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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Baseados em uma falsa premissa!

Ora, qual a finalidade do dom de línguas para os nossos dias? Como essa pergunta o cessacionista quer desqualificar a necessidade dos dons espirituais para os dias de hoje. O cessacionismo é uma teologia sem completa base bíblica. A única "base" é I Coríntios 13.10, que diz: "quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá" (NVI). É uma exegese escandalosa! Como alguém pode dizer que a palavra "perfeito" refere-se ao cânon do Novo Testamento? Todo o contexto refere-se claramente a vinda de Cristo. O versículo de I Coríntios 13: 10 para justificar o cessacionismo é um dos maiores exemplos de exegeta que "força a barra" para aprovar sua ideia.  

Mas voltando a pergunta: "Qual a finalidade do dom de línguas?" A premissa da pergunta é totalmente falsa. O cessacionista quer argumentar com essa pergunta que o dom de línguas para nada serve já que temos a completa revelação nas Sagradas Escrituras. Ora, quem disse que o dom de línguas no Novo Testamento era uma elocução de "novas verdades", ou seja, de valor escriturístico? Leiam Atos e I Coríntios atentamente: as línguas não serviam para transmitir novas verdades, uma função apostólica, mas sim como palavra de conforto e oração de adoração.  

Repetindo: As línguas nunca foram usadas no Novo Testamento para afirmação de novas verdades, ou seja, as línguas não formaram o cânon, mas sim os ensinamentos dos apóstolos. O ensinamento dos apóstolos se encerrou com a morte do último deles. As Sagradas Escrituras são suficientes em sua revelação. Todos aqueles que pregarem "novas verdades", ou seja, "outros evangelhos" que sejam anátemas. Quem exerce o dom de línguas biblicamente usará para oração individual quando não interpretado e como mensagem de encorajamento quando a língua for interpretada. Quem usa mensagem em línguas para acrescentar algo às Escrituras deve ser disciplinado no uso do seu dom. 

5 comentários:

Victor Leonardo Barbosa disse...

Mano, estava pensando em escrever sobre este mesmo tema nesse final de semana...você roubou meu artigo, rsrs.


Parabéns pelo post, não há dúvidas que a interpretação cessacionista carece de respaldo bíblico. Por vezes esses teólogos forçam o texto para se adequar ao seu pensamento teológico.

Forte abraço e Deus te abençoe!

Aprendiz disse...

Prezado

Foi justamente uma leitura pessoal, sistemática e cuidadosa dessa carta do apóstolo Paulo, para fins de um estudo bíblico em grupo, que me convenceu da falsidade dos argumentos cessacionistas. A simples aplicação dos instrumentos da gramática e da lógica, provaram que a interpretação tradicional é totalmente impossivel.

Na maioria dos casos de pentecostasi, a experiência ou o ambiente são o modo de convicção. Muitos até dizem que se importam "com o Espírito, não com a letra".

No meu caso, vim de igreja cessacionista, e minha experiência com igreja pentecostal não havia sido nada boa. Minha percepção sobre crentes cessacionistas e crentes pentecostais, me faria tender à opinião dos primeiros. Até hoje é um mistério para mim o motivo qual, tantas pessoas que negam parte da atuação do Espirito, na atualidade, mostrarem tanta ação do Espírito em sua vidas. E pessoas que enfatizam a ação do Espírito mostrarem, tantas vezes, ausência desta.

Mas nada disso obsta minhas conclusões. A carta do apóstolo aos coríntios é tão clara, que a conclusão é inescapável: Os dons não podem ter acabado! De qualquer forma, um estudo da história do pensamento a respeito, mesmo sendo um argumento menor que a Bíblia, vai no mesmo sentido.

Gutierres Siqueira disse...

Victor,

É a sintonia blogueira, rs.

Aprendiz,

Interessante depoimento!

Abraços

carlos disse...

Olá Gutierres.
Os cessacionistas querem ver só um lado da moeda enquanto os pentecostais em sua maioria o outro.Aqueles (cessacionistas)dispõem somente as escrituras(não que estejam errados)estes( os pentecostais)mais e mais o entusiasmo as experiências metafisicas(também não há problema).O seguinte é que se perde as duas coisas quando há os exageros.

Nilton Rodolfo disse...

Assinado, caro amigo Gutierres. Um abraço.