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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Assembleiano e calvinista convicto: uma entrevista com Geremias do Couto

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Ontem publicamos uma entrevista com o teólogo Silas Daniel, como um arminiano convicto, sobre a ascensão do Calvinismo nas Assembleias de Deus e outros assuntos correlatos [leia aqui] e hoje leremos outro ponto de vista sobre a mesma questão. 

O objetivo dessas entrevistas é fomentar um debate sério, com nível elevado e sem o calor irracional característico em muitas redes pela internet. É certamente um momento novo nas Assembleias de Deus, um tempo de discussão entre posições antagônicas, mas sempre com uma postura de cortesia. O Blog Teologia Pentecostal espera que o mesmo tom de civilidade dos entrevistados se mantenha entre os leitores dessas matérias, independente da posição assumida. O meu desejo, como membro desta denominação, é que os debates dentro dela não sejam sobre mesquinhez e disputas de poder, mas sim sobre assuntos importantes da teologia, tradição e ética. Há inúmeros debates que necessitam entrar em nossa pauta, inclusive a “mecânica da soteriologia”. Não é uma conversa trivial, desnecessária, como muitos numa pseudoespiritualidade tentam passar, mas é essencial para o amadurecimento teológico da denominação. 

Hoje o teólogo Geremias do Couto nos concede uma entrevista sobre o impacto do crescente calvinismo nas Assembleias de Deus e entre pentecostais de maneira geral, normalmente identificados com o Arminianismo. Ele conta a própria experiência como um pentecostal, pastor assembleiano e calvinista convicto. Como será essa relação?

Geremias do Couto em palestra.
 Um dos poucos pastores assembleianos de expressão nacional assumidamente calvinista.
Geremias do Couto é pastor na Assembleia de Deus em Teresópolis (RJ), mestre em teologia pelo conceituado Gordon–Conwell Theological Seminary (GCTS) onde foi aluno do conhecido exegeta assembleiano Gordon Donald Fee, autor do livro “A Transparência da Vida Cristã” e coautor do obra “Teologia Sistemática Pentecostal”, ambos publicados pela CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus). Foi um dos editores da famosa Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP) do norte-americano Donald Stamps. Couto também presidiu o Projeto Minha Esperança Brasil da Associação Evangelística Billy Graham.

Blog Teologia Pentecostal: Como pastor das Assembleias de Deus, conhecido escritor entre os assembleianos e de uma família de tradição pentecostal, como foi aderir ao Calvinismo? Qual a causa e a circunstância dessa guinada teológica?

Geremias do Couto: Creio que a expressão “aderir” é muito simplificadora, sobretudo para quem constrói a sua história de vida à luz da coerência. Isso foi mais resultado de um processo iniciado ainda na minha adolescência do que uma mudança propriamente dita. Sempre fui questionador e ledor voraz desde quando ainda era criança. Fui da época em que se marcavam os versículos a lápis de cor durante a leitura. Mantenho ainda o mesmo hábito.

Embora se diga que a AD seja tradicionalmente arminiana, pelos muitos de seus escritos em nossos órgãos oficiais, na prática, na rotina dos nossos púlpitos, regra geral, a verdade é que sobrepujava uma tendência para o semipelagianismo, sem que os pastores soubessem até o que isso significa. É só nos lembrarmos dos antigos “cultos de doutrina”, onde o que menos tínhamos era doutrina, mas a insistência na pregação dos usos e costumes, de forma opressora, com o risco de “perder” a salvação, se incorrêssemos na quebra de uma daquelas regras, mesmo que fosse jogar bola de gude ou soltar pipa. Cresci nesse ambiente em que durante o dia me via “perdendo” a salvação várias vezes, com drama de consciência, pois não conseguia cumprir à risca o que era necessário para manter-me salvo. A noite, tentando dormir, sofria com medo de ir para o inferno, se morresse, por causa das falhas cometidas.

A primeira vez em que se ensinou sobre a diferença entre doutrina e costumes em nossa igreja foi através do pastor Antonio Gilberto. Eu tinha por volta de 13 anos. Nos dias seguintes foi só confusão. O ministério foi até reunido, de forma protocolar, para discutir a questão. Para mim, no entanto, tratou-se de um divisor de águas até porque, em conversa particular com o conhecido mestre, enquanto almoçava com ele no restaurante, pude lhe expor um problema que então me atormentava: a masturbação. Ali, com a sua sabedoria, começou a descortinar-se para mim, como numa penumbra, o sentido da verdadeira salvação. Mas se contasse o problema para um dos presbíteros da igreja, seria sumariamente excluído da igreja. Pelo menos era o que eu pensava pela forma como éramos ensinados a viver a vida cristã. Ora, isso nunca foi arminianismo, mas com bastante complacência identifico como semipelagianismo: a salvação obtida pelo esforço humano.

Com o tempo passei a ter contato com as doutrinas da graça, a ler os mesmos livros citados pelo pastor Silas Daniel em sua entrevista, além de alguns outros, a fazer perguntas e mais perguntas, em diálogos imaginários com os autores das respectivas obras, com lógica e método na exposição do raciocínio, sem nunca abandonar a Bíblia, até que abraçar a fé reformada tornou-se algo natural, sem que houvesse necessidade da qualquer ruptura “explosiva”.

TP: Na sua opinião, quais são os motivos que levam inúmeros jovens assembleianos a abraçarem o Calvinismo e a cosmovisão presbiteriana aqui no Brasil?

GC: Algumas razões já apresentei de forma implícita na resposta anterior, como a predominância do semipelagianismo em nossos púlpitos. Esse era o “arminianismo”que nos ensinavam. Mas convém sinalizar que a liderança assembleiana, com as honrosas exceções de praxe, sempre teve uma atitude refratária à educação teológica formal. Temos de ser realistas e encarar o fato sem maquiagem. Não éramos estimulados ao estudo acadêmico. João Kolenda Lemos e Ruth Dorris Lemos pagaram elevado preço para implantar o IBAD – Instituto Bíblico das Assembleias de Deus, a primeira instituição do gênero nas Assembleias de Deus, localizado em Pindamonhangaba, SP. É só folhear as páginas do Mensageiro da Paz do período, que serão encontrados artigos contrários e favoráveis ao ensino formal. Aliás, essa era uma qualidade que precisa ser exaltada. O Órgão Oficial assembleiano abrigava esse debate. Hoje, infelizmente, isso não mais acontece.

Outra questão a ser considerada é que a literatura pentecostal assembleiana, no Brasil, também era parca. Tínhamos poucos livros, a maioria de natureza devocional, mas praticamente nenhum de caráter acadêmico. Na verdade, uma de nossas maiores igrejas não adotava sequer a revista da Escola Dominical. A primeira obra sistemática de que me lembro, traduzida do inglês, foi “As Grandes Doutrinas da Bíblia”, de Myer Pearlman, que se tornou o livro de cabeceira dos pastores assembleianos. Já aqueles que conheciam o idioma de Shakespeare eram privilegiados e se tornavam a nossa fonte de conhecimento, visto que não tínhamos acesso a essas fontes primárias. Mas como os tempos mudam, houve também mudanças positivas, com a chegada dos seminários, faculdades teológicas, a publicação abundante de livros, as redes virtuais etc. Até mesmo a CPAD tornou-se a maior editora da América Latina, publicando também diversas obras de autores reformados, sem que eu tivesse qualquer influência nisso durante a minha gestão como Diretor de Publicações. Elas começaram a ser publicadas em fase posterior.

No vácuo que acabei de mencionar, de um lado, e a explosão das fronteiras da educação teológica formal, de outro, além da inexistência de obras em português tratando do arminianismo de forma consistente, nossos jovens começaram a ter contato com a literatura e a teologia reformadas, até mesmo através de professores de origem reformada em cátedras de nossos seminários e faculdades, criando assim todas as condições para o surgimento desse interesse. Não acredito que tenha sido algo orquestrado e desconheço que haja pessoas fazendo proselitismo, querendo “calvinizar” as Assembleias de Deus. Isso é forçar a barra. Mas aonde chego, encontro jovens e pessoas já maduras na idade, com boa formação, que acreditam na doutrina reformada, sem qualquer vestígio de proselitismo, e não criam nenhum problema nas igrejas onde professam a fé. Não acho que isso tenha sido um mal. Ao contrário, isso trouxe o nosso meio de forma mais efetiva o “espírito bereano” de cotejar a Escritura em busca de seu respaldo (ou não) para o que está sendo ensinado. Vejo também de modo muito positivo a aproximação entre a fé reformada e a fé pentecostal, partilhando a mesma trincheira em defesa das verdades do Evangelho.

TP: É visível uma reação arminiana entre os pentecostais. Ainda pequena, é bem verdade, mas com um potencial fantástico. Todavia, seria uma reação tardia?

GC: A rigor, a reação arminiana entre os pentecostais é tímida, na defensiva, a não em discussões de grupos no Facebook, onde mais predomina a carnalidade do que um debate sério e consistente entre as duas correntes. O próprio pastor Silas Daniel, na entrevista concedida ao blog, afirmou que sua manifestação era particular, embora contasse com a aprovação da direção superior da CPAD por tratar-se de uma revista institucional destinada aos obreiros da igreja. Mas é bom que essa reação aconteça e posso analisá-la sob duas perspectivas:

  1. Se o arminianismo for ensinado tal como Armínio o formulou ou com as características wesleyanas, isso permitirá que muitos pentecostais percebam o quão diferente é do semipelagianismo que ainda predomina em muitos púlpitos assembleianos. Quem fez essa excelente observação foi o irmão Clóvis Gonçalves, a quem considero o melhor expoente da fé reformada no meio pentecostal. Ao descobrir isso, verão também que o calvinismo não é o tal “monstro” que alguns tentam criar em suas cabeças.
  2. A outra perspectiva é que se o intuito for cercear a liberdade cristã ou promover uma “caça às bruxas”, a reação já nasce com espírito carnal e de forma tardia, pois as Assembleias de Deus, atualmente, enfrentam sérios problemas institucionais, de gravíssima monta, diga-se de passagem, além de estarem extremamente fragmentadas, que lançar um debate com esse propósito acabará por dilacerar o pouco de unidade que resta. Goste-se ou não, o número de reformados, hoje, é muito grande no meio assembleiano. Isto sem qualquer proselitismo.

TP: Alguns pastores assembleianos reagem ao Calvinismo tratando-o como "vento de doutrina", "novidade perniciosa", "heresia" e  outros adjetivos não amigáveis. Como você responde aos seus colegas de ministério?

GC: Radicais há de ambos os lados. Sob o guarda-chuva do calvinismo abrigam-se diferentes tendências. O mesmo pode-se dizer do arminianismo. Até o Teísmo Aberto encontra guarida sob o sistema, como deixa explícito Roger Olson em seu livro: Teologia Arminiana – Mitos e Realidades, e teve como um de seus principais expoentes Clark Pinnock, um dos autores da obra: “Predestinação e Livre-Arbítrio”, ao lado de Norman Geisler. Mas neste ponto, prefiro ficar com a posição que o pastor Silas Daniel expressou em sua entrevista, ao afirmar que o calvinismo honra a Deus tanto quanto o arminanismo – ele enumera as razões – e que em suas leituras de obras reformadas sempre apreciou a “paixão por Deus, pela pureza, pela santidade de Deus, pelo viver para a glória de Deus” de seus autores.

