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domingo, 31 de março de 2013

Uma concepção autoritária de Estado laico e um discurso que legitima a violência!


Por Gutierres Fernandes Siqueira


O pastor Ricardo Gondim concedeu uma entrevista para o blog do jornalista Roldão Arruda, especialista em assuntos de direitos humanos [leia aqui]. Bom, já alerto que criticar opiniões do Gondim não é fácil. Os seus seguidores costumam pintar os críticos de fundamentalistas, retrógrados, reacionários e de outros adjetivos que legitimam um discurso estereotipado para não debater ideias. E fora, também, quando perguntam se você é especialista para fazer alguma observação crítica! Estamos lidando com algum deus do Olimpo? Prossigamos!


É visível a tentativa de colocar Gondim como o “Boff evangélico”, ou seja, o brilhante teólogo incompreendido pelos idiotas (no sentido filosófico do termo). É uma vitimização sem fim! E, nessa entrevista, não é diferente!


A apresentação do texto já começa com uma tremenda inverdade. O jornalista escreve que “no ano passado ele (Gondim) rompeu com parte do movimento evangélico, após ter sido atacado e chamado de herege, por suas críticas à chamada ‘teologia da prosperidade’”. Ora, Gondim como crítico do Movimento da Fé sempre foi uma voz respeitadíssima no meio evangélico. Quem não lembra do referido pastor como colunista de duas revistas importantes no segmento? O rompimento dele, na verdade, diz respeito a paradigmas teológicos e soteriológicos. Bom, mas esse é outro assunto.

Discordar do Gondim não significa que eu concorde com o (In)Feliciano [leia aqui]. E nem discordo de tudo nessa fala, pois há coisas boas ditas nessa entrevista. Sabemos que o Marco Feliciano já fala besteiras há anos. Megalomaníaco, analfabeto de Bíblia e recheado de clichês, o texto do tweet talvez nem expresse racismo clássico, mas desinformação pura e simples de alguém que interpretada a Bíblia como se fosse um gibi. É o retrato de um pastor mal preparado teologicamente e, portanto, mal preparado para o exercício da política partidária. Mas, como vivemos numa democracia, as besteiras felicianas devem ser toleradas [leia aqui]. Aliás, o Feliciano é só uma consequência do descaso que o pentecostalismo brasileiro deu para com a educação. Porém, o Gondim parece querer representar outro extremo.

Agora, vejamos. Gondim escreve que o Feliciano foi eleito por “um segmento muito alienado politicamente”. Hum, que frase mais ensone e elitista. Eu nunca votaria no Feliciano, mas daí chamar seus eleitores de “alienados” é um tanto forte.

Ele diz: “É apenas o porta-voz de um grupo que, no atual contexto religioso, ainda replica argumentos usados por países colonialistas para a dominação e exploração dos mais pobres, especialmente na África. Isso é muito triste.” Ora, que leitura mais contaminada por uma ideologia de esquerda! O (In)Feliciano é apenas ignorante. O discurso dele não faz parte de um complô internacional para justificar a “dominação e exploração” na África. É má teologia, não estratégia política. O problema dessa ideologia gondiniana é achar que todo é política, menos o seu próprio discurso. [Um adendo: Falta aos teóricos “progressistas” denunciarem a exploração predatória que os chineses fazem naquele continente. Ou criticar a China comunista e antagonista dos EUA não vale? Além disso, cadê uma crítica mais contundente contra os ditadores que escravizam países há décadas, inclusive sob a bandeira do anti-imperialismo. Dois pesos?].

Gondim acerta lindamente quando diz que “ainda existem segmentos, dos quais Marco Feliciano faz parte, que repetem esse tipo de coisa, que defendem a relação entre causa e efeito, a maldição das pessoas pela divindade que tudo ordena e orquestra, como se nossas escolhas, decisões e articulações sociais não interferissem nos resultados. Trata-se de um simplismo cruel e inútil.” Ou seja, o problema do Feliciano é mais teológico (concepção mercantil de Deus) do que geopolítico. Infelizmente, Feliciano é adepto da teodiceia da retribuição, assim como muitos evangélicos.

Gondim, contaminado pelo antiamericanismo infantil, tenta casar Feliciano (que apoiou o PT na última eleição) com os sulistas norte-americanos. É como comparar zebra com cavalo. Não temos uma direita religiosa como nos Estados Unidos. Isso é pura fantasia. Os deputados evangélicos, em sua maioria, são da base aliada do governo Dilma Rousseff. Seria a primeira direita de esquerda do mundo!

