Pesquisar este blog

Carregando...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Moralismo é como tatear na névoa...

A moral, assim como a Lei, nos aponta o caminho
 certo e errado, mas é incapaz de nos transformar.

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Moralismo é tatear na névoa. É uma busca sem sentido. A forma como o texto bíblico traz o diálogo do jovem rico mostra que a dúvida  era no fundo sincera ("O que devo fazer para ser salvo?" (cf. Mateus 19.16). O moralista sente a necessidade de fazer algo, mas não sabe bem o quê.  A necessidade moral é tangível, corpórea, ou seja, deve ser óbvia para os sentidos. Não é à toa que tradições moralistas, sejam cristãs ou não, são praticantes da ascese e apresentam grande problemática com a sexualidade. E, também, em sua confusão buscam sempre um novo “exercício prático” para elevação do espírito ou uma nova regra para disciplina do corpo.

Ora, qualquer semelhança com o legalismo nas igrejas evangélicas não é mera coincidência. O legalismo não é somente um equívoco fruto de uma ignorância autoimposta. O legalismo é um desprezo pelo Evangelho da Graça. Legalismo não é trivial, coisa menor ou uma imaturidade tolerável, pois o desprezar da graça traz consequências eternas.

E mais, tal fato expressa outra vez a diferença entre moralismo e Evangelho. O Evangelho não é para tatear, mas para crer. Ora, eu não vou fazer, mas Cristo fez por mim? Sim, mas isso é um ato de fé nEle. É realmente estranho para qualquer ser humano pensar abstratamente que um ato feito há dois mil anos faça em sua vida uma transformação completa sem uma ação objetiva de sua parte no presente momento. É necessário crer na ação do Espírito Santo.

Moralismo é bom, mas limitado. Moralismo não é Evangelho. Moralismo é o esforço do homem para alcançar a Deus, enquanto que o Evangelho é Deus resgatando o homem de si mesmo.

Um comentário:

Pr Ivair José Lehm disse...

a PAZ DO SENHOR

COMO SEMPRE...MARAVILHOSA POSTAGEM