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terça-feira, 11 de junho de 2013

Autoritarismo Eclesiástico: o mal que nos afeta!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Muitos textos já foram escritos neste blog contra o coronelismo no meio pentecostal. Certamente é um assunto intragável e um tanto estereotipado, mas neste post quero mostrar que esse mal nos afeta mais do imaginamos.

Na faz muito tempo ouvi de um jovem que o mesmo havia sido disciplinado- vejam o absurdo- porque escreveu um texto pedindo mais transparência com o dinheiro das ofertas e dízimos. Ele não acusou o líder da igreja local e nem sequer mencionou o nome de uma congregação específica. Era um artigo bem educado e equilibrado.

Chamado pelo pastor que estava acompanhado de um advogado e alguns obreiros (onde fica a recomendação bíblica de 1 Coríntios 6? ), o jovem blogueiro simplesmente fora excluído da comunhão da igreja por esse grave "pecado": a liberdade de expressão reivindicando maior transparência.

Sabe o pior? Esse jovem não sofreu censura de algum líder neopentecostal e nem de um tele-evangelista ávido por dinheiro e poder. A estúpida violência moral veio de um respeitado apologista que, em livros e palestras, sempre se portou como uma referência a todos os apaixonados pela arte na defesa intelectual da fé cristã diante das heresias e modismos. Ele sofreu um "cala boca" daquele que, como importante líder dentro do ministério pastoral, deveria apoiá-lo nessa empreitada.

Pense comigo: Se alguém que é tido como um apologista renomado há décadas e age dessa forma, imagine se não fosse! É fácil apontar a natureza manipuladora de um grupo sectário pseudocristão, mas é complicado cortar na própria carne.

Conversando com esse jovem fiquei a pensar na nossa própria miséria. Ora, a referência age pior do que aqueles objetos de sua análise. E, também, o coronelismo pentecostal é uma praga maior do que eu imaginava.

PS: Eu peço que você não especule sobre nomes, logo porque provavelmente cairia nalguma injustiça. Esse texto não aceitará comentários especulativos e com acusações gratuitas. O objetivo é mostrar o "espírito da coisa" e não servir de um tribunal genérico.

2 comentários:

Anônimo disse...

Aqui na nossa AD o pastor é carrasco, quem não baixar a cabecinha e obedecer a ele é chamado de BODE, aqui você não pode pensar nem questionar, ele acha que todo os crentes tem de ser servos escravos...
Muitos dos membros tem o sentimento de que foram injustiçados, fora que ele é arrogante que que você faça as coisas por obrigação!

Dentro de muitas igrejas (da minha é assim) é assim: Se você for rico, faça o que quiser, irão passar a mão na sua cabecinha. Se você não for, se prepare pra ser uma mula, porque vão querer montar em você, te botar cabresto e vão mais uma vez tentar te colocar debaixo do jugo da servidão.

Ricardo.

Célio de Castro disse...

Aqui em Goiás, nas AD do ministério de Madureira, vários pastores de campos são verdadeiros donos da boiada, uns coronéis à moda antiga. Num grande campo do qual já participei, ano passado durante a campanha eleitoral municipal, a igreja se fechou para eleger a filha do pastor presidente, isso acabou gerando atrito porque haviam outros candidatos ao mesmo cargo legislativo na igreja. Com apoio obrigatório de todas as congregações, líderes de departamentos e etc, a tal filha do pastor foi a segunda mais bem votada num município de quase 200 mil eleitores. A mesma nem chegou a assumir a vaga na câmara municipal porque recebeu convite do prefeito para assumir a secretaria de promoção social. Semana passada a bomba estourou, a filha do pastor na capa de um jornal com uma manchete sobre irregularidades na secretaria. A mesma e o prefeito correm risco de pagar multa até a cassação. A coisa anda podre meu amigo, e o pai dessa "pobre" senhorita ocupa o cargo de pastor presidente do campo de maneira vitalícia, já que há uns dois anos a igreja toda assinou um documento o autorizando a isso, contam que foi o BISPO "Mané" Ferreira que fez a tal jogada.