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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O “Plano Divino Através dos Séculos” e o domínio da história em um desenho!

Por Gutierres Fernandes Siqueira
O Plano Divino Através dos Séculos: O passado e o futuro em suas mãos!

Os assembleianos conhecem bem o quadro “O Plano Divino Através dos Séculos”. Conheci alguns que mantinham em suas paredes esse cartaz, que é um símbolo do ensino dispensacionalista popular.  Lembro a primeira vez que vi o desenho e fiquei verdadeiramente impressionado que a chave da história, sendo do primeiro ato criativo ao último julgamento, estava em minhas mãos. Na época, como pré-adolescente curioso pela escatologia, a posse do “Plano Divino Através dos Séculos” era como a de um mapa do tesouro.

A escatologia não é um tema tão presente como há dez anos, mas ainda percebo que a “doutrina das últimas coisas” desperta grande curiosidade, principalmente entre adolescentes. Vejo isso em conversas sobre o assunto, mas a curiosidade está mais para detalhes e mais detalhes de um filme como “Deixados para Trás” ou “Meggido” do que o olhar a vinda de Cristo como a “bendita esperança”. Todos querem saber como será o amanhã. E o “Plano Divino Através dos Séculos” segue a velha mania do dispensacionalismo popular de detalhar o futuro como se tivéssemos lendo o “jornal de amanhã”.

A grade cronológica pré-estabelecida

Vejo como problemático o fato de uma escola escatológica achar que tem a chave da cronologia futura. É impressionante como a leitura do Livro de Daniel e o Apocalipse de João, textos de difícil exercício interpretativo, são expostos em uma leitura fácil do futuro. E mais, com uma incrível riqueza de detalhes. Há dispensacionalistas que “sabem” até o continente onde o anticristo, em pessoa, vai nascer ou já nasceu. Não estou falando de pregadores populares e suas especulações de púlpito, mas isso eu li de um teólogo dispensacionalista muito respeitado.

O problema de um “quadro escatológico” e os seus desenhos é que a Bíblia acaba sendo dividida em um quebra-cabeças para que cada encaixe escriturístico seja coerente com um desenho especulativo sobre o futuro. Assim, a exegese (extrair o pensamento bíblico para fora) dá lugar para a eisegese (incutir um pensamento humano na estrutura bíblica).

Os dispensacionalistas estão certos em sua ênfase escatológica, pois o Novo Testamento é bem escatológico, mas talvez seja interessante meditar que a ênfase neotestamentária no porvir não é uma especulação de detalhes e mais detalhes. No passado bíblico, quem tinha uma escatologia cronológica pré-estabelecida eram os líderes religiosos de Israel e, vejam só, Jesus não se encaixava nela. Maranata!

19 comentários:

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Gutierres:

Espero que eu não vá para a masmorra, porém jamais fui dispensacionalista.

A minha experiência foi parecida com a sua. Na minha infância, tínhamos acesso a pouquíssimos livros. O primeiro que ganhei de meu pai, aí por volta dos cinco anos, foi Catacumbas de Roma. Em suma, o que tínhamos era a Bíblia (graças a Deus!)

Quando descobri esse mapa, acompanhado do livro com o mesmo título, fui para a Bíblia e fiquei muito encafifado (a palavra está dicionarizada, por favor!). As referências citadas para provar a sequência das "sete" dispensações não me diziam nada. Nada explícito. Não era algo, digamos, "revelado". Intrigava-me ainda mais o significado, que, em suma, dizia: "Trata-se de um período probatório quanto à capacidade do homem em obedecer a Deus". Como se o Altíssimo, depois do Éden, precisasse disso!!!

Depois descobri que era uma "descoberta" recente, começada por Darby e desenvolvida por Scofield, que se alastrou entre as igrejas nos EUA, sobretudo as pentecostais, tornando-se a pedra de toque da escatologia que predomina em nosso meio.

Mas o que é o dispensacionalismo senão uma sistematização baseada, com todo o respeito, em textos isolados das Escrituras? Não há conexão entre eles. Não há nada que, pelo menos, deixe algum vislumbre claro sobre a existência dessas dispensações, diferentemente dos pactos e alianças, estes sim, que se encontram lá na Bíblia com toda a clareza para quem quiser ler e entender.

O dispensacionalismo sequer pode ser antinomista, ou seja, um ensino claro das Escrituras aparentemente em contradição com outro ensino. Não há esse paralelo.

Por esta razão, e para não haver dúvida, prefiro ficar com João 14.3: "E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também".

Isso me basta. Está declarado. Não depende de nenhuma sistematização.