Só me soa contraditório, depois dessa afirmação extremamente conciliadora, propor que os calvinistas pentecostais deixem a Assembleia de Deus e busquem outra denominação, onde a fé reformada seja o cerne da doutrina. Aí acabou por jogar fora a água da bacia com o bebê e tudo. De minha parte, sempre cri que reformados e arminianos podem dar-se as mãos como cristãos, sem contradição alguma, sem ataques e agressões mútuas, que nada engrandecem a Deus e edificam o Reino. A título de ilustração, ontem mesmo vi no Facebook um arminiano chamando a fé reformada de demoníaca, enquanto um calvinista usava o mesmo epíteto para o Arminianismo. Há necessidade disso? É cristão agir dessa forma? Se ambas honram a Deus – repito – por que se digladiar tanto ao invés de lutarmos em defesa do evangelho. Fico com um pé atrás se essa reação “particular” não estaria sendo movida por segundas intenções, uma espécie de cortina de fumaça para encobrir graves problemas que a instituição assembleiana enfrenta.

TP: Como calvinista convicto você sempre mantém uma postura conciliatória.  Sendo assim, qual ponto positivo você poderia apontar no Arminianismo?

GC: Se estamos falando de arminianismo clássico ou wesleyano, encontro os mesmos pontos positivos que o pastor Silas Daniel encontrou na fé reformada. Mas em se tratando da “mecânica da salvação, prefiro ficar com a essência do aforismo peculiar ao veterano pastor José Isaías Neto, vinculado ao Ministério do Belenzinho, em Sorocaba, SP, que do alto dos seus 80 anos, grande parte deles vivido ao lado de Cícero Canuto de Lima, assim afirma: “Não sou calvinista , nem preciso de Calvino para ir ao céu, mas em questão da salvação Calvino estava 100 % certo”.

TP: E a Assembleia de Deus é tradicionalmente arminiana, embora lhe falte a formalização de uma confessionalidade. É possível ser calvinista e assembleiano? Não seria uma distorção de identidade?

GC: Já expressei o meu ponto de vista sobre a questão logo na primeira pergunta. Embora tradicionalmente arminiana, o que sempre predominou nos púlpitos da AD, regra geral, foi o semipelagianismo. Dito isto, vamos a algumas indagações: todos os arminianos são pentecostais? São todos cessacionistas? Ora, assim como há arminianos cessacionistas e arminianos pentecostais, não vejo dificuldade alguma em que haja calvinistas pentecostais, assim como há calvinistas cessacionistas. Em relação à identidade assembleiana, cabe refletir: qual? A do reteté, com suas expressões cultuais estranhas ao genuíno pentecostalismo, como descrito em 1 Coríntios 12, 13 e 14? A do neopentecostalismo, que grassa em nosso meio a olhos vistos, com a introdução de ritos judaicos na liturgia? A do liberalismo, que já encontra eco em diversas cátedras de alguns dos nossos seminários? A do engessamento institucional e político-religioso, que tem devastado a unidade da igreja em nosso país? Ora, se o calvinismo honra a Deus, como bem expressou o pastor Silas Daniel, não vejo porque a presença de reformados na Assembleia de Deus, que não vivem por aí a fazer proselitismo, possa ferir a identidade da denominação.

125 comentários:

Erick Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fábio Stefani da Silva disse...

Há muito tempo atrás eu pude enfrentar o mesmo temor que esse pastor teve em sua infância.

Lembro-me que fazia uma oração-reza antes de dormir, na qual eu dizia: "Se hoje for o dia da tua volta, que eu possa ir contigo".

Mas, na verdade, o que ocorre nessas discussões entre calvinistas e arminianos são trocas de acusações um tanto quanto desonestas.

Falo isso porque quando um calvinista vai acusar um arminiano, ele o julga como se posse hiper-arminianista, desses que perdem a salvação durante muitas vezes ao dia, enquanto os arminianos, quando vão acusar um calvinista, o faz como se o tal fosse um hiper-calvinista, desses que acham que não precisam fazer nada pra nada, parecido com o pensamento dos primos (aqueles do véu, hehe)

A realidade é que o Continuísmo (ou a contemporaneidade dos dons) poderia ser melhor vivido se ele não tivesse sido tentado a se dar em escala quase que industrial.

A Bíblia é clara em dizer que Deus dá os dons de forma deliberada a quem quer, cada um com o seu. E ainda diz que não são todos que terão os mesmos dons.

Por isso eu acredito que o Pentecostalismo Clássico, o qual insistia que todos deveriam ter um mesmo dom em particular, deveria atribuir uma causa "plausível" para quem, "tendo recebido o dom de Deus", tivesse saído da comunhão da igreja, perdendo-se definitivamente. A tal explicação foi a doutrina da perda da salvação, o famoso quinto ponto que nem Jacó Armínio defendia...

Mas, como disse em comentário anterior, Deus permite que seus servos creiam em um ou em outro sistema para que cada um se encontre no lugar ideal de humildade e glorificação ao nome de Deus.

Mas, ainda assim, podemos rogar a Deus que livre seus filhos de todos os tipos de "hiper" que possam haver. Amém!

Jonas F. Ribeiro disse...

Parabéns ao Teologia Pentecostal pela iniciativa!

Sou assembleiano e estou estudando e me simpatizando com a fé reformada. Já me considero mais calvinista do que arminiano. A entrevista com o Silas Daniel achei um pouco exagerada, como em posições de "mandar embora" das assembleias os irmãos calvinistas.

Identifiquei-me muito com as colocações do Pr. Geremias. Já o admirava antes e não sabia que mantinha a fé reformada. Fico feliz por sua posição, já que a do Silas Daniel foi absolutista.

Abraço

William Pessoa disse...

Caro Gutierres, excelente artigo, sou pastor assembleiano e tenho inúmeros colegas, alguns pastoreiam igrejas enormes bem como, alguns são "pastores de peso", mas que mantém uma discrição, não aceitam serem rotulados de calvinistas ou arminianos, conciliam o que para muitos é inconciliável e seguem pregando a Palavra.

n3tho disse...

AD é arminiana. Infelizmente o semipelagianismo tem encontrado espaço no nosso meio faz tempo. A solução pra ele é o ensino correto do arminianismo.

Concordo com Silas Daniel, como um calvinista irá pregar sobre salvação para irmãos arminianos?

Vou ter que ouvir alguém dentro da minha igreja que pregue coisas ao contrário do que entendo?

Os irmãos assembleianos já são incultos em sua maioria, como pregar algo a eles totalmente contrário ao que ouviram a vida toda?

É preciso uma correção, através do arminianismo puro, não uma mudança radical para o calvinismo.

Temos que entender que a visão calvinista ou arminiana permeia todo o ensino bíblico, muda todo o jeito de olhar para a Bíblia, não é simples soteriologia.

Pergunte a qualquer presbiteriano se ele quer de pastor de sua igreja um pentecostal. Porque nós assembleianos precisamos de pastores calvinistas?

Digo isso sem raiva ou rancor, apenas mostrando a realidade das coisas.

Que Deus continue abençoando pastor Geremias e ao Gutierres.

Gilmar Valverde disse...

Prezados,

A favor do debate sério, peço a todos que não resumam a fala do Pr. Silas Daniel a "sair da Assembleia de Deus quem é calvinista convicto". Isso empobrece a discussão soteriológica proposta pelo blog. O aludido pastor tocou em pontos muito importantes e devemos nos atentar para eles também.

Um abraço a todos,

Gilmar

Paulo Lásaro de Carvalho Filho disse...

Parabenizo o Blog Teologia Pentecostal pela Iniciativa e o Pr. Geremias do Couto pela postura equilibrada como tratou o tema.
Sou cristão de fé reformada não pentecostal que respeito os irmãos pentecostais e acredito que o debate honesto, moderado, submisso às Escrituras e sua suficiência, voltado para a Glória de Deus e para a Proclamação da Sã Doutrina é fundamental haja vista tantos desvios que temos experimentado e visto no contexto atual do evangelicalismo brasileiro.
Que nos voltemos para as Escrituras com submissão e humildade, para os irmãos com amor e para nosso Deus Soberano com temor e tremor.
Soli deo Gloria!

Paulo Corrêa disse...

Olá queridos,

sou ex-assembleiano e entendo muito bem o pr Geremias e o parabenizo pelo bom artigo. Conheci o calvinismo quando ainda era assembeiano.

Amo meus irmaos e sempre os tratei bem, mas no meu caso e da minha esposa, preferimos congregar na igreja batista, pois nao queriamos causar confusão com certos radicais assembleianos e principalmente não aconseguiamos mais ouvir mensagens que nos ensinavam que Jesus não é suficiente para garantir nossa salvação, pois se posso perde-la então ela não depende exclusivamente de Jesus. Mas, as escritura falam ao contrário: A Salvação pertence ao Senhor (Jonas 2.9)

Temos um site que procuramos expor a doutrina, que ao meu ver, é pouca explorada e mal entendida...a justificação pela fé. Faça-nos uma visita. Http://justificacaopelafe.com.br

Silvio da Silva disse...

Sou presbítero assembleiano e professo a fé reformada. Tenho ensinado e pregado em várias congregações e, graças a Deus, recebido aceitação e simpatia do povo. Tenho orado para que Deus me dê sabedoria para evitar pontos polêmicos e falar apenas o que edifica a igreja. Quando assumi a fé reformada, pensi que teria que sair da AD, pois seria rejeitado pelo povo ou líderes mais velho, mas foi exatamento o contrário que acontece! Encontrei muitos pastores e obreiros da minha denominação que também professam essa fé e estão servindo a Deus em suas igrejas e caindo na graça do povo. Como fazer isso? Pregando calvinismo? Pregando arminianismo? Não! Pregando o evangelho!

Geizielder Gervazio disse...


Parabéns a todos, concordo com o Pr. Geremias do Couto na questão sobre o semipelagianismo sou assembleiano e acredito que esse e o principal problema da denominação e não o calvinismo. quanto a questão do proselitismo não entendi muito bem, se estamos falando sobre convencer pessoas da assembleia a irem para igrejas reformadas ou congregacionais isso seria imoral, mas se for convencer um arminiano a se tornar calvinista não acho, faz parte do debate tentar convencer o outro não é?(risos).Acredito que todos precisamos amadurecer queridos irmos em frente com convicção inabalável na pessoas de Jesus Cristo fundamento sobre o qual se alicerça toda fé verdadeira.Forte abraço!

Geizielder Gervazio disse...

Geizielder

Parabéns a todos, concordo com o Pr. Geremias do Couto na questão sobre o semipelagianismo sou assembleiano e acredito que esse e o principal problema da denominação e não o calvinismo. quanto a questão do proselitismo não entendi muito bem, se estamos falando sobre convencer pessoas da assembleia a irem para igrejas reformadas ou congregacionais isso seria imoral, mas se for convencer um arminiano a se tornar calvinista não acho, faz parte do debate tentar convencer o outro não é?(risos).Acredito que todos precisamos amadurecer queridos irmos em frente com convicção inabalável na pessoas de Jesus Cristo fundamento sobre o qual se alicerça toda fé verdadeira.Forte abraço!

Anônimo disse...

Caros Gutierres e irmãos do blog Teologia Pentecostal,

Aos interessados, segue abaixo o endereço de um artigo que publiquei hoje no CPADNews na esteira da repercussão deste importante assunto levantado pelo meu artigo em "Obreiro Aprovado". Divulgo-o aqui porque ele faz um apanhado (acompanhado de respostas minhas) de algumas das dúvidas mais frequentes que li nesses dias feitas pelos leitores e não-leitores do meu artigo, e pelos leitores da entrevista que dei ao irmão Gutierres. Abraço a todos e bom proveito!

http://www.cpadnews.com.br/blog/silasdaniel/o-cristao-e-o-mundo/94/sobre-meu-artigo-%60em-defesa-do-arminianismo%C2%B4.html

Em Cristo,

Silas Daniel

Cosmovisão Bíblica disse...

