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domingo, 11 de maio de 2014

As Assembleias de Deus reconhecem apóstolos e profetas nos dias atuais?

A resposta é NÃO!

As Assembleias de Deus reconhecem ministros como certificados, licenciados ou ordenados. Os trabalhos das convenções estaduais e da Convenção Geral são supervisionados por presbíteros e pastores-presidentes. As igrejas locais nomeiam diáconos. As Assembleias de Deus acreditam que esta prática é coerente com o modelo apostólico previsto nas cartas pastorais de 1 e 2 Timóteo e Tito. As cartas pastorais não preveem a nomeação de apóstolos ou profetas, nem o Livro de Atos indica o fornecimento para tal às igrejas estabelecidas nas viagens missionárias. Os apóstolos não nomearam apóstolos ou profetas, mas sim os anciãos- ou presbíteros-pastores (Atos 14.23). Na conclusão das viagens missionárias, Paulo se reuniu com os anciãos da igreja de Éfeso (Atos 20:17-38 ). Claramente, aos anciãos também são dadas as funções de bispos ("supervisores") e pastores (“presbíteros”) (Atos 20.28; 1 Pedro 5.2).

Assim, dentro das Assembleias de Deus, as pessoas não são reconhecidas pelo título de "apóstolo" ou "profeta". No entanto, muitos dentro da igreja exercem o ministério de apóstolos e profetas. O ministério apostólico geralmente ocorre no contexto de desbravar novos caminhos em áreas não evangelizadas ou entre as pessoas não alcançadas. O plantio de mais de 225 mil igrejas em todo o mundo desde 1914 não poderia ter sido realizado nas Assembleias de Deus a menos que a função apostólica estivesse presente. Na Igreja Primitiva, os falsos apóstolos não eram pioneiros nos ministérios, mas se aproveitavam dos ministérios estabelecidos por outros. O ministério profético ocorre quando os crentes falam sob a unção do Espírito para fortalecer, encorajar ou confortar a Igreja (1 Coríntios 14.3). Todas as profecias devem ser cuidadosamente ponderadas (1 Coríntios 14.29). A profecia preditiva pode ser verdade, mas o profeta cuja doutrina se afasta da verdade bíblica é falsa. A profecia preditiva que se comprova falsa leva à conclusão de que a pessoa é um falso profeta (Deuteronômio 18.19-22).

Finalmente, deve-se notar que os títulos não são tão importantes quanto o próprio ministério. Muitas vezes um título é usado em uma atitude de orgulho carnal. O título não faz a pessoa ou o ministério. A pessoa com o ministério faz o título significativo. Jesus advertiu seus discípulos contra explicitamente o engajamento na busca de títulos (Mateus 23.8-12). Ele nos diz:"Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" [Mateus 20.25-28].


[Trecho adaptado do documento “APOSTLES AND PROPHETS” produzido pelo Concílio Geral das Assembleias de Deus dos EUA em 6 de agosto de 2001].

12 comentários:

Anônimo disse...

Bom dia a todos! A paz do Senhor!
É ..., as coisas andam meio confusas mesmo. Essa confusão toda por causa de títulos, o fulano que quer ser maior que o ciclano, está corroendo muitas congregações. Onde está o modelo congregacional, onde há só o ministro daquela congregação (presbítero) e um supervisor (bispo) que cuide das congregações e dos ministros, sem ser um semi-deus? Se acabar com os títulos fosse o problema, já não seria fácil. Mais creio que o problema é de pura vaidade, aí o negócio é bem mais complicado ....
Marco Aurélio

Luiz Henrique de Almeida Silva disse...

A Assembleia de Deus hoje vive o sistema de governo monárquico e muitas vezes ditatorial. São pastores que estão acima de tudo e de todos, enriquecendo cada dia mais e só aceitam sair ou serem mudados de suas igrejas caso seu filhos os substitua. Os ministérios existem e são dados por CRISTO à igreja. Só um assumiu o controle financeiro da igreja e portanto o controle ministerial também. Procuraram massacrar os outros ministérios e acabaram por fazerem que eles desaparecessem do meio da igreja, embora JESUS continue a dá-los à igreja. Fala-se de falsos profetas, de falsas profecias,mas não se fala muito dos pastores que se apascentam a si mesmos, dos pastores mercenários, etc...

Luiz Henrique de Almeida Silva disse...

