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domingo, 18 de março de 2012

O cristão, a universidade e os desafios do presente século!

Novos tempos! Novos desafios!
Por Gutierres Fernandes Siqueira

É ainda comum pensar que o principal desafio do jovem cristão na universidade seja o ateísmo militante dos professores incrédulos. Talvez isso fosse verdade na década de 1970 e 1980, ou seja, o período que os teólogos-apologistas estudaram. Mas hoje a realidade é outra, completamente outra.

Ainda há professores ateístas, mas não em número suficiente para afirmar que a universidade brasileira seja um templo do ateísmo. Na minha opinião, o principal desafio do cristão universitário não é intelectual, mas sim moral. É o hedonismo. É a "farra" como modo de vida. É o relativismo prático. Aliás, é um desafio que passa pela universidade, mas nasce intensamente no Ensino Médio.

Mas não há desafios intelectuais? Sim, há. Os principais dogmas contemporâneos, como o relativismo e o politicamente correto, são abundantes nas universidades, mas a pregação é ouvida também nas redes de televisão, nas redes sociais, nas conversas de bar e no próprio Ensino Médio. Os dogmas das universidades já são conhecidos mesmo antes que o jovem vire um universitário. A questão intelectual, eu insisto, é menor.

Eu sei que minha experiência não é parâmetro de metodologia científica, mas eu nunca conheci um universitário cristão que se desviou por desafios intelectuais. A minha geração abandona mais o cristianismo por causa da loira do bar do que pelo barbudo Karl Marx. Os jovens que conheço são mais atraídos pelo relativismo moral prático do que pelo relativismo teórico dos filósofos pós-modernos. E eles são relativistas não porque leem Friedrich Nietzsche, mas sim porque assistem Pânico na TV. Sim, não há sofisticação nesse relativismo.

Talvez a única exceção seja entre os estudantes de teologia, mas aí é assunto para outro post.

Eu nunca esqueço quando apresentei um trabalho para o meu professor de filosofia, um homossexual assumido e especialista em Nietzsche. Eu disse para ele que faria um paralelo entre o filósofo prussiano e Richard Dawkins, o papa do neoateísmo. Ele me respondeu: "Nossa, esse Dawkins é um boçal. Sua pregação é terrível. Acho que todos nós devemos ter uma espiritualidade". Seria o ateísmo essa ameaça toda? Precisamos ler melhor os nossos tempos. Não digo que hoje estejamos melhor ou pior, mas os tempos mudam e os desafios também.

12 comentários:

Anônimo disse...

Quando eu li Friedrich Nietzsche, na faculdade, me senti muito mau por nao ter respostas a varias questoes que me surgirao, na epoca e ate hoje nao encontrei respostas. Mas pela misericórdia de Deus eu me batizei nas aguas, mas fiquei com uma mania de questionar tudo que leio ou o que ouço por ai, nao sei se isso é bom ou ruim.

Anderson Cruz disse...

Muito bom o texto,
Já ouvi falar de pessoas que se deixaram levar pelo intelectual.

Tenho que admitir que hoje no Ensino Médio já vejo uma pequena porção de um desafio intelectual (ateísmo), já que na minha classe tem uns 3,4 ateístas.

Porém, concordo com você sobre a loira do bar, isso é real, minha geração também é da mesma forma.

Anderson Cruz disse...

Muito bom o texto,
Já ouvi falar de pessoas que se deixaram levar pelo intelectual.

Tenho que admitir que hoje no Ensino Médio já vejo uma pequena porção de um desafio intelectual (ateísmo), já que na minha classe tem uns 3,4 ateístas.

Porém, concordo com você sobre a loira do bar, isso é real, minha geração também é da mesma forma.

Daladier Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Juan de Paula disse...

Gutierres,

gosto de acompanhar seu blog e seu trabalho de apresentar com relevância o Evangelho.

Sua postagem é muito urgente e necessária para a juventude do século XXI envolvida com o contexto universitário.

Eu estou lendo a literatura de Alain de Button (autor de "Religião para Ateus") e devo escrever em breve sobre minhas impressões. Ele representa um desafio apologético para o cristianismo.

Um abraço,
Juan

Gutierres Siqueira disse...

Caros "anônimo", Anderson, Daladier e Juan... Obrigado pelos comentários.

