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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Lição 12 - A integridade da doutrina cristã

Subsídio preparado pela equipe de educação da CPAD

Por Jerry McCamey

Certo dia, tive verdadeira experiência de aprendizagem em um posto de gasolina a poucas quadras do meu gabinete pastoral. Parei para consertar um pneu furado. Enfiei a cabeça pela porta do posto e perguntei se poderia deixar o pneu e vir apanhá-lo depois. Pensei que isso daria tempo necessário para consertar o pneu, de modo que eu não tivesse de esperar. Fiquei totalmente sem ter o que dizer, quando o funcionário me informou: “Nós não fazemos esse tipo de serviço aqui!” Dei uma olhada no letreiro do posto de gasolina para me certificar de que acidentalmente eu não tivesse parado em um restaurante fast-food. Realmente, era um posto de gasolina nacionalmente conhecido.

Esse foi apenas um pequeno lembrete do quão especializados nos tornamos nestes tempos modernos. Não faz muito tempo, podíamos levar o carro ao posto de gasolina e dizer: “Algo não está funcionando direito. Conserte!” O que quer que estivesse mecanicamente avariado logo seria descoberto e consertado, pouco importando qual fosse o problema. Hoje levamos o carro para um lugar se o problema é no silenciador, para outro para consertar os freios, para algum outro lugar se a transmissão não funciona direito, para outro para abastecer e para mais algum outra para trocar o óleo.

Essa síndrome de especialidade vigente nos Estados Unidos também acontece com os serviços de comida. Houve época em que você poderia entrar num café e pedir ampla variedade de comida. Hoje, se você quer um hambúrguer, vai ao McDonald’s. Para um taco (comida mexicana), vai ao Taco Bell. Se deseja comer frango pronto, vai ao Colonel Sanders. Todos os amantes de carne de peixe têm de se dirigir ao Long John Silvers para se saciarem. Minha família, muitas vezes, tem de parar em três ou quatro lugares diferentes a caminho de casa, a fim de que todos os gostos sejam satisfeitos. Essa tendência das indústrias que servem comida e das que prestam serviços a carros em geral é algo bom e bem-vindo. Não apresenta problema de proporção importante para mim ou para qualquer outra pessoa. Alegremente a aceitamos pela conveniência que traz.

O que acho alarmante é o número crescente de pastores e igrejas que estão caindo vítimas desta mentalidade de “especialidades”. Muitas igrejas parecem só se envolverem em determinadas áreas ministeriais nas quais ou têm prazer ou acham particularmente fáceis. Temos igrejas da “Palavra”, igrejas do “louvor, igrejas do “fogo e enxofre”, igrejas da “família”, igrejas do “discipulado”, e a lista prossegue sem fim. Em resposta a muitas pessoas feridas, cujas necessidades ou problemas não se ajustam em uma especialidade em particular, muitas igrejas teriam a dizer: “Desculpe, não fazemos esse tipo de serviço aqui”.

Nestes últimos dias, a igreja precisa ser lugar de cura e refúgio para todo aquele que precisar – pouco importando qual seja a necessidade. Temos de insistir em ser uma igreja equilibrada. Podemos e devemos redescobrir que temos a imutável sã doutrina da Palavra de Deus e que ainda fluímos com o vento e a espontaneidade do Espírito.

Jesus disse à mulher junto ao poço de Jacó: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). Nessas palavras, encontro o esquema para conservar a sã doutrina e a manifestação do Espírito na igreja. O Senhor estava dizendo a essa mulher e àqueles de nós hoje pegos no debate da “tradição versus liberdade no Espírito”, que estamos desperdiçando nosso tempo.

Todo aquele que advoga ser guiado pelo Espírito, mas de modo absoluto não insiste em tudo o que se alinha com a Palavra, está claramente em erro. O mesmo é verdade a respeito de qualquer um que reivindica ser doutrinariamente são, não obstante esquece que ser espontâneo e guiado pelo Espírito é doutrina completamente sólida. Não é questão de um ou de outro. É questão de espírito e verdade!
Essa grande verdade é salientada repetidamente ao longo da Bíblia.

Texto extraído da obra: “Pastor Pentecostal: Teologia e Práticas Pastorais”, editada pela CPAD.

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