Pesquisar este blog

Carregando...

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Os pentecostais não combatem a Teologia da Prosperidade?

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Muitas vezes, até mesmo no espaço de comentários deste blog, pessoas acusam os pentecostais de não combaterem a maldita Teologia da Prosperidade (ou Confissão Positiva, Movimento da Fé, etc.). Que acusação injusta! Só mesmo quem não acompanha a literatura produzida sobre o assunto pode falar tamanha bobagem.

Para esses eu pergunto: vocês já ouviram falar no Dr. Walter Martin (1928 - 1989)? O fundador do Christian Research Institute era pentecostal. Aliás, a melhor apologia erudita contra a Teologia da Prosperidade veio de pentecostais: Gordon D Fee, Dan McConnell, Charles Farah, Elliot Miller, H. Terris Neuman e Dale H. Simmons. E no Brasil não foi diferente. Na efervescência do movimento no país três obras significativas foram publicadas em 1993 -- “O Evangelho da Prosperidade”, de Alan B. Pieratt; “O Evangelho da Nova Era”, de Ricardo Gondim; e “Supercrentes”, de Paulo Romeiro, sendo dois desses autores de confissão pentecostal.

E nos últimos anos em nossa nação? Ora, pentecostais como Esequias Soares, Ciro Zibordi, Geremias do Couto, Walter McAlister, José Gonçalves, Ricardo Bitun, Claudionor Corrêa de Andrade etc. também escreveram sobre o assunto.

Portanto, talvez você hoje repita uma frase contra a Teologia da Prosperidade aprendida justamente em um livro escrito por algum pentecostal.

Um comentário:

Anônimo disse...

Gutierres, a problemática proposta no tópico dessa postagem reside no seguinte: os púlpitos das Assembleias de Deus Brasil à fora estão cheios de pregadores da prosperidade, confissão positiva, curandeiristas e por aí vai.

Temos ótimos teólogos no cume do monte, enquanto nos vales, pastores mal formados e obreiros sem instrução alguma repetem frases de tele-evangelistas, sob a alcunha de serem "ungidos" por Deus para tal função.
Não há uma proposta de formação de obreiros, especialmente em cidades de menor porte, onde essas heresias e o legalismo crescem igual erva daninha.

Enquanto a igreja definha, a CPAD parece estar em órbita, sem tocar nos reais problemas, lavando as mãos dia após dia, com um currículo da EBD de lamentável superficialidade, sem contar as lições inúteis propagando doutrinas questionáveis (dispensacionalismo, e. g.).

Se a direção da CPAD (o meio mais prático e rápido de promover a mudança educacional dos obreiros da AD) continuar se omitindo, a AD definhará nos vales.

Precisamos urgente de uma direção institucional. Uma verdadeira teologia pentecostal. Que alguém coloque os pingos nos is, de forma didática, e diga... "Olha, pregar isso aqui, vai de encontro a Palavra de Deus".

Faz-se necessário que alguém explique o princípio do toda e somente a escritura aos quatro cantos, ao invés de propagar inutilidades que não constroem, não santificam e não instruem o povo para as mudanças necessárias.

Ir. Soares