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domingo, 15 de setembro de 2013

Arminianos militantes são tão chatos quanto calvinistas militantes!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Há poucos dias escrevi que uma bênção do arminianismo é a ausência de militância, mas isso, infelizmente, tem mudado. Hoje, para minha surpresa, descobri uma comunidade no Facebook chamada “Não ao calvinismo na CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus)”. Mil desculpas aos meus amigos internautas que curtiram aquela página, mas é muita bobagem para pouco espaço. É militância desprovida de razão.

1. Editora confessional não significa “confessionalismo” radical. Ora, não é porque a Assembleia de Deus seja uma igreja majoritariamente arminiana wesleyana que a mesma não possa publicar outras visões soteriológicas. Isso mais enriquece do que empobrece os leitores assembleianos.

Carson é exemplo de erudito calvinista
 moderado publicado pela CPAD. Que venha mais!
2. A maior parte dos livros de autores calvinistas publicados pela CPAD não tem como tema a soteriologia. O ótimo livro A Supremacia de Cristo em um Mundo Pós-Moderno, por exemplo, fala sobre a nossa relação com a cultura. Nele, por exemplo, lemos ótimos textos de Tim Keller, Mark Driscoll, John Piper, D. A. Carson etc. Não há calvinismo propriamente dito. Outro exemplo de teologia da cultura é da calvinista Nancy Pearcey em Verdade Absoluta. No maravilhoso livro A Difícil Doutrina do Amor de Deus, também publicado pelos assembleianos da Casa, o autor D. A. Carson critica o calvinismo em duas ocasiões.

3. É estranho uma editora pentecostal publicar John MacArthur Jr.? Sim, concordo que é meio bizarro publicar o mais conhecido antipentecostal dos Estados Unidos. Mas isso mostra uma virtude da CPAD: a tolerância. Será que a Editora Cultura Cristã, por exemplo, teria a mesma atitude? Isso é ponto positivo para a editora assembleiana. E, é claro, em nenhuma obra publicada pela Casa o autor fala sobre pentecostalismo propriamente dito. Eu também não gosto do MacArthur, mas isso não significa que ele seja totalmente desprezável.

4. Como a CPAD pode desprezar autores calvinistas se eles escrevem mais do que outros autores de confissões conservadoras? Cite pra mim, por favor, alguma obra de referência escrita por uma pentecostal brasileiro! Não há nenhuma. Mesmo os nossos melhores teólogos têm livros que lembram mais apostilas de seminário de férias. Somente quem escreve mais do que os calvinistas são os teólogos liberais. Logo, a CPAD não tem muita escolha. Nem ela e nem as batistas Vida Nova e Hagnos e  a interdenominacional Editora Vida.

5. Eu dou graças a Deus pela postura sem preconceitos da CPAD. Não sou calvinista, mas os autores calvinistas publicados pela Casa muito me ajudaram a compreender melhor a fé cristã. Sim, sou bastante feliz de ter livros da Casa com ótimos autores como J. I. Packer, John Piper, Nancy Pearcey, Charles Colson, D. A. Carson, Matthew Henry etc.

Portanto, caros arminianos, voltem ao tempo que a militância chata era algo apenas de calvinistas desmiolados.

30 comentários:

Jean Patrik disse...

Cara, o que você diria se descobrisse que o livro Teologia Arminiana de Roger Olson foi barrado por calvinistas da CPAD?

Infelizmente tal informação ainda não pode ser comprovada, mas os boatos já estão ai.

É esperar pra saber...

Anônimo disse...

Eu não vou dizer que você está errado, mas

1 - esta militância é necessária porque não há virtualmente nada de qualidade publicado pela CPAD sobre o rótulo de arminianismo (como é que eles perderam a dianteira para a editora Reflexão?)

1 - Publicar John MacArthur é assinar um atestado de autocontradição. Pense por exemplo a Igreja Católica dando imprimatur para a Bíblia João Ferreira de Almeida...

1 - Os caras publicaram uma Bíblia comentada por Matthew Henry! Por que não publicaram a de John Wesley, a de Adam Clarke, ou a de Joseph Benson, ou a de Fréderic Godet?

