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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Leituras para 2014

Caros amigos e leitores do Blog Teologia Pentecostal, a paz!

O ano está acabando e quero agradecer a parceira de vocês como leitores deste blog e do perfil no Facebook. Sem leitores um blog não subsiste e devo isso a todos. Felizmente, conheci pessoalmente mais alguns leitores no decorrer do ano, seja em um evento ou mesmo em um encontro marcado. Desejo a vocês um abençoado 2014.

Assim como no ano passado faço uma lista para recomendar livros que comprei (e gostei) neste ano como leituras para o ano que chega.

Observação 01: Isso é óbvio, mas não custa repetir: quando recomendo um livro tal fato não indica que eu concorde inteiramente com a obra ou o autor. Logo porque isso é impossível. Mas certamente concordo o bastante para recomendá-lo.

Observação 02: A linha teológica do autor não é necessariamente a minha linha teológica e, entre as recomendações, há diversas linhas diferentes e até “rivais”.

Recomendações teológicas:

Bíblia de Estudo Arquelógica (Editora Vida). Nessa Bíblia há inúmeros artigos não só arqueológicos e geográficos, mas também de crítica textual, exegese e notas sobre usos e costumes da antiguidade. É um trabalho feito pelos ótimos professores do famoso seminário Gordon-Conwell Theological Seminary.

Bíblia de Estudo Defesa da Fé (CPAD). Imagine em um único livro encontrar artigos de William Lane Craig, Eugene H. Merrill, Lee Strobel, Ravi Zacharias, Paul Copan etc. É uma Bíblia com estudos dos principais expoentes da apologética tradicional e evangelical. Certamente não traz grandes novidades em temática, mas é um material muito rico.

Bíblia com Anotações A. W. Tozer (CPAD). Grande teólogo da espiritualidade, quando o termo não estava na moda, o pastor A. W. Tozer (1897- 1963) ganhou uma homenagem em forma de Bíblia com anotações. É um lançamento recente da CPAD. Entre as frases marcantes de Tozer destaco essa: “A igreja deixará o seu tédio quando descobrir que a salvação não é apenas uma lâmpada, que não é apenas uma apólice de seguro contra o inferno, mas que é uma porta de entrada para Deus e que Deus é tudo o que podemos ter e desejar".

Introdução ao Espírito da Liturgia (Edições Loyola). Esse livro de Joseph Ratzinger é fantástico. É uma Teologia da Adoração. Ratzinger tem a graça de escrever sobre assuntos exaustivos sem cair na mesmice. O ponto central é: o culto ao Criador não pode ser dissociado do culto ao Redentor.

Creio (Edições Vida Nova). Até hoje participei de um único culto evangélico onde o Credo era recitado. O evangélico confunde esse costume (que é ótimo por sinal) como propriedade exclusiva do catolicismo romano. Bom, nesse contexto de desconhecimento do Credo o estudo do erudito Alister McGrath é bem vindo. Assim como fez Karl Barth, o teólogo irlandês explica cada ponto do Credo Apostólico. “Alguns componentes do Credo talvez pareçam um pouco estranhos ou desconhecidos para os novatos na fé. Não se assuste, isso é apenas para lembrá-lo de que há mais no cristianismo do que você imagina nesse estágio”, escreve McGrath na página 17.

A Vida de C. S. Lewis: Do Ateísmo às Terras de Nárnia (Editora Mundo Cristão). Essa biografia foi escrita pelo Alister McGrath. E traz algumas novidades, inclusive sobre o enfado que Lewis sentia no final de sua vida com o papel de apologista. Ele, em si, não via como grande coisa o trabalho desenvolvido no pós-guerra. Além disso, McGrath rebate aqueles que leram apressadamente o livro Anatomia de uma Dor para concluir que Lewis havia saído da fé cristã para um agnosticismo light. Realmente, só quem leu aquele livro mal (ou esqueceu o último capítulo) para concluir tamanha bobagem.

