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domingo, 21 de agosto de 2011

Evangélico não praticante!


"Não existe evangélico não praticante", diziam os sociólogos da religião até pouco tempo. Hoje eles já dizem: "Há um novo fenômeno religioso, os chamados evangélicos não praticantes"!  Sim, já chegamos nesse nível. Na última segunda-feira foi matéria de capa do jornal Folha de S. Paulo: "Sobe total de evangélicos sem vínculos com igrejas", e a revista Istoé deste final de semana analisou o fenômeno da fé evangélica não praticante na matéria de capa.  

A matéria da Istoé rende várias análises, mas neste primeiro momento quero comentar a questão do evangélicos não praticantes. De certa forma o fenômeno é natural. Como assim? Quando uma religião cresce muito sempre haverá aqueles que não vivem essa fé seriamente, mas que se identificam socialmente com ela. Assim é com os judeus em Israel, com os protestantes nos Estados Unidos, com os católicos no México e com os budistas no Japão. É claro que tal fenômeno não acontece em países de maioria mulçumana, pois vivem em uma clerocracia ferrenha.  

Isso é bom? É claro que não. Mas era algo inevitável. Eu sempre acreditei que tal fenômeno fosse nascer no Brasil evangélico, pois a história já mostra que os religiosos não praticantes (autodeclarados) sempre existem em religiões de massa. E outra, a sociedade pós-moderna tem uma aversão pelo compromisso, então tal questão só tende a piorar. A cada dia o evangelicalismo torna-se mera tradição familiar ou identificação cultural. É consequência, também, do excesso de discurso e pouca prática. E o problema gira sempre na falta de firmeza doutrinária. O superficialismo dos púlpitos custa caro.  

A matéria também fala sobre o "trânsito religioso". Mas deixo para um próximo post, pois o trânsito religioso deixou de ser mera troca de denominação, pois há evangélicos virando espíritas e pentecostais virando históricos. O "trânsito religioso" ficou mais complexo. Leia a matéria aqui. 

8 comentários:

Micheline Gomes disse...

Muitos evangélicos estão iguais ao católicos romanos. Simplesmente nominais.
Bela postagem!

Meu blog é: michelineblogs.blogspot.com

Te adicionei o face.

Paz!

Cristiano Silva disse...

Duas palavras que a sociedade pós-moderna na prática esvaziou de significado (apesar de formalmente aceitá-las): compromisso e hierarquia. Acho que o fenômeno dos evangélicos sem igreja reflete um pouco isso.

Aprendiz disse...

Gutierres


Gostaria de colocar três pontos:


1. Talvez parte daqueles que são classificados como 'evangélicos não praticantes' sejam aqueles irmãos que só se reúnem em casas. Eles responderiam a um questionário dizendo que não se identificam com nenhuma igreja, mas é claro que são praticantes.


2. Creio que, em parte, o fenômeno foi gerado artificialmente. Muitos pastores sempre foram obsessivos com "número de convertidos". Há uma falha teológica grave que leva os pastores a confundir uma decisão, às vezes puramente emocional, com a verdadeira conversão. Esse pelagianismo evangélico tem crescido ultimamente, o foco das igrejas é sempre "alcançar as pessoas com uma mensagem relevante". O que normalmente significa a pessoa levantar a mão ou preencher uma ficha onde está escrito que ela "aceita Jesus" com a finalidade de ser feliz. E quem não quer ser feliz? Sou arminiano, e freqüento blogs calvinistas também. Noto que muitos calvinistas consideram que o arminianismo é uma doutrina pelagiana ou semi-pelagiana. É claro que não é verdade em princípio, mas a atitude de muitos pastores me leva a crer que são semi-pelagianos (ou pelagianos) práticos.


3. O caso dos judeus é peculiar. Considerando que o judeu o é por etnia, não só por religião, alguém pode ser classificado como "judeu não praticante" e não se identificar de forma nenhuma com a religião do seu povo. Em muitos casos, até segue alguma outra religião, como budismo, espiritismo, nova-era, etc.

alvaro disse...

que DEUS tenha misericordia de nós...

Mario Sérgio disse...

Acredito, que se o as denominações evangélicas continuarem, principalmente entre sua liderança, na simples busca de resultados numéricos e financeiros, esse grupo de evangélicos vai subir sempre mais. A descrença nas instituições, que deveriam zelar pelos valores do evangelho é cada vez maior.

Um grande abraço!

Tamires disse...

Sou católica e para mim é 8 ou 80. Católico que não vai a Missa, ou que não conheça a doutrina da Igreja, não é católico. Assim como quem é evangélico só de carteirinha, só de nome, q não vai ao culto, pra mim tbm não é.
Acho que algumas pessoas apenas respodem os questionários por responder,pra dizer sou isso ou aquilo, e isso acaba querendo ou não 'bagunçando', 'manchando' o Cristianismo. Por exemplo uma pessoa que se diz evangélico ou católico quando faz algo errado, já falam logo: isso pq fulano vai a igreja, e vem todo aquele discurso...
Isso tbm faz termos grandes quantidades de critãos, mas 'sem qualidade'..

Esdras José Savioli disse...

O crescimento da população evangélica trouxe grandes consequências na sociedade brasileira de um modo geral e, se de um lado houve um crescimento numério, por do outro houve uma mistura com a promiscuidade e o comodismo crescente no mundo moderno.

gabrielps007 disse...

Ficando iguais os catolicos....

Só a misericordia !!