1 - Calvinistas estão calvinosamente calvinistando a AD. Se fosse coisa de um ou outro, beleza. Mas, a partir do momento que eles montam grupos organizados - tem até comunidade no orkut (ultrapassado, mas atual):

http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?tid=5646188149348317088&cmm=511275&hl=pt-BR

http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=117618613

1 - Calvinistas são chatos, e estão naquilo que chamamos de "espiral do delírio". Eles podem falar qualquer asneira - até mesmo que Deus se delicia com seus decretos pecaminosos - e ninguém fala nada... Enquanto os arminianos pentecostais não saírem de sua toca, a coisa só piora.

Tem até um testemunho de uma AD que foi des-pentecostalizada, numa combomx do blog O Tempora O Mores...

Wanderson Nascimento disse...

Olá gutierres,

Eu tendo a concordar com você. Virei arminiano roxo há um ano atrás, mas considero essa página um exagero em certo ponto por parte dos meus irmãos.
Eu cheguei a fé cristã através de Calvinistas, tive minha fé fortalecida e amadurecida por calvinistas também. Sempre achei louvavel a CPAD se distinguir de editoras como a FIEL,Cultura, etc.. O problema é: A CPAD é uma editora que se silencia para questões controversas. A editora não visa criticar os modismos que tanto ferem o seio assembleiano de maneira mais incisiva nem muito menos fortalecer a crença dos seus membros nas questões de soteriologia. Eu digo aqui sem medo de me enganar, há livros arminianos magníficos em nível muito superior aos calvinista( claro que lendo isso, soa muito parcial rs). O silêncio da CPAD nessa questão está fazendo com que os membros do pentecostalismo migrem facilmente para o calvinismo. Então, eu creio que não se deve atacar o fato deles publicarem calvinistas em obras não soteriologicas, mas em silenciar-se diante da propagação de sua própria doutrina.
Abrçs

Wanderson Nascimento disse...

Olá gutierres,

Eu tendo a concordar com você. Virei arminiano roxo há um ano atrás, mas considero essa página um exagero em certo ponto por parte dos meus irmãos.
Eu cheguei a fé cristã através de Calvinistas, tive minha fé fortalecida e amadurecida por calvinistas também. Sempre achei louvavel a CPAD se distinguir de editoras como a FIEL,Cultura, etc.. O problema é: A CPAD é uma editora que se silencia para questões controversas. A editora não visa criticar os modismos que tanto ferem o seio assembleiano de maneira mais incisiva nem muito menos fortalecer a crença dos seus membros nas questões de soteriologia. Eu digo aqui sem medo de me enganar, há livros arminianos magníficos em nível muito superior aos calvinista( claro que lendo isso, soa muito parcial rs). O silêncio da CPAD nessa questão está fazendo com que os membros do pentecostalismo migrem facilmente para o calvinismo. Então, eu creio que não se deve atacar o fato deles publicarem calvinistas em obras não soteriologicas, mas em silenciar-se diante da propagação de sua própria doutrina.
Abrçs

Personaret disse...

Arminianismo bom é arminianismo calado? Desde quando protestar contra as tulipas se tornou errado? Ninguém está pedindo para a Assembleia se tornar arminiana, pois este é o seu legado teológico. Vamos aos FACTS:

1) Editora confessional não significa “confessionalismo” radical.

É obvio que há muitos escritores bons que não são assembleianos e que podem ser publicados pela CPAD. A questão é qual obra publicada pela CPAD nos últimos anos relevante teologicamente na área da soteriologia? Porque dar preferência a autores tidos por heterodoxos em detrimento daqueles que seguem a visão da denominação?

"O nosso fundamento é a fé, na salvação pela obra expiatória de Jesus Cristo, como nosso substituto no calvário. Igualmente, O MOVIMENTO PENTECOSTAL NÃO ADMITE O FANATISMO DAS PREDESTINAÇÕES E SALVAÇÃO INCONDICIONAL; mas, se adstringe à Palavra de Deus, aceitando e pregando a salvação pelo sangue de Jesus" (grifo meu)

Fonte: http://www.altairgermano.net/2011/10/origem-do-cremos-das-assembleias-de.html

Se ela não admite, então porque publica obras que abordam a eleição incondicional?

