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terça-feira, 7 de junho de 2011

A velha e falsa divisão "sagrado" versus "secular"

Um sapateiro, um ferreiro, um lavrador, cada um tem o ofício e a ocupação próprios de seu trabalho. Mesmo assim todos são sacerdotes e bispos ordenados de igual modo, a cada qual deve ser útil e prestativo aos outros com seu ofício ou ocupação, de modo que múltiplas ocupações estão voltadas para uma comunidade, para promover corpo e alma, da mesma forma como os membros do corpo servem todos um ao outro. [Martinho Lutero]


O cristão não vive de modo secular e sagrado. Todas as atitudes de um cristão devem ser sagradas. O cristão deve ser um sacrifício vivo, um culto constante (Rm 12. 1-2). Seja trabalhar ou lazer, seja estudar ou viver em família, seja fechar um negócio ou promover uma festa agitada... Tudo para a glória de Deus! Culto está além de uma reunião dominical de duas horas... Cultar é um estilo de vida.
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Gutierres Siqueira

5 comentários:

Luciano disse...

Congreguei durante cerca de 7 anos em uma denominação onde, não obstante algumas impropriedades que me fizeram sair de lá, era comum se perguntar nas classes de EBD - como uma espécie de pegadinha - quando exatamente se iniciava um culto. Sempre tinha um desatento que apontava para esse ou aquele momento, mas a resposta sempre era a mesma: o próximo culto se inicia no exato momento em que termina o anterior. E é por aí mesmo. Do contrário corremos o risco de nos tornarmos os sepulcros caiados a que se referiu o Senhor Jesus - na igreja, banho tomado, perfumados, cabelo penteados de lado e barba feita; em casa, no trabalho, no trânsito, na faculdade, na rua... bom, deixa pra lá!

Pr.Charles Maciel Vieira disse...

Posso fechar com as palavras de Paulo Apostolo:

"Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.

Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.

Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si.

Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor". (Rm 14)

Grande abraço,


Pr.Charles Maciel
http://palavraeteologia.blogspot.com/

Daladier Lima disse...

Postei algo sobre este assunto recentemente, era uma crítica a certos ministros de música que dizem que devemos fazer certas concessões ao profano, para nos igualarmos. Discordo da idéia. Vejo que suas palavras ecoam esta posição. Parabéns!

Leandro Teixeira disse...

Já leste algum livro do Francis Schaeffer? A morte da razão, por ex? Ele fala exatamente sobre esta divisão.

Graça e Paz!

Gutierres Siqueira disse...

Leandro, a paz!

Sim, conheço a obra de Schaeffer, sendo altamente recomendável.

A escritora Nancy Pearcey, aluna de Schaeffer, escreveu uma obra muito boa onde fala dessa falsa dicotomia. É o livro "Verdade Absoluta" (CPAD).