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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Os tiranos “do bem”

De todas as tiranias, aquelas exercidas sinceramente para “o bem” de suas vítimas podem ser as mais opressivas. Seria melhor viver sob barões ladrões do que sob “onipotentes” metidos à moralidade. A crueldade do barão pode, por vezes, adormecer, e a sua cobiça pode em algum momento ser saciada; mas aqueles que atormentam-nos para “o nosso próprio bem” vão nos atormentar sem fim, pois fazem isso com a aprovação da própria consciência. [C. S. Lewis]


Toda ditadura nasce de boas intenções. Todo tirano quer “um novo mundo”, “um novo homem”. Todo governo totalitário é salvador, libertador e transformador. Desconfie sempre das “boas intenções” do Estado. Muito cuidado com todo político ou líder religioso que se coloca como um messias. Toda ideologia política com linguagem religiosa é fatal. Cuidado com o pastor que quer determinar até sobre quem você irá casar. Só existe um único Deus. Todo homem com complexo de salvador, seja político ou pastor, certamente será um pequeno ou grande opressor.

Um comentário:

Heribaldo Vilanova disse...

Um exemplo desta "tirania do bem" é o modelo de governo autoritário adotado pelas denominações pentecostais e neopentecostais. Neste modelo o pastor presidente lidera e controla de forma absoluta a igreja sem que a membresia participe. No geral, os pastores que auxiliam o líder não têm independência. Ná há formação de igrejas independentes,pois novas comunidades ficam ligadas diretamente a um único ministério. Referido modelo pode ser considerado como um dos grandes motivos da crise enfrentada pelo pentecostalismo clássico. Repensar esta forma de governo eclesiástico é fundamental, pois relacionamento cristão exige sinceridade, respeito mútuo, transparência; virtudes que Jesus Cristo fez questão de ensinar e viver com os seus discípulos.
Será que a liderança evangélica brasileira está preocupada com tais valores? ou pensam na igreja como uma continuação de seu patrimônio particular?