Pesquisar este blog

Carregando...

sábado, 3 de novembro de 2012

Existe uma “Teologia Pentecostal”?


Por Gutierres Fernandes Siqueira

O pentecostalismo construiu uma teologia bem sofisticada, mas ignorada e totalmente desconhecida. A ignorância está presente principalmente entre os próprios pentecostais. É bem verdade que a estruturação acadêmica do pentecostalismo tem pouco menos de 30 anos, mas nunca é demais conferir essa teologia. Normalmente, se fala na contribuição pentecostal para a liturgia e espiritualidade cristã, mas se ignora a contribuição acadêmica. E existe uma “Teologia Pentecostal”? Sim, isso porque há método na construção dessa matéria.

Qual o método dos “estudos pentecostais”?

Talvez o livro mais importante para a Teologia Pentecostal seja The Charismatic Theology of St. Luke do teólogo canadense Roger Stronstad. Nessa obra de 1984, Stronstad defende uma interpretação diferente de Lucas-Atos pela formação de uma teologia lucana. Stronstad argumenta que Lucas acreditava no dom do Espírito como serviçal, ao invés de soteriológico ou ético, ou seja, o Espírito Santo foi dado para capacitar os cristãos a serem testemunhas do Evangelho.

William Menzies, que foi outro importante teólogo pentecostal, escreveu sobre a obra de seu colega Stronstad:

A tese de Stronstad representa um desafio direto aos pontos de vista evangélicos tradicionais sobre o Espírito. Se Stronstad está certo, o aspecto carismático do Espírito, do qual Lucas dá testemunho, deve ser posto ao lado do aspecto soteriológico, tão preeminente nos escritos de Paulo. Pois uma teologia do Espírito verdadeiramente bíblica deve fazer justiça à pneumatologia de cada autor bíblico. [1]

Em Strontad aprendemos que a pneumatologia lucana é diferente da pneumatologia paulina. Mas atenção: é diferente, mas não contraditórias. É diferente, mas ao mesmo tempo complementares.  Enquanto Lucas fala do Espírito e sua capacitação serviçal, o apóstolo Paulo destaca o papel do Espírito como agente salvador. A teologia do Espírito Santo em Lucas é carismática, enquanto em Paulo é soteriológica.

Qual a base de Stronstad? Podemos dizer que o pentecostal canadense traz uma “nova perspectiva sobre Lucas”. Na hermenêutica de Stronstad vemos o destaque para a importância de uma teologia narrativa. A ideia hermenêutica central é que Lucas escrevia como historiador e teólogo, ou seja, temos a formação de um teologia a partir da narrativa lucana. Stronstad faz um resumo de sua abordagem: “A fim de interpretar corretamente o registro lucano do Espírito Santo devemos resolver três problemas metodológicos fundamentais: 1) a homogeneidade literária e teológica de Lucas. 2) O caráter teológico da historiografia de Lucas, e 3) a independência teológica de Lucas” [2].

Portanto, longe de ser uma mera provocação litúrgica, o pentecostalismo e sua formação teológica é uma provocação hermenêutica. A contribuição para os estudos do Novo Testamento não é pequena e, assim, podemos analisar as propostas dos teólogos pentecostais da América do Norte com uma quebra de paradigma na leitura pneumatológica lucana e paulina. É certo que essa leitura acadêmica dos pentecostais está em um contexto de debates sobre a leitura do Novo Testamento. Não é um desenvolvimento isolado e, muito menos, está restrito ao ambiente pentecostal.

Leia Mais:

Leia sobre o desenvolvimento da hermenêutica pentecostal.

Tendências da Hermenêutica Pentecostal por Roger Stronstad.

Referências Bibliográficas:

[1] MENZIES, William W. e MENZIES, Robert P. No Poder do Espírito: Fundamentos da Experiência Pentecostal, Uma Chamado ao Diálogo. 1 ed. São Paulo: Editora Vida, 2002. p 60.

[2] STRONSTAD, Roger. The Charismatic Theology of St. Luke. 1 ed. Grand Rapids: Baker Academic, 1984. p 3.

16 comentários:

João Emiliano Neto disse...