“Não sou calvinista , nem preciso de Calvino para ir ao céu, mas em questão da salvação Calvino estava 100 % certo”. Gostei muito da postura do pastor. Centrado, equilibrado e principalmente: Conhecedor de ambos os lados. Pois percebe-se que ele sabe identificar as características de cada postura religiosa. Parabéns!

Marlon Marques disse...

Olá, meus irmãos!

Creio que o pr. Geremias do Couto não entendeu o que o pr. Silas Daniel relatou sobre calvinistas saírem da Assembleia de Deus. O pr. Silas Daniel dirigiu-se àqueles calvinistas que não se sentem mais à vontade na Assembleia de Deus, mas ficam com o único intuito de realmente "calvinizá-la".

Mesmo eu sendo metodista livre, tenho um apreço enorme pelo pentecostalismo clássico! Eu discordo deste, porém admiro sua teologia e empenho na causa evangélica. Tendo este apreço pelo pentecostalismo clássico e pela Assembleia de Deus, eu concordo sim em um credo que reafirme o entendimento soteriológico arminiano para dirimir quaisquer ambiguidades sobre esta nuance teológica entre os pentecostais clássicos e, principalmente, entre os assembleianos.

Graça e Paz!

Pastor Geremias Couto disse...

Meu caro Marlon Marques:

Sem qualquer intenção de entrar em debate, visto que apenas atendi um convite do amigo Gutierres para esta entrevista, já sabedor de antemão que o pastor Silas Daniel também seria ouvido, quero apenas afirmar que entendi à perfeição o que ele quis dizer em suas palavras. Elas têm contexto. Conheço por dentro os meandros da denominação, principalmente da cúpula, de modo que mantenho a minha interpretação, reafirmando que em minhas andanças pelo país não encontrei ninguém que tenha ficado na AD com o intuito de "calvinizá-la". É uma pressuposição inconsistente. Há, sim, um movimento espontâneo, sem qualquer orquestração, ocorrendo em todo o Brasil, sem vínculos formais uns com os outros, de "descoberta" da fé reformada entre muitos assembleianos. Em que isso vai resultar nem eu mesmo sei. Só o tempo dirá. Abraços!

JAMIERSON OLIVEIRA disse...

Assim como no último século as Assembléias de Deus "pentecostalizou" as igrejas tradicionais, agora estas "calvinalizam" e "cessacionalizam" as primeiras. Em ambos os casos não são movimentos orquestrados, mas um fenômeno até certo ponto natural, próprio do decorrer histórico das instituições.
O que cabe agora, é juntar os cacos e ver o que dá para fazer. Assim como houve cismas nas igrejas tradicionais e cessacionistas, certamente haverá na já frágil hegemonia assembleiana.
Informalmente, sempre haverá gente misturada e que convivem bem, dos dois lados, ou seja, há crentes pententecostais nas igrejas tradicionais, assim como há calvinistas nas igrejas arminianas, mas institucionalmente é impossível manter ambas as confessionalidades.
Quem viver verá :)

Cláudio Henrique disse...

Sou Pastor Assembleiano e sou reformado. Se você simplesmente ler a Bíblia e depois examinar as duas linhas teológicas você verá que a reformada se aproxima mas da Bíblia.

Att: Claudio Henrique

Rudiney disse...

Sou membro da Assembléia de Deus, e até hoje ainda vejo o semipelagianismo sendo pregado nos nossos púlpitos.E sempre uma pregação voltada ao homem (o homem é o centro), bem diferente dos reformados onde Deus é o centro de tudo.

Parabéns ao blog pela iniciativa!

Daladier Lima disse...

Pronto, entramos na fase de mostrar expoentes de um lado e de outro... Pastor se torna ateu, portanto, o cristianismo... Ateu se torna pastor, portanto, o ateísmo... Rsrsrs!

Sou amigo do Pr. Geremias do Couto, mas discordo de seu calvinismo. Li cada linha com entusiasmo tentando encontrar exatamente por que o mesmo se tornou calvinista. Desculpe se entendi mal a entrevista. Que ele não se melindre...

Também discordei de alguns aspectos da entrevista do Pr. Silas Daniel, que, na minha opinião, apenas tentou usar as mesmas táticas calvinistas (o uso da intelectualidade, leitura de muitos livros, é uma delas).

Repito o que afirmei em meu blog: Ao fim das contas, não importa se foste calvinista ou arminiano. Somente se teu nome está no Livro da Vida. Quer tenha sido escrito por algum desígnio eterno ou por tua aceitação a Cristo!

Abração!

Gilson Barbosa disse...

Graça e paz amados!

Penso que hora de tentar a pacificação de ambos os lados: calvinistas e arminianos. Não se pode demonizar nenhum dos dois sistemas.

Fui assembleiano e respeito muito esta denominação, mas ao longo dos anos notei que a grande maioria dos crentes não sabem o que significa ser arminiano, semipelagiano, etc.

Por outro lado creio que os teólogos desta denominação estão mais perto do calvinismo do que do arminianismo (conheço vários).

Na minha jornada teológica fui convencido que a soteriologia reformada é bem coerente com a interpretação bíblica em geral. Não fui influenciado por nenhum calvinista em particular, apenas li as escrituras com profundidade e percebi isso.

Quanto a ser calvinista e permanecer numa denominação pentecostal, pra mim que era presbítero, achava muito difícil. Pois ainda que seu pastor também possua algumas convicções da fé reformada, em nome da tradição semipelagiana ou arminiana você será impedido de ensinar tais doutrinas aos demais irmãos.

Enfim, se queremos um entendimento sério da fé não devemos enxergar os irmãos que não estão do nosso lado teológico como "inimigos", "sectários", "frios", etc. Devemos nos ver como verdadeiros irmãos em Cristo e que um dia estaremos todos juntos na eternidade.

Com amor,

Gilson Barbosa (se quiser acesse meu blog: www.pbteologil.blogspot.com.br)

Pastor Geremias Couto disse...

Alô, meus irmãos:

Ao pastor Jamierson, já o respondi lá no post do FB, no perfil do Gutierres, de modo que não há necessidade de transferis as respostas para cá.

Ao Daladier, amigo e irmão, você sabe que eu não me melindro, rsrsrs. Mas só me manifestei sobre o tema por ter sido convidado pelo também amigo Gutierres para esta entrevista. Fora isso, se existe uma coisa que não discuto nas redes são essas duas escolas soteriológicas.

Por fim, o seu último parágrafo é "supimpa", como se diz por aqui.

Abraços a todos.

Nilton Rodolfo Rodrigues disse...

Caro amigo Gutierres (e demais editores do Teologia Pentecostal), agradeço pela iniciativa de discutir estas questões neste espaço, em que os ânimos não são afetados como no Facebook.
Que Deus use tudo isso para a Sua glória, e que por meio disso a nossa amada denominação Assembleia de Deus amadureça bastante em discutir Teologia.
Grande abraço!

JAMIERSON OLIVEIRA disse...

PASTOR CLAUDIO HENRIQUE, sou batista (ex-assembleiano), arminiano e também reformado 
Reformado é todo aquele que assegura os 5 SOLAS da Declaração de Cambridge e não a Tulip.
Se vc examinar as Escrituras conhecendo o verdadeiro arminianismo (clássico/wesleyano) verá que ele encontra maior fundamentação do que o calvinismo.

RUDINEY, é verdade! Mas, é mais por falta de um treinamento teológico do que por consciência. Os calvinistas saem na frente nesse sentido, são mais preocupados em formação teológica e com a confessionalidade. Os obreiros assembleianos, na sua maioria nem mesmo possuem educação fundamental ou superior secular, quisera teológica. São obreiros leigos.

GILSON BARBOSA, que bom reencontra-lo por aqui 
Concordo em que o caminho é do diálogo e da unidade, mas como vc testemunhou, acho dificílimo as duas soteriologias conviverem harmoniosamente debaixo do mesmo teto, no dia dia de uma congregação local, principalmente entre os lideres.
Mas discordo do amado quanto ao maior número de teólogos assembleianos “mais calvinistas”... isso não reflete a realidade. Também fui ativo membro da AD e nunca vi, até alguns anos atrás, teólogos falando como calvinistas... esse é um fenômeno recente.
Também serei obrigado a discordar, por razões intelectuais, do ponto que vc associa “soteriologia reformada” com calvinismo. A soteriologia arminiana clássica/wesleyana também são reformadas. Não podemos confundir os 5 Solas com a Tulip.

Lynecker Santos disse...

Ja vi irmão reformado dizer que pastor pentecostal foi pregar na igreja dele
O cerne da questão é a pregação estar longe do semi pelagianismo, algo que tanto calvinistas e arminianos devem concordar
Um pastor calvinista não iria na AD pregar calvinismo, mas sim a Palavra de Deus...

Pastor Geremias Couto disse...

Caro Jamierson:

Perdoe-me pela pergunta, mas tenho de fazê-la. Sempre pensei que fosse assembleiano. Mas em seu comentário, para minha surpresa, revela-se ex-assembleiano e agora batista. Só para eu me situar, caso queira responder: é de linha renovada ou cessacionista? Ou abriga as duas correntes? Abraços!

Mario Sérgio de Santana disse...

Excelente entrevista! Interessante a narrativa histórica do pastor Geremias e sua exposição das ideias. Um debate que enriquece.

JAMIERSON OLIVEIRA disse...

Amigo, tornei-me membro da igreja batista (renovada) em 2001, por ocasião do meu casamento. Hoje, pastoreio a Igreja Batista Ethnos em Guarulhos, uma igreja também pentecostal clássica.

WESLEI ROCHA disse...

Cláudio Henrique,

Você afirmou:
"Se você simplesmente ler a Bíblia e depois examinar as duas linhas teológicas você verá que a reformada se aproxima mas da Bíblia"

Tão simples assim? Por que algumas pessoas não enxergaram essa "simplicidade" aparentemente tão óbvia? Por exemplo, pessoas como:Dwight Moody, John Wesley, Tozer, C.S.Lewis, Leonard Ranvenhill, David Wilkerson, Stanley Horton, Billy Graham, etc.

Tão simples assim?

Gilson Barbosa disse...

Caro irmão Jamierson, que alegria tê-lo por aqui e com a oportunidade de contribuirmos para que a glória de Deus seja sempre o motivo da nossa fé.

Sinto-me honrado pelas anotações feitas ao meu comentário, mas é necessário ponderar que 1º) na minha fala eu não quis dizer sobre a quantidade de teólogos assembleianos mais calvinistas do que arminianos, mas que mesmo os arminianos são mais propensos à compreensão reformada do que arminiana. Imagine você que não são muitos crentes assembleianos que "desconfiavam" da convicção calvinista do pastor Geremias.E assim como ele é normal que haja outros pastores que estejam convictos da fé reformada.

Concordo com você que estes pastores não pregam abertamente o calvinismo nos púlpitos, mas é lógico e normal que não façam isso mesmo. O assunto precisa ser debatido pelos teólogos assembleianos para que cheguem a uma conclusão e solução desta questão.

Minha segunda questão é que o movimento arminiano/wesleiano pode até ser razoavelmente entendido como "reformado". Mas a história mostra o contrário. Por exemplo: a decisão do Sínodo de Dort (1618-1619 após o falecimento de Armínio e antes do nascimento de Wesley) consiste de afirmações doutrinárias contra os cinco pontos dos Remonstrantes. A TULIP surge deste fato histórico.