A Assembleia de Deus hoje vive o sistema de governo monárquico e muitas vezes ditatorial. São pastores que estão acima de tudo e de todos, enriquecendo cada dia mais e só aceitam sair ou serem mudados de suas igrejas caso seu filhos os substitua. Os ministérios existem e são dados por CRISTO à igreja. Só um assumiu o controle financeiro da igreja e portanto o controle ministerial também. Procuraram massacrar os outros ministérios e acabaram por fazerem que eles desaparecessem do meio da igreja, embora JESUS continue a dá-los à igreja. Fala-se de falsos profetas, de falsas profecias,mas não se fala muito dos pastores que se apascentam a si mesmos, dos pastores mercenários, etc...

Valderi Felizado da Silva disse...

Caro Gutierrez, a Assembleia de Deus do Belém é espicopal ou congregacional? E em relação à questão o que você diz acerca do título missionário?

Gildo Gomes disse...

Amigo Gutierres, escrevi recentemente no blog do ETRA - Escola teológica Reformada de Aratuba um artigo sobre os Dons Ministeriais de Cristo. Para mim seria uma honra caso você desse uma lidinha http://www.escolateologicaetra.blogspot.com.br/p/blog-page.html

João Lemos dos Santos disse...

O problema não é somente o título de apóstolo, que em si já é problemático. É a atitude de "apóstolo" que muitos pastores assumem, se achando autoridades supremas, estabelecedores de doutrinas, "pioneiros" que jogam fora milênios de tradição e precedente, tudo pra satisfazer seus próprios autoritarismos.

O problema não é só os pastores que se chamam de apóstolo: o problema também são os pastores que se chamam de pastores porque não podem abertamente ostentar o título que realmente cobiçam: rei.

Gutierres Siqueira disse...

Caro Valderi,

A Assembleia de Deus nos EUA é claramente congregacional. Já no Brasil é uma mistura. Nacionalmente é congregacional, já que a CGADB é uma convenção de pastores e não de igrejas. Além disso, a CGADB pouco pode determinar os rumos da denominação em cada canto deste país. Nas nas esferas estaduais e regionais, a Assembleia de Deus lembra um modelo episcopal piorado, ou seja, aristocrático, centralizador e, também, coronelista.

Gutierres Siqueira disse...

Caro Gildo,

Gostei do seu artigo, especialmente a clara divisão e a didática para explicar as diferenças entre dons e o ofício.

Paulo Cesar disse...

Paz do Senhor.
Relembro a pergunta do Irmão Valderi: e o título de missionário? As AD's em geral criticam a consagração de apóstolos, mas consagram missionários. Tenho a sensação de serem títulos diferentes para funções semelhantes, uma vez que a diferença seria se há um pioneirismo.
Aproveitando, também acho estranho a consagração de Evangelistas. O termo aparece em Ef 4.11 e já vi sendo usado como base para o título usado nas AD's Brasil a fora. No entanto, tenho a dúvida: qual a interpretação para haver consagração de evangelistas com base em Ef 4.11 e não tem de Apóstolo? Profeta? Etc.
Pergunto humildemente, e ansioso em aprender com a opinião dos amados irmãos.

Paulo Ferreira disse...

Paz do Senhor.
Relembro a pergunta do Irmão Valderi: e o título de missionário? As AD's em geral criticam a consagração de apóstolos, mas consagram missionários. Tenho a sensação de serem títulos diferentes para funções semelhantes, uma vez que a diferença seria se há um pioneirismo.
Aproveitando, também acho estranho a consagração de Evangelistas. O termo aparece em Ef 4.11 e já vi sendo usado como base para o título usado nas AD's Brasil a fora. No entanto, tenho a dúvida: qual a interpretação para haver consagração de evangelistas com base em Ef 4.11 e não tem de Apóstolo? Profeta? Etc.
Pergunto humildemente, e ansioso em aprender com a opinião dos amados irmãos.

adao disse...

Os dons de ministério na assembleia local de MS, são vistos erroneamente como uma hierarquia. O único apóstolo que vejo atualmente, embora faça vários erros teológicos, ao meu ver, é o Valdemiro Santiago. Olhe por exemplo os dons que atuam constantemente nas suas reuniões e a facilidade para levar a pessoa a Cristo.

Anônimo disse...

Assembleia de Deus não tem mais cura, se entregou ao dinheiro e os falsos profetas,,,