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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Lição 09 - Dízimos e ofertas

Amigos, abaixo segue a reprodução do subsídio preparado pela Equipe de Educação da CPAD. E, também, segue links de três textos escritos por mim sobre o assunto, além de um ótimo texto escrito pelo pastor Altair Germano. Para acessar o texto clique no título.

A transparência com o dinheiro é necessária! Por Gutierres Fernandes Siqueira

Ajuda aos Necessitados.  Por Gutierres Fernandes Siqueira

Ofertar é... Por Gutierres Fernandes Siqueira

Por quais razões Malaquias cap. 3 vers. 10 não deve ser aplicado à Igreja? Por Altair Germano

Subsídio da CPAD

DÍZIMO [NO PENTATEUCO]

A palavra hebraica ‘asar, “dizimar” é derivada da palavra que significa “dez” e que também significa “ser rico”. O princípio básico do dízimo é o reconhecimento de que tudo pertence por direito a Deus, inclusive as propriedades dos homens, das quais eles são apenas guardiões. O dízimo corresponde a um testemunho oferecido em honra a Deus, e em reconhecimento de que tudo pertence a Ele.

O costume de pagar o dízimo era muito comum entre os povos semíticos, e era anterior à lei de Moisés. Abraão deu a Melquisedeque um décimo de todo o despojo conquistado de Quedorlaomer (Gn 14.20. cf. Hb 7-10). A forma como este fato foi mencionado parece indicar que se tratava de um costume estabelecido. O voto de Jacó (Gn 28.22) acrescenta ainda mais peso a esta opinião.

O dízimo de Israel consistia de um décimo de toda a produção anual de alimentos e do crescimento dos rebanhos de ovelhas e gado. Era um costume considerado sagrado para Jeová, da mesma forma que o aluguel ou imposto feudal dedicado a Ele que era, realmente, o dono da terra. Certas Escrituras sugerem que esses dízimos consistiam de décimo de tudo que restava das “primícias de todos os frutos da terra”, depois que a oferta sacerdotal havia sido separada (Êx 23.19; Dt 26.1ss). Como a lei não estabelecia a quantidade a ser oferecida como uma oferta das primícias, alguns consideram as regras do dízimo como a definição do que deveria ser pago. Outros consideram o dízimo um complemento destes primeiros frutos. Fontes judaicas indicam que essa segunda hipótese é verdadeira e que as “primícias dos primeiros frutos” geralmente representavam uma quinta parte da produção.

No Pentateuco, a legislação sobre os dízimos era a seguinte:

1. Levítico 27.30-33. Um décimo de toda a produção (safras, frutas, azeite, vinho) e de todos os animais deveria ser dedicado ao Senhor. O dízimo da produção da terra podia ser compensado (ou “remido”) se a ele fosse acrescido um quinto de seu valor. O dízimo dos animais não podia ser compensado. O crescimento do rebanho era calculado e todo décimo animal era considerado santificado para o Senhor. Isso estava de acordo com as instruções dadas a Israel, anteriores ao Sinai, de que os primogênitos dos rebanhos pertenciam ao Senhor (Êx 13.12,13). Tudo o que passasse “debaixo da vara” (Lv 27.32) era designado aos levitas para fazer o que bem entendessem, pois não haviam recebido nenhuma parte da terra como herança (cf. Nm 18.21-32). Além desse dízimo, os levitas pagavam um dízimo (ou oferta alçada) aos sacerdotes, que deveria ser levado ao templo de Jerusalém. Neemias 10.38 sugere que havia uma supervisão dessa divisão de dízimos.

2. Deuteronômio 12.5,6,11,18 (cf. Am 4.4). O dízimo das festas correspondia a um décimo dos nove décimos que restava. Devia ser separado e levado para Jerusalém onde era consumido como refeição sagrada pelo ofertante e seus familiares, junto com o levita que está dentro das suas portas (Dt 12.15). Se a distância era proibitiva, os dízimos podiam ser vendidos e o dinheiro usado para a compra de alimentos ou animais para servirem como ofertas em Jerusalém (cf. Dt 14.22-27).