Pra que serve uma editora confessional se ela não publica obras acadêmicas segundo a sua doutrina?

2) A maior parte dos livros de autores calvinistas publicados pela CPAD não tem como tema a soteriologia.

Não podemos ser tão inocentes assim! Não é necessário pregar as TULIPAS para tornar os leitores em calvinistas fervorosos. O nome só de Calvino aparece 10 vezes no livro de Nancy e não vi nenhuma de Armínio, há citações como:

"Se olharmos o
mundo com olhos CALVINISTAS, veremos a lei de Deus governando cada elemento do
universo".
(grifo meu)

Se alguém que não sabe muito sobre teologia ler isto e depois consultar qualquer site calvinista por aí já vai ser vítima do determinismo calvinista e isto com aprovação da CPAD. Além disso há duas chacotas ao arminianismo no mesmo livro, basta ler e entender as entrelinhas... só que como o ensino teológico pentecostal no Brasil é raquítico fica fácil para aqueles que não têm qualquer conhecimento substancial serem influenciados indiretamente. Pouco tendencioso é um manual de apologética que só se usa das Institutas da Religião Cristã. O que dizer então do elogio do filósofo e matemático Leibniz a distinção de Armínio (Arminius) entre vontade antecedente e consequente? (http://www.uece.br/kalagatos/dmdocuments/V4N7_resumo_da_controversia_traducao_leibniz.pdf) Será que um calvinista trará respostas satisfatórias em sua teodicéia sem esta distinção?

Sobre o Carson ele não diz no livro que:

"Se o amor de Deus se refere exclusivamente ao seu amor para os ELEITOS, é fácil ser impelido para uma bifurcação simples e absoluta: Deus ama os eleitos e odeia os réprobos. Corretamente colocada, há verdade nesta afirmação;"

Mas há um quarto tipo. Uma quarta maneira de falar, não um quarto tipo de amor. Uma quarta maneira de discurso, uma quarta forma de falar sobre o amor de Deus. Às vezes, o amor de Deus é eletivo. É seletivo, é francamente discriminativo. Ele escolhe um e não o outro.

Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/05/as-5-formas-em-que-a-biblia-fala-do-amor-de-deus-d-a-carson-o-deus-presente-914/

O nome deste ensinamento é eleição incondicional! E isto com aprovação da CPAD, mas contra o credo e a teologia da mesma.

3) É estranho uma editora pentecostal publicar John MacArthur Jr.?

Sim, poderia ter publicado Wilkerson e tantos outros que não são anti-pentecostais! Virtude? Talvez não! Talvez seja proselitismo!

Personaret disse...

4) Como a CPAD pode desprezar autores calvinistas se eles escrevem mais do que outros autores de confissões conservadoras?

Você tem certeza disso? Os calvinistas são muitos bons na propaganda da sua teologia, mas não creio que que eles possam produzir mais material teológico de referência que as denominações arminianas. Há outros autores não calvinistas que produzem um excelente material teológico, a saber quantos teólogos luteranos (que acreditam na expiação universal "gratia universalis" e na resistência da graça por parte do homem) que poderiam ser publicados e não são.

Me desculpe irmão Gutierres, mas esta colocação sua demonstra que que as suas escolhas de leituras não estão sendo tão amplas assim. A reforma não foi calvinista, ela começa com Lutero que embora sendo monergista não acredita em dois dos cinco pilares da teologia calvinista. Porém, os calvinistas adoram fazer propaganda colocando frases de Lutero tal como se ele fosse calvinista.

Espero não precisar citar todos os teólogos metodistas e batistas de relevância aqui! Além disso o Seminário da AD americana já formou muitos teólogos de excelente gabarito, só basta traduzi-los e publicá-los ao invés de ficar fazendo isso com os outros.

5) Eu dou graças a Deus pela postura sem preconceitos da CPAD.

Que bom! Mas para um número crescente de membros desta denominação não está bom. Congregações inteiras já se desligaram para formarem igrejas reformadas por causa desta influência na CPAD.

Quem não bebe água morre por inanição. As pedras estão clamando por material teológico "pentecostal" de qualidade.