Juber Donizete Gonçalves disse...

Gutierres,

Parabéns pelo excelente texto! Eu faço das suas palavras as minhas, pois também era admirador do livro e do mapa O Plano Divino Através dos Séculos. Apesar de não ser mais dispensacionalista, pois hoje estou mais na linha pré-milenista histórico, reconheço que o dispensacionalismo teve seu mérito quanto ao incentivo que deu ao estudo escatológico.

Abraço.

Edinei Siqueira disse...

Na verdade qualquer interprete que se atreva palmilhar no terreno da escatologia deve ter como premissa que há lugares onde existe areia movediça e não se deve pisar tão firme. É por não tomar isso em consideração que muitos estão a marcar data para o arrebatamento; especular sobre quem são as duas testemunhas de Ap.11; associar a queda das torres gêmeas com profecias Bíblicas; especular sobre quem será o anticristo e outras coisas mais.
Na verdade há várias escolas de interpretação escatológicas (Pré, Pós e A-milenista; Pré,Midi e Pós-tribulacionista e outras tantas)mas o que importa é estarmos firmes na fé, quer o Senhor venha logo ou tarde mais um pouco.
Se por um lado alguns comentaristas Bíblicos erraram em suas interpretações mirabolantes, por outro o descaso que o estudo das últimas coisas tem sofrido é um reflexo de uma geração de cristãos que foi envenenada com o veneno da "teologia" da prosperidade. É a desescatologização da igreja.

Pb. Edinei, Th.B

Micheline Gomes disse...

Cheguei a ensinar a matéria dispensações no seminário, porém, alguns alunos sentiram dificuldade para entendê-la.
Percebi a dificuldade,pois não tem base bíblica para o assunto.
Após alguns meses a matéria foi retirada do seminário.
Concordo com as palavras do Pr. Geremias Couto:

"Mas o que é o dispensacionalismo senão uma sistematização baseada, com todo o respeito, em textos isolados das Escrituras? Não há conexão entre eles. Não há nada que, pelo menos, deixe algum vislumbre claro sobre a existência dessas dispensações, diferentemente dos pactos e alianças, estes sim, que se encontram lá na Bíblia com toda a clareza para quem quiser ler e entender."

Aprendiz disse...

Agora quero dizer algo positivo sobre o dispensasionalismo.

Na época em que foi divulgado, logo teve imensa aceitação, e isso não foi sem motivo.

Em primeiro lugar, o dispensasionalismo rompe com a teologia da substituição, que realmente é absurda. Muitos, como eu, saíram do dispensasionalismo, mas jamais aceitarão a teologia da substituição. Numa compreensão maior da relação entre a Igreja gentia e Israel, entendemos agora que os crentes gentios são enxertados em Israel, logo não podem substitui-lo. Nesse sentido, o dispensasionalismo, embora seja, na minha opinião, um erro teológico, pela graça do Senhor acabou sendo um caminho para encontrar a verdade sobre esse assunto.

Outro efeito positivo do dispensasionalismo foi o forte ressurgimento do pré-milenismno. Mesmo tendo deixado o dispensasionalismo, tenho consciência suficiente das enormes dificuldades lógicas e bíblicas do amilenismo e do pós-milenismo. O pré-milenismo, na forma pregada pelo dispensasionalismo também não é coerente, mas pode ser novamente construído de forma realmente bíblica.

Valter Borges disse...

Olá, pessoal!!
Voltemos às polêmicas! Hehehe!
Todo mundo tem um pouco de Ricardo Gondim, não pe mesmo??! Estilo: "Eu pensava assim, mas, agora, que sou mais maduro, penso de outro jeito!"
Que coisa, não!
Pastor Geremias vai ter de explicar com sua interpretação de João 14.3, pois ali há muitas possibilidades! Por exemplo, se a interpretação é objetiva ou subjetiva. só para ficar nessa questão.
Mas, posso perfeitamente compreender isso! A história registra que, na passagem do ano 999 para 1.000, a maior parte da Europa não conseguiu comemorar a data, pois esperava o “Apocalipse”. Segundo o historiador Frederick H. Martins, um sentimento de terror dominou a multidão amontoada na imensa Basílica de São Pedro, em Roma, na noite de 31 de dezembro de 999. Inclusive o Papa Silvestre II parecia aterrado. Isso aconteceu porque o povo não tinha acesso à Bíblia.
O fato das pessoas não saberem lidar muito bem com o futuro e o desconhecido, causando desconforto, promoveu várias interpretações das Escrituras Sagradas. Não é a toa que a doutrina da predestinação fornece uma anestesia aos crentes acerca do desconhecido. Um pouco de certeza ajuda a viver melhor, e, a teodicéia faz-nos conformar com a situação atual e não promovemos mudanças que a sociedade necessita, inclusive nós, mesmos, como seres humanos. Afinal tudo irá por "água abaixo, mesmo", quer dizer "destruído em fogo".
Muitos pastores ainda pregam 'A doutrina das últimas coisas" na base da doutrina do medo. Faltam-lhes conhecimento!