Concordo com você que não devemos confundir os cinco solas com a TULIP. Mas ela faz parte de um conjunto de doutrinas dos reformadores. Portanto creio que a questão não é de confusão, mas de juntar os cinco solas com a TULIP, pois ela são harmônicas e não contraditórias.

Meu irmão, grande abraço. Saudades de ti.

Gilson Barbosa

Marlon Marques disse...

Olá, irmão Gilson Barbosa!

De onde você sabe que há mais teólogos assembleianos calvinistas do que arminianos? Pelo que eu conheço, vou citar aqui uma relação que mostrará o contrário do que o irmão relatou:

* Silas Daniel - Arminiano convicto. É só ver a matéria dele na Revista Obreiro Aprovado e na entrevista dele a este blog.

* Claudionor de Andrade - Arminiano convicto. É só constatar as postagens dele no facebook e twitter afirmando-se como arminiano e declarando em primeira mão as obras de Armínio pela CPAD.

* Altair Germano - Arminiano convicto. É só ver os últimos artigos do seu blog onde se afirma como arminiano e refuta o calvinismo com belíssimos argumentos. Antes de ontem deu uma palestra defendendo o arminianismo para mais de 2.300 jovens em um evento de escola dominical.

* José Gonçalves - Nas últimas postagens do facebook se afirma como arminiano e recomenda a matéria do pr. Silas Daniel e o livro Por Que Não Sou Calvinista de Walls e Dongell pela editora Reflexão.

* Elinaldo Renovato - Arminiano convicto - No seu livro Deus e a Bíblia ele declara que o entendimento bíblico é o arminianismo.

* Esequias Soares - Arminiano. No livro Teologia Sistemática Pentecostal pela CPAD, ele defende o entendimento arminiano sobre a questão entre determinismo e livre-arbítrio.

* Elienai Cabral - Arminiano - É só ler o livro dele sobre Romanos.

* Severino Pedro - Arminiano - Embora tenha se confundido todo no livro A Doutrina da Predestinação, ao afirmar que Armínio cria em uma predestinação restrita e que o certo é a predestinação condicional (justamente o que Armínio enfatizou), o falecido Severino Pedro era arminiano.

* Antonio Gilberto - Embora tenha escrito equivocadamente no livro Teologia Sistemática Pentecostal que o arminianismo enfatiza o livre-arbítrio e pode levar a pessoa a depender suas obras, o que ele escreveu com relação à soteriologia é arminianismo clássico.

* Ciro Zibordi - Embora este escritor goste de dizer que não é nem calvinista e nem arminiano e que essa discussão é tola, ele não perde a oportunidade de sempre querer aparecer e dizer que não é nem um e nem outro. Se ele acha essa discussão pífia, por que ele sempre gosta de afirmar isso? Embora ele se comporte dessa forma, seus artigos atestam que ele é um arminiano nato!

Ainda tem outros escritores e teólogos assembleianos que não são da CPAD, mas que são muito conhecidos:

* Elias Soares - Arminiano convicto. Sempre com excelentes argumentos em defesa do arminianismo no programa Vejam Só da Rit.

* Magno Pagannelli - Arminiano convicto. Sempre afirma isso em seu perfil do facebook e em grupos arminianos no facebook.

* Arthur Bittencourt - Arminiano convicto. É só ver suas participações no programa Vejam Só da RIT.

* Walter Brunelli - Arminiano convicto - Em breve sairá seu livro de teologia sistemática em um viés pentecostal onde ele defenderá o arminianismo na parte de soteriologia.

* Marcelo de Oliveira - Arminiano convicto. Em seu blog afirma que é arminiano.

Então, meu irmão Gilson Barbosa, praticamente a totalidade de todos os maiores escritores e teólogos da Assembleia de Deus é arminiana.

Graça e Paz!

Marlon Marques disse...

Estimado pr. Geremias do Couto!

Também não é meu intuito debater com o senhor, a quem admiro. Mas o que eu escrevi sobre o pr. Silas Daniel ter se referido sobre calvinistas saírem da Assembleia de Deus destinar-se àqueles calvinistas que não se sentem mais à vontade na Assembleia de Deus e querem "calvinizá-la", é verificado no artigo do pr. Silas Daniel em seu espaço no site da CPAD. Ele escreveu o artigo justamente por causa que mais pessoas tiveram o mesmo entendimento seu, pr. Geremias.

Segue o link do artigo mencionado do pr. Silas Daniel abaixo

http://www.cpadnews.com.br/blog/silasdaniel/o-cristao-e-o-mundo/94/sobre-meu-artigo-%60em-defesa-do-arminianismo%C2%B4.html

No mais, que Deus nos abençoe com a Sua gloriosa presença!

Graça e Paz!

Pastor Geremias Couto disse...

Muito obrigado, preclaro amigo Jamierson, esclarecido.

Gilson Oliveira disse...

Como assembleiano original..naturalmente acredito na livre escolha para aceitar a salvação. Tenho estudado a teologia reformada e tentado entender o calvinismo. Como a Bíblia apoia as duas ideologias e penso que ninguém até hoje conseguiu provar qual delas realmente tem mais lógica, prefiro continuar com minha fé original a respeito desse assunto.Alias, conheço muitos assembleianos que se consideram Calvinistas, mas suas pregações seguem a lógica Arminiana.Nem poderia ser diferente pela maior racionalidade. Mas concordo que o povo assembleiano (com raríssimas exceções)não sabem nem distinguir o que é Arminianismo e Calvinismo, muito menos explicar no que crêem..Abraços

Pastor Geremias Couto disse...

Meu preclaro Marlon Marques:

A pior coisa que há para qualquer um de nós é quando precisamos voltar e explicar o que escrevemos. Significa, no mínimo, que ficou obscuro... Mas como afirmei no comentário anterior, ainda assim mantenho a interpretação... pelas razões que só a razão conhece. Com este comentário, encerro minha participação, a não ser que seja outra vez acionado. Abraços!

Clóvis Gonçalves disse...

Mais uma vez, parabéns Gutierres. Publicar duas entrevistas e fomentar um debate cordial é exemplar, que outros fóruns se espelhem nessa atitude.

Quanto à entrevista do Pr. Geremias, não cabe reparos, exceto na parte em que me cita. E vindo o elogio de uma das pessoas que me guiaram em meus primeiros passos na fé com seus escritos, me deixa muito feliz.

Que o Senhor use o presente debate para expurgar o semi e o pelagianismo do meio da AD. A proporção de arminianos e calvinistas que resultará é mero detalhe.

Em Cristo,

Juber Donizete Gonçalves Pr. Juber Donizete disse...

Gutierres,

Parabéns pelas duas entrevistas! Nada tenho a acrescentar a do Pr. Geremias do Couto, pois faço das palavras dele as minhas também. Já quanto a entrevista do Pr. Silas Daniel, tenho duas observações a fazer:

1)Foi infeliz sua afirmação ao dizer em "hipótese", ao convidar para sair, os assembleianos calvinistas. O recado soa na minha opinião da seguinte forma: se você é calvinista fique calado, mas se abrir a boca - está fora! A igreja tem que ser mais inclusivista e não exclusivista, aprendendo a abrigar e dialogar sob seu seio, com pensamentos diferentes, desde que não fira os fundamentos básicos da fé cristã.

2)Dizer que o esfriamento espiritual, e o aumento do formalismo se deve a adoção da linha de pensamento calvinista, é uma explicação das mais simplistas e que não condizem com a realidade do que está ocorrendo nas diversas ADs por esse Brasil a fora. As causas são outras, e passam longe da razão apresentada pelo 1º entrevistado.

Um abraço,

Gilson Barbosa disse...

Caro irmão Marlon!

Sinto-me honrado em suas anotações ao meu comentário. Que o Senhor o abençoe grandemente.

No entanto, como tantos outros, o querido irmão não prestou a devida atenção ao que escrevi e me interpreta equivocadamente.

Como respondi ao meu amigo Jamierson Oliveira, eu não estou falando de quantidades de teólogos assembleianos que são calvinistas, mas que eles estão mais perto do calvinismo do que do arminianismo. É o tal do arminianismo na teoria e calvinista na prática.

Quando me refiro assim, não trato exclusivamente da doutrina da salvação, mas a cosmovisão calvinista da fé na prática. Por exemplo: a soberania de Deus. Esta é uma doutrina enfaticamente calvinista e grande parte dos pastores que você citou creem na total soberania de Deus nos negócios da nossa vida. A doutrina da depravação total do homem também é afirmada por alguns deles e esta é enfaticamente calvinista.

Não vou citar nome para não transgredir a ética, mas já fui "ovelha" de um dos pastores que citou e na prática era mais calvinista do que arminiano. Inclusive no culto parecia que estávamos numa Igreja Presbiteriana (o que eu gostava rsrs). A meu ver, este honrado pastor evitava tratar sobre arminianismo no púlpito. Parece que só se pronunciava nas revistas e periódicos da CPAD. Houve uma época que até mesmo as manifestações carismáticas eram censuradas.

Há pastores como Geremias, Clóvis e alguns outros que você não sabe, que compreendem a fé reformada e não a comparam a um monstro teológico. Quer uma sugestão? Que tal focarmos o assunto tendo em vista a glória de Deus?

No amor de Cristo,

Gilson Barbosa

Diêgo Dantas disse...

Prezado Gilson Barbosa,

Excelente comentário! Basta ler "Eleitos, mas livres", de Norman Geisler, um dos renomados expoentes do arminianismo, pra que você perceba o calvinismo enrustido logo nos primeiros capítulos, exaltando a soberania absoluta de Deus. Inclusive, nessa obra, ele se considera um "calvinista moderado". Ora, ora, por que não assume de vez sua posição? Fico realmente impressionado com pastores que negam veementemente o calvinismo e continuam ensinando a absoluta soberania de Deus e a depravação total do homem. Que coisa, não?! Fora aqueles que insistem no jargão "não sou calvinista, nem arminiano, sou bíblico". Isso é querer ludibriar os leigos, nada mais. Pois bem, se querem ensinar arminianismo clássico de forma coerente, comecem demolindo o conceito de livre-arbítrio, negado por Armínio, mas defendido pela maioria dos teólogos arminianos.

Edson Alves disse...

A Paz do Senhor.
Sou membro da Assembleia de Deus, e acho que os presbiterianos tem razão: "todo arminianista de joelho é um legitimo calvinista" devemos encontrar um ponto de equilibrio, a biblia da margem para as duas doutrinas, o que acontece é que em termos de literaturas e robustez doutrinarias o calvinismo esta muito adiante dos arminianistas assembleianos.

Anônimo disse...

Amado irmão Juber,

Aqui é o pastor Silas Daniel. Favor ter o cuidado para não torcer as minhas palavras: dizer, como eu disse, que é absolutamente incoerente um assembleiano disseminar o calvinismo em sua igreja, sendo muito mais coerente sair dela, não é a mesma coisa que convidar todos os assembleianos que crêem no calvinismo a sair da AD. Primeiro, porque o que eu disse trata-se claramente de uma opinião pessoal de cunho ético sobre uma situação hipotética, e não de um convite. Eu disse inclusive que se esse fosse o meu caso, eu sairia. Segundo, porque pregar e ensinar o calvinismo na AD é, sim, partir para uma situação de conflito dentro da sua denominação. O confronto se tornaria inevitável caso essa atitude ocorresse. E esse confronto não é ético. E afirmar que não é ético, que não é o comportamento correto, não é convidar ninguém a nada. É apenas afirmar que não é o comportamento correto, e que, portanto, o oposto é o mais acertado.