Quando a militância calvinista descer dos púlpitos e seminários arminiano-pentecostal daí talvez a militância arminiana pare. Do contrário ela prosseguirá!

Danilo disse...

como ? Citar um obra de referência de um teólogo pentecostal ? o irmão está falando sério ? -

Danilo disse...

o irmão esta dizendo indiretamente que autores pentecostais brasileiros como Paulo Romeiro, Antônio Gilberto, Severino Pedro da Silva , Emílio Conde , Ezequias Soares , Esdras Bento e tantos outros - não são referências ?

Personaret disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Personaret disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Newton Carpintero, pr. e servo. disse...

Eu, creio, que por critério, ou por razão, com certa incubência da racionalidade e alguma lógica, prefiro não ser um arminiano e muito menos um calvinista.

Por quê? Por que sou de Cristo.

O menor de todos.

Ricardo Rocha disse...

Geralmente concordo com o que vc diz Gutierrez, mas nesse caso especificamente não tem como concordar.

O que vc disse até teria algum fundamento SOMENTE se a CPAD tivesse tradição em publicar obras de envergadura de teólogos arminianos quando sabemos que isso NUNCA aconteceu (excessões notaveis são a TS do Geisler e o Teologia de John Wesley do Collins).

O que acontece é que a CPAD não publica NADA de autores arminianos e simplesmente não move uma palha para mudar isso. E não diga que falta material para publicar. O material existe sim, aos montes, sejam de autores clássicos seja de autores modernos. Pq não publicar, por exemplo, a obra do Tomas Oden, Jack Cotrell ou Robert Schank, por exemplo? Porque eles perdem excelentes oportunidades como essa do livro do Olson ou a Teologia do Novo Testamento do Horward Marshall? Pq publicar Jonathan Edwards e não publicar John Fletcher? Pq publicar R.C. Sproul e não publicar o Willian Craig? Simplesmente não dá para entender.

A postura da CPAD é simplesmente lamentável. Ou eles são tremendamente incompetentes editoralmente, desconhecendo a linha teológica dos autores que publicam, ou existe SIM interesse na calvinização da AD, partindo de dentro.

Quanto aos exemplos que você citou, simplesmente não servem. É inconcebível que os livros de apoio indicados para os professores de adolescentes e juvenis sejam de autores calvinistas. Quando se tem em mente que a maioria das pessoas não sabe o que está por trás da discussão, serão inevitavelmente influenciados pelos pressupostos deles.

Não digo que a CPAD não deva publicar nada de autores calvinistas. Mas isso deveria ser feito se e apenas se ela tivesse um histórico de publicar autores de sua própria linha teológica e se os fieis que frequentam suas igrejas bem como as liderenças tivessem prepario teologico minimamente consistente, o que todos sabem que não ocorre na maioria das vezes.

Portanto sou sim contra a calvinização da CPAD.

Anônimo disse...

Um militante pentecostal reclamando de um militante arminiano....

Gutierres Siqueira disse...

Caro anônimo?

Espero nunca queimar minha língua, mas não quero ser um militante pentecostal. Aqui você não verá campanhas contra tradicionais, mas pelo contrário, eu tenho o maior respeito por eles. Apesar das minhas críticas.

Gutierres Siqueira disse...

Caro Danilo,

Cara, você precisa ler melhor. Obra de referência é obra que vira referência no segmento do qual faz parte, ou seja, obras recomendas em qualquer seminário não importando sua confissão. Em momento algum digo que os teólogos pentecostais não sejam referências. Por favor, leia e leia mais...

André de Araújo Neves disse...

Pra mim, assembleiano, tanto faz se a editora Cultura Cristã (presbiteriana) quiser publicar obras espíritas, eu não tenho nada a ver com isso. Apesar de ela ser presbiteriana, o nome da denominação (IPB) não está registrado no nome da editora, como é o caso da CPAD. A CPAD tem duas alternativas: ou muda de nome, ou passa a publicar obras coerentes com o que as AD's do Brasil pregam e sempre pregaram (o que certamente exclui o calvinismo). Prefiro a segunda opção, haja vista que já existem fartas obras sobre e a favor do calvinismo no Brasil, inclusive pela já citada Cultura Cristã.