E, também, Gondim parece não ver preconceito contra evangélico. Ora, o gay, o anão, a mulher, o índio etc. e tal já podem construir a instituição da vítima, menos o evangélico. Esse, é claro, sempre será opressor. Não compartilho dessa visão, mesmo achando que o Feliciano é mais vítima de suas besteiras do que da religião.

E, por último, Gondim tem uma concepção bem francesa de Estado laico. É a mesma visão que legitimou a violência de Robespierre contra a religião. É um discurso que, também, legitima a violência. Estado laico não é ausência do religioso no espaço público, pois tal ausência não é conseguida com democracia. Estado laico é o Estado sem religião oficial, onde todos podem exercer livremente suas crenças e, também, onde o Estado não assume nenhuma posição. Mas isso não quer dizer que a voz da Igreja deva ser calada na praça pública. Somente autoritários conseguiram o sonho do Iluminismo francês. Portanto, por incrível que pareça, o Gondim também é portador de um discurso que já legitimou muita violência por aí. Mas, como vocês sabem e Satre já dizia, o diabo é o outro!

De resto, nada a falar.



PS: Para saber mais sobre essa concepção autoritária de Estado laico, recomendo urgentemente a leitura do livro The Intolerance of Tolerance [2 ed. Grand Rapids: Eerdmans Publishing Company, 2012] do D. A. Carson. Infelizmente, não há edição em português [Alô editoras evangélicas!]. O mais irônico é que eu soube da existência desse ótimo livro por um artigo bem antigo (e ótimo) do Gondim. [leia aqui].

PS 2: O D. A. Carson também trata do assunto no livro Cristo e Cultura: Uma Releitura [1 ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 2012].

13 comentários:

Daladier Lima disse...

Prezado Gutierres:
1) Não concordo com a teologia Feliciana, nem com seus trejeitos e salamaleques;
2) A CDH é estratégica para a obtenção de recursos e foi privatizada pelos gays. Eles não estão muito preocupados com os direitos humanos em geral, senão por seus próprios direitos e verbas;
3) Tanto Caio Fábio, quanto Feliciano, Hermes Fernandes, Ariovaldo Ramos (leia-se, Rede FALE), estão esquecendo uma coisa básica: a democracia é o direito de ouvir quem nos contradiz e não negar-lhe o espaço. Uma censura no Brasil seria amplamente apoiada por eles, dese que começasse calando quem lhes são contrários teologicamente;
4) Nenhum desses pastores criticaram o mensalão e outros desvios éticos dos petistas;
5) Todos tem pendores pelo socialismo. Não criticam Cuba, por exemplo. Sempre o imperialismo. MAS adoram estudos americanos;
6) Se sair Feliciano, o PSC indica Hidekazu Takayama. Será que muda a estratégia dos grupos de pressão? Sonoro, não!

Abração!

Pr. Josias Almeida disse...

Gondim não é mais pastor já há algum tempo. Ele mesmo diz que rompeu com os evangélicos. Então não sei em nome de quem ele falou.

Jozafá Batista disse...

Caro Gutierres, comentei o seu texto e desenvolvi algumas reflexões, mas não consegui postar devido à limitação de caracteres.
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Então postei no meu blog. Ei-lo: http://blogdojozafa.blogspot.com.br/2013/03/consideracoes-elementares.html

Gutierres Siqueira disse...

Caro Jozafá,

01. Não entendi a relação do meu texto e a demissão de Maria Rita Kehl. Só lembrando que ela era colunista do jornal O Estado de S. Paulo. E não da Folha de S. Paulo, como diz o seu texto.

02. Eu não nego no texto que essa interpretação tenha sido usada para justificar a escravidão em vários círculos religiosos. Isso é um fato. Agora, querer associar o episódio do Feliciano com essa questão histórica é forçar a barra. Feliciano é apenas um irresponsável em palavras. Ele deve ter lido algum artigo na internet e depois disse aquela bobagem.

03. Sobre a China. O que lá temos é um monstro chamado “capitalismo de Estado”. O mesmo processo ideológico defendido pelos economistas ligados à esquerda brasileira, especialmente os desenvolvimentistas da escola de economia da UNICAMP.

04. Não há como negar que vários ditadores africanos são usuários de um discurso de esquerda, anti-imperialista. Não é à toa que a relação do Chávez e Fidel com Kadafi fosse tão intensa.

