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domingo, 24 de março de 2013

Carta aberta para a Igreja de uma lésbica!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Neste tempo em que a guerra entre o ativismo gay e os evangélicos está na flor da pele, é uma surpresa agradável ler o texto "Uma carta aberta para a Igreja de uma lésbica". É uma crítica saudável sobre como nós, evangélicos, tratamos o pecado da homossexualidade. Até parece mais pecado do que outros na questão de sexualidade. O texto foi publicado pelo blogueiro Justin Taylor, coautor de alguns livros publicados em português com John Piper.

Alguns pontos:

1. O texto destaca que o pecado da homossexualidade (assim como qualquer pecado) deve receber condenação, mas também palavras de esperança numa redenção encontrada em Cristo Jesus. A lésbica do texto sabe que o seu desejo, se consumado, é e será pecado, mas ela luta desesperadamente contra esse desejo. Ela se arrepende profundamente e reconhece o seu estado. Não é indiferente para com os seus desafios na área sexual. Mas, ao contrário de outros pecadores, ela sempre houve palavras de condenação sem esperança. E até mesmo piadas. Não pregamos redenção para o adúltero, para o viciado em pornografia, para o viciado em jogos de azar? Ora, por que não fazemos o mesmo com aqueles cristãos que lutam contra o desejo pecaminoso da homossexualidade? Por que não há apoio e incentivo para continuar a luta?

2. O texto também fala das igrejas liberais. Onde o pecado é aceito como o "não pecado", como algo bonito. É a igreja embriagada pelos ilusões modernas que quer resolver o drama humano com palavras vazias de uma aceitação sem exigências morais. Tudo isso motivado pelo politicamente correto. A autora da carta diz: "Nós não pedimos para você aceitar os nossos pecados mais do que aceitamos o seu. Nós simplesmente pedimos o mesmo apoio, amor, orientação, e acima de tudo, a esperança de que é dada para o resto de sua congregação. Nós somos seus irmãos e irmãs em Cristo. Nós não somos o que deveríamos ser, mas graças a Deus, não somos o que éramos antes. Vamos trabalhar juntos para ver todos nós a chegar com segurança em casa."

Como lembra a carta dessa jovem, muitas pessoas do nosso convívio estão vivendo esse drama. Talvez seja um aluno na sua Escola Dominical ou alguém membro do grupo de louvor. Portanto, que Deus nos dê sabedoria para agir com cada pecado. E sempre lembrando que todos nós somos pecados e, também, cada um de nós lidamos com determinadas fraquezas.

Leia o texto em inglês aqui.

3 comentários:

João Paulo Mendes disse...

Caro Gutierres,

O texto é um alerta à nossa forma ordinária de enxergar a questão. No entanto, vejo que a questão midiática envolvendo o Pr. Marco Feliciano está noutro patamar, pois os ativistas gays que protagonizam o drama estão em uma esfera diferente da dos estampados no texto.

Em Cristo.

João Paulo.

Samuel Tiago disse...

Hoje em dia temos o hábito de menosprezar a individualidade do outro, julgamos o outro mais pecador do que nós mesmos. Ah ele está em pecado porque usa drogas, ah ela está em pecado porque é homossexual; mas não nos lembramos daquela cobiçada no que é do próximo, daquele manipulada que damos na palavra por interesses próprios. Condenar é mais cômodo do que cuidar e aconselhar.

Aprendiz disse...

Gutierres

Temo que muitos estejam caindo no "outroladismo". Não dois grupos se agredindo quanto a essa questão. Durante muitos anos a Igreja virtualmente não falava do pecado do homossexualismo. Era talvez o monos citado dos pecados.

O que aconteceu é que os ativistas gays resolveram atacar os cristãos, e aqueles cristãos que estão denunciando esse ataque estão sobe ataque ainda maior. É só isso.