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domingo, 10 de novembro de 2013

O cessacionismo é deísta, portanto, mundano!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Há muitos anos li um texto de R.C. Sproul que era uma apologia do cessacionismo [1]. A argumentação central de Sproul era que Deus não realiza eventos extraordinários em nossos dias porque nos deu leis, inclusive leis naturais. Por que Deus ignoraria suas próprias leis? Questionava o teólogo reformado! Bem, na hora que li aquilo pensei que estava diante de um deísta, e não de um teísta. E aí passei a observar como muitos teólogos cessacionistas usam argumentos deístas. O deísta acredita em Deus, mas ao mesmo tempo afirma que Deus não intervém, pois já entregou ao mundo as leis naturais e físicas. Bom, qualquer semelhança não é mera coincidência. 

Mark Driscoll, pastor de linha reformada como R. C. Sproul, mostra nesse ótimo vídeo a conexão entre o deísmo filosófico e o cessacionismo teológico. Por isso, Driscoll provoca: o cessacionismo é mundanismo. Assista abaixo:




[1] Perdoem a minha falha memória, mas não lembro exatamente a fonte. Só consigo me recordar que era da Editora Cultura Cristã.

20 comentários:

Erick Lima disse...

https://www.youtube.com/watch?v=LePVc-w1KRI

Walder disse...

Bom, achei que os dois vídeos(o do presente arquivo e do citado pelo Erick, no comentário acima)se completam. São miuto bons!
A única coisa que não entendo é que os batistas tradicionais possuem um bom conhecimento das ecrituras, possuem os melhores seminários, em fim são profundos estudiosos da Palavra. Então, como eles não conseguem enxergar o óbvio em relação aos dons espirituias?

Anônimo disse...

interessante, interessante esta conclusão (cessacionismo é deísmo) sinceramente, a partir de uma leitura mesmo que superficial dos evangelhos (e.g. Mateus 8-10) e Atos, não entendo como alguém pode ser cessacionista. O Reino de Deus entre nós é também demonstrado com milagres que estão além das leis naturais.
Grande abraço, Matias

adao disse...

Vejo que na experiência é mais fácil ser deísta, por que Deus não vai sair realizando milagres para piqueniques espirituais, e atropelando as leis da física. Milagre tem propósito, e não é um desafio as leis da natureza, mas um sinal de ela tem Rei.

adao disse...

Vejo que na experiência é mais fácil ser deísta, por que Deus não vai sair realizando milagres o tempo todo para piqueniques espirituais, e atropelando as leis da física. Milagre tem propósito, e não é um desafio as leis da natureza, mas um sinal de que ela tem Rei.

Erick Lima disse...

Gosto quando ele fala que o cessacionismo radical é a causa do mudanismo moderno e liberalismo. Roger E. Olson parece ter a mesma opinião, escreveu um livro que foi publicado pela editora vida chamado "História da teologia cristã", nesse livro ele fala que o maior erro da igreja e/ou dos pais da igreja foi ter rejeitado o autêntico mover do Espírito, ter rejeitado os dons por causa do montanismo da época. Ele diz que as práticas dos dons passou a ser injustamente identificada com o montanhismo. Na opinião de Olson, a igreja se excedeu e descreve isso como “Jogar o bebe fora, junto com a agua suja do banho”.

Erick Lima disse...

MONTANISMO

George Gonsalves disse...

O cessacionismo é uma tentativa de de ajustar nossa (pouca) fé a uma (pseudo) intelectualidade.

Erick Lima disse...

http://download.sgr.globo.com/sgr-mp3/cbn/2013/colunas/cortella_131111.mp3

Aprendiz disse...

Anos atrás eu publiquei um texto no meu blog que dizia exatamente isso: Cessacionismo radical é deísmo. o nome do meu texto? "Deístas acidentais".