Aprendiz disse...

Valter

Darei minha opinião sobre alguns pontos que você levantou

1. Não acho que todos temos algo de Ricardo Gondim. Todos têm crises e mudanças, mas queira Deus que sejam mudanças para melhor.

2. Entendo que o próprio texto de João 14 conduz a uma interpretação objetiva. Yeshua primeiramente fala de sua ida para o Pai, que é uma afirmação sobre um fato objetivo. Assim, induz seus ouvintes a compreenderem o resto de sua fala como afirmações sobre fatos objetivos.

3. Sou arminiano, e discordo bastante da visão calvinista. Mas em momento algum considerei o calvinismo simples produto de mentes medrosas. Até onde percebo, pelo testemunho dos calvinistas, vejo duas situações: Aqueles que vieram à fé dentro do calvinismo, consideram suas doutrinas mais coerentes que as outras que conhecem, e não vêem motivo para mudar. E aqueles que não eram calvinistas, tinham pouco conhecimento dos textos que indicam a predestinação, e tendo ouvido a explicação calvinista julgam ter conhecido a explicação mais coerente. Pessoalmente, julgo que se os arminianos ensinarem sobre os textos que falam de predestinação, dando oportunidade para os novos crentes entenderem a sua explicação, se evitará que se usem argumentos tipo "homem de palha" contra o arminianismo.

4. Promover mudanças é fácil, muitos já o fizeram, freqüentemente com resultados desastrosos. Fazer mudanças para melhor, isso já exige pensamento profundo, criterioso, amoroso e humilde. Para um cristão, toda proposta social deve ser medida pela Bíblia, sabendo que sempre haverá erro (muitas vezes erros essenciais) naquilo que a mente humana produz.

Eber Pedro disse...

Ainda bem que Jesus deixou claro:
E disse-lhes: Não vos compete saber os tempos ou estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. E Graças a Deus hoje tenho a visão de que o proposito do apocalipse não é mostrar um ordem cronológica do que há de acontecer. Mais simplesmente fazer o povo confiar em Deus sendo sincero no seu presente. o proposito do apocalipse e impacto que ele deve nos causar é no presente. Ele não é pra desvendar o plano de datas futuras e nem as muitas de suas linguagens simbólicas.

Portando também estou na seguinte forma :

João 14.3: "E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também".

Aprendiz disse...

Eber

Primeiramente, devo concordar que não nos compete traçarmos uma "cronologia completa do fim dos tempos" e muito menos marcarmos datas, o que inclusive Jesus nos advertiu para não fazermos.

Mas vou discordar em parte de você. Não acredito que um livro tão intrincado e detalhado como Apocalípse tenha sido escrito apenas para que as pessoas confiassem mais no Eterno. Nós não confiariamos se não lêssemos Apocalípse? Diria até que a primeira impressão que Apocalípse causa na maioria das pessoas e de inquietação e estranheza...

Noto que várias profecias sobre a primeira vinda de Jesus foram compreendidas corretamente pelos judeus: o seu nascimento em Belém, o fato de ser descendente de Davi, o fato de que carregaria feridas ou chagas (haviam rabinos até que interpretavam que ele seria leproso), o fato de que ensinaria o povo, a vinda de um preparador do caminho, etc. Outras profecias bastante específicas só foram compreendidas depois de sua vinda. Mas o fato é que as profecias carregavam informações específicas e não apenas uma impressão mal definida.

Seria estranho imaginarmos que as profecias sobre a sua segunda vinda não contem nenhuma informação objetiva, mas apenas um sentimento geral de esperança.

Ronaldo Corrêa disse...

Caro Gutierres,

O assunto é bastante "palpitante", e apesar dos excelentes comentários já postados, há muito mais a se considerar, e creio que nem seja tão proveitoso assim prolongar-se mais ainda o "debate". Posto que as correntes de pesamento aqui esposadas não são recentes. E, apesar de contarem em suas fileiras com célebres defensores, nenhuma foi cabalmente refutada. E não é agora que o serão. Apesar do "exercício intelectual" ser bem interessante, mas creio não passar disto.