05. Você fala em “colonização cultural” pelo pentecostalismo? Será o pentecostalismo uma estratégia de dominação norte-americana? Bom, acho essas teorias tão loucas, pois estão próximas de um delírio das teorias conspiratórias.

06. De fato, apoiar o PT não faz um partido de esquerda. Aliás, assim como não há sentido em chamá-los de direita ou conservadores. Se fossem de verdade, jamais apoiariam o atual governo. No Brasil não existe essa de partido de direita, mas sim partidos fisiológicos. É tudo de centro. Os poucos partidos ideológicos estão no espectro da esquerda ou extrema-esquerda.

07. A sua concepção de Estado laico, caro Jozafá, é a mesma do Gondim. É francesa. Onde a religião deve sair do espaço público. É uma concepção autoritária em essência. Prefiro mil vezes a concepção inglesa do Estado laico. A tradição liberal inglesa sabe que a religião também está no Estado, mesmo que não possa ser confundida com o Estado.

Abraço

Jozafá Batista disse...

Sigamos. Minha tréplica também será em pontos, como a sua réplica.
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01. Serei mais claro. Seu texto afirma que Gondim foi demitido por razões teológicas/soteriológicas. Da mesma forma, a direção d’OESP afirmou que a demissão de MRK foi por razões de incompatibilidade editorial. É o mesmo discurso, que, na prática, abole a liberdade de expressão, relativizando-a. É como se dissesse: “Apoiamos e exigimos incondicionalmente a liberdade de imprensa, mas, nos nossos veículos deve-se escrever somente o que queremos”. Ora, o que é liberdade de imprensa/expressão? Respondo: é um instrumento de barganha entre o jornal/revista e instituições de poder. Só isso.
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02. Penso parecido. Feliciano é um irresponsável, claro, mas é o resultado de irresponsabilidades anteriores que o amoldaram e o permitiram enquanto pessoa. Suas convicções, como as de todos os seres humanos, não nasceram do ether. Foram produzidas e reproduzidas socialmente.
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03. Há duas explicações em ciência política para o que há na China: capitalismo de Estado e economia socialista de mercado. São definições diferentes para definir o avanço de direitos sociais por dentro das instituições. Parte da esquerda adotou esta prática porque todas as vezes que grupos sociais se organizavam em torno de algum direito, instituições e partidos respondiam com golpes militares.
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04. Têm que ser parecidos. América Latina e África pagaram, literalmente, com mão-de obra e recursos naturais, o enriquecimento da Europa e dos EUA. Os discursos de resistência têm que ser parecidos, inclusive no Oriente Médio, com teocracias e práticas medievais pelo meio. Mas cada caso é um caso, não há nada de socialismo nisso, são apenas discursos nacionalistas, o mesmo no Brasil getulista, na Venezuela chavista, nos EUA após os atentados etc.
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05. Não são loucas, e não há que se falar em estratégia para dominar o mundo etc. Esse tipo de perspectiva é infantil e anticientífica. Os estudos culturais atuais já ultrapassaram há muito essa narrativa romântica e maniqueísta entre o impiedoso dominador e o pobre dominado. Não me refiro a isso, não me entenda mal e por favor, não se ofenda. Estou me referindo ao processo mesmo de formação da identidade ou das identidades culturais. O pentecostalismo não é brasileiro, não nasceu aqui, foi trazido por missões tanto quanto o catolicismo dos jesuítas. No contato com essas religiões (línguas, culturas, símbolos, valores políticos e econômicos etc) o povo brasileiro se formou. Isto é colonizar, uma definição simples.
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06. Concordo nisso, exceto que serem fisiológicos os faz serem de centro. Numa classificação científica, partidos de centro são sempre de direita. E partidos fisiológicos são de extrema direita.
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07. Não defendo que a religião saia do espaço público. Defendo, como Thomas Jefferson, que haja um “muro de separação entre igreja e Estado”, isto é, entre assuntos políticos e religiosos, para se evitar que o país se torne uma teocracia. Aliás, a Inglaterra é uma monarquia confessional, isto é, a exemplo do Irã, da Arábia Saudita, do Vaticano e outros países, tem uma religião de Estado. O monarca britânico é o Governador Supremo da Igreja Anglicana e nomeia 26 bispos para a câmara alta do governo, a Câmara dos Lordes. Não, meu caro. Não gostaria de ver o Brasil se tornar esta “coisa”.
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Abraços!

Gutierres Siqueira disse...