Uma forma de quebrar a espinha do cessacionismo absoluto é provar que ele é uma invencionice nova. É fácil provar que os grandes nomes dos séculos passados, em todas as tradições cristãs, criam na ação miraculosa de Deus hoje, ainda que muitos deles não aceitassem a atualidade dos dons carismáticos. Também é possível provar que nenhum cristão usou os argumentos em favor do cessacionismo absoluto antes dos deístas. Portanto é fato provado que os cessacionistas radicais são filhos intelectuais dos deístas.

Aprendiz disse...

Anos atrás eu publiquei um texto no meu blog que dizia exatamente isso: Cessacionismo radical é deísmo. o nome do meu texto? "Deístas acidentais".

Uma forma de quebrar a espinha do cessacionismo absoluto é provar que ele é uma invencionice nova. É fácil provar que os grandes nomes dos séculos passados, em todas as tradições cristãs, criam na ação miraculosa de Deus hoje, ainda que muitos deles não aceitassem a atualidade dos dons carismáticos. Também é possível provar que nenhum cristão usou os argumentos em favor do cessacionismo absoluto antes dos deístas. Portanto é fato provado que os cessacionistas radicais são filhos intelectuais dos deístas.

Anônimo disse...

É necessário pensar antes de escrever. Eu sou cessacionista e não sou deísta. Este é um espantalho que criaram para criticar o cessacionistmo. E a mesma coisa que dizer que todo pentecostal crê que as profecias modernas suplantam a Bíblia. Os pentecostais, me parece, não aceitam críticas. Vocês tem que entender que a posição de vocês é recente na história da igreja e que o cessacionismo existe desde os primeiros pais da igreja e não surgiu no período do iluminismo. Isaias Lobao, Brasilia, DF.

Anônimo disse...

Agostinho (354-430):
Nos tempos antigos o Espírito Santo veio sobre os crentes e eles falaram em línguas, que não haviam aprendido, conforme o Espírito concediam que falassem. Estes foram sinais adaptados ao tempo. Pois aquilo foi o sinal do Espírito Santo em todas as línguas [idiomas] para mostrar que o Evangelho de Deus era para ser espalhado a todas as línguas sobre a terra. Isto foi feito por um sinal, e o sinal findou.
(Fonte: Agostinho. Homilias sobre a Primeira Epístola de João, 6.10. Cf. Schaff, NPNF, First Series, 7:497-98)
1. João Crisóstomo (c. 344–407):
A passagem inteira (falando sobre 1 Coríntios 12) é muito obscura, mas a obscuridade é produzida por nossa ignorância dos fatos referidos e por sua cessação, fatos que ocorriam, mas agora não tem mais lugar.
(fonte: João Crisóstomo, Homilias em I Coríntios, 36.7 Crisóstomo está comentando 1 Co. 12:1-2 como introdução ao capítulo inteiro. Citado de 1-2 Coríntios in: Ancient Christian Commentary Series, 146.)

Anônimo disse...

http://www.cristaoreformado.com/2012/06/o-que-o-cessacionismo-nao-e-parte-2.html

Aprendiz disse...

Anônimo

O que ele diz, se você entender bem o contexto, não é que todo cessacionismo é deísmo. O cessacionismo histórico está errado, mas não é deísmo. O que ele quer dizer é que a forma atual do cessacionismo, que não admite a existência de milagres, é daísmo, e é mesmo.

Note bem, ao longo da história, durante muitos séculos, a maioria dos cristãos foi cessacionista, depois do montanismo, mas não eram cessacionistas absolutos. Admitiam a existência de milagres, mas não a atualidade dos dons. O cessacionismo atual passou a usar argumentos deístas, e acabou por tornar-se deísta.

O argumento central do cessacionismo atual é "Deus não realizará milagres para não quebrar as leis naturais". Se alguém dissesse isso há quatro séculos atrás, dentro de qualquer ramo do cristianismo, seria considerado um maluco ou herege.

Quanto a Agostinho digo o seguinte: Que tenha demorado tanto tempo para que alguém tenha concluído que os dons cessaram na época dos apóstolos, é evidência de que não cessaram.