Se até mesmo obras que propõem a referida "leitura fácil do futuro", como Deixados Para Trás, por exemplo, carecem de mais de uma dezena de volumes para a comportar (a série em português tem 13 livros, de aproximadamente 300 páginas cada). Que se dirá então de uma escatologia mais séria e biblicamente coerente e acertada.

Creio que por isto, alguns aqui se contentam com João 14:3, e eu também me filio a esta opção.

A não ser que se esteja pretendendo escrever um verdadeiro "tratado" acerca do assunto, a meu ver isto já é o bastante.

Fiquem todos na Paz do Senhor...!

Flavio Dias disse...

Prezado Gutierres

Meus parabéns pela excelente abordagem sobre o assunto.
Admirei-me da coragem do Pr Geremias do Couto também em su aposição a esta vertente escatologica ou escatomaniaca dispensacionalista...coerencia Biblica é bem melhor.Deus abençoe...

SOBREVIVENTE NA MISSÃO disse...

o que os cristãos dos tempos atuais necessitam é conhecer as escrituras e as revelações escatológicas para crescimento da sua fé em Deus, ganhar almas e edificação do corpo de cristo. Temos que nos desviar de debates que só servem para contendas, adivinhações de tempos e estações como se fôssemos o próprio jeová. Disse Jesus que o dia e a hora só o pai sabe para realizar estas coisas pois estão segundo sua vontade e poder se é que vocês levam este texto bíblico em conta. Sei que vocês querem sair da caverna e do seu mito como refletiu Platão o Filósofo só que estão querendo fazer até como Hegel que queria explicar a fenomenologia do espírito. Digo como provocador para o seu debate: Deus é inexplicável ainda que algumas coisas nós sabemos acerca dele. Muitos mistérios foram revelados mas existem coisas que nós mortais nesta vida não vamos saber, acredito que csó saberemos quando estivermos com o pai poi ´´eu só sei o que não sei ``através do meu pouco conhecimento procuro conhecer mais mas como mortal sei que ainda que alcancemos muitas coisas relevantes, descobertas e revelações Deus só se fará conhecer completamente na glória se é que vocês acreditam ainda em nova Jerusalém ou seu paraíso é aqui na terra com seu jatinho, seu carro importado, sua recheada conta bancária, sua igreja suntuosa de catedral, seu título de doutor ou PHD, revendo mestre e Pastor. Que Deus nos abençoe e nos converta mais para ele.

Alx |-|/-\RD disse...

É um deseinho irado, só pra meditar. =)

Eber Pedro disse...

REALMENTE APRENDIZ, FUI VAGO NÃO É SÓ PRA CONFIAR, MAIS O APOCALIPSE É UM LIVRO QUE SERVE TAMBÉM PARA EXORTAR A IGREJA DE JESUS. E BOTA EXORTAÇÃO NISSO.

Samuel Borges disse...

Amados no Senhor,

Na verdade, quanto às linhas escatológicas principais: Amilenistas ,pós-milenistas, pré-milenistas históricos ou pré-milenistas dispensacionalistas em poucos pontos diferem as duas últimas. Quais são os pontos básicos dos Dispensacionalistas? apontamos:

a)Ensinam que a segunda vinda de Cristo acontecerá em duas fases: na primeira, o Senhor Jesus se encontrará com a igreja nos ares, levará os salvos para participar das Bodas do Cordeiro nas regiões celestiais;
b) e após sete anos de tribulação(literal) na terra sem a presença da igreja, regressará com ela para reinar neste mundo por mil anos.
c)Eles fazem uma distinção entre a ressurreição para igreja, na ocasião do arrebatamento, a ressurreição para aqueles que virão a crer durante a tribulação de sete anos(ressurreição que acontecerá na segunda vinda do Senhor, no final da tribulação) e a ressurreição dos incrédulos no final do milênio.
d)Fazem, também, uma distinção entre o julgamento dos crentes após
tribulação de sete anos e o julgamento dos incrédulos no final do milênio.
e)Para os teólogos desta escola de interpretação, os sete anos de tribulação será literal, mas a igreja neo-testamentária será arrebatada antes dessa tribulação.
f) O milênio será inaugurado e estabelecido com a segunda vinda de Cristo, após a tribulação e durará, literalmente, 1000 anos. Com certeza, esta linha de pensamento distingue completamente Israel e Igreja.

Não vejo consistência na crítica ao Dispensacionalismo, embora não perfeita, até porque nem tudo está revelado. Então,consolemo-nos em vigiar para a vinda do Senhor. E enquanto Ele não vem, vamos ganhar almas.