A questão é, se a CPAD pretende ser a editora oficial da AD, como sugere o nome e a sua própria história, que o faça, e não se preste ao desserviço à sua própria denominação, contribuindo para a já calamitosa confusão teológica e confessional da mesma!

Danilo disse...

irmão gutierrez você escreveu: [Cite pra mim, por favor, alguma obra de referência escrita por uma pentecostal brasileiro! Não há nenhuma. Mesmo os nossos melhores teólogos têm livros que lembram mais apostilas de seminário de férias.]

agora sua explicação alterou um pouco veja:

[Obra de referência é obra que vira referência no segmento do qual faz parte, ou seja, obras recomendas em qualquer seminário não importando sua confissão. Em momento algum digo que os teólogos pentecostais não sejam referências. Por favor, leia e leia mais...]

apostilas que lembram seminário de férias ? foi isto que você escreveu sobre as obras de pentecostais brasileiros não foi ???? - é verdade irmão preciso ler, ler , ler -

orlando martins disse...

Não vejo nehum mal a CPAD publicar livros de teólogos calvinistas, até porque convenhamos Hernandes Dias Lopes e Augustus Nicodemus Lopes são calvinistas e são grandes escritores e exemplo de homens de Deus. Além deles admiro muitos os livros de R C Sproul, John Macarthur, John Piper, Stott, e nem por isso eu deixo de ser pentecostal! Independente se somos pentecostais, devemos é procurar crescer na palavra e temos que admitir que existem grandes escritores e teólogos que não são pentecostais, mas são uma benção!

César Lopes disse...

"Particularmente, sou a favor não apenas de um Credo nas Assembleias de Deus no Brasil, mas, de um documento mais amplo (Confissão de Fé), para minimizar a crise de identidade doutrinária que nos assola." - Altair Germano

Penso que a AD brasileira deve parar e resolver de uma vez esta questão... Como vemos neste blog (e em tantos outros), o debate continua e esta igreja centenária já poderia ter dado um ponto final nisso. Temos grandes mestres que podem contribuir de maneira significativa nesta tarefa.

Marlon Marques disse...

Quanto ao texto do Gutierres, vejo que há muitas obras que poderiam ser publicadas na CPAD de escritores pentecostais e de linha arminiana, mas não o fazem. Muitos dizem e escrevem que a CPAD não tem uma confissão de fé que exclua o calvinismo. Tem sim e o pr. Altair Germano colocou no site dele, como o Personaret colocou acima parte da copnfissão. Acerca de escritores calvinistas na CPAD, o próprio livro da Nancy, como novamente o Personaret colocou, mostra a influência velada acerca do calvinismo. Há sim grandes nomes no pentecostalismo e arminianismo para serem publicados, mas, infelizmente a CPAD não publica. Nem na área devocional onde consta digníssimos nomes como Leonard Ravenhill, David Wilkerson, Moody (sendo que há obras de Wilkerson e de Moody, mas pouquíssimas, duas de cada, em comparação com o total de obras deles).

Quanto ao comentário do Orlando, Stott não era calvinista. Só pra constar!

Reflitamos! Graça e Paz!

Marlon Marques disse...

Quanto ao comentário do Gutierres, vejo uma questão relevante. A ausência de publicações de escritores pentecostais e arminianos. Há grandes escritores dessa linha que nao são publicados pela CPAD. Porém há calvinista, como a Nancy, citada pelo Personaret, há uma influência velada, comprovadamente. E sim. As Assembleia de Deus tem uma confissão de fé, também colocada pelo Personaret, onde mostra uma discordância plena quanto ao calvinismo. Mesmo obras na área devocional não consta pentecostais arminianos de grande serventia para a área espiritual como Leonard Ravenhill, David Wilkerson e D. L. Moody. Wilkerson e Moody têm obras pela CPAD, porém duas de cada, porém há muito mais obras deles.

Quanto ao Orlando, John Stott não é calvinista. Só para constar!

Reflitamos! Graça e Paz!

Pedro Henrique Martins disse...

A Paz do Senhor, Gutierres!

Excelente artigo,embora não concorde com 100%.