Caro Jozafá,

01. O fato de um jornal demitir um funcionário, porque supostamente discorda da opinião dele, em nada fere o discurso que o mesmo jornal atribui à liberdade de imprensa. É bom lembrar que o jornal é uma empresa e como empresa há diretrizes. Empresa não é sociedade democrática. Não podemos confundir Estado com empresa e empresa com Estado. É uma confusão que os partidários do "controle social da imprensa" (leia-se censura branda) costumam fazer.

02. Eu também sou partidário da separação da Igreja e do Estado (leia mais aqui: http://www.teologiapentecostal.com/2012/06/o-mito-da-nacao-crista.html

e http://www.teologiapentecostal.com/2012/06/o-mito-da-nacao-crista-parte-02.html).

03. O meu modelo não é o Reino Unido, mas a tradição liberal do iluminismo inglês. Uma coisa é diferente da outra.

Abraço

Daladier Lima disse...

Só lembrando, as palavras de Feliciano em relação ao continente africano não tem nada a ver com escravidão. Ele falou, erroneamente, que o continente africano (incluídas várias nações, não negras) estavam sob maldição, e concluiu que Jesus quebrou esta maldição. As palavras de sua sofrível teologia foram tiradas do contexto. Havia escravidão, por exemplo, em Israel, todo Egito, Arábia e no mundo antigo conhecido. Se a escravidão fosse uma maldição, então o mundo antigo todo estaria maldito.

Jozafá Batista disse...

Então um jornal pode ao mesmo tempo defender a liberdade de imprensa em relação ao Estado, mas não pode praticar a mesma liberdade de imprensa na própria atividade informativa? Agora, me diga: você pode reivindicar algo que não pratica? Não, porque essa reivindicação não seria válida, certo?
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Mas é válida. É válida porque o jornal, ao assumir a posição de transmissor da verdade, usa o discurso da censura como instrumento de luta política. Todas as vezes que grupos empresariais querem reduzir certo encargo ou tarifa, abrem primeiramente um jornal. E passam a defender as “diretrizes” que você citou. Este é o ponto. E é a partir deste ponto que nasceu a velha ideia de controle social da mídia, prevista nos artigos 220 a 224 da Constituição Federal. Nada a ver com censura branda ou coisa parecida.
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Ou seja, um jornal pode acusar o Estado de praticar contra ele aquilo que o próprio jornal não pratica e ainda defender com unhas e dentes o direito de não praticá-la a pretexto de ter liberdade de expressão (que não pratica). É mole?
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Li os seus textos, e acho que a separação que você faz entre política e filosofia, entre ideias e processos políticos de cada época, lhe fazem incorrer em alguns erros. Estas instâncias não estão separadas, uma serve de anteparo à outra, como é fácil perceber no caso da colonização/imperialismo ou liberdade de imprensa/demissões. De tal forma que só é possível entender um captando o outro.
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Não é possível ter um país cristão, mas isso não impediu as missões jesuíticas de alterar a linguagem, a economia, a política e todo o metabolismo sociocultural dos povos que habitavam a América Latina antes da colonização. Bessa Freire, em “Rio Babel”, estima que havia 1300 línguas diferentes, só na Amazônia brasileira, durante os primeiros contatos com os jesuítas. Esse povo foi convertido, mas não somente no campo da religião. O objetivo não era apenas levar o cristianismo, mas a civilização, partindo-se do princípio que o cristianismo é a civilização e as demais religiões são degradadas, são pagãs (Eusébio de Cesaréia chega a afirmar que Cristo não nasceu antes devido à alta degradação moral dos povos antigos). E esse processo, brutal, em que morreram milhões, se deu no esforço de civilizar, de evangelizar, de salvar as almas dos silvícolas. O mesmo esforço ocorreu durante a Inquisição.
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Em nome da civilização, isto é, de converter o ímpio em filho de Deus, cometeram-se os maiores genocídios da história humana. Na Europa, na África, na Ásia e nas Américas.
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Da mesma forma, não se pode pensar o desenvolvimento da filosofia política, em qualquer país, de modo separado do próprio desenvolvimento social. Caso contrário você corre o risco de extrair excertos de um e outro momento para consubstanciar uma visão predefinida, de sua autoria, a despeito dos demais fatos do próprio desenvolvimento histórico. Mesmo na Inglaterra, a concepção de Estado, de religião, de economia etc estão juntas e não separadas. Ou seja: criou-se um anteparo ideológico para dar suporte à perspectiva do Estado confessional. Na França, a separação radical foi resultado também do enorme poder interventivo do catolicismo em todas as instâncias da vida social e a sua identificação umbilical com a nobreza de poder divino.
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Observe esta perspectiva mais inclusiva das diversas instâncias: http://www.unopar.br/portugues/revfonte/v3/art8/art8.html

Gutierres Siqueira disse...

