Pesquisar este blog

Carregando...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Macedo e Bell: duas facetas da mesma moeda!

Por Gutierres Siqueira

Nesta semana, a revista Istoé entrevistou o Edir Macedo e a revista Veja entrevistou o Rob Bell. Os dois entrevistados mostram facetas lamentáveis do "cristianismo" contemporâneo. De um lado temos um "bispo" que vende Cristo como um guru da prosperidade. É a autoajuda vulgar. Do outro temos um líder que vende Cristo como um guru moralista onde o importante é seguir o "exemplo humano de Jesus". É a autoajuda "cool". 

No fim, parece que estamos diante de dois "cristianismos" bem diferentes, mas na verdade há um toque sutil entre eles. Ambos expressam a cega confiança na salvação pelo próprio ego. Um confia em suas riquezas. Outro confia em sua "bondade" para com os desvalidos. Ambos confiam em si. É simplesmente trágico. 

Em nenhum desses vemos o Cristo da graça. Em nenhum desses vemos o Cristo Salvador. Aquele que nos salva de nós mesmos. Salva-nos baseado em Seus próprios méritos. E não no nosso. Sim, o Cristo da cruz não é meramente alguém que serve de exemplo para a vida existencial ou a vida de negócios, mas é Aquele que faz a própria transformação de nossa natureza. Sem essa transformação, chamada de novo nascimento, não há o grande mistério do homem pecador e justificado ao mesmo tempo. 

Jesus respondeu: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus". [João 3.5]

3 comentários:

Ricardo Rocha disse...

Hoje em dia Cristo tido como um grande mestre, um grande psicólogo, um grande moralista, um grande politico, um grande revolucionário, um grande amigo, um grande lider, etc, etc, etc. Realmente Cristo foi muito grande em muitas coisas (embora definitivamente não em outras que lhe atribuem!), mas o problema é que, nessas perspectivas Cristo é tudo menos Deus.

E a respeito do moralismo do Bell, realmente Cristo deixou EXCELENTES valores morais, muitos dos quais inéditos na história humana. Mas é importante observar que muita coisa da moral de Cristo já estava presente na lei, em Platão, em Aristóteles, nos estoicos, em confucio e em toda grande moralidade que sempre existiu no mundo.

Se Jesus foi apenas um mestre da moral, defintivamente ele não nos serve de nada. Pois poderiamos viver muito moralmente apenas com Platão, Aristóteles, com Confucio e etc. O problema é nunca conseguimos viver a moral desses moralistas, portanto Jesus seria inútil sendo apenas mais um deles.

Se Jesus não for Deus, então a figura e os ensinamentos de Jesus não nos servem de nada, afinal, ele chegou atrasado e no fim das contas, nunca damos ouvidos aos moralistas.

A paz.

Luciano disse...

Sempre que se veicula o pensamento de líderes religiosos como os senhores mencionados nessa postagem parece-me ouvir uma voz ao longe, perguntando "foi isto mesmo que Deus disse...?" para depois sussurrar "certamente não morrerão".
Não digo, nem o poderia, sob pena de leviandade, que as pessoas em questão o sejam, mas por trás delas é a velha serpente, às vezes torcendo a Palavra de Deus, como fez no deserto com o próprio Senhor Jesus, outras vezes negando a autoria dessa Palavra.
Que possamos, como exemplarmente fez o Senhor ali mesmo no deserto, manejar com destreza a espada que uma vez por todas nos foi dada e com ela silenciar a voz, não dos seus interlocutores, mas daquele que por detrás deles lhes sopra aos ouvidos.

Andre Sena Pereira disse...

Leio Rob Bell e seus asseclas como literatura esotérica. O "bispo" Macedo e suas hordas representam um evangelho que não é o de Jesus Cristo. O leitor que conhece a Palavra e tem temor ao Deus Todo Poderoso pode até ser iludido temporariamente, mas nunca enganado perenemente.