Se eu fosse um dos líderes da denominação, e alguém interpretasse essas minhas palavras equivocadamente assim, eu até entenderia o erro. Pela posição que eu estaria ocupando, as pessoas tenderiam a interpretar essas minhas palavras dessa forma, querendo ler as entrelinhas. Mas eu nem disse isso e nem tenho posição ou autoridade para que se "viaje" pensando que eu "estaria, no fundo, querendo dizer isso".

Mas, voltemos à questão da ética. Reflitamos: É ético lutar para que minha denominação se curve à minha crença pessoal? Devo confrontá-la por isso? Ou devo, se já não me sinto assembleiano e quero sair pregando e ensinando o calvinismo, ir para uma igreja renovada calvinista ou tradicional?
O que é mais ético?

Mas, se você não quer que olhemos essa questão pela ótica da ética, então olhemo-la apenas de forma prática, realista. Diga-me um só exemplo de uma pessoa que tentou fazer isso e conseguiu mudar toda a posição doutrinária de sua igreja, seja em caso de confronto por doutrina primária (realmente algo muito sério) ou secundária.

Lutero conseguiu com a Igreja Católica? Não. Os protestantes tiveram que sair da Igreja Católica. Arminius conseguiu com a Igreja Reformada Holandesa? Não, os remonstrantes tiveram que sair dela. Wesley com a Igreja Anglicana? Não, ele teve que sair dela. Os calvinistas metodistas com a Igreja Metodista? Não, eles acabaram saindo do metodismo e suas igrejas se tornaram igrejas congregacionais. Os pentecostais conseguiram com suas igrejas de origem tradicional? Os renovados com suas igrejas tradicionais? Sejamos realistas!

O irmão acredita que os irmãos presbiterianos acharão normal se obreiros da sua denominação começarem a ensinar arminianismo lá? Ou os metodistas se o inverso acontecer? Devemos julgá-los “intolerantes” por isso?

Uma coisa é promover “caça às bruxas”, sair investigando e punindo quem pensa pessoalmente diferente dentro da AD; outra coisa é a AD, ou qualquer outra denominação, não aceitar uma promoção interna de divergências doutrinárias. São coisas totalmente diferentes.

(Continua...)

Anônimo disse...

Silas Daniel

(Continuando...)

Amado Juber, a sua visão de que a denominação deve deixar livremente que alguns de seus membros ensinem e preguem nos púlpitos ensino diferente da posição oficial da denominação, contanto que eles não estejam ferindo doutrinas bíblicas fundamentais, trata-se de uma saída irreal, absolutamente problemática.

Em primeiro lugar, como já disse, se a Assembleia de Deus passa a subtrair de seu padrão doutrinário todas as doutrinas bíblicas secundárias que a fazem ser o que é, aceitando apenas aquela espinha dorsal que faz com que assembleianos, batistas, presbiterianos, metodistas etc sejam evangélicos – as doutrinas bíblicas fundamentais –, então a AD já deixou de existir. Ela se tornou uma outra coisa, uma igreja sem identidade denominacional. Além de abrir as portas para metamorfoses ambulantes.

Sim, metamorfoses ambulantes, porque se você acha correto que a Assembleia de Deus permita que o calvinismo seja pregado e ensinado em nossas igrejas livremente, então vamos também liberar que alguém ensine em nossas igrejas que o batismo no Espírito Santo não é uma bênção subsequente à salvação, mas, sim, sinônimo da própria salvação; vamos liberar também o ensino em nossas igrejas de que línguas não são evidência nenhuma de recebimento do revestimento de poder do alto; etc. Afinal, todas essas doutrinas as quais me referi são doutrinas secundárias. Nenhuma é doutrina bíblica fundamental, que são aquelas sem as quais sequer podemos ser considerados cristãos.

A Doutrina do Batismo no Espírito Santo não é doutrina fundamental, mas secundária, logo, eu poderia ser assembleiano e discordar dela e até ensinar o contrário dela? A Contemporaneidade dos Dons Espirituais não é doutrina fundamental, mas secundária, logo eu poderia ser assembleiano e discordar dela e ainda ensinar o contrário dela? Se acharmos natural o ensino em nossas igrejas das visões mais variadas em torno de uma doutrina bíblica secundária, por que não fazer o mesmo em relação às outras doutrinas bíblicas secundárias? Um peso, duas medidas? Onde está a nossa “inclusividade”?

Na verdade, como se pode ver, isso não tem nada a ver com ser inclusivo, mas com coerência e identidade denominacional. Uma coisa é reconhecermos que as divergências doutrinárias entre assembleianos, batistas, presbiterianos, metodistas, congregacionais etc são secundárias e nós todos somos irmãos em Cristo, adorando o mesmo Deus e indo para o mesmo Céu. Outra coisa é eu achar que a unidade que Jesus pregou em João 17 significa necessariamente que todas as denominações não devem ter mais internamente uniformidade doutrinária em relação a doutrinas bíblicas secundárias.

(Continua...)

Anônimo disse...

Silas Daniel

(Continuando...)

Ser tolerante como cristão não é sinônimo de não ter mais posição oficial em questão de doutrinas bíblicas secundárias dentro das denominações, não significa aceitar que haja disseminação de divergências teológicas no seio denominacional. Aliás, já imaginou uma igreja assim? Um dia, se ensina uma coisa; em outro dia, outra; um crê de um jeito, outro de outra forma; o culto para um pode ter isso e aquilo, mas para o outro não, etc. Que confusão!

Em meu livro “A Sedução das Novas Teologias” (CPAD), no segundo capítulo, expliquei que o denominacionalismo é muito bom, que se ter identidades denominacionais, igrejas preservando posicionamentos diferentes em termos de doutrinas bíblicas secundárias, não é um mal, como muitos ingenuamente pensam, mas uma bênção. O mal é a briga entre denominações ou o fenômeno das igrejas sem uniformidade doutrinária. Indico lerem o que escrevi nesta minha obra. Reproduzirei aqui apenas uma pequeníssima parte, e resumida, do que disse ali.

As igrejas livres ou denominações surgiram em contraposição às igrejas estatais, que eram a forma de governo das igrejas não-católicas logo após a Reforma Protestante. Naquela época, o que não era Igreja Católica era igreja estatal, isto é, uma entidade subserviente ao Estado. Vieram, então, em resposta a essa situação, as igrejas livres ou denominações, que foram uma excelente saída.

Como explica o historiador batista Winthrop Hudson, o termo “denominação” consistia na afirmação de que “o grupo referido é apenas membro de um grupo maior, chamado ou denominado por um nome particular. A afirmação básica da teoria denominacional de Igreja é que a Igreja verdadeira não deve ser identificada em nenhum sentido exclusivo com qualquer instituição eclesiástica particular. (...) Nenhuma denominação afirma representar toda a Igreja de Cristo. Nenhuma denominação afirma que todas as outras são falsas. Nenhuma denominação insiste que a totalidade da sociedade e igreja devem se submeter-se aos seus regulamentos eclesiásticos. No entanto, todas as denominações reconhecem sua responsabilidade pela totalidade da sociedade e esperam cooperar em liberdade e respeito mútuo com outras denominações e cumprir tal responsabilidade”.

Como acrescenta o historiador presbiteriano Antonio Gouveia Mendonça, “a denominação era instrumental na tarefa comum de cristianizar a sociedade, não somente a República, mas o mundo”. Uma bênção!

Foi só muito tempo depois, no período que chamamos de Pós-modernidade, que começaram a surgir críticas ao denominacionalismo como se este fosse um pecado, como se ferisse João 17 etc. Não é verdade. Trata-se de um desconhecimento da história da igreja e do propósito original do denominacionalismo.

O denominacionalismo não é um sistema perfeito, mas é o melhor sistema para a saúde organizacional da Igreja em sua manifestação visível. O sistema organizacional de igreja única universal (Igreja Católica) não funcionou e não funciona; o sistema de igreja estatal para tentar manter a unidade doutrinária absoluta, também não. O ideal são igrejas livres, as denominações, cada uma com a sua característica e jeito de ser, com suas visões diferentes em relação a doutrinas bíblicas secundárias, até porque é impossível unificar todos em torno de uma única visão acerca de doutrinas bíblicas secundárias - a história já mostrou isso sobejamente. Temos que aprender a conviver com essas diferenças, que não são fundamentais. Devemos respeitar as diferenças denominacionais e não pregar que o denominacionalismo é pecado.

(Continua...)

Anônimo disse...

Silas Daniel

(Continuando...)

Pode e deve haver, pois é super sadio e bíblico (Totalmente João 17!), a comunhão entre as denominações, a unidade em pontos comuns, o trabalhar juntos em pontos comuns. Esse tipo de discussão e crítica é muito sadio e bíblico. Já combater o conceito de denominação, de identidade denominacional, já é exagero. Defender uma igreja com perfil doutrinário flexível para abrigar todas as posições denominacionais não funciona nem prática nem na teoria.

As denominações surgiam antes por divergência de ideias, nada mais. Eram divergências honestas. Hoje, não: a maioria das novas denominações surge com finalidades financeiras. Isso, sim, é imundo.

Lembremo-nos que a unidade da Igreja na Terra não implica necessariamente uniformidade total. Na Igreja do Novo Testamento, havia diversidade de ministérios (1Co 12.4-6) e variedade de opiniões acerca de assuntos de importância secundária, como vemos de Romanos 14.1 a 15.13. Além disso, “embora houvesse uniformidade nas convicções teológicas básicas (1Co 15.11, BLH; Jd 3), a fé comum recebia ênfases diversas, segundo as diferentes necessidades percebidas pelos apóstolos (Rm 3.20; cf. Tg 2.24; Fp 2.5-7; cf. Cl 2.9ss)”, lembra o teólogo escocês Bruce Milne, professor de Teologia Bíblica e História no Spurgeon College em Londres, em seu livro “Conheça a verdade” (1987). Foi apenas pós-Constantino que tentaram unificar tudo sob o guarda-chuva de uma única igreja: a Igreja Católica Apostólica Romana. Deu no que deu.

A existência de denominações, cada uma com sua independência e seu próprio perfil, mas respeitando cada uma as doutrinas bíblicas fundamentais, é uma bênção.

Assim como o regime democrático não é perfeito, mas é o melhor sistema de organização da sociedade, o denominacionalismo se mostrou o mais saudável sistema de organização eclesiástica. Claro que há exemplos negativos dentro do denominacionalismo, mas eles só provam que o sistema é imperfeito porque o ser humano é falho, e não que o sistema denominacional é tão ruim quanto os outros dois ou, muito menos, o pior. A História já provou que, dos três sistemas, o denominacionalismo ainda continua sendo o melhor para acomodar as naturais diferenças humanas.

O sistema de igrejas não-denominacionais, sem padronização doutrinária, não é a saída, mas um tremendo perigo, uma porta aberta para a paulatina fluidificação doutrinária na comunidade cristã. É isso que acontece na prática. O ser humano é assim. Isso é realismo.

Portanto, que a AD continue sendo a AD, que a Metodista continue sendo a Metodista, que a Presbiteriana continue a ser a Presbiteriana, que a Batista continue sendo a Batista etc. E o crente que, por convicção, não se sentir mais bem na Presbiteriana, por não concordar mais com sua visão doutrinária, que vá para outra denominação onde se sente bem. E o mesmo com o crente de qualquer outra igreja, inclusive a AD. A outra opção é ou manter sua convicção pessoal divergente, mas sem confrontar sua denominação, o que é incoerente, mas aceitável; ou confrontar a denominação, o que é mais do que incoerente.

(Continua...)

Anônimo disse...

Silas Daniel

(Concluindo...)

