morte, então você precisa levar as Escrituras a sério e administrar tudo isso. Se ele não ressuscitou da morte, quem se importa com Gênesis 1.11?

5 comentários:

DEFENDENDO A FÉ QUE UMA VEZ FOI DADA AOS SANTOS!!! disse...

A paz do Senhor.

Um irmão que eu admiro muito uma vez me disse:"Irmão,não devemos ser dogmáticos."

Em algumas coisas não devemos ser mesmo dogmáticos;mas em certas coisas devemos ser dogmáticos ab imo pectore!

E O ATAQUE EVOLUCIONISMO É UMA DELAS!


Não dá para se conciliar Bíblia com evolução!Os dias da Criação foram sete dias literais!Nesse ponto(e em muitos outros) estou 100% com os batistas fundamentalistas!

Se os dias da Criação não são literais,então a idade de Adão é um problema!!!

Caro Gutierres,conciliar fé com ciência é a pior das bobagens...O próprio designe inteligente já é uma idiotice sem precedentes por querer conciliar fé e razão científica!

Muitos de seus pensamentos são muito heterodoxos...

Responda pra mim:então os que crêem no relato da Criação ao pé da letra estão equivocados???

Anônimo disse...

Esse post me faz lembrar outro que vi recentemente: não devemos ensinar criacionismo, e sim criação. Independente de Deus ter criado os céus e a terra em 6 dias de 24 horas ou não, devemos sempre nos lembrar que somos criaturas Suas, e por mais absurda e sem sentido que pareça nossa vida, podemos confiar n'Ele como nosso Pai misericordioso e bondoso, que nos dá todo o sustento e proteção de que necessitamos.

Defendendo a fé,

Quanto à literariedade ou não dos dias da criação, há elementos no próprio texto bíblico que permitem uma leitura não-literal. Agostinho, em seu comentário ao Gênesis, já havia percebido isso. Portanto, não se trata simplesmente de moldar o texto a uma visão científica particular.

Sobre o design inteligente, não acho que ele tente "conciliar fé e ciência" por um motivo muito simples: existem defensores do DI que são ateus.

Se vc acha a leitura literal a mais adequada, fique em paz com Deus e com sua consciência e não seja intransigente com aqueles que, amando tanto a Bíblia quanto vc, tem uma opinião diversa da sua. "No essencial, unidadade. Na dúvida, liberdade. Em tudo, caridade."

Abraços,

Rodrigo

Aprendiz disse...

Gutierres

Causou-me algum estranhamento o fato de você postar um texto que defende uma "pacificação" entre defensores da criação especial, da teoria da lacuna e do evolucionismo-teísta. Vai na contramão da sua polemização anterior. Defensores da criação especial não são um bando de iletrados que leem a Bíblia como se fosse um gibi. Amanha coloco alguma coisa sobre isso.

pretinha disse...

Gutierres


Estive hospitalizado uns dias, mas não deixarei de cumprir minha promessa.

Um livro recente, de visão criacionista e profunda erudição é "The Genesis Record", de Henry M. Morris. Grande e denso. Do mesmo autor, mas bem mais leve (porém muito inteligente) recomendo "The Record of Job".

A obra de John H. Sailhamer "The Pentateuch as Nasrrative" não pode ser desprezada. Penso que quem deseja desprezar os "criacionistas da terra jovem", como um bando de pascácios, precisa mostrar muito mais erudição que esse autores, e muitos outros tão bons quanto eles.

Aprendiz disse...

DESFAZENDO A CONFUSÃO

O último comentário foi meu. Como a minha esposa havia acabado de usar o computador, o e-mail habilitado no google era o dela, e eu nem me dei conta.