Stronstad, escreveu a hermenêutica dele sob algum efeito profético da benção de Toronto que ocorreria 6 anos depois no País dele?

Mas, piadas a parte, acho que Stronstad choveu no molhado, pois Paulo não é só soteriológico e ético na descrição da obra do Espírito, muito menos Lucas desvairaria para o montanismo ao dizer que nas comunidades fundadas por Paulo, haveriam crentes santos e convertidos, porém sem o Espírito Santo. No mínimo, porque em Corinto não há críticas lucanas de caráter neomontanista e anacrônicos contra o ministério de Paulo ali naquele furdunço corintiano e incurável.

Ecclesia reformata et semper reformanda est!


JOÃO EMILIANO MARTINS NETO

Gutierres Siqueira disse...

João,

Stronstad nada tem com a Bênção de Toronto. É um teólogo de primeira linha.

Você continua tratando a Igreja em Corinto como um grupo anticristão, como apontou o leitor Pedro no post passado. Faça uma leitura cuidadosa dessa epístola, por favor. E basta ler comentários somente de autores tradicionais para desfazer sua visão sobre Corinto.

André Sena disse...

Lendo seus últimos posts, acredito que esteja em crise de identidade, ou com grande necessidade de afirmar algo para si mesmo. Não veja o comentário como reprimenda - é benéfico esse estado. Postei um comentário recentemente e volto ao ponto: o movimento pentecostal foi a grande onda de avivamento do século passado, mas gerou uma criatura maligna - o neopentecostal. Na minha opinião, a igreja pentecostal é protestante e reformada. Na essência não é calvinista - o que pra Deus pouco importa. Tem uma teologia escrita e uma impregnação (positiva) na literatura dita tradicional. Recentemente a igreja pentecostal preferiu o poder à palavra - observação minha fundamentado no meu universo loco-regional - perdendo o equilíbrio e gerando em alguns críticos uma noção errônea. A despeito da minha forma calvinista de ver a salvação, discordo da teologia pentecostal em um ponto: a evidência do batismo com o Espírito Santo unicamente pelo dom de línguas. Continuarei a ler os autores e teólogos pentecostais bem como os tradicionais.
Paz.
André Sena

Gutierres Siqueira disse...

André, a paz!

Na verdade não é crise de identidade, mas apenas um exercício apologético. As três postagens estão dentro de uma série que planejo iniciar neste blog.

Abraço

tadeu disse...

O Livro de Atos é um dos mais doutrinários do N.T. Apenas o estilo é diferente. Existe alguma (uma só) DECLARAÇÃO APOSTÓLICA em Atos que não seja nomartiva ou que não sirva como regra de fé para a Igreja de todas as eras? Não! AS PRINCIPAIS DOUTRINAS CRISTÃS-escatoligia,soteriologia,angelologia,pneumatologia,juizo final,volta de Cristo,annjos, demônios,Céu, inferno,graça irresistível, dons espirituais, justificação, regeneração, dom de variedades de línguas, ressurreição, dicotomia ou tricotomia, predestinação incondicional. As afirmações apostólicas acerca dessas doutrinas no livro de Atos, se constitui norma pra todas as Igrejas hoje. Sobre o Batismo no Espírito Santo em Atos, é padrão para todas as eras, e sobre isso, Atos está em acordo com as declarações de Jão Batista e Jesus.

João Emiliano Neto disse...

Gutierres,

Minha abordagem à igreja de Corinto é mais histórica que apologética. Leia a carta de Clemente, Bispo de Roma à essa comunidade e note que os porcalhões coríntios voltaram a se lambuzar na lama.

O que eu noto é que enquanto perdemos tempo com questões bizantinas, apologéticas e quejandos, algumas há séculos lançadas no lixo da História, ora, as bostas que o diabo cagou no meio da Igreja: como Lutero dizia a respeito do Papa, estão a cada dia mais todo-poderosos, mais impacientes, mais papais. Estão como ninrodes empreendendo violentas e robustas caçadas homicidas contra os dissidentes...


JOÃO EMILIANO MARTINS NETO

Pedro disse...

Gutierrez,

Graça e Paz.

