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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A Reforma Protestante e o pentecostalismo

O Avivamento de Azuza reflete ainda hoje
Por Gutierres Fernandes Siqueira

Eu era ainda novo convertido quando li uma série de artigos sobre o surgimento dos evangélicos no Brasil em uma grande revista evangélica. A historiadora falava dos presbiterianos, batistas, metodistas, anglicanos e dos congregacionais. Na época fiquei espantado que a autora não citava as Assembleias de Deus. A proposta daqueles textos era falar da história evangélica até as primeiras décadas do século XX, mas ela simplesmente ignorou aquela que veio a ser a maior denominação protestante do país.

Desinformação? Não, era puro preconceito! Ainda há no meio tradicional muitos que ignoram o pentecostalismo como parte do protestantismo. Sim, reconheço que houve melhoras, mas há muito o que avançar. E fico muito feliz de saber que muitos dos meus leitores são protestantes históricos. Há cinquenta anos era quase impossível ver algum tradicional lendo um pentecostal. Hoje, muitos já respeitam, mesmo que discordem em algumas questões teológicas, especialmente sobre a pneumatologia.

Escrevo este texto com a esperança que nos próximos cinquenta anos possamos enxergar o pentecostalismo como filho legítimo do protestantismo. Por que? Ora, o pentecostalismo nasceu sobre a perspectiva de resgatar práticas carismáticas que podemos ler na história da Igreja. Nenhum pilar da Reforma foi rasgado. E dizer que a crença no dom de profecia destrói o Sola Scriptura é simplesmente desconhecer completamente a teologia dos dons.

E os erros, exageros e movimentos heréticos que derivaram do pentecostalismo? Essa pergunta é o cúmulo do absurdo. Alguém poderia citar algum movimento cristão isento de problemas? Talvez o calvinismo? Ou quem sabe o metodismo? O puritanismo? O anglicanismo de Henrique? O catolicismo romano? O pentecostalismo gerou muitos problemas, mas a sua contribuição para o cristianismo é infinitamente maior. O importante é que o amadurecimento precisa ser cultivado.

Quem é leitor deste blog sabe que eu, como pentecostal, não tenho nenhum pudor em apontar os problemas do movimento que faço parte. Além disso, a minha denominação não é preservada do meu espanto expresso em textos e mais textos. Eu sei que há muito emocionalismo barato, anti-intelectualismo preguiçoso, legalismo farisáico, liturgias anárquicas, pregações superficiais, músicas antropocêntricas, politicagem eclesiástica etc. e tal. Mas é legal saber que eu aprendi que tais coisas eram erradas com outros pentecostais.

Qual a grande contribuição do pentecostalismo para o protestantismo neste século? O pentecostalismo é o bastião do cristianismo conservador. Essa é a opinião do respeitado historiador Philip Jenkins. No clássico A Próxima Cristandade lemos: “Para melhor ou para pior, é possível que as Igrejas dominantes do futuro tenham muito em comum com as da Europa medieval ou do início da era moderna. Pelos dados atuais, o futuro do cristianismo meridionalizado deverá ser nitidamente conservador.” [1] Com isso, o historiador galês quer dizer que veremos o aprofundamento da busca pelo sobrenatural graças ao avanço pentecostal.

Por que o pentecostalismo não poderá aderir em massa para o liberalismo teológico? Ora, como ser pentecostal sem acreditar em milagres? Ou negando a vivicidade das Sagradas Escrituras? Ora, para falar “noutras línguas” é necessário uma crença muito forte da autoridade das Escrituras! Ser liberal (teologicamente, falando) e ao mesmo tempo ser pentecostal é uma verdadeira contradição.

O crítico literário americano Harold Bloom afirmou há alguns anos para a Revista Época [2] em tom de lamentação e exagero: “Os EUA estão se tornando um país essencialmente pentecostal”. Bom, se isso é verdade eu não sei, mas há previsões apontando que o mundo terá um bilhão de pentecostais em 2025, ou seja, o pentecostalismo representará 45% dos cristianismo segundo estimativa de Hartford Institute for Religion Research. [3] A força desse número mostra que uma guinada certa ou errada influenciará o cristianismo como um todo.