Quanto àqueles que querem banir a influência calvinista da CPAD,fica a dica: exijam desta editora a retirada dos hinos com letras "'heréticas" da Harpa Cristã, tais como os de nº 47, 50, 133, 146, 219, 229, 236, 266, 424, 475, 562 e 581, por exemplo.

Quem sabe alguém, ao cantar: "Nós fomos já eleitos / O Céu pra desfrutar / Também, por Deus, aceitos / Pra Nunca mais pecar!" (266) ou "Fomos nós predestinados / Para crermos em Jesus / Com Espírito, selados / Para desfrutar na Luz" (236), comece a se "desviar" para o calvinismo? Se querem ser livres das Doutrinas da Graça, começam pelo nosso Hinário!

Abraço a todos!

PH

Pedro Henrique Martins disse...

E outra: É ignorância (falta de conhecimento) de alguns pensar que a CPAD não critica o calvinismo, implicita e explicitamente.

Na premiada obra Teologia Sistemática Pentecostal, Antonio Gilberto (um dos autores) refuta ponto a ponto do calvinismo no capítulo "Soteriologia", de forma arminio-wesleyana. Nos livros do Pr. Ciro Zibordi, especialmente Evangelhos Que Paulo Jamais Pregaria, ele dedica quase que um capítulo inteiro a refutar a TULIP de modo incisivo. Isso sem contar as inúmeras revistas de EBD e até panfletos (!) que rejeitam o calvinismo forma sutil ou declarada.

A CPAD possui influência calvinista, ainda que pequena? Sim. Mas sempre foi, desde a sua fundação, arminiana, e sua esmagadora maioria de autores é, incontestavelmente, arminiana.

Paulo de Tarso disse...

DAQUI A POUCO EU VOU FALAR PORQUE EU POSSO FALAR RS SOU NASCIDO NA AD E SOU FORMADO PELO MACKENZIE CONHEÇO OS DOIS LADOS DA MOEDA

Paulo de Tarso disse...

Daqui a pouco eu falo porque eu posso falar (brincadeira)sou nascido na AD e sou formado em teologia pelo mackenzie, conheço os dois lados da moedas.kkkk

Anônimo disse...

John Stott não é calvinista, leia o comentário de Romanos pela A.B.U Moody também acredita que era predestinado. Se acreditar na eleição é ser calvinista, então das vinte minibiografias do livro do Orlando Boyer 16 eram calvinistas, deve ser proibido tal livro. André Neves você não tem poder de voto na CPAD, até onde eu sei ela é da CGADB e você é da Madureira.

José Emerson

Ricardo Rocha disse...

É por causa de comentários como o do Pedro Martins que é realmente urgente a CPAD publicar SIM material de qualidade de teologia arminiana. E acreditando ou não, esse material existe abundantemente no exterior.

Afinal de contas, ele mesmo parece não entender nada de arminianismo. Pois o arminianismo não nega nada o que os ditos hinos defendem, qual seja, a Eleição, a Predestinação e a segurança em Cristo. E essa situação de desconhecimento é total dentro da assembleia de Deus, situação que tende a piorar muito com o número crescente de calvinistas dentro delas, tudo com o aval da sua editora oficial, que além de não publicar nada de arminianismo ainda tem em seu cast autores estritamente calvinistas, como o Carson, Piper, Sproul, Pearcey e o Jonathan Edwards.

Também é nítida essa urgência quando o mesmo Pedro Martins se refere ao calvinismo como "as doutrinas da graça". É um bom golpe de marketing do calvinismo referir-se a si mesmo como doutrinas da graça, pois assim fazendo refere-se a todas as outras doutrinas, a doutrina arminiana inclusa, como não sendo doutrinas da graça. Ao ler isso num dos livros de calvinistas publiados pela CPAD, ou que um incauto seja levado a adquirir por ter comprado um desses livros que a CPAD publica, ela enfraquece a sua própria linha teológica.

Enfim, a cada novo comentário que eu vejo nesse post, fica mais evidente a urgência que a CPAD tem em publicar material arminiano de qualidade. O que aconteceria se os editores fossem mais competentes ou comprometidos com a sua própria teologia.

Pedro Henrique Martins disse...