Finalmente, irmão Juber, eu não conheço nenhuma AD – pelo menos ligada à CGADB – que seja calvinista ou ensinando calvinismo aos seus membros. Se o irmão conhece, favor me dizer. E o que citei sobre esfriamento não é “achismo”, não é teoria. Como asseverei na entrevista, é um dado empírico. Há uma denominação pentecostal, não grande como a nossa, que era, desde suas origens, arminiana e deixou de ser, e está sofrendo aquelas consequências de que falei na entrevista ao Gutierres. O calvinismo foi imposto lá pelo líder da igreja. Essa igreja não é uma igreja neopentecostal. Soube até que, mais recentemente, decidiram retirar o título “pentecostal” do nome da igreja e das placas das igrejas.

Não sei se isso acontecendo hipoteticamente com a AD (passar de arminiana a calvinista, algo que acho muitíssimo difícil de um dia acontecer), ela passaria pelas mesmas consequências. Mas é fato que casos de despentecostalização existem, são concretos, não "achismo".

Em Cristo,

Silas Daniel

Master disse...

Eu como o Pr. Geremias do Couto fui um assembleiano semipelagiano, vivia constantemente temeroso de "perder a salvação" por não observar os " usos e costumes" da denominação.Depois que conheci a sistematização reformada das Escrituras, as escamas caíram dos meus olhos, mas minha permanência na AD ficou insustentável.Hoje sou um Batista Reformado.

Interessante que, muitos são contra a "calvinização" das Assembléias de Deus, entretanto engolem "guela abaixo" (nem todos) as práticas neopentecostais, teologia da prosperidade e confissão positiva.

Muitos falam de identidade Assembleiana, mas qual identidade é esta? As Assembleias de Deus estão totalmente fragmentadas, divididas em "feudos hereditários" onde a única preocupação da liderança é a permanencia no poder.
Eu até via alguns esforços, principalmente dos comentaristas de revista da escola dominical ( fui professor de jovens) em combater algumas heresias, entretanto o que era ensinado pela manhã na EBD, no culto noturno era totalmente rejeitado.
A verdade é que a grande maioria dos obreiros da AD não possuem um preparo teológico e ministerial adequado.A maioria dos assembleianos não suportam uma pregação expositiva, querem uma pregação temática, onde o texto Sagrado é totalmente alegorizado. Esta é a identidade Assembleiana na prática.

Lógico que no meio assembleiano,em igrejas onde existem teólogos de renome,as coisas são um pouco diferentes, entretanto a maioria do povo esta nas pequenas igrejas , espalhadas pelas periferias do Brasil afora. Estes ( nem todos) estão totalmente desamparados com obreiros despreparados teologicamente, tornam-se verdadeiras esponjas de ensinos estranhos. Que bom seria se os assembleianos verdadeiramente se transformassem em calvinistas, ou ate mesmo em verdadeiros arminianos clássicos, não veríamos tantas mazelas doutrinárias por ai.

Juber Donizete Gonçalves Pr. Juber Donizete disse...

Amado irmão Silas Daniel,

Confesso que não esperava tamanho comentário às minhas observações. Gostaria de fazer algumas ressalvas:

1)Eu não tive intenção em nenhum momento em torcer suas palavras, apenas fiz uma interpretação pessoal de algumas frases suas como:

"Se você já não se sente bem na Assembleia de Deus, se não se sente mais um assembleiano, se sente-se mais um calvinista do que assembleiano, é melhor sair da Assembleia de Deus e ir para uma igreja tradicional ou renovada calvinista. Pelo menos em favor da própria coerência".

Bem, isso para mim não tem muita diferença que pedir para sair. Agora se o que você quis dizer foi outra coisa, então lhe peço minhas sinceras desculpas, se a minha interpretação não foi correta.

2)Exemplo de uma AD calvinista no Brasil? Na verdade, não sei. Estava esperando que fosse dizer, dado o temor que tal coisa ocorresse, como mesmo disse que o fato já é realidade em outra denominação pentecostal que "esfriou".

3) Quanto a diversidade de pensamento, concordo com você, que eu deveria ser mais realista mesmo, porque quando eu falo em inclusão, e e pensamento diferentes, não penso na Igreja Católica como modelo, mas sim na Igreja dos começos. Quando digo isso, não me referi a voltar a 1911, mas penso nos Atos dos Apóstolos e nas Epístolas do N.T. Até hoje tem gente que não entende como as cartas de Romanos e Tiago, podem estar juntas na Bíblia, e até onde sei Paulo e Tiago pertenciam a mesma igreja, mesma que nela viviam os da "circuncisão e os da incircuncição".

Finalizando, gostaria de encerrar dizendo que apesar de ter discordado de alguns pontos da entrevista, continuo admirando seu trabalho seja nos livros, blog ou no portal CPAD NEWS.

Em Cristo,

Juber

Marlon Marques disse...

Irmão Gilson Barbosa!

Você está totalmente enganado, meu irmão. Não é que os teólogos assembleianos arminianos sejam na prática calvinistas, é que você, meu irmão, não conhece o arminianismo, pois ao escrever que os teólogos arminianos citados enfatizam muito a soberania de Deus e, por isso, são calvinistas na prática, dá a entender que o arminianismo não crê na soberania de Deus, o que é um erro crasso!

Arminianos creem sim na soberania de Deus, pois creem que Deus é tão soberano que governa tudo com oposições à Sua vontade. Isso sim é uma verdadeira soberania!

Portanto, não existe essa de você, meu irmão Gilson, afirmar que os teólogos arminianos que citei, na prática, são calvinistas porque creem na soberania de Deus.

Graça e Paz!

Marlon Marques disse...

Irmão Diego Dantas!

Realmente Norman Geisler se considera um "calvnista moderado" não sei como. Ele é um arminiano de 4 pontos, ou seja, não acredita na possibilidade de apostasia. Quando você falou que não há como negar o calvinismo e crer na absoluta soberania de Deus e a depravação total do homem, sugiro conhecer realmente o arminianismo, pois o arminianismo crê, realmente, na absoluta soberania do homem e na depravação total.

Deus é verdadeiramente soberano quando executa Seus planos sem determinar o papel de cada pessoa, mas sim que, mesmo com vontades diferentes das Suas, Ele executará tudo o que planejou. Quanto à depravação total no arminianismo, isso é fato. Todos nós arminianismo cremos. Sugiro a leitura do livro Teologia Arminiana - Mitos e Realidades do Roger Olson pela editora Reflexão!

Graça e Paz!

Marlon Marques disse...

Irmão Edson Alves!

A questão é que os calvinistas têm posse de muitas editoras. Vou mencionar algumas ao irmão; PES, Cultura Cristã, Fiel, Monergismo, Tempo de Colheita, OS Puritanos, Anno Domini e Vida Nova. Estas são as que eu conheço. Portanto, você e muitos pensam que o arminianismo não tem tanta robustez teológica quanto o calvinismo. Com a graça de Deus, a editora Reflexão e a CPAD estão começando a investir em obras arminianas. Por mais tardio que seja, as editoras estão investindo na divulgação do arminianismo.

Graça e Paz!

Anônimo disse...

Ok, Juber. Forte abraço!
Em Cristo,

Silas Daniel

Alan DLF disse...

Como disse Champlin: Segundo Champlin, tanto o calvinismo quanto o arminianismo, bem como todas as outras denominações cristãs, são sistemas fechados, que manipulam textos de prova selecionados, não levando em conta trechos bíblicos que não se harmonizam com o seu sistema doutrinário (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, 6ª ed.- 2002, 1º Vol. p. 604). Isto acontece, segundo Champlin, “porque o Novo Testamento não é tão homogêneo como certos estudiosos gostariam de fazer-nos crer” (Idem).

veredarius mensageiro disse...

Heraldo Bezerra de Almeida

Eu creio que a salvação se manifesta mediante a pregação do Evangelho,o qual infunde fé e transmite vida espiritual vivificante, pois é o poder de Deus; nesse sentido, creio, que Deus quer que todo o homem se salve e venha ao conhecimento da Verdade, independentemente de classe, posição social ou cultural.Por isso, não sou calvinista, nem arminiano e nem pelagiano, isto é; não creio em predestinação, nem em eleição para a salvação ou para a condenação, nem na eleição condicional baseada na fé ou na incredulidade prevista, ou que o homem tenha a capacidade de ser salvo sem o auxílio da Graça de Deus. ( Rom. 1.16; 10.17; I Tim.2. 1-6 )

Paulo Lásaro de Carvalho Filho disse...

Graça e Paz Irmão "Veredarius",

Afim de esclarecer alguns pontos sobre suas convicções expressas em sua mensagem, gostaria que o Irmão considerasse responder as seguintes questões:
a)O irmão Crê que Deus é Soberano sobre tudo e sobre todas as coisas?
b) O Irmão crê que a Bíblia (em seus originais) constituem a Palavra de Deus?
b) O Irmão crê que a Bíblia (em seus originais) é inerrante e suficiente?
Caso as respostas a estas questões sejam positivas, peço ainda a consideração do Irmão em responder mais uma questão:
a) Como o Irmão harmoniza sua crença expressa em sua mensagem com as seguintes passagens das Escrituras?
Ex 33:19; Dt 7:6-7, 10:14-15; 1 Rs 8:53; Sl 33:12, 65-4, 78:67-70; Pv 16:4; Is 41:8-9; Mt 11:27; 22:14, 24:22 e 31; Mc 4:11-12; Jo 8:46-47, 13:18, 15:16 e 19, 17:2-24; At 13:48; Rm 8:29-30, 9:11-24, 11:4-36; Ef. 1:4-12; Fp 2:13; 1 Ts 1:4-5, 5:9; 2 Ts. 2:13; 2 Tm 1:9, 2:10; Tt 1:1-2; 1 Pe 1:1-2, 2:7-10; 2 Pe 1:5-11; Jd 4; Ap 13:8, 17:4.

Erick Lima disse...
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Paulo Lásaro de Carvalho Filho disse...

Graça e Paz Irmão Erick,

Suponho que o Irmão, ao mencionar meu nome em uma de suas postagens, o faz referindo-se a algumas indagações que fiz em minha anteriomente.
Caso seja assim, permita-me considerar que:
a) não faço defesa apaixonada de nenhum sistema teológico nem bandeira denominacional;
b) procuro pautar-me pelo estudo da Palavra de Deus orando para que o Espírito Santo ilumine minha mente e quebrante meu coração para receber com júbilo as Verdades das escrituras sempre me submetendo inteiramente a Elas, não importando se, a priori, goste ou não do que Elas me dizem;
c) quando não compreendo integralmente algo na Palavra de Deus, entendo que Ela é perfeita e que o limitado e incapaz sou eu;
d) vejo que muito mais importante é o que nos une como Irmãos em Cristo do que algumas divergências denominacionais, hermenêuticas e eclesiológicas;
e) entendo, contudo, que o objetivo do Gutierres, com a criação desse fórum de debates é muito mais que expressarmos posições pessoais, é podermos analisar os pontos teológicos defendidos pelas correntes Arminiana e Calvinista, à luz das Escrituas e podermos crescer na Graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo;
f) Isso somente poderá ocorrer, primeiro se nos desarmarmos de nossas convicções apriorísticas e estivermos dispostos a "ouvir" os Irmãos, analisarmos os argumentos de ambas as partes confrontando-as com Todo O Conselho de Deus e se pudermos partir de pressupostos mínimos, sem os quais não adiantará nada debatermos, pois não passará de um "bate bocas" sem crescimento espiritual, que mais distanciará Irmãos em Cristo;
É com esse espírito aberto que pretendo estabelecer com os Irmãos esse diálogo, buscando ouvir e aprender.
Dito isso, peço que o Irmão contribua para o debate, e caso seja da vontade do Irmão, apresente argumentação Bíblica para explicar o que pedi na minha postagem anterior dirigida ao Irmão "Veredarius".
Peço isto porque, caso eu esteja equivocado, não vi na sua manifestação fundamentação Bíblica para suas afirmações.

