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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Singularidade de Deus e a idolatria do homem!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Ao iniciar o estudo de Deus, o Deus trino, é importante destacar a singularidade do Senhor. Deus é único. Não há outro como Ele. “Ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém” [Judas v. 25]. Deus é, também, diferente da conceituação dada aos deuses deste mundo. E uma das formas de demonstrar a singularidade de Deus é destacar que o relacionamento com o homem não é parte de um chamamento humano, mas sim dEle próprio. É o Senhor que nos escolhe e não o contrário. Karl Barth, teólogo suíço, escreveu:
O Deus que a fé cristã confessa não é, à maneira dos deuses deste mundo, um ser que se encontra ou se inventa, uma divindade que se oferece ao homem ao término de seus esforços; ele não é o coroamente, seja ele o mais perfeito, de uma procura que pudéssemos iniciar sem mais nada a alcançar por nós mesmos. [...] É o Deus que, ao contrário, ocupa já e sem retorno o lugar de tudo aquilo que os homens costumavam chamar “Deus” e, que, excluindo de imediato todas as demais presenças, exceto a sua, reivindica o privilégio de ser dele somente a verdade. Se não se compreende isso, permanece-se incapaz de entender aquilo que a Igreja quer dizer quando confessa: creio em Deus. Trata-se aqui de um encontro do homem com a realidade a qual ele permanece para sempre incapaz de buscar e encontrar por is mesmo. “O que o olho não viu, o que o ouvido não escutou e o que não subiu ao coração do homem, Deus o revelou aos que o amam” ( 1Co 2.9). Assim se exprime o apóstolo Paulo a respeito dessa realidade. E não se pode falar diferentemente. [1]
Confundir Deus com os ídolos é sacrilégio. Toda vez que achamos que podemos convocar Deus por nosso méritos estamos pensando que o Senhor do Universo é um ídolo qualquer. Adorar um deus diferente da relevação bíblica na pessoa de Jesus Cristo é um caminho contra o primeiro mandamento. “Portanto, meus amados, fugi da idolatria” [1 Coríntios 10.14].

Idolatria! Livra-nos dela!
Referência Bibliográfica:

[1] BARTH, Karl. Esboço de uma Dogmática. 1 ed. São Paulo: Fonte Editorial, 2006. p 45.

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