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segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Concílio Politicamente Correto!

Por Gutierres Fernandes Siqueira
Caros,

Ao assistir a ficção científica Prometheus (EUA, 2012, 124 min.) fiquei imaginando como estaria sendo realizada uma conferência teológica no final deste século. Assim como o diretor Ridley Scott, eu brinquei com o futuro como algo sombrio. Aliás, qual ficção científica não nos mostra as sombras do futuro? Talvez seja a forma de literatura que nos lembra sobre a falácia do progresso ad aeternum!

Abaixo segue uma carta do concílio.

O futuro é sempre sombrio! Que o diga a expedição Prometheus!
Progresso

Nova York, 18 de abril de 2095.

Nós, irmãs e irmãos, nos reunimos neste grande concílio para definir o futuro do cristianismo no planeta do Século XXII. Nós sabemos que por muito tempo o cristianismo ocidental ficou preso à figura do líder rabínico chamado de Jesus, filho de Maria. Ora, hoje, iluminados que somos, sabemos como aquele mito era inconsistente com a nossa avançada época. O grande revolucionário venezuelano Hugo Chávez, aquele que foi o melhor presidente da América Latina neste século e que temos estampado em nossas camisas, já dizia que ele era a melhor encarnação dos valores cristãos. E, de fato, ele trouxe mais benefícios ao mundo, junto com outros democratas do Irã, do que aquela figura absoluta de Jesus.

O grande sábio Mahmoud Ahmadinejad já nos mostrava que o grande mal do mundo era a imprensa ocidental, Israel e o cristianismo. Como não concordar com o estimável líder persa? O cristianismo desprezou figuras proeminentes como essas. Onde está a relevância para o avanço e o progresso? Cadê o social? A relevância do cristianismo dependia de um líder mais conectado com as nossas necessidades. Assim, o cristianismo redescobriu Buda. Como as gerações passadas não perceberam que a essência da mensagem cristã estava na espiritualidade oriental?

Ora, também, neste concílio queremos celebrar o amor. O amor entre o bispo Charles Williams Brian, líder da diocese anglicana de Nova York e Zing Cheng, bispo metodista de Xanguai. Hoje eles celebram 60 anos de um casamento que marcou a história da igreja ecumênica. Que Buda os ilumine! E vamos aproveitar para definir o amor como um ato de vontade livre e não subjugado. Ora, quem pode mandar no amor? Por que controlar nossos impulsos? Onde está a liberdade se vivemos a trancar o amor?

Queremos, na data presente, entregar uma medalha para a episcopisa Tollerod Behring, líder da grande catedral de Oslo, que tem defendido com forças e lágrimas os direitos humanos. Com o seu grande esforço e amor, hoje milhões de mulheres podem abortar se sentir a “opressão da culpa” inventada pelo antigo cristianismo retrógrado. A ONG de Behring merece o nosso apoio financeiro. O governo do Brasil, por exemplo, patrocina a ONG com 10 bilhões de reais. É um governo generoso e conectado com os valores avançados.

Mas a história da igreja contemporânea emite sinais de alerta. A Igreja Carismática da África e Igrejas Reformadas ou Episcopais naquele continente continuam com ideias estranhas, como a defesa de uma herança cristã tradicional. Há grupos na China, Brasil, Rússia, Índia e até nos Estados Unidos que continuam assim. Os fundamentalistas são perigosos e não conhecem o conceito de liberdade. A Igreja Progressista deveria fazer uma grande campanha mundial pela criminalização do discurso intolerante. Ora, como alguém tem a coragem de pregar um único salvador quando todos nós somos deuses? A salvação somos nós!

Martin Zimmerman Scott,
Bispo-Chefe da Conferência Mundial da Religião

3 comentários:

Dalton L.C. de Almeida disse...

De leitor de ficção agora virou escritor é? rs Vejo que a Igreja Católica já terá desaparecido na data.. afinal.. se é para falar de "retrógrados reacionários" é com ela mesmo! :)

Dalton L.C. de Almeida disse...

De leitor iniciante de ficção a autor é? Isso que é evolução! rs Vejo que em breve a Igreja Católica não vai mais existir, pois se é para falar de reacionários retrógrados, ela sempre marca presença ;P

alvaro disse...

qualquer semelhança não é mera coincidencia...