Caro Jozafá,

Não é possível querer que instituições privadas tenham estrutura democrática. A democracia é governo em sociedade. É a sociedade como um todo. Uma editora, uma universidade, um blog ou site pessoal, uma empresa, uma igreja, uma família etc. e tal não são instituições universalizantes, mas privadas ou restritas a um grupo. Já o Estado é universal, pois pertence a todos.

Portanto, é moralmente justificável que a imprensa cobre liberdade do Estado. Ora, os nossos impostos sustentam o Estado, mas não o jornal. Quem sustenta o jornal são os seus leitores e acionistas. Portanto, o jornal não pertence a todos os brasileiros. O jornal tem dono, mas o Estado não. O Estado é de todos os brasileiros, algo que o atual partido no governo parece não entender.

Pelo que vi, você é blogueiro. O seu blog é feito na base da democracia representativa ou democracia direita? Bom, que eu saiba não. O seu e o meu blog são instrumentos privados, com donos. Querer comparar um jornal ou um blog com o Estado é não saber a diferença entre o público e o privado. E essa confusão é perigosa.

O modelo de “controle social da imprensa” é o argentino e/ou venezuelano. Portanto, é totalmente temerário. É um baita retrocesso no Estado Democrático de Direito. É claro que algumas leis precisam ser atualizadas, como aquela que permite políticos como dono de concessões, mas muitas mudanças são justamente para minar a imprensa livre, sendo ela uma importante instituição no controle dos políticos. Não é à toa que os maiores entusiastas do controle social sejam políticos que tiveram suas corrupções relevadas pela imprensa livre.

Matheus Carrel disse...

Muito bom !!! Parabéns !!!
Viu vc tem alguma coisa ou algum texto pra dizer sobre essa história dos negros serem amaldiçoados por serem descendentes de Cam, como o Marco Feliciano está dizendo ? Vc ja fez um estudo sobre isso ou sabe de algum que eu possa ler ?
Obrigado !!!
Fique com Deus !!!
T++

Eliseu disse...

muito bom! Parabéns!

Samuel Borges disse...

No Brasil, permite-se, pessoas desrespeitar o estado de direito, afrontar legitimados pelo voto, sob pretexto de preconceito, apoiando-se em afirmações pessoais fora de contexto, praticando discriminação religiosa e política por interesses subtendidos e obtusos de uma minoria. Isto é violência social mascarada.
Samuca-borges.blogspot.com.br - Samuel P M Borges

Hellen Nunes disse...

Acho o Ricardo Gindim muito infeliz em suas colocações acerca dos evangélicos, principalmente em um texto recentemete publicado ao qual tive o desprazer de ler. Enquanto lia, tive a impressão de que a 'tendência' protestante que ele busca proclamar na impressa é bem diferente do que está escrito na bíblia, aliás, ela se parece mais com a 'tendência' de qualquer pessoa movida pelo senso comum veiculado nos meios de comunicação. Como o senhor escreveu em seu texo, acredito que o Feliciano é vítma de sua ignorância e se formos criticar, punir e julgar todos os ignorantes que falam bobagens seja no twitter ou no Congresso Nacional teríamos muito trabalho heim? O Ricardo Gondim é só um representante de muitos evangélicos que têm vergonha de dizer o que acredita ou deveria acreditar. Como exemplo a homoxessualidade é abominável aos olhos de Deus, só que para este grupo o que é abominável é dizer o que se pensa e sofrer as cosequencias disso. Como resultado dessa posição temos um monte de evangélicos em cima do muro e um grupo específico do movimento gay generalizando e acusando evangélicos de serem homofóbicos. Esta é a ditadura gay, a ditadura do politicamente correto, que 'obriga'as pessoas a aceitarem em certas coisas. Para quem não a segue, como forma de punição tem-se a rejeição/perseguição social, muito bem articulada na internet. Nessas horas me pergunto onde está a liberdade de expressão, pois ao que parece o que está acontecendo é uma libertinagem de expressão, em que agride-se quem discorda de sua opinião. Chega a ser estranho para uma sociedade que se diz DEMOCRÁTICA. Parece que a democracia acaba quando os interesses são feridos.
Ótima definição de estado láico.