Anônimo disse...

Paz do Senhor à todos!
Esse pessoal dito "reformado" tem mesmo os melhores seminários, estudam pra caramba, recorrem ao texto em grego, descem o pau na teologia da prosperidade (que virou moda na internet) mais o seu ensino foi contaminado pelo pensamento crítico do iluminismo. Se a teologia da prosperidade é um câncer entre pentecostais e os neos, esse liberalismo é o câncer que destrói as igrejas refromadas. Eles ensinam heresias com classe!
vejam este vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=_Jnu2AdH-iE&feature=player_detailpage
obs, não é sobre cessacionismo, mais é sobre a heresia chamada Universalismo, fica explícita à partir dos 29 nim.
Marco Davi

Anônimo disse...

Paz do Senhor!
Me esqueci de algo! Não é implicância com os irmãos reformados. O liberalismo me chama atenção pelo fato que muitos irmãos pentecostais e neos buscam ensino no meio reformado (tradicional). O que não é errado, mais deve-se tomar cuidado! E o pior, poucos denunciam. Apontar os erros do Edir Macedo na net é fácil, agora falar da "galera" do Rob Bell, aí o bicho pega!!!!

Frank Brito disse...

A linha de cessacionismo que o R.C. Sproul defende e que o Mark Driscoll critica não é o cessacionismo clássico, mas é a vertende de B.B. Warfield. A maioria dos grandes teólogos cessacionistas acreditam sim em milagres e em acontecimento extraordinários e por isso é um equívoco seríssimo classificá-los como deístas. Esse tipo de declaração irresponsável, como a do Mark Driscoll, demonstra o quanto as pessoas gostam de comentar sobre o que pouco entendem.

Flaviano Filho disse...

O Apóstolo Paulo previu que o dom de línguas cessaria (1 Coríntios 13:8). Aqui estão seis provas de que já cessou:


1) Os apóstolos, por quem veio o dom de línguas, foram os únicos na história da igreja. Uma vez que o seu ministério foi finalizado, a necessidade de autenticar os sinais deixou de existir.

2) Os dons (ou sinais) de milagres só são mencionados nas primeiras epístolas, tal como 1 Coríntios. Os livros posteriores, como Efésios e Romanos, contêm passagens detalhadas sobre os dons do Espírito, mas o dom de milagres não é mencionado, embora Romanos mencione o dom da profecia. A palavra grega traduzida como "profecia" significa "proclamar" e não necessariamente inclui a previsão do futuro.

3) O dom de línguas foi um sinal para a descrente Israel de que a salvação de Deus estava agora disponível para outras nações. Veja 1 Coríntios 14:21-22 e Isaías 28:11-12.

4) O dom de línguas era um dom inferior ao da profecia (pregação). Pregar a Palavra de Deus edifica os crentes, ao passo que o dom das línguas não o faz. Os crentes são instruídos a buscar profetizar e não o falar em línguas (1 Coríntios 14:1-3).

5) A história indica que o dom de línguas cessou, pois os pais pós-apostólicos não o mencionaram de forma alguma. Outros escritores, tais como Justino Mártir, Orígenes, Crisóstomo e Agostinho, consideravam o sinal de línguas como algo que aconteceu apenas nos primeiros dias da Igreja.

6) A observação atual confirma que o milagre de línguas cessou. Se esse dom ainda estivesse disponível hoje, não haveria necessidade de missionários frequentarem uma escola de línguas. Os missionários seriam capazes de viajar para qualquer país e falar qualquer língua fluentemente, assim como os apóstolos foram capazes de fazer em Atos 2. Quanto ao dom miraculoso de cura, vemos nas Escrituras que a cura era associada com o ministério de Jesus e dos apóstolos (Lucas 9:1-2). E vemos que à medida em que a era dos apóstolos chegou a um fim, a cura, como línguas, tornou-se menos frequente. O apóstolo Paulo, o qual ressuscitou Êutico dos mortos (Atos 20:9-12), não curou Epafrodito (Filipenses 2:25-27), Trófimo (2 Timóteo 4:20), Timóteo (1 Timóteo 5:23) ou a si mesmo (2 Coríntios 12:7-9). As razões por que Paulo "falhou em curar" são: 1) o dom nunca teve a intenção de curar cada cristão, mas de autenticar o apostolado; e 2) a autoridade dos apóstolos tinha sido suficientemente provada, fazendo com que milagres adicionais fossem desnecessários.