O Deus Amordaçado (Edições Vida Nova). Certamente o melhor lançamento do ano na temática apologética. O erudito evangélico D. A. Carson escreve esse livraço sobre diversas questões contemporâneas, especialmente sobre a discussão do secularismo, Estado laico, pluralismo, tolerância, Estado versus Igreja, etc. Como bom pensador que é, o Carson não cai nem para a teonomia (os teocráticos do século 21) nem para o abraço de escorpião dos cristãos secularistas.

A Intolerância da Tolerância (Editora Cultura Cristã). Os leitores sabem que já recomendei esse livro diversas vezes, mas neste ano finalmente a obra saiu em português. Na verdade, pode-se dizer, que esse livro do D. A. Carson é uma versão resumida do O Deus Amordaçado.

A Manifestação do Espírito (Edições Vida Nova). É uma obra continuísta escrita por ninguém menos que D. A. Carson. É um comentário exegético-devocional de 1 Coríntios 12 a 14. E ninguém que estude a sério esse texto, sem preconceitos denominacionais, vai abraçar o cessacionismo ou movimentos ultracarismáticos (exemplo: reteté, bênção de Toronto e outras tragédias).

Vincent: Estudo no Vocabulário Grego do Novo Testamento. Volume 2 (CPAD). Indispensável para qualquer pregador ou professor de Bíblia. Ótima ferramenta para auxílio exegético. Marvin R. Vincent (1834-1922) escreveu inúmeras obras de exegese que, graças a Deus, começam a aparecer por aqui pela editora assembleiana.

Comentário Lucas. À Luz do Novo Testamento Grego (CPAD). O clássico de A. T. Robertson, um dos maiores especialistas em língua grega no começo do século passado. A obra, apesar de antiga, foi atualizada conforme os novos estudos de língua grega.

O Teste da Fé (Ultimato). Nesse livro editado pela cientista de confissão cristã (e carismática) Ruth Bancewicz há artigos de cientistas e teólogos como Francis Collins e Alister McGrath. A questão é: a ciência e a religião não são incompatíveis.

A Ressurreição do Filho de Deus (Academia Cristã e Editora Paulus). A obra do teólogo anglicano N. T. Wright é um livro novo que já ganhou o adjetivo de “clássico”. É certamente a obra teológica conservadora e erudita mais importante lançada em 2013.

História do Movimento Missionário (Editora Hagnos). Justo González é um historiador de mão cheia. E essa é mais uma obra para aprender novidades sobre a história das missões cristãs.

Investigação Sobre a Mente Humana Segundo os Princípios do Senso Comum (Edições Vida Nova). O clássico do iluminismo escocês de Thomas Reid é uma leitura difícil, mas é um alento chegar por uma editora evangélica obra desse aspecto em um país cuja academia é dominada pelo iluminismo francês.

Contra o Calvinismo (Editora Reflexão). O título traz a polêmica em si, mas o tom do livro é moderado. A prova da moderação está no prefácio de Michael Horton, um dos principais nomes calvinistas dos Estados Unidos. Roger Olson critica o chamado “novo calvinismo” e a forte ênfase desse grupo na TULIP. É uma peça de defesa do armianismo clássico.

Teologia Arminiana (Editora Reflexão). Roger Olson trabalha com as caricaturas que muitos calvinistas fazem do arminianismo e as rebate. Obra importante para calvinistas e arminianos mal informados.

Cartas de um Outro Diabo a Seu Aprendiz (Editora Ecclesiae). O estilo inventado por C. S. Lewis é repetido pelo teólogo Peter Kreeft. E, no final das contas, saiu uma excelente obra apologética.

Continuidade e Descontinuidade (Editora Hagnos). Um livraço para ajudar a entender melhor o Antigo Testamento e sua relação com o Novo Testamento. É editado por John S. Feinberg.

Brecha em nossa Santidade (Editora Fiel). O novo livro de Kevin DeYoung é bom pelo talento do autor. DeYoung sabe expor verdades bíblicas segundo as perguntas contemporâneos. Ele sabe que está falando de santidade para uma platéia do século XXI, para o bem e para o mal.