Em Cristo,

Paulo Lásaro

Erick Lima disse...
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veredarius mensageiro disse...

Heraldo Bezerra de Almeida

Graça e Paz, caro irmão Paulo Lásaro de Carvalho Filho.

1) Deus é absolutamente soberano sobre tudo e todos. No tempo, no espaço, e na eternidade.

2) Sim,a Bíblia na sua essência é a Palavra de Deus, não contém erros de qualquer natureza, graças a sua plena inspiração, sob a supervisão do Espírito Santo.

3) Eu creio que a Bíblia nos seus originais é: Autoritativa, Inspirada, Inerrante e Suficiente.

Continua no item 4..

veredarius mensageiro disse...

Heraldo Bezerra de Almeida

Graça e Paz, caro irmão Paulo Lásaro de Carvalho Filho.

Continuação:

4) Quanto ao problema interpretativo da Soteriologia, que até hoje é discutido por todos os teólogos, dos quais muitos são catedráticos e de grande cultura e conhecimento técnico, sobre esse difícil tema, sem que, com todos esses predicados cheguem a um consenso único, haja visto as principais escolas calvinistas, arminianas e pelagianas. Por isso mesmo , eu decidi crer naquilo que a Bíblia diz claramente e diretamente sobre o assunto da salvação, sem me ater a tudo o que a mesma Bíblia diz e que aparentemente seja diferente daquilo que eu aceitei conscientemente por escolha deliberada, ou seja,aquilo que eu entendi ser a revelação de Deus, sobre o assunto.
Quanto as dificuldades teológicas que não consigo explicar, nem entender; deixo para os teólogos que tem-em mais capacidades para isso e também entrego nas mãos de Deus, que pode trazer mais luz e entendimento sobre isso. Por hora eu fico com o conselho do apóstolo Pedro: "Falando disto,como em todas as suas epístolas, entre as quais a pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras para a sua própria perdição." II Pedro 3. 16.
Posto isso, posso explicar no que realmente creio sobre este assunto:

A) Eu creio integralmente no que está escrito em I Timóteo 2. 3-4: "Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador. Que quer que todos homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade"
Então: DEUS QUER QUE TODOS OS HOMENS SE SALVEM, E VENHAM AO CONHECIMENTO DA VERDADE; eu decidi crer nisso que aqui está escrito e aceitar como a plena verdade sobre o que realmente Deus pensa sobre esse assunto. Portanto se, Deus quer que todos os homens se salvem, como eu poderia acusá-lo de proceder contrariamente a isso, dizendo que Ele escolhe alguém para a salvação e a outro não? Deixando-o entregue a sua própria sorte? Esta forma de procedimento não se coaduna com o Deus Verdadeiro.

Continua...

veredarius mensageiro disse...

Heraldo Bezerra de Almeida

Continuação ao Irmão Paulo Lásaro,

B) Poderia então objetar: Porque duas pessoas ouvem o mesmo Evangelho e uma aceita e a outra não? Não seria porque aquela que aceitou, teria sido escolhida previamente por Deus, que lhe proporcionou uma capacitação especial, a fim de que fosse sensibilizada pela Sua Graça Salvadora e a outra não?
Porque sendo as duas pecadoras, não teriam nenhuma possibilidade de ouvir e crer no Evangelho, pois estão mortas em seus delitos e pecados. Então a que é porque houve uma interferência da parte de Deus sobre ela, por causa de ser a mesma predestinada para a salvação, enquanto que a outra não.
O que eu entendo sobre isso é que: "Todos os homens estão mortos em delitos e pecados." Efésios 2.1 (parte b)Nesse verso nós podemos ver que todos os homens estão na mesma situação, além disso: "Deus encerrou a todos debaixo da desobediência para com todos usar de misericórdia" Romanos 11.32, e mais ainda:"Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" Romanos 3.23.Por estes versos Deus nos revela que todos os homens estão: Mortos nos seus pecados, encerrados sob a desobediência e destituídos da glória de Deus, sem excessão. Por isso não podem ouvir a Deus, nem buscá-lo e mesmo aceitá-lo, sem que haja uma capacitação da parte do próprio Deus.

C) Então como se dá esta capacitação?

Através da pregação do Evangelho: "Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê." Romanos 1. 16, então quando dois pecadores, mortos em delitos e pecados ouvem o Evangelho de Cristo, este Evangelho tem poder para infundir fé naqueles mortos , instantaneamente e capacitá-los para a salvação.
Então porque um aceita e outro não? Se os dois receberam a mesma capacitação de Deus? Jesus Cristo disse algo muito interessante sobre isso: "E a condenação é esta, que a Luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas que a Luz, porque as suas obras eram más." João 3.19.
Então quando dois pecadores veem a Luz de Deus, através do Evangelho de Cristo; um deles ama mais as trevas e escolhe deliberadamente ficar nelas, porque não quer a Luz, pois o amor que está no seu coração é que determina a sua escolha, enquanto o outro com menos amor pelo mundo, que o primeiro, aceita a Luz que contempla. Então a salvação tem a ver com a escolha do indivíduo, impulsionado pelo amor que está no seu coração. Agora eu não posso explicar o porque um ama tanto o mundo, a ponto de rejeitar a Luz de Deus, e outro a aceita. Esse mistério só Deus pode saber, porém ninguém pode acusar a Deus de ser o responsável por isso, pois seria uma leviandade sem limites.
No meu caso particular, eu considero tanto os calvinistas, como os arminianos e até os pelagianos, dignos de todo o respeito, ainda que não me alinhe com nenhum deles, mas eu penso que todos eles tem partes da verdade em suas teorias, mas não toda a verdade, e é por isso que há tanta disputa nesse campo. De formas que eu decidi em que devo crer e não me preocupo com nada disso.

TEOLOGIZANDO disse...

Parece que a fala do Rev. Boanerges Ribeiro, grande expoente do presbiterianismo no Brasil, está se cumprindo: "O FUTURO DA REFORMA ESTÁ NA ASSEMBLEIA DE DEUS".

Abraço, Rev. Marcos Novaes ( IPB).

João Ribeiro disse...

Com práticas que contrariam frontalmente ás Escrituras, acredito que alguns assembleianos só podem se considerar calvinistas, mesmo confessando o contrário, visto que parece terem perdido o temor de que a salvação é condicional, e pintam e bordam. Só pode ser.

João Ribeiro disse...

Valendo ressaltar os piedosos e elevados padrões que tem o calvinismo.

Alexandre Gonçalves disse...

Discordo veementemente do pastor Silas Daniel. Nem a Assembléia de Deus e nem a Igreja de Deus, da qual sou pastor, igrejas estas as mais tradicionais e antigas pentecostais do mundo, tem em seu arcabouço teológico qualquer definicao soteriológica que as façam arminianas ou calvinistas. Ambas não se definem documentalmente por nenhum dos lados. Sendo assim, convidar os calvinistas assembleianos a saírem das suas igrejas não se sustenta pela ética nem tampouco pela logica documental e doutrinária. Sou pastor na Igreja de Deus, uma denominação pentecostal clássica e em nosso meio e em nossos institutos teológicos temos abertura para os arminianos e calvinistas e isso nunca trouxe divisão em nossa igreja e muito menos esfriamento.

COMUNHÃO ASSEMBLEIANA disse...

Semi-Pelagianismo e Semi-Agostinianismo:
Uma resposta aos assembleianos calvinistas

É incrível como ainda temos teólogos insistindo na possibilidade de combinar o calvinismo com o pentecostalismo, porque o que se deve propor é uma análise da teologia do Espírito Santo, em Calvino, pois no que diz respeito à teologia da salvação, fica complicado tal afirmação, considerando que, diferentemente do calvinismo o pentecostalismo possui uma doutrina de caráter teológico-social, que é a doutrina da salvação. Por conseguinte, já a doutrina da salvação, via de regra, no pentecostalismo, especialmente na Assembleia de Deus, a ideia de uma dupla responsabilidade: Deus e o homem. Sendo assim, a fé a resposta do homem a graça de Deus. A graça de Deus salva aquele que tem fé.
Após a morte de Agostinho, uma forma mais moderada do pelagianismo persistiu que alegava que a fé do homem era um ato de livre-arbítrio não assistido pela graça prévia interna. O Segundo Concílio de Orange (529) foi convocado para resolver se esta forma moderada de semi-pelagianismo poderia ser afirmada, ou se as doutrinas de Agostinho seriam afirmadas.
A determinação do Concílio pode ser considerada "semi-agostiniana”. Definiu-se que a fé, apesar de um ato livre, resultava em seu início da graça de Deus, que ilumina a mente humana lhe permitindo que creia. No entanto, o Concílio também negou a predestinação estrita, afirmando: "Não só não cremos que qualquer pessoa seja preordenada para o mal pelo poder de Deus, mas também pronunciamos em absoluto repúdio que, se há aqueles que querem crer numa coisa tão má, que eles sejam anátema."
Os reformadores calvinistas usaram os cânones do Concílio para demonstrar que suas formulações do pecado original e depravação já haviam sido ensinadas há muito tempo na igreja. Os teólogos arminianos também se referem ao Concílio de Orange como um documento histórico que afirma fortemente depravação do homem e a graça preveniente de Deus, mas não apresenta a graça irresistível e nem adere a uma visão estritamente agostiniana da predestinação.
Na Assembleia de Deus no Brasil o grande problema que a liderança enfrenta é no campo da formação teológica dos seus obreiros, pois muito mais interessante é a teologia luterana, onde podemos discutir questões metafisicas sobre a natureza de Deus em relação ao problema do mal , bem como a doutrina da salvação, para não dizer também, de questões pneumatológicias. A teologia da cruz é um tema que merece atenção da Assembleia de Deus. Portanto, quando se diz que é possível ser um assembleiano calvinista, deve-se pergunta: quais são as implicações calvinistas dos cinco pontos assembleianos? Por exemplo: Jesus Salva, Jesus Cura, Jesus Batiza no Espírito Santo e Jesus breve voltará. Na questão: Jesus salva, podemos perguntar aos supostos assembleianos calvinistas: O que é a salvação? Se Deus é o Salvador Absoluto como fica a responsabilidade do homem? É possível viver em santificação cristã sem ter que responsabilizar-se por ela? Se a graça é irresistível, porque é necessário confessar, ter fé, orar, santificar-se, andar em temor e tremor diante de Deus ou, simplesmente, crer?
Por fim, uma das causas da deficiência da pobreza de conteúdo da teologia assembleiana, com certeza, é o resultado de uma denominação que não soube ensinar que a fé pode ser tanto sentida quando pensada.

Alexandre Gonçalves disse...

A mesma fé que salva é a mesma que santifica. Salvação, que inclui justificação, regeneração e santificação são obras da graça, obtidas por meio da fé. Essa é a resposta à sua duvida se um pentecostal oriundo do mivimento de santidade pode ser calvinista.

Anônimo disse...

Eu cortava os cabelos com um irmão que tornou-se calvinista, e sempre que ia ao seu salão, ele me falava sobre a doutrina calvinista, certo dia olhei para ele pelo espelho e disse;estou com saudade dos tempos em que falavamos de Cristo, ele parou por um tempo e eu continuei a dizer-lhe, sabe do que mais, eu sou calvinista, ele olhou espantado e então completei; creio que sou pré-destinado a ser Armeniano, ele sorriu e dissse-me, não tem jeito, vai na paz.