Sobre o comentário do Ricardo Rocha:

1) O arminianismo ensina a Eleição, a Predestinação e a Segurança em Cristo? Sim. Mas ele ensina tais doutrinas da mesma forma que os referidos hinos a expõe? Obviamente que não! Senão, vejamos:

“Fomos nós predestinados para crermos em Jesus” (nº 236). O sinergismo ensina que fomos predestinados porque cremos, i.e., a Eleição é consequência da fé, não o contrário.

A eleição incondicional também é ensinada nos seguintes trechos: “Nós fomos já eleitos / O Céu pra desfrutar” (nº 266) e “Nós criaturas, somos remidas por Jesus / No qual eleitos fomos, para desfrutar na luz” (nº 133). A ênfase no verbo ser no passado: “fomos”, é própria do calvinismo, o qual ensina que fomos eleitos desde a eternidade por, com, em e para Cristo (Ef 1.3-11; 2 Ts 2.5-13; At 22.14). Por isso, o compositor pôde cantar com toda a convicção: “Já dantes desta criação / Jesus me preparava / A mais perfeita salvação; / Oh! Quanto a mim amava!” (nº 219). Já o arminianismo enfatiza o presente: “somos”, uma vez que ensina que a o salvo pode deixar de ser eleito, caso “naufrague na fé”.

Sobre a segurança da salvação, sei que há arminianos de quatro pontos, os quais poderiam muito bem cantar: “Jesus, para sempre me salvou” (nº 424) ou “Nunca, jamais hei de perecer, / Pois Jesus me livrou” (nº 146). Todavia, o arminianismo assembleiano não confessa a doutrina da Perseverança dos Santos, a qual os hinos claramente sancionam.

Por isso, eu digo que deveriam revisar a Harpa Cristã ou então colocarem notas de advertências, uma vez que este belo hinário é uma coletânea de composições de diversas confissões (incluindo Martinho Lutero e o puritano Isaac Watts).

2) Sim, embora respeite o conceito de graça do arminianismo, nós abraçamos e apregoamos uma Graça soberana, eficaz, grandiosa, irresistível, poderosa, santificadora e salvadora sobre todas as coisas, incluindo a vontade humana contrária à mesma Graça. Cremos numa graça que salva por meio da fé, que é exercida e doada por meio da própria graça ao pecador (Rm 4.16; At 11.27,28; Fp 1.29; Ef 2.1-10)! Não achamos “graça” na doutrina do livre-arbítrio, literalmente – uma vez que, no final das contas, a vontade humana é mais determinante e poderosa que a vontade divina, já que é capaz anular a eleição, a predestinação, justificação e a redenção do crente em Jesus! Uma “graça” que diz que, embora Jesus tenha sido meu Substituto e pago a dívida que era minha, eu possa ainda pagá-la no inferno; que afirma que na morte de Jesus não assegurou a salvação de ninguém em particular; e que somos “eleitos, mas livres” para perder nossa eleição – não, definitivamente não é essa a Graça ensinada na Bíblia.

Mas compreendo a preocupação de vocês, e é bom que a CPAD realmente se posicione. Aliás, como diria o Pr. Altair Germano, já passou da hora de termos um Concílio Assembleiano – sem o tom raso das AGO’s da CGADB.

E o número de calvinistas pentecostais tende a aumentar não pela ausência de arminianismo genuíno em nossa meio, mas pelo anseio de alguns por uma teologia mais sólida e fundamentada na Glória de Deus.

Abraços a todos!

PH

Cicero disse...

Muito obrigado aos irmãos da CPAD! Sou Calvinista não de linha moderada, mas de radical como Vincent Cheung e Gordon Clark. Essa atitude da CPAD demonstra a humildade cristã! Mesmo com as nossas diferenças teológicas, podemos agir com humildade para com os nossos irmãos em Cristo.

A Graça e a Paz do nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco!

Cicero disse...

Muito obrigado aos irmãos da CPAD! Sou Calvinista não de linha moderada, mas de radical como Vincent Cheung e Gordon Clark. Essa atitude da CPAD demonstra a humildade cristã! Mesmo com as nossas diferenças teológicas, podemos agir com humildade para com os nossos irmãos em Cristo.

A Graça e a Paz do nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco!