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sábado, 19 de janeiro de 2013

Quatro lições sobre Deus advindas da seca em Israel (1 Reis 17 e 18)!

Subsídio preparado para aula na Escola Dominical da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Jardim das Pedras (São Paulo, SP)


1. Deus é o Senhor da história. É o Deus que intervém, portanto, o deísmo é falso. O que é deísmo?

Uma doutrina que, apesar de admitir a existência de Deus, ensina que Ele nos criou, mas depois nos deixou à própria sorte. Deus, no deísmo, é alguém não interessado em nossas vidas e, assim, não intervém na história. Ele assiste tudo do alto com total indiferença. Portanto, o deísta não acredita em milagres ou em juízos e nem na providência ou no resgate divino. É um deus totalmente transcendente, mas nunca imanente.
2. Deus abomina a idolatria. Ele não admite dividir o nosso coração com outrem.

Agora, os israelitas atribuíam a chuva aos falsos deuses. O culto ao SENHOR era quase inexistente, mas o fervor religioso e supersticioso estava com Baal. Em Isaías 42.8 lemos: “Eu sou o Senhor; esse é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens o meu louvor”.
3. Deus supre as necessidades dos seus servos por duas formas: a) O milagre; b) A ajuda aos necessitados através dos seus santos.

Deus supriu as necessidades de Elias durante a seca usando alguns corvos (cf. 1 Reis 17. 1-7). Enquanto isso, Deus usava Obadias, servo do perverso rei Acabe, para suprir as necessidades de cem profetas (1 Reis 18.4). Obadias “reverenciava o SENHOR intensamente” (NRSV), pois era um verdadeira servo de Deus.
Costumamos admirar como Deus usou corvos, mas não nos esqueçamos que Deus usou, também, Obadias. Somos canais de milagre como ele? Nem sempre a provisão divina é extraordinária. Deus pode nos usar em questões ordinárias. Sim, um apenas foi sustentado de maneira sobrenatural, mas cem com o trabalho secreto e perigoso de um homem focado em Deus.
4. Deus emite juízo visando arrependimento, mas a resposta humana pode ser de endurecimento. Quanto mais advertência, pior o obstinado fica.

Enquanto Acabe ficava pior a cada juízo (1 Reis 18.17), o povo de Israel caiu em si após o juízo e a humilhação do profetas de Baal (cf. 1 Reis 18.39). Obadias lembra Faraó. Ora, a cada sentença contra o Egito, mais faraó fechava-se em sua incredulidade e desobediência. A Bíblia diz que “o SENHOR endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, para que perseguisse aos filhos de Israel; porém os filhos de Israel saíram com alta mão” (Êxodo 14.8). Como assim? Deus endurecia o coração de faraó? Sim, pois quanto mais Ele advertia mais faraó respondia negativamente. É nesse sentido que o texto trabalha, pois o versículo acima precisa ser lido à luz de outros, como Êxodo 9.7: “O faraó mandou verificar e constatou que nenhum animal dos israelitas havia morrido. Mesmo assim, seu coração continuou obstinado e não deixou o povo ir”. Deus “endureceu” faraó porque emitia juízos enquanto ele não respondia.

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