Os motivos mencionados acima são provas do cessacionismo. De acordo com 1 Coríntios 13:13-14:1, faríamos bem em "buscar o amor", o maior dom de todos. Se buscarmos algum dom, devemos desejar pregar a Palavra de Deus para que todos sejam edificados.

Flaviano Filho disse...

A PAZ DO SENHOR.

Você poderia,por favor,refutar essas afirmações cessacionista abaixo?


O Apóstolo Paulo previu que o dom de línguas cessaria (1 Coríntios 13:8). Aqui estão seis provas de que já cessou:


1) Os apóstolos, por quem veio o dom de línguas, foram os únicos na história da igreja. Uma vez que o seu ministério foi finalizado, a necessidade de autenticar os sinais deixou de existir.

2) Os dons (ou sinais) de milagres só são mencionados nas primeiras epístolas, tal como 1 Coríntios. Os livros posteriores, como Efésios e Romanos, contêm passagens detalhadas sobre os dons do Espírito, mas o dom de milagres não é mencionado, embora Romanos mencione o dom da profecia. A palavra grega traduzida como "profecia" significa "proclamar" e não necessariamente inclui a previsão do futuro.

3) O dom de línguas foi um sinal para a descrente Israel de que a salvação de Deus estava agora disponível para outras nações. Veja 1 Coríntios 14:21-22 e Isaías 28:11-12.

4) O dom de línguas era um dom inferior ao da profecia (pregação). Pregar a Palavra de Deus edifica os crentes, ao passo que o dom das línguas não o faz. Os crentes são instruídos a buscar profetizar e não o falar em línguas (1 Coríntios 14:1-3).

5) A história indica que o dom de línguas cessou, pois os pais pós-apostólicos não o mencionaram de forma alguma. Outros escritores, tais como Justino Mártir, Orígenes, Crisóstomo e Agostinho, consideravam o sinal de línguas como algo que aconteceu apenas nos primeiros dias da Igreja.

6) A observação atual confirma que o milagre de línguas cessou. Se esse dom ainda estivesse disponível hoje, não haveria necessidade de missionários frequentarem uma escola de línguas. Os missionários seriam capazes de viajar para qualquer país e falar qualquer língua fluentemente, assim como os apóstolos foram capazes de fazer em Atos 2. Quanto ao dom miraculoso de cura, vemos nas Escrituras que a cura era associada com o ministério de Jesus e dos apóstolos (Lucas 9:1-2). E vemos que à medida em que a era dos apóstolos chegou a um fim, a cura, como línguas, tornou-se menos frequente. O apóstolo Paulo, o qual ressuscitou Êutico dos mortos (Atos 20:9-12), não curou Epafrodito (Filipenses 2:25-27), Trófimo (2 Timóteo 4:20), Timóteo (1 Timóteo 5:23) ou a si mesmo (2 Coríntios 12:7-9). As razões por que Paulo "falhou em curar" são: 1) o dom nunca teve a intenção de curar cada cristão, mas de autenticar o apostolado; e 2) a autoridade dos apóstolos tinha sido suficientemente provada, fazendo com que milagres adicionais fossem desnecessários.

Os motivos mencionados acima são provas do cessacionismo. De acordo com 1 Coríntios 13:13-14:1, faríamos bem em "buscar o amor", o maior dom de todos. Se buscarmos algum dom, devemos desejar pregar a Palavra de Deus para que todos sejam edificados.


Essas afirmações não foram elaboradas por mim.


Flaviano Filho