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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Liturgia e corpo

O culto cristão histórico é fundamentalmente formativo porque educa nossos corações através de nossos corpos (que, por sua vez, renova nossa mente), e faz isso de uma forma que é mais universalmente acessível (e eu acrescentaria, mais universalmente eficaz) do que muitos dos hábitos de adoração excessivamente cognitivos que adquirimos na modernidade. A esse respeito, Amos Yong, com razão, critica a forma como o culto protestante tende a ser definido na iniciação e no discipulado cristão. "Isso é especialmente problemático no protestantismo" , observa ele, "com a sua convicção de que a salvação é efetivamente mediada através do conhecimento (de conteúdo doutrinário ou teológico) e que o processo catequético deve ser focado em transmitir cognitivamente esse conhecimento para aqueles que buscam a iniciação cristã. No entanto, insistimos agora que essa antropologia platônica e cartesiana é problemática, precisamente por causa da subordinação do corpo... Na medida em que o hebraico yada se refere mais ao conhecimento do coração do que da cabeça, agora os protestantes podem aprender com as tradições católicas e ortodoxas, especialmente no que diz respeito ao modo como o conhecimento humano de Deus é mediado através da formação, imitação, afetividade, intuição, imaginação, internalização e engajamento simbólico". Porque todos os seres humanos são fundamentalmente mais afetivos do que cognitivos, e tal fato também é verdadeiro para o culto cristão. [James K. A. Smith]

fonte: SMITH, James K. A. Desiring the Kingdom: Worship, Worldview and Cultural Formation. 1 ed. Baker Academic: Grand Rapids, 2009. p 137-138.

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