Portanto, quem sabe que daqui cinquenta anos quando um tradicional quiser buscar uma sólida teologia conservadora não tenha que entrar em um seminário pentecostal?! Espero sinceramente que o meu otimismo não seja ingênuo! E que possamos comemorar o 31 de outubro, o Dia da Reforma, como o nosso dia.

Referência Bibliográfica:

[1] JENKINS, Philip. A Próxima Cristandade. A Chegada do Cristianismo Global. 1 ed. Rio de Janeiro: Record, 2004. p 24.

[2] Nem o Brasil está seguro. Revista Época. Edição 405 - Fev/2006.

[3] Pentecostais Serão um Bilhão no Mundo em 2025. Mensageiro da Paz, CPAD, ano 76, n 1.448, Janeiro 2006.

22 comentários:

João Emiliano Neto disse...

Paz.

Note bem, irmão, acho que não há boa vontade suficiente para fortes brisas de ensinos como o Pentecostalismo. O mesmo é Montanismo, mesmo, pois é transgressor demais achar que uma plenitude do Espírito, ou seja, a etapa final da vida dos santos é como o início, a qual chamamos de batismo. Batismo que não ocorre só em águas, mas também o Espírito em nós é derramado.

Penso que o Pentecostalismo e a RCC com a quizumba que causou na Igreja latina pelo menos serviu de uma espécie de catarse, pois ao menos podemos reviver, ao menos talvez só como um tipo de sonho ou ilusão, os relatos e eram só isso da Igreja de Atos.


JOÃO EMILIANO MARTINS NETO

Marcos Bandeira disse...

Sou batista, mas sou muito grato a Deus pelo Movimento Pentecostal. O Pentecostalismo é uma benção de Deus para toda a Igreja de Jesus. Eu realmente admiro muito meus irmãos assembleianos e para mim são fontes de inspiração para que eu seja mais humilde e mais submisso a direção do Espírito Santo. Problemas? Problemas nós temos na Igreja como um todo. Realmente quem diz que os pentecostais são fonte de problemas para a Igreja não sabem o que estão dizendo. A Reforma Protestante é um retorno aos ensinos das Escrituras e o que seria o Pentecostalismo senão um retorno ao ensino bíblico dos Dons Espirituais? Normalmente, quem está nos morros pregando o Evangelho são pentecostais e quem está na Igreja de joelhos dobrados pagando um preço de oração para que seja feita a vontade de Deus são as irmãzinhas do círculo de oração. Glória a Deus pelos pentecostais! Os tradicionais tem muito que aprender com eles, e eu aprendo sempre com eles. Da mesma forma os pentecostais podem aprender bastante com os tradicionais. É só deixarmos o preconceito de ambos os lados.
Ótimo texto!

Danilo Ribeiro disse...

Paz - irmão Gutierrez - Bom comentário - concordo contigo - Deus continue te abençoando e te usando - tudo para Glória e Honra de Nosso Senhor Jesus Cristo -

Anderson Cruz disse...

Texto muito bom, creio piamente na Doutrina Pentecostal.
Me lembro que o primeiro livro sobre pentecostais que li foi "O Testemunho dos Século", Emílio Conde, e eu não tinha ainda a "experiência pentecostal", o livro acendeu uma chama no meu coração, juntamente com a leitura do Livro de Atos, naquele mesmo ano pude ter a experiência dos crentes do Cenáculo.
Como nem tudo é perfeito, temos problemas em nosso meio.
Acredito que muitas pessoas culpam o pentecostalismo, pelo fato dele ter crescido e tido muita repercussão no meio evangélico, infelizmente na internet encontramos combates ao pentecostalismo e até mesmo nos comparando ao Catolicismo, porém, nunca irá tirar o mérito deste movimento.

Paz! (Palavra e Fé - anderscrz.blogspot.com.br)

João Emiliano Neto disse...