Pelo visto, o caríssimo João Emiliano Neto busca fundamentar suas impressões obscuras sobre a igreja de Corinto em fontes não-canônicas, depreciando a veracidade e o testemunho das cartas paulinas. E ainda tem coragem de se proclamar "reformado"!

O princípio reformador do Sola Scriptura passou longe do amado irmão... Muita história, pouco testemunho neotestamentário.

Os ossos de Lutero devem estar se remexendo no túmulo em Wittenberg.

Adeilton disse...

Gutierres,

Línguas "estranhas" na igreja, não seria um claro sinal de ostentação e orgulho?

" Nós perdemos nosso alvo se eles perceberem a nossa conduta como sendo completamente invejosa. Paulo não poderia ser censurado justamente, nem ser suspeito por qualquer princípio desse argumento todo. Ele falava mais línguas que todos eles. Além disso: Ele queria falar em sua "própria inteligência", isto é, de maneira a ser entendido, e instruir e edificar os outros, mais "...do que dez mil palavras em línguas desconhecidas" (v.19). Ele estava longe de valorizar-se no falar línguas ou fazer ostentação de seus talentos desse tipo, pois ele preferia falar cinco palavras inteligíveis para beneficiar a outros a mil, dez mil belos discursos, que não fariam bem a mais ninguém, porque eles não a entendiam. Note que o verdadeiro ministro cristão valorizar-se-á muito mais fazendo o menor bem espiritual às almas dos homens do que procurando os maiores aplausos e elogios para si mesmo. Isto é verdadeira excelência e nobreza de espírito; è agir de acordo com o seu caráter; è mostrar-se aprovado como servo de CRisto, e não um escravo de seu próprio orgulho e vaidade."( Matthew Henry)

Antigamente a missa era rezada em latim,e ninguém entendia,e a reforma lutou contra isso,e conseguiu que a bíblia e o culto fosse realizado na língua do povo. Não seria o mesmo erro que os pentecostais caem? Não seria uma volta ao espírito romano de ostentação? em quere falar uma língua que ninguém entende no culto público?

Matthew Henry,comentário do novo testamento,cpad,pag,490.

João Emiliano Neto disse...

Pedro,

Ainda bem que minha crítica é apenas histórica, porque não vou contra a Bíblia a qual ela mesma possui uma certa historicidade. Se não me engano era Karl Barth quem dizia desconsolado que a Bíblia mostra que a Igreja foi tomando ao longo de seu relato o formato que possui, hoje: o católico-romano. A prova do que afirmo é que a necessidade dos dons de Corinto, muito menos os puxões de orelha paulinos contra os coríntios não foram necessários à comunidades mais maduras como a de Tessalônica ou a que existe até hoje que é a igreja em Roma.

Quanto aos ossos de Lutero, eles não estariam agitados no túmulo, até na porque o alemão não era reformado, mas apenas o pioneiro dos reformadores. Nos primeiros tempos da Reforma a Bíblia não era normativa para a igreja, a prova é que a liturgia luterana é bem menos pobre que a calvinista.

Uma coisa é certa, amigo Pedro, quando pelo menos alguns seus líderes pentecostais estiverem atrás das grades, prometo fazer com mais segurança uma visitinha, de vez em quando, aos irmãos. Apesar de nossas divergências, somos irmãos e são principalmente vocês evangélicos pentecostais é que estão ajudando na refundação do Brasil.


JOÃO EMILIANO MARTINS NETO

Pedro disse...

João Emiliano Neto,

Comprovada está a minha tese: você precisa de um "banho" nas Escrituras.

Você observou que suas afirmações valorizam as assertivas extra-bíblicas e desprezam o relato das Escrituras? Por qual motivo não encaraste o argumento paulino a respeito da igreja de Corinto?

Você afirma que os dons vivenciados em Corinto não o foram igualmente em outras igrejas. Pelo visto, tal afirmativa é fruto de uma conclusão pessoal que não obedece as premissas escriturísticas. Veja:

"Testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?" Hebreus 2:4 (Comentário: Ora, os dons não são frutos de uma igreja imatura??? Risos)

"De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé". Romanos 12:6 (Comentário: DONS na igreja de Roma??? Mas o caro João não afirmou a ausência dos tais nesta igreja?)

