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domingo, 8 de setembro de 2013

O estilo gospel e o Facebook

Por Gutierres Fernandes Siqueira

O Facebook revela muito do "estilo gospel" do evangélico brasileiro. Só lembrando que esse estilo nada tem com o Evangelho. Vejamos:

a) Homossexualismo é um fascínio.Compartilhamento de notícias de casais homossexuais acusados de algum crime, campanhas contra um deputado ex-BBB, notícias sobre uma nova lei bombástica contra os cristãos, confissões de um ex-travesti etc. Nada disso é errado, mas vejo certo exagero.

Há quem faça de sua página uma verdadeira militância contra a militância do Movimento Gay. E toda militância é fanática, exagerada e costuma confundir o ódio à ideologia ao próprio indivíduo. Alertar contra o autoritarismo do PL 122/2006 é uma coisa, mas outra é a obsessão sobre tal assunto.  

b) Notícias falsas. Quem nunca viu a fotografia dos supostos cristãos queimados na África? Com a mesma foto já li diversas notícias sobre a morte de cristãos no Sudão, Congo, Nigéria etc. Na verdade, a foto é sobre um acidente, não um atentado. É preocupante a propensão do evangélico para notícias sensacionalistas e falsas. Fico a imaginar, caso existisse um "Datena" evangélico, esse faria muito sucesso. 

c) Autoajuda estilo "O Segredo". Vocês lembram daquele livro bizarro que fez sucesso há alguns anos chamado O Segredo? Pois bem, há muitas frases do meio gospel que parecem reproduzir trechos desse livrinho de quinta categoria. O pior: são amplamente compartilhadas nas redes sociais. 

d) Defesa dos "ungidos do Senhor". E a defesa apaixonada que muitos fazem dos falsos pastores, bispos e apóstolos? Ora, a revelação de um crime demanda cautela, ou seja, é necessário moderação para acusar e, também, para defender. Há tanta gente, por exemplo, convicta da inocência de alguns pastores acusados até de estupro!

Ora, o bom senso demanda equidade. Se alguém é acusado de um grave crime, a nossa postura deve ser de análise cuidadosa e não partir para acusar a "mídia" e a polícia de uma suposta conspiração. Portanto, lembrem sempre do Jim Jones e da Escola Base. Um é exemplo de acusações sérias concretizadas e o outro exemplo é de uma acusação injusta

O estilo gospel é, portanto, militante, não reflexivo, sensacionalista e apaixonado por defesas indefensáveis.

2 comentários:

Daladier Lima disse...

Vou usar o estilo Facebook: essa foi forte. Usam o adjetivo até para meninice!

Abraços!

Célio de Castro disse...

Perfeita abordagem Gutierres.