Marcos,

O auto-proclamado Pentecostalismo foi a corrupção avassaladora de criaturas humanas de alto a baixo e a desfiguração bizarra com seu ultra-sentimentalismo herético perturbador, estrutural e incurável da Igreja como nem mesmo a Reforma, que alguns irmãos católicos mais apressados chamam de Deforma, conseguiu operar na Igreja de nosso Senhor.

O Pentecostalismo conseguiu desfigurar a própria Reforma ao trazer de volta o charlatanismo medieval, além do servilismo a líderes absolutamente eles mesmos rebeldes à vontade de Deus.

Pelo o exposto, penso que não precisamos nos sentir culpados por sermos tradicionais.

JOÃO EMILIANO MARTINS NETO


Ecclesia sed semper reformanda est!

João Emiliano Neto disse...

Errata, o dístico tardio da Reforma é: Ecclesia reformata et semper reformanda est!

Marcos Bandeira disse...

Querido irmão João,

Não me sinto culpado por ser tradicional. Acho que o irmão não entendeu bem o que eu quis dizer.
Não vejo o Movimento Pentecostal como um problema, mas vejo como um movimento cristão genuíno. Enxergo problemas no Pentecostalismo como também enxergo problemas no meio Reformado, mas acima dos problemas enxergo o agir do Espírito Santo tanto no meio Pentecostal como no meio Reformado.
Sinceramente, eu não chamaria de Pentecostalismo os abusos que todos nós enxergamos no meio desse Movimento, assim como não chamo de Reformado aquele que se diz reformado mas não tem um pingo de interesse em áreas como ação social, evangelismo e vida de santidade.
Sabe irmão, não dá de jeito nenhum pra colocarmos David Wilkerson e Valdomiro Santiago no mesmo nível. O primeiro é a representação do que é o verdadeiro Pentecostalismo o segundo é uma distorção do Pentecostalismo. Paul Washer para mim é o que eu chamaria de um reformado de verdade, já Vincent Cheung é um poço de arrogância e prepotência, coisa comum no meio Reformado, infelizmente.
Portanto irmão, as minhas palavras foram apenas um reconhecimento de que no meio Pentecostal há muita coisa boa e principalmente muita gente boa de Deus, convertida, temente a Deus.
Acho sim que podemos aprender com eles e eles com a gente.
A Paz!

João Emiliano Neto disse...

Irmão Marcos,

Penso que também você não entendeu meu ponto de vista. Não critiquei pessoas como David Wilkerson ao ponto de colocá-los no mesmo nível de um Valdemiro Santigo. O que quis dizer é que o Pentecostalismo é um piedoso engano. Não critiquei pessoas e sim idéias, por hora.

O Pentecostalismo é um erro, é montanismo e é pelo próprio termo um abismo sem fim de arrogância. Pois, ora, do primeiro século ao décimo nono a Igreja por caso não se desenvolveu sob a inspiração e iluminação do Espírito, após passar pelos portais da experiência do Pentecostes com os santos apóstolos? O livro de Atos, quanto ao tal batismo no Espírito é um relato e não um catecismo.

A ação social(ista) com a arrogância típica dos marxistas é o que há de melhor que você pode opor ao Protestantismo genuíno? Ora, pelos frutos os conhecereis que o diga os Ariovaldos Ramos, Gondins, Rubens Alves ou Bultmanns trânsfugas ou os Róbsons Cavalcantes que, no caso deste último, pagou com a própria vida pelo engodo marxista do tal Evangelho social. Ora, se Nietzsche dizia que o Evangelho morreu na cruz, os evangélicos marxistas crucificam totalitariamente quem para eles não diga amém. Que eu saiba o último evangelista foi João, logo, o que há hoje não é evangelismo de forma alguma.

Só uma retificação, o que me prendeu muito tempo nos arraiais pentecostais não foi ninguém menos que o "arrogante" chinês Vicent Cheung, pois tanto ele como eu cremos nos dons espirituais. Mas, nem por isso cremos no montanista batismo no Espírito como uma segunda benção.

Abraços.

Ecclesia reformata et semper reformanda est!


JOÃO EMILIANO MARTINS NETO

Gutierres Siqueira disse...

João Emiliano,

Sinceramente, fico confuso com os seus comentários. Um dia você diz que o pentecostalismo é bom, mas agora diz que é a pior coisa do mundo. Se é tão ruim como pode gerar bons nomes como David Wilkerson?

Além disso, sinceramente, a linguagem usada em seu comentário lembra o velho fundamentalismo do início do século XX.

Abraço

George Gonsalves disse...

Excelente texto, Gutierres. O pentecostalismo clássico guardou o essencial do protestantismo: só Cristo, só a fé e só a Escritura. Aos leitores, recomendo o texto "Os dons e as Escrituras", em http://www.gracaesaber.com/2012/08/os-dons-e-as-escrituras.html
Um abraço.

João Emiliano Neto disse...

Irmão Gutierres,

Esse seu Blog aqui sobre esse tipo de teologia é um espaço seu, ora, quem sou para dar uma de mais doido ainda aqui só pra variar um pouco e criticá-lo. Vá desculpando a invasão. Mas, se alguma vez elogiei o que não devia nessa idéia avassaladora que é o Pentecostalismo é porque ou ainda era penteca ou porque se elogiei com justiça o Pentecostalismo, é porque vejo coisas boas, sim, em uma da piores coisas do mundo que é a opinião penteca. Por exemplo, a busca por santificação, curas, libertação de influências diabólicas, o pão nosso de cada dia e dons espirituais.

Quanto ao Dr. Wilkerson, bem, ele acho que o Reverendíssimo que já até faleceu, foi uma agulha em um palheiro de Jim Jones carismáticos capazes até mesmo de cometer crimes para manter seus postos de mercenários nesses tipos de igrejas.


JOÃO EMILIANO MARTINS NETO

Pedro disse...

Talvez o João Emiliano Neto tenha aprendido a ser intolerante com os pentecostais em suas leituras rasas de obras como "O caos carismático", de John MacArthur.

Graças a Deus, homens equilibrados como Hernandes Dias Lopes, John Piper e Wayner Grudem não compartilham da mesma intolerância e hermenêutica tendenciosa.

Graça e Paz

Adeilton disse...

Eu penso que o pentecostalismo pode melhorar, se voltar aos ideais da reforma,se não, só tende a piorar.É o que temos visto,seu blog e voçê é um exemplo.

João Emiliano Neto disse...

Pedro,

Tu és Pedro e por isso você haverá de me compreender que não só John MacArthur ensinou-me algo, mas também a História, a Teologia, a Filosofia e um pouco do conhecimento da natureza dos livros de compõem a Bíblia, ensinaram-me que ser anti-pentecostal carismático não é ser nada intolerante e tendencioso hermenêuticamente.


JOÃO EMILIANO MARTINS NETO

Márcio Cruz disse...

Muito bom o texto e sua abordagem, Ir. Gutierres!!!

O Senhor Jesus te abençoe, nobre irmão!!!

Graça e Paz!!!

André Sena disse...

Gutierres,

Acompanho seu blog a algum tempo.. Poucos blogueiros pentecostais eu leio. Não tenho preconceito. Nasci de novo numa igreja presbiteriana com muito apreço pelo movimento pentecostal. Aprendi que Deus aviva sua obra de tempos em tempos e que o movimento pentecostal é um destes avivamentos. Como presbiteriano fui um grande admirador da igreja pentecostal, ou seja, um calvinista que cria nos dons nos dias de hoje. Como assembleiano que fui, por 4 anos, comecei a duvidar de tudo que aprendi em 22 anos de nova criatura.
Há um ponto que para mim, biblicamente, é impossível aceitar: a evidência do batismo com Espírito Santo somente pelo dom de línguas.
Este ponto causa soberba, hierarquização dos membros, sentimentos de superioridade e vaidade. Todo o amor e altruísmo que Jesus pregou vão por água abaixo.
Todo movimento de avivamento gera, por obra humana, uma corrupção – no caso do movimento pentecostal foi o neopentecostal (ou pseudopentecostal).
O neopentecoste inchou, hipertrofiou, ganhou fama e fortuna e hoje recebe outras igrejas para beber das suas águas imundas e apóstatas. Entre estas igrejas a Assembléia de Deus.
Volto ao seio reformado (onde fui colocado após a conversão) para não perder minhas convicções doutrinárias.
Abençoado artigo. Continuo a lê-lo Gutierres. Deus o encha de sabedoria e conhecimento.
Paz.
André Sena

André Sena disse...