Unknown disse...

Pr. A. Carlos G. Bentes
Cremos que o Dispensacionalismo é um sistema de teologia que se desenvolveu a partir da Bíblia. O Dispensacionalismo é crucial para que se entenda corretamente a Bíblia, em especial a Profecia Bíblica.
O Pré-milenismo era a doutrina da Igreja primitiva e do período patrístico. A Bíblia se explica melhor através deste sistema teológico.
O Pré-milenismo Dispensacionalista se ajusta perfeitamente ao incremento da pregação expositiva da Bíblia versículo por versículo.
O Pré-milenismo harmoniza a Bíblia inteira.
O Pré-milenismo é a única posição que propõe uma conclusão satisfatória para a história.
A teologia dispensacionalista proporciona uma explicação plausível para a questão da soberania de Deus sobre um mundo cuja maldade parece aumentar a cada dia.
O Dispensacionalismo responde aos ataques do liberalismo que está eivado dentro das igrejas.
O nosso Dispensacionalismo talvez seja o chamado Dispensacionalismo Progressista. Cremos na Eleição Divina, tanto de judeus como de gentios; cremos numa eleição específica dos eleitos, a Igreja, que governarão com Cristo no Milênio e Eternidade. Cremos numa única economia divina, na qual Judeus, Gentios e Igreja adentrarão no Estado Eterno.
O Calvinista John Piper comentando a Tulip (Os cinco pontos do Calvinismo) nos fala do seu sétimo ponto (de John Piper):
O “sétimo ponto”, o melhor de todos os mundos possíveis, significa que Deus governa o curso da história de forma que, no final das contas, sua glória será mais plenamente mostrada e seu povo mais completamente satisfeito do que tivesse sido esse o caso em qualquer outro mundo. Se olharmos apenas como elas são agora nesta presente era deste mundo caído, esse não é o melhor de todos os mundos possíveis. Mas se olharmos para o curso completo da história – da criação até a Redenção, a eternidade e além – e ver o plano de Deus como um todo, ele é o melhor de todos os planos possíveis e leva à melhor de todas as eternidades possíveis. E, portanto, este universo (e eventos que ocorrem desde a criação até a eternidade, tomados como um todo) é o melhor de todos os mundos possíveis.

Todo cristão tem direito a suas convicções sobre a verdade da Bíblia, mas enquanto estivermos no corpo terreno, nenhum de nós pode ser infalível. Ninguém, em época alguma, é dono de toda verdade – não na era apostólica nem os reformadores ou dispensacionalistas ou não dispensacionalistas. Contudo devemos manter com convicção a verdade conforme cremos que Deus nos deu o entendimento.
“Nos essenciais, a unidade, nos assuntos de dúvida, a liberdade, em todas as coisas, o amor” (Rupertur Meldenius).
Pelo menos temos três dispensações:
O dispensacionalismo progressivo passa por três dispensações bíblicas:
1ª) Passada. Da Eternidade passada até ao primeiro advento;
2ª) Presente. Do primeiro ao segundo advento;
3ª) Futura. Do segundo advento até à Eternidade futura.
Estas três dispensações sustentadas pelo dispensacionalismo progressivo estão centralizadas em Cristo. Isto é, elas são cristocêntricas.
O Dr. Aldery Nelson da Rocha também vê três dispensações:
1ª) A Dispensação do Mistério. Da eternidade passada até a Encarnação do Logos (Ef 3.9);
2ª) A Dispensação da Graça. Da Encarnação até a Segunda Vinda (Ef 3.2);
3ª) A Dispensação da Plenitude. Da Segunda Vinda até eternidade futura (Ef 1.10).

Carlos Gomes disse...

Parabéns Gutierres!!

Nas igrejas pentecostais de doutrina Classica, esse assunto não faz parte dos nossos pulpitos, estamos vivendo uma crise do "Basico", fui criado no berço pentecostal e creio que Deus está levantando Obreiros para Mudar essa história de despreparo da teologia da Ultimas coisas na Ad de Deus

Anônimo disse...

olá, gostaria de adquirir um mapa do plano divino, como posso conseguir?

Bíblia em Debate disse...

Horacy dos Santos responde:
Olá, irmãos! Muito debate inútil seria desnecessário se, honestamente, deixássemos as lentes de nossas posições preconcebidas, para nos aplicarmos ao estudo do NT como um todo exegético. Então não precisaríamos de rótulos escatológicos, pois teríamos a verdade da Bíblia ensinada por Jesus e pelos apóstolos. Abraços.