Para um "reformado", você demonstra desconhecimento quanto à vida de Lutero. Para refrescar sua memória, Calvino foi altamente influenciado pelas teses luteranas. Além disso, Lutero não foi o pioneiro da Reforma Protestante, mas o seu propulsor. O pioneirismo da Reforma ficou por conta de Valdo, Wycliffe, Huss e Savonarola, as "estrelas da manhã". Pelo visto, seu conhecimento histórico é bem modesto, assim como seu conhecimento bíblico.

Ah, já ia me esquecendo: quando for visitar os líderes pentecostais na prisão, leve junto contigo o estoque completo da SBB, pois sua evangelização será árdua!

Graça e Paz

Will Guedes disse...

Boa tarde Pedro e João.

Amado Pedro o fato de usar uma fonte histórica para defender um argumento não faz de você menos "reformado", até porque muitos líderes tanto reformados como pentecostais usam fontes extra-bíblicas que estejam em coerência com outros testemunhos e a Bíblia. O problema está em você colocar estas fontes no mesmo nível da Escritura ou acima dela, como fazem os Teológos Católicos, encarando a Tradição como uma Extensão da Autoridade da Bíblia.


O Sola Scriptura exalta a primazia e autoridade da Bíblia no modo Revelacional e Relacional de chegar a Deus de uma forma perfeita e não um isolamento intelectual.

Já Sobre Corinto, é comprovado historicamente falando, ela foi sim uma igreja complicada por suas várias divisões e mal uso dos dons ou "carismas" ali presente.

Ja sobre as Fontes sabemos que elas podem falhar, no entanto Clemente que de acordo com muitos era uma pessoa muito próxima a Paulo, inclusive sendo citado nas suas cartas. ou seja quanto mais velho for um testemunho mais digno de confiança é.

Eu tenho que ser honesto e dizer que Fontes que citam os dons não apenas na Igreja de Corinto mas em toda a Era Apostólica, vão desde dos pais da Igreja, como os relatos históricos da Igreja Católica.

Lembre se que o Própio Calvino em suas Institutas nunca considerou os dons como aberração,para ele era aberração colocar os dons no lugar da Bíblia. No entanto para ele aqueles dons cessaram nos tempos Apostolicos.

e Para encerrar lembre se que não adianta ser banhado na Bíblia como já ouvi da boca de muitos pregadores hoje em dia, se este banho não entrar em seu coração e comandar a sua vida.

Graça e paz, Deus Abençoe.

Will Guedes disse...

Boa tarde Pedro e João.

Amado Pedro o fato de usar uma fonte histórica para defender um argumento não faz de você menos "reformado", até porque muitos líderes tanto reformados como pentecostais usam fontes extra-bíblicas que estejam em coerência com outros testemunhos e a Bíblia. O problema está em você colocar estas fontes no mesmo nível da Escritura ou acima dela, como fazem os Teológos Católicos, encarando a Tradição como uma Extensão da Autoridade da Bíblia.


O Sola Scriptura exalta a primazia e autoridade da Bíblia no modo Revelacional e Relacional de chegar a Deus de uma forma perfeita e não um isolamento intelectual.

Já Sobre Corinto, é comprovado historicamente falando, ela foi sim uma igreja complicada por suas várias divisões e mal uso dos dons ou "carismas" ali presente.

Ja sobre as Fontes sabemos que elas podem falhar, no entanto Clemente que de acordo com muitos era uma pessoa muito próxima a Paulo, inclusive sendo citado nas suas cartas. ou seja quanto mais velho for um testemunho mais digno de confiança é.

Eu tenho que ser honesto e dizer que Fontes que citam os dons não apenas na Igreja de Corinto mas em toda a Era Apostólica, vão desde dos pais da Igreja, como os relatos históricos da Igreja Católica.

Lembre se que o Própio Calvino em suas Institutas nunca considerou os dons como aberração,para ele era aberração colocar os dons no lugar da Bíblia. No entanto para ele aqueles dons cessaram nos tempos Apostolicos.

e Para encerrar lembre se que não adianta ser banhado na Bíblia como já ouvi da boca de muitos pregadores hoje em dia, se este banho não entrar em seu coração e comandar a sua vida.