Gutierres,

Acompanho seu blog a algum tempo.. Poucos blogueiros pentecostais eu leio. Não tenho preconceito. Nasci de novo numa igreja presbiteriana com muito apreço pelo movimento pentecostal. Aprendi que Deus aviva sua obra de tempos em tempos e que o movimento pentecostal é um destes avivamentos. Como presbiteriano fui um grande admirador da igreja pentecostal, ou seja, um calvinista que cria nos dons nos dias de hoje. Como assembleiano que fui, por 4 anos, comecei a duvidar de tudo que aprendi em 22 anos de nova criatura.
Há um ponto que para mim, biblicamente, é impossível aceitar: a evidência do batismo com Espírito Santo somente pelo dom de línguas.
Este ponto causa soberba, hierarquização dos membros, sentimentos de superioridade e vaidade. Todo o amor e altruísmo que Jesus pregou vão por água abaixo.
Todo movimento de avivamento gera, por obra humana, uma corrupção – no caso do movimento pentecostal foi o neopentecostal (ou pseudopentecostal).
O neopentecoste inchou, hipertrofiou, ganhou fama e fortuna e hoje recebe outras igrejas para beber das suas águas imundas e apóstatas. Entre estas igrejas a Assembléia de Deus.
Volto ao seio reformado (onde fui colocado após a conversão) para não perder minhas convicções doutrinárias.
Abençoado artigo. Continuo a lê-lo Gutierres. Deus o encha de sabedoria e conhecimento.
Paz.
André Sena

João Emiliano Neto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luciano disse...

Espero que você não seja ingênuo mesmo, pois eu também o seria. Seus textos são excelente, parabéns.

Aprendiz disse...

É interessante que alguns dizem que o pentecostalismo é bom, mas o neo-pentecostalismo é mal. Mas discordo. A Igreja Bola de Neve é chamada de neo-petencostal, mas não segue a cartilha dos ladrões carismáticos-midiáticos. Então, julgo caso a caso. É claro que grande parte do neo-petencostalismo é absurdo, herético e até criminoso. Mas note as chamadas igrejas históricas, veja qual é o seu atual grau de desvio.

Também a maior denominação petencostal do Brasil, a AD, está em situação complicada, dirigida por líderes indignos. Procurar uma congregação, seja em que meio for, é difícil. Então evito condenações por atacado.

Francisco Marques disse...

Quem não passou pela experiência pentecostal e combate os pentecostais corre o perigo de pecar contra o Espirito Santo. Quando houve o pentecostes em Atos 2, a multidão presente ouviu as grandezas de Deus em seu próprio idioma,mas, alguns disseram que aqueles cristãos estavam embriagados naquela manhã. Cuidado ao julgar um grupo cristão diferente do seu. Se você está discordando do pentecostalismo é porque os líderes de sua igreja lhe ensinaram que nos dias de hoje não há mais manifestação dos dons espirituais como na igreja primitiva, porque os teólogos da igreja lhes ensinaram dessa maneira. Ora, nós cremos nesses dons e temos genuina experiência do batismo no Espirito Santo. Essa experiência é uma chama profunda e poderosa em nosso íntimo, impossível de descrever com palavras. É só experimentando. Se você não provou dela, não pode provar nada em contrário.

Robson disse...

Caro irmão Guttierrez, tenho tido muitas duvidas com relação ao pentecostalismo, e gostaria que o irmão me ajudasse me mostrando os fuundamentos biblicos q falam de tal evento pois tenho sido questionado frequentemente por irmãos de denomiações tradicionais a respeito deste assunto. Fico no aguardo de sua ajuda. Robson