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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Por que a crença na autoridade da Bíblia é tão importante para o cristão?

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam. [Jesus Cristo no Evangelho de João 5.39]

Inicio este texto dispensando o debate cansativo entre católicos e protestantes sobre qual seria a fonte primária de autoridade do cristão. Independente da conclusão, todos os cristãos têm as Escrituras como fonte autoritativa. Enquanto o católico tende a ver uma tríade formada pelo magistério, a tradição e a Bíblia; o protestante coloca a Escritura em primeiro plano sem, é claro, desprezar os ministros do Evangelho e a própria riqueza da tradição. Agora, por qual motivo é importante afirmar a autoridade da Escritura? Vejamos:

1. Não existe autonomia e nem liberdade plena. Etimologicamente a palavra autoridade vem do latim auctorĭtas,ātis e significa cumprimento, execução, conselho, parecer, testemunho, atestação, etc. Não existe ser que não esteja debaixo de alguma rédea autoritativa. Podemos desprezar essa ou aquela autoridade, mas só fazemos isso porque nos sujeitamos a qualquer outra. No último filme Jogos Vorazes a personagem Katniss Everdeen percebeu que ao lutar de maneira justa e corajosa contra o tirano Coriolanus Snow ela estava, ao mesmo tempo, fazendo o jogo sujo da presidente Alma Coin, uma aspirante a tiranete e ao trono de Snow. Portanto, se o cristão está ciente que não consegue viver empiricamente sem submissão a uma autoridade, então qual o motivo para desprezar a autoridade mais qualificada? Se não está na Bíblia a minha autoridade, logo estará no cientista social, no especialista em coisa nenhuma, em um sujeito popular e midiático, na ideologia, no ideólogo ou até num escritor sensacionalista... O fato é que ninguém fica sem referencial.

2. A autoridade da Bíblia lembra os nossos próprios limites. Pior que ser submisso a uma autoridade sem legitimidade, autoritária e usurpadora é ser submisso ao próprio ego, que sempre é sufocante, desequilibrado e tendente ao autoengano. É mais inteligente ser julgado, escrutinado e analisado pela Bíblia do que o contrário. Os leitores reverentes, atentos, submissos e com senso crítico sobre o próprio estado, e sem, é claro, desprezar as regras básicas de interpretação de um texto, fizeram mais pelo mundo do que qualquer desmitolizador das Escrituras. Eu sempre achei engraçado esse revestimento profético dos exegetas da Alta Crítica para determinarem até a porcentagem daquilo que realmente pode ser atribuído a Jesus nos quatro Evangelhos. A prepotência e a segurança nas análises são tão elevadas que fariam corar o arauto mais convicto do chamamento divino.


O mais ridículo na mentalidade dos teólogos modernos é achar que a aceitação da Bíblia como Palavra de Deus é uma espécie de idolatria. Ora, como está escrito na epígrafe desse texto, a Bíblia aponta tão somente para Cristo ou como diz um hino da Harpa Cristã: Creio eu na Bíblia, o livro do Senhor, pois de Jesus Cristo mostra o doce amor! Não adianta falar que se busca uma pessoa e não uma revelação, logo porque sem a revelação como é possível discernir a verdadeira pessoa, Jesus Cristo, o caminho, a vida e a verdade?!

Um comentário:

João Emiliano Martins Neto disse...

Mas a revelação a qual você alude no último parágrafo não veio de uma fonte secundária como o texto escrito, que por natureza evidentemente não caiu do céu em forma de rolo na época dos antigos hebreus (Antigo Testamento) e nem com zíper ou instalado em um smartphone (Antigo e Novo testamentos), mas a revelação veio do Céu a Moisés, depois aos profetas que Deus do Céu usou como boca de Si mesmo e, por fim, a revelação veio através da Santa Igreja Católica Romana, no caso do Novo Testamento, que lhe é a referida Igreja a fonte primária.

A questão toda protestante é a de inverter os termos e desprezar e odiar sempre a Santa Igreja Romana, mas que sem a mesma não haveria os legítimos herdeiros do Antigo Testamento dos hebreus que legaram aos apóstolos que por sua vez legaram os bispos do mundo inteiro, seus legítimos sucessores quando e somente quando em comunhão e paz com o Papa, definiram o Novo Testamento que de forma ingrata da parte de uns e/ou inconsciente da parte de outros, os protestantes adoram levar debaixo do sovaco por aí encadernado em couro ou instalado no tele-móvel.