José Rubens Medeiros disse...
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Alexandre Gonçalves disse...

Nunca vi tanta besteira escrita em um mesmo lugar sobre o calvinismo. Percebo que alguns aqui não sabem se quer do que se trata. É uma pena. Nós, pentecostais, ganhariamos muito com uma discussão de melhor nivel e com a aceitação, se não plena, mas abrangente do monergismo (prefiro usar este termo ao calvinismo).

Anônimo disse...

Olá! Sou batista e calvinista... Tenho irmão na mesma igreja e somos respeitosos uns com os outros, sabendo que o calvinismo nem o arminianismo salvará ninguém, apenas Jesus Cristo!

Anônimo disse...

Aquele que perseverar até o fim será salvo!

José Rubens Medeiros disse...
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Alexandre Gonçalves disse...

Percebe-se que o irmão José Rubens nada entende de calvinismo...

José Rubens Medeiros disse...
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Paulo Cesar Antunes disse...

O irmão Alexandre Gonçalves dá a entender que ele entende de Calvinismo, defende que os pentecostais ganhariam muito se aceitassem plenamente o monergismo, mas diz isso aqui:

Salvação, que inclui justificação, regeneração e santificação são obras da graça, obtidas por meio da fé.

Quer dizer que a regeneração é obtida por meio da fé? E a isso ele dá o nome de monergismo? Se for, ele está muito enganado.

José Rubens Medeiros disse...
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Marcelo Rosa disse...

Ótima postura.

Josinaldo disse...

Na realidade o irmão Geremias Couto nunca foi Arminiano, ele era semipelagiano! E era semipelagiano, pensando que era arminiano. O arminianismo clássico não é pelagiano, nem tão pouco semipelagiano! Sendo assim, ele deixou de ser semipelagiano para ser calvinista! Talvez, se ele tivesse tido informações e esclarecimentos sobre o que realmente é arminianismo clássico, tivesse tomado outra decisão. Como ele próprio disse, não havia literatura apropriada sobre o Arminianismo, apenas um "arminianismo falso", identificado por ele próprio como semipelagianismo.
Respeito a decisão de todos, sem nenhum preconceito, mas o irmão Geremias, antes de tomar qualquer decisão sobre o assunto, deveria se inteirar melhor e corretamente sobre o Arminianismo Clássico e depois, de maneira acertada, optar pelo Arminianismo Clássico ou o Calvinismo!
Paz e graça a todos!

Pastor Luiz Tamburro disse...

Estou muito feliz com a iniciativa do blog. Confesso que estava me sentindo um " peixe fora d'água " devido ao fato de ser Pentecostal e Calvinista. Não vejo, absolutamente, nada que impeça doutrinariamente, muito pelo contrário, creio que se complementam. Também não tenho dificuldades em conviver com Arminianos e os respeito pela sua seriedade. Por aqui tenho sido um tanto discriminado por minha postura por não concordar com o " excesso pentecostal " que acabou por desviar -se da essência do pentecostalismo e por dar ênfase ao estudo da Teologia e aos cultos instrutivos doutrinários.
O blog ganhou um seguidor.
Bispo Luiz Tamburro
A.D. Ministério Cristo Vive . Saquarema - RJ

José Rubens Medeiros disse...
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Anônimo disse...

bom dia meus irmãos quero só dar aqui a minha opinião sobre o assunto acima
oque é o calvinismo " grupo de irmãos que a fé não alcança a totalidade da fé cristã de forma que não se consegue ver a grandeza de Deus que na sua soberania da ao ser humano criado por ele o direito de escolha e que o poder do seu sangue não pode salvar a todos quanto querem com esta na bíblia, mas crer em um deus limitado que não pode mais levantar profetas nos dias de hoje como ensina o apostolo Paulo. ou seja são pessoas que querem servir a um Deus ilimitado o limitando dizendo que não pode salvar a todos.

arildo francelino dos santos disse...

Eu estava pensando em sair da Assembleia por que sou reformado, mais não vou fazer mais isso porque agora sei que não estou sozinho no barco na questão da salvação tenho certeza que Calvino tem razão. amo meus irmão arminiano e sei que eles são salvo.

Diêgo Dantas disse...

O comentário termina em "demolindo o conceito de livre-arbítrio". O final foi colocado de forma equivocada.

Diêgo Dantas disse...

Errata:

No meu comentário de 02/02/2015, a última parte foi colocada de forma equivocada. Assim, o comentário termina em "demolindo o conceito de livre-arbítrio". A parte "negado por Armínio, mas defendido pela maioria dos teólogos arminianos" fica sem efeito.

José Rubens Medeiros disse...
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Luciano Ribeiro disse...

Dizer que as AD estão convertendo-se ao Calvinismo? Onde?
Eu venho estudando essa doutrina há algum tempo e a cada dia mais tenho a certeza de que o Deus que ela prega não é o Deus que eu encontro na Bíblia. Um Deus que não faz acepção de pessoas mas pre-determina quem será salvo e quem será condenado. ..sem chances. Um Deus que antes do assassinato de Abel, vaí e conversa com Caim e o avisa que o pecado jaz a porta e que lhe convém dominá -lo (livre-árbitro ). Um Deus que não tem prazer na morte do ímpio mas que o condena porque ele, sem o livre-árbitro, executa os decretos de Deus e mesmo assim essa marionete é culpada. Etc etc etc....NÃO DAAAAAAAAA@@!!!

José Pinheiro disse...

Paz a todos! Fiz o caminho contrário; entrei no Evangelho pelas portas de uma Igreja presbiteriana clássica e fiz cerca de um ano de discipulado, lendo muito a Bíblia, é claro, mas também autores como RC Sproul, John MacArthur, Paul Washer, Lloyd-Jones e muitos outros. Tornei-me um cessscionista convicto e até fanático, infelizmente. Repetia como um papagaio que pentecostalismo era heresia e que calvinismo nada mais era que o próprio Evangelho. À época, só fui apresentado, para mostrar qual era o "outro lado" a sujeitos como RR Soares, Edir Macedo, Malafaia, como se não calvinistas fossem todos pelagianos ou, pior, hereges. Não conhecia Roger Olson, Donald Gee, Silas Daniel, Ciro Zibordi, Wesley e, é claro, o próprio Armínio. Tudo mudou quando uma noite, na igreja da minha esposa, que nem pentecostal é, mas uma batista tradicional, o Espírito Santo agiu de forma avassaladora e até em línguas comecei a falar. Meu racionalismo exagerado caiu por terra, assim como minhas falsas certezas. Muito confuso, busquei explicações e um irmão me indicou um ótimo livro, "Surpreendido pelo poder do Espírito" e mesmo muito desconfiado e reticente, comecei a ler e...quantas aberturas mentais, que sopro de ar puro e fresco. Dali voltei sempre às Escrituras e começou minha libertação do feitiço do genebrino. Li vários livros de autores arminianos, molinistas ou apenas estritamente bíblicos e todo um mundo se descortinou. Romanos 9 não tem apenas uma leitura, a calvinista, que hoje considero - com todo respeito SOS representantes dessa corrente soteriológica - sombria e, como dizia Dave Hunt, uma má representação do Deus da Bíblia. Sim, Ele é Santo e Soberano, mas é Amor e não dá para separar - a não que seja para facilitar o estudo - um atributo de outro. Como bem acentua Roger Olson, o verdadeiro Arminianismo não quer defender pura e simplesmente o livre arbítrio do homem e sustenta também a tese da depravação total, mas defende a ação da Graça Preveniente como fundamental para preservar o autêntico caráter do Deus das Escrituras. Concluindo, hoje sou um assembleano convicto, membro de uma igreja local muito séria, com manifestações de dons do Espírito, mas com ordem e reverência. Estou feliz e embora ache que não um problema em haver assembleanos serem calvinistas, que devem ser respeitados como irmãos em Cristo que são,não gostaria de ver a denominação tomada por Calvino e seus seguidores que, lamentavelmente, têm a tendência de dividir a Igreja com seus chicotes teológicos de "caçadores de heresias", vi isso do lado de lá e sei do que falo. Por outro lado, eu jamais, repito JAMAIS,vi qualquer pentecostal, ou mesmo wesleyano, pregar em uma das igrejas calvinistas pelas quais passei, enquanto o oposto não é tão incomum, como se pode aferir nas pregações de Hernandes Dias Lopes, por exemplo, em Assembléias de Deus. Isto já demonstra o sectarismo e o elitismo dos seguidores do Reformador genebrino. Dois pesos e duas medidas, acepção de pessoas? Não mais de minha parte. Que preguemos a Cristo,e esse Crucificado! Sou bíblico, não arminiano ou calvinista? Paz a todos e perdoem meu longo testemunho, mas se Deus quiser, talvez possa ser útil a alguém.

Unknown disse...

PAZ E GRAÇA!

Vejo o comentário do irmão Luciano, um comentário que reflete o total e completo desconhecimento da fé reformada, pois ele estudou (se é que fez isso!!) através de "caricaturas" diabólicas do calvinismo! Acho que cada um deve estudar seriamente o assunto e formar suas opiniões! Desde que sejam coerentes e no mínimo condizentes com a verdade!! Rotular o calvinismo e o arminianismo sem ao mesmo entender o assunto, é no mínimo, uma desonestidade intelectual...
Agora o fanatismo arminiano do pastor Silas Daniel é muito complicado! Pois arminianos e calvinistas são irmão em Cristo, então não devemos sermos RADICAIS, em nossos conceitos!!

Osni Gonçalves disse...

Sou da tua opinião, Rudiney. Sou pastor Assembleiano, e embora não seja calvinista (na infância e adolescência fui criado na Igreja Presbiteriana - e por isso deveria o ser?), repudio 100% o semipelagianismo pregado nos púlpito assembleianos. Essa doutrina antibíblica de que "a salvação é obtida pelo esforço humano" e pregada pelos pastores sem formação teológica alguma, muito me atormentou na minha juventude! Sem falar que o semipelagianismo anula totalmente o pensamento bíblico da salvação pela graça, obtida unicamente através do sacrifício vicário na cruz do Calvário por Jesus Cristo, nosso único e suficiente Salvador! E isto não anula de forma alguma a responsabilidade do crente de viver uma vida reta e de santidade!!! (Ah, antes que me esqueça: Sou Arminianista, por enquanto!).

Osni Gonçalves disse...

Sou da tua opinião, Rudiney. Sou pastor Assembleiano, e embora não seja calvinista (na infância e adolescência fui criado na Igreja Presbiteriana - e por isso deveria o ser?), repudio 100% o semipelagianismo pregado nos púlpito assembleianos. Essa doutrina antibíblica de que "a salvação é obtida pelo esforço humano" e pregada pelos pastores sem formação teológica alguma, muito me atormentou na minha juventude! Sem falar que o semipelagianismo anula totalmente o pensamento bíblico da salvação pela graça, obtida unicamente através do sacrifício vicário na cruz do Calvário por Jesus Cristo, nosso único e suficiente Salvador! E isto não anula de forma alguma a responsabilidade do crente de viver uma vida reta e de santidade!!! (Ah, antes que me esqueça: Sou Arminianista, por enquanto!).

CLAUDIO ARAUJO disse...

Parabéns ao Pr. Geremias do Couto. Também sou pentecostal mas não sou arminiano. Sempre é bom saber que temos muitos outros irmãos que também enxergam as distorções doutrinárias, como por exemplo a possibilidade de perder a salvação.