O Antigo Testamento (Editora Hagnos). Organizado por Josef Schreiner essa obra é rica na interpretação das mensagens centrais dos livros veterotestamentários. O ponto fraco, para um conservador como eu, é a dependência da Alta Crítica. Mas é uma obra necessária.

Léxico Grego-Português do Novo Testamento (SBB). Certamente um dos melhores léxicos do mercado.

Guia Cristão de Leitura da Bíblia (CPAD). É básico, mas é bom. Boa introdução para Pequenos Grupos, Escola Dominical e outros estudos coletivos.

Outras recomendações de conhecimento geral:

Beleza (É Realizações). Até mesmo os defensores de uma verdade absoluta costumam afirmar que a beleza é relativa. Não existe um padrão geral para o belo. Mas será? O filósofo Roger Scruton discorda. Scruton defende que a beleza é também um valor real e universal.

A Política da Prudência (É Realizações). Um clássico de Russell Kirk expõe o melhor da tradição conservadora anglo-saxã.

Bom ano e boas leituras.

14 comentários:

VOLTEMOS ÀS RAÍZES disse...

Parabéns pelo blog. Que a potente mão do Senhor esteja contigo !!!

marcelo disse...

Já leio seu blog tem muito tempo, gostaria de te desejar feliz ano novo e que Deus abençoe seus projetos pra 2014. Essas leituras são da hora! Abç

Pastor Geremias Couto disse...

Você vai me obrigar a gastar um pouco mais dos meus poucos recursos em 2014! Já estão na minha lista!

Abraços!

George Gonsalves disse...

Graça e saber em 2014!

Matheus Oliveira disse...

Aproveitando o artigo: quais livros você indicaria sobre a contemporaneidade dos dons?

Valderi Felizado da Silva disse...

Caro Gutierrez Siqueira, não entendi essa parte direito: "E traz algumas novidades, inclusive sobre o enfado que Lewis sentia no final de sua vida com o papel de apologista. Ele, em si, não via como grande coisa o trabalho desenvolvido no pós-guerra." O quer dizer?

Gutierres Siqueira disse...

Matheus,

Eu indico "Cessaram os Dons Espirituais?" (Editora Vida) editado pelo Wayne Grudem. É certamente o melhor livro que debate as diversas perspectivas sobre o assunto com tradução em português. Só está difícil de achá-lo nas lojas.

Gutierres Siqueira disse...

Valderi,

C. S. Lewis passou a ter uma postura crítica sobre o trabalho como apologista no final de sua vida. Ele não via essa trabalho com frutos satisfatórios. É como se ele tivesse se lamentando por "debater muito", mas sem resultado prático...

Gutierres Siqueira disse...

A todos renovo meus votos de feliz ano novo.

Gilmar Valverde disse...

Gutierres,

Não entendi o comentário sobre a Bíblia de Estudo Defesa da Fé quando você diz que a obra "não traz grandes novidades em temática". Como assim? Parece-me que no que ela se propõe, ela é única no cenário evangélico, uma vez que a Bíblia Apologética de Estudo tem uma temática um pouco diferente.

Ainda estou lendo algumas sugestões de leitura do ano passado (risos). A correria está grande. Mas assim que ler algumas delas, farei o mesmo com as desta postagem, em especial os livros de D. A. Carson.

Parabéns pelo blog e Feliz Ano Novo!

Gilmar

Gutierres Siqueira disse...

Gilmar, a paz!

É que essa Bíblia segue muito aquela linha apologética da década de 1990. Alguns assuntos como "criacionismo" ganham muito espaço, enquanto outros como pluralismo e relativismo não ganham a dimensão de importância que vemos nos últimos anos. É um ótimo trabalho, mas um pouco descontextualizado.

Valderi Felizado da Silva disse...

Gutierres, em relação à pergunta de Matheus, o livro A Manifesta do Espírito de DA Carson não seria um ótimo livro?

Gutierres Siqueira disse...

Valderi,

Não. O livro do Carson é mais exegético, portanto, é bom por outro motivo. Para esse debate é melhor o livro do Grudem.

Clébio Lima de Freitas disse...

Parabéns,

Graça e Conhecimento do Senhor Jesus Cristo para nós em 2014!