3. Deuteronômio 26.12-15; 14.28-29. O dízimo trienal ou dízimo da caridade, oferecido durante o terceiro ano, era destinado aos levitas, aos estrangeiros, aos órfãos de pai e às viúvas.
As opiniões diferem em relação a esse terceiro dízimo. De acordo com Josefo ele era, na verdade, um terceiro dízimo oferecido a cada três anos, do qual os levitas e os sacerdotes eram obrigados a participar. Outros afirmam que a cada três anos, o segundo dízimo, ou dízimo da festa, era oferecido aos pobres em casa, invés de ser levado a Jerusalém.
O pagamento do dízimo não era obrigatório, mas uma questão de consciência perante o Senhor. O povo deveria obedecer a estes decretos com todo coração e alma (Dt 26.16). A cada três anos deveria ser feita uma solene declaração no último dia da Páscoa, dizendo o seguinte: “Obedeci à voz do Senhor, meu Deus; conforme tudo o que me ordenaste, tenho feito” (Dt 26.14).

Texto extraído do “Dicionário Bíblico Wycliffe”, editado pela CPAD.

3 comentários:

Aprendiz disse...

Gutierres

Tenho convicção pentecostal (embora não esteja freqüentando uma igreja considerada pentecostal, no momento). O que vou dizer agora, portanto, é sobre aqueles que compartilham a mesma convicção que eu sobre isto.


Sobre transparência, correta arrecadação e correta aplicação de recursos, me incomoda uma fato evidente na igreja brasileira: as denominações pentecostais (e neo-pentecostais) tem se notabilizado, em geral, por menos transparencia no uso de recursos, por menos ética na arrecadação, e por menos honestidade e critério na aplicação.

Considerando que não falo de casos isolados, mas de uma tendência consistente, deveríamos nos questionar sobre a origem desses problemas.

Temo que haja erros doutrinários graves por trás desses problemas.

Outras questões que nos causam preocupação são as tendências dos pentecostais para o caudilhismo, para o culto à personalidade, para a falta de senso crítico, para a submissão cega, e para as interpretações bíblicas que não respeitam o texto. Outras correntes tem sérios problemas com interpretação bíblica também, mas gostaria de comentar uma particularidade dos pentecostais (e neopentecostais) brasileiros: Sua leitura da Bíblia é a mais truncada possível.

Gilson Barbosa disse...

Prezado irmão Gutierrez,

Muito importante e edificante essa informação do Dicionário Wcyffe.

Grande abraço.

Do Blog: www.pbteologil.blogspot.com

Jose de Ribamar Castro Reis disse...

Vejo da seguinte forma: Se o dízimo é para a igreja, o sábado também é. Observe que os textos usados para defender o dízimo, cabem perfeitamente na defesa do sábado. Observem o seguinte:
O dízimo é da ordem de Melquisedeque antes da Lei de Moisés - O sábado também é, aliás se toda a tora fora excluída, ainda restaria os dias da criação e do descanso. Para defender o dízimo, afirma-se que Jesus não veio ab-rogar a Lei, mas cumprir. Na defesa do sábado não se aceita este mesmo argumento. Usa-se no NT o que Jesus disse em relação ao dízimo: façam essas coisas sem deixar aquelas (Lc 11.42). Mas não se aceita no NT o que Jesus também disse: se queres entrar na vida eterna guarda os mandamento (Mt 19.17). O culto levítico com seus rituais já não existe. Todavia, os princípios da adoração continua o mesmo. Se o dízimo é um princípio de adoração pelo pressuposto acima, o sábado também é. Os dez mandamentos não existem mais. Mas o dízimo existe. Não guardo o sábado nem muito menos o domingo. Com toda sinceridade não compreendo isso, estas interpretações da palavra não estão sendo coerentes. E AGORA JOSE !!!