Graça e paz, Deus Abençoe.

Will Guedes disse...

Eu acho que cada membro do Corpo de Cristo não é inferior nem Superior ao outro mas apenas, diferente, onde cada membro vai concicliar e completar o outro.

Por Exemplo no que concerne a Teologia Bíblica e Estudo da Palavra os Reformados tem este campo de atuação.

Nos Pentecostais vemos que grande parte do Brasil e Mundo Ocidental foram influenciados por sua grande enfase no evangelismo e na vida espiritual.

Uma Reação disto posso ver que o Liberalismo Teológico pela Graça Divina encontrou mais resistência de penetrar aqui do que nos Países Norte Americanos e Europeus.

Lembrando que tanto a Igreja Pentecostal está em um franco crescimento teológico quanto a Igreja Reformada num grande esforço missionário. Levando em consideração que a Igreja Pentecostal tem que tomar o devido cuidado no campo teológico pois ele ainda está em formação, para não tentar achar diferentes para responder a suas dúvidas e fugir da Ortodoxia Bíblica.

Não vejo inferiodade em nemhum lado vejo apenas campos de atuação diferente, tenho que ser honesto nisto.

Will Guedes disse...

A minha única ressalva ao Post é que tenha bastante cuidado ao Criar Correntes Teológicas com textos narrativos ou Não Prescritivos, pois várias heresias surgiram por meio de uma má compreensão disto. Um Exmplo disto foi a Descida ao Hades que os Católicos se inspiraram em um texto narrativo outro exemplo é Teologia Gay que se aproveita de textos narrativos para Criar Doutrinas.

Até mesmo a Hermenêutica Bíblica e a Exegese tentar evitar criar dogmas com textos narrativos que precisam ser bem estudados no seu contexto.

Eu mesmo tenho meu pé atrás com textos narrativos quando o assunto é sustentar doutrinas neles.

Pedro disse...

Caro Will Guedes,

Graça e Paz!

Embora a igreja de Corinto seja historicamente conhecida por seus problemas dignos de reprovação, tal fato não a credencia como um grupo anticristão, como quis apontar o João Emiliano Neto. Concordar com esta tese é dar maior ênfase aos relatos extrabíblicos em detrimento aos escritos paulinos (que são divinamente inspirados).

Quanto aos demais pontos, creio que respondi em minha abordagem inicial.

Will Guedes disse...

Pedro

Graça e paz Querido. Eu acho que você não entendeu quando falei que historicamente falando, tanto dentro e fora da Bíblia que a Igreja de Corinto usou de uma forma negativa e abusiva os dons ou carismas do Espírito Santo no entanto em nemhum momento deixei de usar o termo "igreja" para Corinto, e nem é meu proposito não chama-la de igreja pois até mesmo Paulo em sua carta, diz que eles: se comportam como "carnais' mas nem por isso deixaram de ser igreja.

Como falei antes várias manifestações sobrenaturais aconteceram tanto em Corinto quanto em outras igrejas maduras de todo o mundo cristão da época. Isso é relatado pelos pais da Igreja.

Já em relação a minha opinião tanto exegética quanto na experiência como Cristão, mesmo sendo "Reformado" e pela Graça de Deus estudar Teologia. Acredito piamente que Deus pode se manisfestar em todas as eras, contanto que ele não se contradiza em sua Palavra e que esta profecia ou dom seja examinado pela Bíblia.

Um exemplo interessante e historicamente documentado de uma profecia é o que john Huss Pre-Reformnador disse antes de morrer na fogueira:

"Vocês hoje estão queimando um ganso (Hus significa "ganso" na língua boêmia), mas dentro de um século, encontrar-se-ão com um cisne. E este cisne vocês não poderão queimar." .

De acordo com a História 102 anos depois, surge um monge franzino chamado Matinho Lutero, que cumpriu esta profecia, trazendo a Reforma a nós.

Vale salientar que acredito que exista realmente manifestações de Deus, no entanto pode haver hoje imitações do diabo ou emoções humanas oriundas disto. Acho que as suas Dúvidas possam ser sanadas com isso. Deus abençoe.