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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Boas notícias de Belém!


Por Gutierres Fernandes Siqueira

Na semana retrasada eu participei da 4° Conferência Graphe em Belém (PA) como palestrante. O evento é promovido por um grupo de jovens de uma congregação da Assembleia de Deus. Eu gostei da experiência por diversos motivos:

  1. É raro ver aqui em São Paulo uma congregação assembleiana onde a maioria da membresia é jovem. Aliás, eu nunca vi isso aqui em sampa. E vi em Belém. Há alguma atração de entretenimento? Não. É a Harpa Cristã, hinos conhecidos e um bom espaço para a pregação. É claro que essa congregação não reflete todas as Assembleias de Deus da cidade, mas só o fato de existir uma já me deixou feliz.
  2. É importante notar que a Assembleia de Deus, mesmo sendo uma igreja enorme e rica, quase não promove seminários teológicos. E ali em Belém um grupo pequeno de jovens resolveu quebrar esse gelo com recursos próprios para discutir a própria relevância do pentecostalismo como teologia e prática. Há muitos eventos nas Assembleias, mas pouca discussão teológica no seio das igrejas.
  3. Outro fato positivo é ver um evento teológico, ainda que pequeno no número de participantes, promovido inteiramente pela disposição de um grupo jovem. Isso mostra que é necessário mais força de vontade do que recursos para fazer alguma coisa relevante.
  4. Outro ponto positivo em Belém é ver que a maior parte dos assembleianos já não cultivam o atraso doutrinário dos “usos e costumes” institucionalizado. Embora seja visível uma forte influencia neopentecostal, especialmente na mídia assembleiana local, a superação desse debate sobre costumes é um avanço considerável.  
  5. Na cidade, que é onde nasceu a Assembleia de Deus brasileira, há um pequeno museu sobre o trabalho pioneiro dos missionários suecos e paraenses. Vale muito a pena visitar.  E próximo do museu há uma congregação que reproduz fielmente a fachada do primeiro templo assembleiano.
  6. E, também, não deixa de ser uma experiência rica conhecer o local das docas onde os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren desembarcaram do navio Clement. A Estação das Docas, local de turismo na cidade, reproduz alguns objetos do começo do século XX. Portanto, é uma experiência que respira história.

E, por fim, a recepção dos belenenses deixou a viagem ainda melhor.

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