É importante destacar o ponto do Daladier. A nossa apologética é bem desconectada da realidade.

O Juan levanta a interessante questão sobre o ateísmo de Alain de Button. É o que eu chamo de "espiritualidade ateísta". Bem que Button não é original nessa ideia, pois outra filósofo francês, o conhecido André Comte-Sponville já defendeu ideias semelhantes.

Ricardo Inacio Dondoni disse...

Gutierres,
Grande abraço, ..., sei que sua intenção não foi tornar o texto engraçado, até porque a situação é no mínimo constrangedora, mas te confesso que não aguentei, ..., "...por causa da loira do bar do que pelo barbudo Karl Marx".
Por mais que eu tentasse manter a compostura diante da realidade, imaginar o convite feito pelo barbudo de um lado e a loira do bar de outro, ..., foi extremamente cômico, além de representar de forma clara qual é a atual situação nossa! Desvirtuados pelas sensações ou por argumentos? Penso que você já respondeu ao trocadilho...

Um grande abraço...

Um grande abraço...

Anônimo disse...

Friedrich Nietzsche,Alain de Button,Karl Marx,loira do bar...intelectuais,
onde está o Cristão? e oque aconteceu com o evangelho de Jesus Cristo; Muito conhecimento e pouca sabedoria.
A quem interessar ler e refletir:
Efésios,4:10 a 16

mdteologia disse...

Pessoal vejam bem, eu fiz alguns cursos superiores e o último, Física, um ambiente que a priori deveria ser o mais hostil as coisas de Deus, não tive qualquer problema, nem tão pouco interferiu em minha fé, e olhem que passei meus anos todos da universidade acho que mais de 23 anos e nunca tive qualquer problema com ninguem. Tão pouco não adequei as doutrinas e idéias anti religiosas que são o pano de fundo de quase todas as universidade, apenas segui aquilo que nos diz o Salmo 1.
Acho que fazem muito barulho com esse tema. Meu recado é - fiquem na sua fé e sigam na sua fé, deixem os outros seguirem seus caminhos, deixem os viver e viva a sua fé sem se importunar com o que os outros venham a dizer. Outra coisa, tratei de fazer o curso de forma exemplar, sendo o melhor aluno do curso e tendo feito pesquisas científicas durante todos os anos, sendo representante do departamento na minha universidade e cumprindo com todas minhas obrigações exemplarmente, para honra e glória do meu Deus. Jesus Cristo.
Graça e paz!!!

Gutierres Siqueira disse...

Aos anônimos,

Ai ai, eis os anônimos com a espiritualidade consistente como um macarrão instantâneo. Infelizmente, os anônimos ainda precisam aprender a arte de interpretar textos simples de blogs.

Fellyp Cranudo disse...

Gutierres,

Muito oportuno teu post(!!)

Acabo de ingressar na faculdade (pedagogia) e o que me assustou mesmo foram as colocações que você expôs.

Percebi meu coração muito mais propício à ir atrás das coleguinhas que meu raciocínio a cair nas artimanhas do ateísmo militante.

Obrigado pelo despertamento.
Sempre acompanhado o blog,

Fellyp Cranudo

Felipe Huvos Ribas disse...

Parabéns pelo texto. Confirmo todas as palavras presentes nele.
Como ser relevante como cristão num ambiente universitário?
Citarei um exemplo: na escola onde faço inglês, todos os meus colegas são estudantes universitários. É comum nesse tipo de curso que o professor estime diálogos entre os alunos e, como o perfil destes é de jovens, os temas propostos frequentemente envolvem festas. Como se posicionar como cristão em tal ambiente? O que responder quando questionado sobre "O que você gosta de fazer?; "o que você gosta de ler?"?. A questão não é se respondemos sobre "ir à igreja aos domingos", "ler a Bíblia", ler determinado livro cristão (que nenhum colega conhecerá, geralmente), mas sim a reação dos outros alunos quando damos esse tipo de resposta, que é de indiferença. Soamos como extraterrestres!
Por outro lado, se Deus permitiu que o ser humano chegasse até este século, certamente a Palavra dEle permanece relevante. Que sejamos como cartas vivas, conforme Paulo nos recomenda, pregando com atitudes e palavras. Abraço!