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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A proposta de uma teologia latino-americana é retrógrada

Foto recente onde a primeira-dama chinesa usa um iPhone ao lado do esposo e do presidente do México:
 uma imagem da globalização
Por Gutierres Fernandes Siqueira

O título deste texto é forte, mas cabível.  O retrógrado é aquele que anda para trás e a proposta de uma teologia latino-americana é essencialmente atrasada. Vejamos os motivos:

  1. A formação de uma teologia latina se propõe a facilitar a comunicação da fé cristã para e no contexto social desse subcontinente chamado América Latina. Ok! Mas como a teologia pode abraçar com afinco um conceito de comunidade das “nações latinas” sendo este tão limitado e recente? Ora, o conceito de América Latina remonta ao final do século XIX e começou apenas como a expressão das nações de línguas espanhola. O Brasil, por exemplo, só entrou nesse bojo em meados da década de 1960. O que de fato significa ser latino-americano? Quais são as semelhanças marcantes entre os brasileiros e os equatorianos? Ou mesmo entre argentinos e uruguaios?  Se essa pergunta simples é difícil de responder logo é presumível que fica complicado construir uma teologia da latinidade.
  2. O que há em comum entre os adolescentes e os jovens das cidades de Santiago, Cidade do México, Bogotá e São Paulo? A cantora Kety Perry, os filmes da Marvel, a Netflix, o seriado The Big Bang Theory, a escritora Veronica Roth e o Instagram.  Isso mesmo: o jovem chileno, mexicano, colombiano e brasileiro está mais próximo culturalmente de um jovem norte-americano ou inglês ou espanhol do que da própria geração dos seus pais e avós. Portanto, falar em latinidade é um atraso- coisa de gente desatualizada- porque os jovens nesses países “latinos” estão integrados pelas cadeias da globalização. E a tendência é a amplicação da globalização, pois mesmo uma cultura forte e fechada como a chinesa não resiste aos encantos do mundo globalizado.
  3. A universalidade da globalização- e não o regionalismo nacionalista do conceito de latinidade- beneficia a propagação do Evangelho. Muitos teólogos presos ideologicamente veem na globalização a encarnação do próprio demônio. Ora, ora, mero preconceito de quem só lê livros de viés nacionalista e estatizante. A globalização urbana é a melhor notícia para a facilitação de propagação do Evangelho. Na globalização há uma aproximação das culturas onde, como dito acima, não importa o país do nascituro, pois todos terão acesso à cultura global. A comunidade das nações cantando com a mesma essência é o ápice do próprio Evangelho: “Depois disso olhei, e diante de mim estava uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé, diante do trono e do Cordeiro, com vestes brancas e segurando palmas. E clamavam em alta voz: ‘A salvação pertence ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro’". [Apocalipse 7.9-10]

Um comentário:

Alvaro disse...

pergunto o porque de uma teologia latino-americana.