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sábado, 21 de setembro de 2013

A paciência, a esperança e a vinda de Cristo

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Esboço do sermão pregado no culto matutino da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no bairro Monte Verde, São Paulo (SP).

Tiago 5.7 “Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor”.

A vinda de Cristo era objeto de espectativa, esperança e, até mesmo, de ansiedade entre muitos cristãos da primeira igreja. Vemos a vinda de Cristo da mesma forma? “Ser paciente” [gr. makrothumeó] é como ordenar a tolerância que sofre perseverante. É o estado de calma emocional que não sucumbe na murmuração diante do mal real. É um verdadeiro milagre operado por Deus no coração do homem caído em seus próprios pecados, preocupações e anseios.

01. A espectativa é mais do que simplesmente esperar. É desejar. É anelar. É amar a “vinda do Senhor”.

“Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda”. 2 Timóteo 4.8 [NVI]

Maravilhado, extasiado
Eu fico ao ouvir Teu nome
Jesus, Teu nome é Força
É fôlego de Vida
Misteriosa Água Viva
[Canção do Apocalipse, Revelation Song de Kari Jobe]

Extasiado é arrebatado, encantado, perplexo, é ficar cheio de admiração.

02. Esperança é a espectativa do melhor. Ninguém tem “esperança” sobre o pior.

“Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo”. Tito 2:12-13 [NVI]

03. Esperança é uma virtude como o amor e a fé (1 Co 13.13). Porque a esperança é fruto da experiência, da paciência e das dificuldades. É fruto de uma maturidade.

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.
E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. Romanos 5.3-5 [NVI]

04. Esperança é produzida a partir de um olhar para Cristo. É o lembrar a obra gloriosa do Senhor. É a memória viva. É como cantamos “Quero trazer à memória aquilo que me dá esperança”. É por isso que celebramos rituais como batismos e ceias, pois a memória sempre precisa ser vivificada.

“Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do fel. Minha alma, certamente, se lembra e se abate dentro de mim. Disso me recordarei no meu coração; por isso, tenho esperança. As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. Bom é o SENHOR para os que se atêm a ele, para a alma que o busca. Bom é ter esperança e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR.” Lamentações 3.19-26 [ARC].

“Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha.” 1 Coríntios 11.26 [ARC]

Conclusão. Há uma ligação íntima entre esperança e a vinda de Cristo. Ora, o grande evento do encontro de Cristo com sua Igreja não é expectativa do terror e do medo. Não é o servir com pavor e na ansiedade pelo pior. A vinda do Senhor é o anelo do cristão tocado pelo Espírito Santo. É na espera paciente que o cristão encontra paz diante da adversidade presente.

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