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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Como desfrutar da juventude cristã em meio a uma sociedade corrompida?

Por Gutierres Siqueira

Esboço do sermão pregado na Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Cubatão do Jardim Iporã em São Paulo (SP).

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” [1 Co 10.31]

Introdução. Devo comer carne sacrificada aos ídolos? Esse era um grande dilema na Igreja de Cristo em Corinto. A resposta de Paulo parece indicar dois caminhos, pois ao mesmo tempo ele pergunta: “Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa?” [1 Coríntios 10.19] e: “Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência” [v.25] e também: “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” [v. 21]. O dilema de Corinto é o velho dilema do cristianismo: a relação do crente com o mundo. Afinal, posso ou não posso?

A questão no texto não é o “posso ou não posso”, mas sim o desenvolvimento de uma maturidade. A maturidade que evita a idolatria e desfruta da liberdade cristã com sabedoria e disciplina. Portanto, como desfrutar a juventude diante dessa sociedade? A resposta é maturidade, sabedoria e, acima de tudo, o propósito para mostrar a glória de Deus.

1. É possível desfrutar de uma comida e bebida “espiritual” e ainda desagradar fortemente a Deus por ter um coração idólatra. [vv. 1-6]. Portanto, ser “da igreja” não é garantia amor ao Senhor, principalmente quando estamos na igreja, mas não somos dela. É necessário entender que participar de uma comunidade em torno de Deus não nos torna participantes de Sua graça. É possível ser “batizado” (v.2), comer “manjar espiritual ou sobrenatural” (v.3), beber “bebida espiritual” (v.4) e ainda desagradar ao Senhor (v.5) por cobiçar o que era de fora (v.6), ou seja, os falsos deuses e as “cebolas do Egito”.

2. A idolatria é o pecado por excelência que nos prende ao prazer vazio e pelo desprezo a Deus. [vv. 7-13]. Portanto, a liberdade sem maturidade conduz à escravidão (1 Co 6.12). Além disso, a idolatria nos atrai para a corrupção e murmuração.  Paulo mostra que Israel caiu pela idolatria. A idolatria é amar qualquer pessoa ou coisa a mais que o Senhor, portanto, é um pecado ainda presente e o alerta nas Escrituras servem para o nosso despertamento (v.12). Folgar com “festas idólatras” é errado (v. 7)A idolatria é prostituição e vice-versa (v. 8), assim como uma irritação a Cristo (v. 9). Ídolos levam a murmuração (v.10) e tudo isso deve nos levar para pura atenção (v.11), porque nenhuma tentação é além do nossa capacidade de suportar (v. 12).

3. Não devemos participar de atividades idólatras, ou seja, qualquer ambiente que preste culto a outrem que não seja Deus [vv. 14-22]. Paulo apela para a sabedoria contra a idolatria (v, 14-15). Não há como mistura a comunhão da mesa do Senhor com a mesa dos demônios. É necessário uma separação (v. 16-18, 21). O ídolo não é, mas ainda assim não podemos bricar com a idolatria, pois nela está envolvida um culto aos demônios (v. 19-20).

4. O princípio geral é trabalhar pela glória de Deus. [vv. 23-33] Tudo é permitido, mas nem tudo convém (v. 23). Devemos buscar o bem alheio (v. 24, 33). Podemos comer de tudo, mas ao mesmo tempo devemos respeitar a consciência alheia (v. 25, 29-30). Tudo é do Senhor (v. 26). Devemos ter um bom relacionamento com aqueles que não servem a Deus (v. 27), mas renegar qualquer culto idólatra (v. 28).  Tudo para a glória de Deus (vv. 31-32).

Conclusão. O nosso foco deve ser uma vida para a glória de Deus onde eu valorizo o bem da comunidade cristã e a edificação do Corpo de Cristo.

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